sábado, 17 de janeiro de 2009

A(O) NOVELA(O) FACEAL. QUEM DEU E QUEM DESATA OS NÓS?

A DECISÃO DE COMPRA AINDA TEM DE PASSAR PELA ASSEMBLEIA MUNICIPAL QUE, ESPERAMOS, REVELE O BOM SENSO DE TRAVAR TAL DESPESISMO!


A novela FACEAL ainda vai fazer correr muita tinta, na medida em que a população quer ver satisfeitas as suas interrogações sobre todos os aspectos deste negócio.


O vice-presidente da Câmara, quando esteve na hasta pública, sabia ao que ia e o que tinha para dizer. O Presidente já tinha definido publicamente a razoabilidade da verba de um milhão de euros, para a aquisição dos terrenos.

No decorrer da hasta, já temos uma primeira discrepância, saltando os valores licitados para perto do dobro. E cinco dias depois temos um valor final de 3.200.000 euros, provocado pela generosidade de um licitador que o vice-presidente não quis revelar, mais as comissões percentuais (isto é quanto maior for o valor da venda, mais percentagem) da leiloeira, que fica assim agradecida aos seus “benfeitores”.

Um facto curioso, é o desta leiloeira vir da Covilhã, a mesma cidade de onde uma universidade trouxe até nós, pela mão da Câmara, um famoso estudo que atribuía a Albufeira o galardão de “cidade com melhor qualidade de vida”, do País.

Um dado novo neste processo, que vem aumentar o nível de exigência da população em ouvir respostas do Executivo camarário, que aprovou por unanimidade a compra e o valor, trata-se de alguns membros da Assembleia Municipal, dizerem em jeito de brincadeira, “que não há nenhum licitador secreto”. Será que temos um gato com o rabo de fora?


Sendo o Banco Montepio o principal credor da FACEAL, qual foi o seu papel neste processo? E quem foi o advogado que o representou? Que ligações tem este advogado, à política e à Câmara? Que interferência teve na subida dos valores? Porque é que a Câmara compra por três vezes e meia mais, um terreno que disse não ter esse valor?


Em nome da transparência, queremos respostas, porque os cidadãos poderão não ficar por aqui.



FORUM ALBUFEIRA

8 comentários:

jesimões disse...

Ou teremos que pensar que o silêncio camarário é um silêncio... comprometido? Quem não deve, não teme!...
Agora por contrato: o poder executivo camarário tem um "contrato", chamado mandato popular, pelo qual se compromete a esclarecer aqueles que representa (o povo de Albufeira)sobre os assuntos da sua governação. Ou será que se presumem acima da regras da democracia? Ou será que, afinal,assumem não representar ninguém? Ou será que consideram este um assunto interno, a ser tratado com a "oposição" (de quem aguardam, como é óbvio, o habitual voto favorável...)?
A oposição a sério, agradece ao executivo o seu silêncio. Esse silêncio vale mais do que mil palavras.E vai ter um custo político, aposto...

Anónimo disse...

O Vicente tambem é rato, quanto mais dessem por aquilo, menos divida ele tem.

firmino disse...

Eu não sei quem é o Vicente mas deduzo que seja o dono ou outra coisa qualquer, mas coitado ele naquela jogada só se limitou a ouvir e a acenar com a cabeça para cima e para baixo, porque os jogadores fizeram tudo. Este não é jogo para peões mas para tubarões, para tipos da assembleia municipal gozarem com o tema v~e-se que andam mãos mais fortes mas vamos todos ver o que tudo vai dar lá na assembleia, se passa ou não.

Anónimo disse...

O título de novelo por desatar está bem conseguido e calculo o sarrabulho que vai entre os autores, que concertaram tão escabroso negócio e tem tanto de mistério como de pouca vergonha.

Cada pormenor e cada passo desta negociata e pela natureza dos envolvidos, fazem despertar o interesse colectivo quanto aos fins em vista, se a Assembleia Municipal será reduzida a cúmplice e o Tribunal de Contas dará mais uma benção cega e voluntária.

O interesse desta novela não fica atrás do episódio dos 10 milhões para os Irmãos Cavacos SA, embora travado mas com certeza em busca da alternativa.

A expectativa é muita mas vale a pena esperar se a nossa confiança está ferida de morte.

professor

ana almeida disse...

Para mim a chave deste imbroglio é o dito advogado. Este fez a ligação entre as partes e enunciou as vantagens de todos fazerem um bom negocio. Os advogados é que têm a habilidade congénita do convencimento ou do contrário.
Um milhão não servia, um milhão e oitocentos mil tambem não e o retrato só ficava bem com os 3.572.000 de euros.
O dono ficou aliviado, o Montepio rejubila, a leiloeira atira foguetes, o erário público é assaltado e o advogado diz missão cumprida.
Mas quem é este ilustre advogado que manobra tão bem em todos os campos?
Está ligado à política? Só pode.

anónimo de cá disse...

e eu penso que a solução passa pela Assembleia Municipal, que tem a obrigação de fazer as perguntas que têm de ser feitas e terem respostas.
Este é mais um caso grave de despesismo e os cidadãos não saem a ganhar. Para a saúde mental dos cidadãos é necessário desarmar mais esta cabala e saber quem são os seus responsáveis.
A cidade não pode andar a dormir porque eles estão sempre a picar maneiras de se safarem.

Anónimo disse...

advogados na política são mais que muitos, e todos eles "bons" começando pelo presidente da assembleia Carlos Silva e Sousa, uma verdadeira vedeta; o Anastácio outra vedeta...

Anónimo disse...

é tudo uma mafia, um breve história sobre a faceal: alguns anos atrás, o buraco da faceal foi proibido de escavar mais e proibido de alargar para o norte (zona com um grande pinhal onde existia uma mina de ferro muito antiga), proibição por parte dos doutoures ecologistas do governo da altura.
Surge a construção da autoestrada do sul, alem de deixar de ser proibida a destruição do pinhal, pagaram forte e feio para escavarem aquilo para a terra ir para as obras da autoestrada, os doutoures ecologistas calaram-se tanto pela destruição do pinhal e pela construção da autoestrada por onde passou.
Ligações mafiosas são pura coincidência antes e agora.