terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

RAZÕES PARA O DECLÍNIO DE ALBUFEIRA.

foto "Algarve Reporter"

O apregoado crescimento da cidade de Albufeira, sendo real, não tem, contudo as leituras que a propaganda oficial espalha aos quatro ventos.

Pretende-se dar uma imagem para o exterior, onde se joga inegavelmente o prestígio de qualquer cidade e dos seus responsáveis políticos, de destino turístico de qualidade, dotado dos valores, dos métodos de organização e das infra-estruturas que a reflictam.

A partir do ponto zero, o agregado harmonioso da velha vila, o primeiro impacto desenvolvimentista, cimentou logo uma estratégia de exploração turística intensiva e de ocupação dos solos sem regras, como o podem testemunhar a massa de betão que circunda a baixa da cidade para o lado nascente.

Dado o primeiro passo nesta direcção todos os outros seguiram esta estratégia com as aparentes vantagens de financiamento da Autarquia.

A linha de costa, outrora embelezada pelos pinhais, é o exemplo dramático da desorganização e da destruição de um património natural, tudo feito em nome de um elevado interesse da população.

Convencidos os dirigentes da cidade, à população bastava acenar com empregos a preços nunca sonhados e com dinheiro para se apoderarem do casario da população pobre. Começou a destruição e nunca mais parou.

Mesmo havendo hoje um conjunto de instrumentos jurídicos e quadros financeiros de apoio à reconstrução e preservação dos núcleos antigos, nenhum Executivo da Câmara de Albufeira os accionou, o que é o mesmo que dizer: continuem a comprar e façam o que quiserem.

Os anos passam e Albufeira está mutilada. A este assalto dos especuladores apoiados pelos políticos, apenas escapou Paderne. A Guia vive do frango piri-piri e juntamente com as Ferreiras, são dois dormitórios em expansão e sem as necessárias infra-estruturas a condizer com o crescimento. Os Olhos de Água e os Salgados, são dois desastres ambientais de dispendiosa recuperação.

O muito dinheiro arrecadado pela Câmara com a construção e o seu rendimento anual tem desaparecido, a destruição de muitas áreas está consumada, o caos urbanístico não pára, com urbanizações atrás umas das outras, sem nexo e sem as vias largas para a fluidez do trânsito, a cidade tem pouca cultura e conhecimento, é conhecida por um local de diversão onde o ruído e o ordenamento estão à deriva, a confusão do trânsito no Verão e a falta de estacionamentos são uma imagem de marca e as praias da frente da cidade nunca tiveram bandeira azul.

Estes são sinais preocupantes e definem uma má administração do Concelho.

Quanto mais tempo sobreviverá Albufeira a toda esta pressão de efeitos negativos?

Um sinal de desnorte estratégico, foi a maneira como as grandes superfícies afundaram as duas principais centralidades , a baixa e a zona das Areias/Sá carneiro, onde a loucura da ocupação chinesa são um evidente sinal de desagregação e empobrecimento.

A falta de investimentos e infra-estruturação estratégica, que é consciente, para atrair investidores em iniciativas de qualidade, reflectem as vistas curtas e o oportunismo das ideias que nos têm governado.

Com esta política, a principal centralidade do Concelho está nos arredores da Guia, cuja concentração de grandes espaços chamam muitos milhares de pessoas que não põem os pés na cidade.

Em muitos anos, não foi apontada uma ideia de projecto central, em torno do qual se desenvolvam outros projectos subsidiários que concorram par a vitalidade dos negócios turísticos que são a base do funcionamento da cidade, criadores de riqueza e de emprego com regalias e poder aquisitivo.

O betão foi quem mais ordenou, os Executivos apoiaram, o dinheiro gerado fugiu e não foi reinvestido e nós herdámos uma cidade fantasma, que alimenta os cofres da Câmara mas não alimenta quem aqui vive, investe e trabalha.

Luis Alexandre



(com a devida vénia, decidimos transportar este comentário para a primeira página, apesar de ter sido publicado no "política à moda de albufeira".

Comentário:


Anónimo antonio cerdeira disse...

O presidente Desidério tem o dinheiro, não é dele mas é como se fosse e faz o que todos os outros fazem pelo País, usam-no em seu proveito.

Com dinheiro, muito dinheiro dá-se a volta às cabeças dos eleitores que em Albufeira já provaram que são benevolentes e gostam de ser enganados.

Até um tosco como o Desidério consegue reinar, mesmo deixando muitas das necessidades básicas sem soluções.

Em qualquer outro País civilizado, todo o desperdício de dinheiro e de resultados, teriam gerado uma tal polémica, que os seus autores não teriam outro saída a não ser demitirem-se. Em Albufeira, como no resto do País, os possíveis arguídos, não só fogem às responsabilidades como são capazes de exaltar os seus bons propósitos.

Mais do que brandos costumes e eu sou um português diferente, isto revela estupidez. A mesma que está pronta para lhes dar o voto, só porque o homem é boa pessoa, isto é, tem muita habilidade para se apresentar como bom católico (as hipocrisias e maldades não se vêem, logo não se sentem) e que está perto de todos, disposto a ouvir, embora não faça nada do que lhe pediram. O homem tem-se dado bem com os pequenos truques, levaram o PSD ao poder e neste tempo, não se destacou ninguém em especial, porque a obediência ao líder, abafa toda a expressão à sua volta.

É outro fenómeno típico de Albufeira, que as gestões sejam exercidas na condescendência dos senhores de outros interesses e que lhes interessa o descanso e as vantagens da sombra.

Se alguém cair, cai o homem do rosto visível e os interesses que lhe estão por trás podem sempre recolocar-se e prosseguirem o caminho. O dinheiro comanda e não gosta de publicidade, ao contário do presidente Desidério, que é um poço de vaidade e de ridículo.

O homem tem servido, o estilo tem servido e a da Lei veio colocar a preparação da continuidade da farsa. Quem vai ser o novo homem forte, depende da evolução dos acontecimentos e de quem vier a candidatar-se às próximas eleições, que os estrategos já perceberam, vão ser bem diferentes do que esperariam há dois anos.

A "Algarve Mais", há dois anos vaticinava a vitória folgada do presidente da sua eleição mas, distraída com os negócios da noite, pode não ter dado conta das mudanças que são visíveis na sociedade albufeirense.

Muitos amigos, controlando o tempo e as práticas, subiram os níveis de preocupação e olham com apreensão o futuro. E não é pela crise, atrás da qual se vão esconder a maioria dos políticos nos próximos actos eleitorais.

Admite-se uma perda real de qualidade de natureza descontrolada. A cidade não está agarrada e o que é conhecido em termos de ideias vindas do poder, não são convincentes nem apontam saídas.

O capital não gosta de incertezas, quer medidas, que lhe sirvam, como é óbvio.

Os dias passam e os apoios de hoje podem não ser os de amanhã. Ninguém dê nada como certo e o capital em Albufeira, já provou que está com a cor e as pessoas que lhe servem. Para bom entendedor...

10 comentários:

Anónimo disse...

Um desafio:
Alguem que venha negar, com argumentos válidos, a realidade deste post.
Meia laranja

antonio cerdeira disse...

O presidente Desidério tem o dinheiro, não é dele mas é como se fosse e faz o que todos os outros fazem pelo País, usam-no em seu proveito.

Com dinheiro, muito dinheiro dá-se a volta às cabeças dos eleitores que em Albufeira já provaram que são benevolentes e gostam de ser enganados.

Até um tosco como o Desidério consegue reinar, mesmo deixando muitas das necessidades básicas sem soluções.

Em qualquer outro País civilizado, todo o desperdício de dinheiro e de resultados, teriam gerado uma tal polémica, que os seus autores não teriam outro saída a não ser demitirem-se. Em Albufeira, como no resto do País, os possíveis arguídos, não só fogem às responsabilidades como são capazes de exaltar os seus bons propósitos.

Mais do que brandos costumes e eu sou um português diferente, isto revela estupidez. A mesma que está pronta para lhes dar o voto, só porque o homem é boa pessoa, isto é, tem muita habilidade para se apresentar como bom católico (as hipocrisias e maldades não se vêem, logo não se sentem) e que está perto de todos, disposto a ouvir, embora não faça nada do que lhe pediram. O homem tem-se dado bem com os pequenos truques, levaram o PSD ao poder e neste tempo, não se destacou ninguém em especial, porque a obediência ao líder, abafa toda a expressão à sua volta.

É outro fenómeno típico de Albufeira, que as gestões sejam exercidas na condescendência dos senhores de outros interesses e que lhes interessa o descanso e as vantagens da sombra.

Se alguém cair, cai o homem do rosto visível e os interesses que lhe estão por trás podem sempre recolocar-se e prosseguirem o caminho. O dinheiro comanda e não gosta de publicidade, ao contário do presidente Desidério, que é um poço de vaidade e de ridículo.

O homem tem servido, o estilo tem servido e a da Lei veio colocar a preparação da continuidade da farsa. Quem vai ser o novo homem forte, depende da evolução dos acontecimentos e de quem vier a candidatar-se às próximas eleições, que os estrategos já perceberam, vão ser bem diferentes do que esperariam há dois anos.

A "Algarve Mais", há dois anos vaticinava a vitória folgada do presidente da sua eleição mas, distraída com os negócios da noite, pode não ter dado conta das mudanças que são visíveis na sociedade albufeirense.

Muitos amigos, controlando o tempo e as práticas, subiram os níveis de preocupação e olham com apreensão o futuro. E não é pela crise, atrás da qual se vão esconder a maioria dos políticos nos próximos actos eleitorais.

Admite-se uma perda real de qualidade de natureza descontrolada. A cidade não está agarrada e o que é conhecido em termos de ideias vindas do poder, não são convincentes nem apontam saídas.

O capital não gosta de incertezas, quer medidas, que lhe sirvam, como é óbvio.

Os dias passam e os apoios de hoje podem não ser os de amanhã. Ninguém dê nada como certo e o capital em Albufeira, já provou que está com a cor e as pessoas que lhe servem. Para bom entendedor...

Anónimo disse...

ainda gostava de saber o porque que o SR. Luis Alexandre veio de Faro para Albufeira se esta terra não presta diga-me o que é que veio para cá diga-me se quiser qual é o seu historial na sua terra natal. e quanto ao sr. António Cerdeira que eu não sei se conheço . o Luis Alexandre gere um tipo de loja fresca. Sr. António porque é que não se candidata a presidente podia ser que votasse em si falar mal não custa mas quando estão no poleiro acho que fazem todos o mesmo

Mosse Debe disse...

Mosse Debe, ser anónimo é muita bom, diz se o que se quer e vamos embora que ninguem nos conhece mesmo que não digam nada. O que eu penso é que todas as verdades escritas não estão a cair muito bem.

Anónimo disse...

Além de tudo o que se vem escrevendo (que vale o que vale) o certo são as realidades:
O senhor L. Alexandre desconhece a ética 'jornalística' a que os blogs estão obrigados. Quando se quer fazer um 'bonito' e utilizamos uma foto para ilustrar um texto - que não é nossa (com copyright), deve-se mencionar e sua fonte para evitar usurpações de 'direitos de autor'.
Como é o caso da foto no presente artigo!
Por isso, e como falar (escrever, no caso) é fácil, aqui se deixa o 'aviso'.
Anónimo, porque o visado sabe quem é o autor!

Anónimo disse...

O comentário do Sr. Cerdeira que o Forum aproveita para reproduzir, é quanto a mim "vesgo", e nem devia mencionar nomes de jornais ou revistas que são uns "vendidos" ao poder financeiro gerado pela publicidade que as autarquias lhe dão.
Como não vai uma revista, por sinal fútil e semi-analfabeta, ou um jornal local (idem, jornal de Albufeira, O Algarve, Avezinha, Barlavento, étc), falar mal ou pouco bem, de um Presidente da Câmara, sem ter coragem nem a verticalidade de apontar os problemas reais do Concelho, quando é este político-presidente que lhe ajuda a pagar o ordenado ao fim do mês???
E cada página vale uns milhares de euros, como devem saber!
Por favor, Sr. Cerdeira responda.
há nomes e coisas nas quais nem devíamos falar, para não parecer que lhes damos uma importância que não tem.

Xico do Páteo

anónimo de cá disse...

Anda muito nervoso no ar. Afinal os senhores do poder também têm dúvidas quando alguem chama os bois pelos nomes. Eu apoioo inteiramente as palavras do sr, Antonio Cerdeira, a quem dou os parabéns pela frontalidade quando afirma que o dinheiro gasto com as obras do Polis devia ser criminalizado. Ou já se esqueceram das inundações e das quedas e do mau estado dos materiais?
Num Concelho dos arredores de Lisboa a população e os comerciantes, numa excepção no País, foram indemnizados e estamos a falar de causas naturais. Aqui não foram causas naturais e agora estão fazendo dois emissários que nunca estiveram inscritos no Programa Polis/Câmara.
Albufeira tem sido uma terra de brincadeira e muita gente se tem aproveitado enquanto a vida da cidade está cada vez mais pobre. Só não vê quem não quer.
Para mim, nas eleições os assuntos Polis têm de estar em cima da mesa. Ou querem discutir os bailes do clube avô e as festarolas que o presidente promove por toda a parte só para botar discurso ?

Anónimo disse...

o Mosse Deb se este nome não é anonimo o que será ?

firmino disse...

As discussões sobre anonimato são uma treta e todos sabemos disso. Mesmo os nomes que são escritos nos blogues, tirando poucos que conhecemos e dizem respeito a essa pessoa,o resto pode ser só disfarces e digam o que disserem isso nem sequer é importante, importante é o que se escreve com opinião sobre os temas publicados e aqui falha muita coisa.
O texto do alexandre já tinha lido no algarve reporter e gostei e o do Cerdeira consolou-me a cabeça, punha os pontos nos is e disse o que nunca tinha ouvido, num país a sèrio os estragos que o Polis fizeram e o dinheiro gasto já tinham posto muitos na cadeia e num país como Portugal é que ainda se riem de nós.

Anónimo disse...

BOOOOA! E viva ó Cerdeira! O que diz, anónimo ou não, é tudo verdade!


Viva ó Cerdeira!