segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

MIGUEL PORTAS, DEPUTADO DO BE, VISITOU OBRAS POLIS/CÂMARA EM ALBUFEIRA



o professor Hermano Saraiva seguiu o roteiro da encomenda e não viu o óbvio


Na passada sexta-feira, o deputado do Bloco de Esquerda, Miguel Portas, esteve em Albufeira com a intenção objectiva de se inteirar do curso das obras do Programa Polis/Câmara e reunir com duas das Associações empresariais com sede na cidade, a AHETA e a ACOSAL.

O deputado, que revelou grande atenção aos testemunhos de populares, sobre os impactos que as obras Polis/Câmara tiveram nas suas vidas, onde não faltaram relatos sobre as inundações, ficou sensibilizado com a tristeza e o sentimento de perda provocada pela descaracterização de alguns traços históricos da baixa da cidade.

Também pôde constatar o estado de degradação dos materiais e a maneira displicente como foram gastos muitos milhões sem que os objectivos do Programa Polis/Câmara, tivessem sido cumpridos.

Sobre as obras em curso no cais e na bateria, com a construção dos emissários, ouviu com atenção os comentários de pescadores e populares e as suas preocupações de que podem provocar movimentos de areias com efeitos negativos sobre as praias e que com as marés mais fortes os detritos sujos que vão continuar a correr no caneiro da ribeira, podem voltar para a rebentação e areal.

O deputado partiu bastante preocupado com o que viu e ouviu. Este tema ainda tem muito para contar!

Os que cá ficamos com o desencanto às costas, lamentamos que quer o Executivo, quer o deputado líder da oposição em Albufeira, que representam os Partidos que arquitectaram este desperdício, PSD e PS, se mantenham no silêncio quanto às implicações deste Programa.

Independentemente do Partido que representa, goste-se ou não, o que conta para a população de Albufeira, é que o deputado Miguel Portas, foi o único a deslocar-se a Albufeira com o propósito de conhecer a relação custo/benefício do Programa e a dimensão do descontentamento popular.

Esta visita, ocorre no mesmo momento em que a Câmara Municipal, com o dinheiro do erário público, faz exibir um programa televisivo da autoria do Professor Hermano Saraiva, onde se afirma que o Executivo faz um grande esforço para preservar “a traça da antiga vila” e que vivemos numa “cidade de grande pujança e progresso”.

O professor Hermano, que não vive cá e veio fazer a encomenda, é que sabe, mesmo que o presidente da ACOSAL o tivesse abordado para lhe mostrar a perspectiva popular, que não quis ouvir.

De facto temos poucas pessoas que nos queiram ouvir! Até quando?


FORUM ALBUFEIRA

11 comentários:

Libertino Metralha disse...

Pois... o Homem deve ter pensado... mas quem é este mecinho? ou este diéb, pra ser mais ALLgarvio ;)

Anónimo disse...

E a propaganda não pára... até usam o dinheiro que não é deles... e o velho hermano levou a vida neste safanço depois do regime ter dado o berro.

carlos

Anónimo disse...

Agora já percebo... hummmmmm!!!!
O presidente da ACOSAL (k ninguém conhece nem sabe quem é nem o que faz nem donde veio) anda à procura de protagonismo na blogosfera para ter acesso a um clube político para se encostar...
Pode ser o BE, oh Luis Alexandre?!!!
E as assinaturas, já começaram a recolher?
Façam como o didi, vão aos lares da 3º. idade. Mas antes k morram!
(de fome)

Anónimo disse...

pois, ao menos uma fotozinha no perfil, e um nome marado qualquer

Mosse Debe disse...

Mosse Debe, o polis deu cabo do largo dos pescadores levou nos a escsda do tempo da minha bisavó e o hermano não viu ? e a meia laranja que perdeu a graça e o fresco dantigamente ? querem é fazer nos parvos.

luis alexandre disse...

O Polis já fez correr mais rios de água do que rios de tinta e de palavras.
O Polis foi planeado para se fazerem ouvir trombetas de vanglória dos seus promotores.
Os erros catratóficos do planeamento e da execução, mataram estas intenções.
Os seus autores fogem do tema como o diabo foge da cruz. Não falam nem escrevem!
O Executivo camarário fez um voto de silêncio, porque já percebeu que quanto mais mexe mais cheira a merda.
O PS está fechado na sua vergonha de pai de projecto e desejoso do esquecimento popular.
A Parque Expo, o seu Gabinete, o ministro e o Sócrates desejam terminar com o calvário das suas más conciências.
O povo de Albufeira, que não foi tido nem achado, viu a sua terra ser esventrada para quase nada, perdeu as suas memórias e ganhou uma enorme despesa para pagar em reparações e mudanças no futuro.
As eleições vão ser um momento de vanglória ou de acerto de contas?

Anónimo disse...

O presidente Desiderio foi de férias recuperar as forças pra vir responder a tudo, para inaugurar as obras, ir aos bailes e festas e fazer os discursos. Quando chegar está tudo preparado á espera que fique á frente da companhia laranja rumo aos milhões da camara.

Ana Almeida disse...

Não há libertino que apague as verdades!
O Polis foi para a cidade, uma espécie de furacão que passou, que gastou dinheiro à parva e deixou infelicidade por todo o lado.
As inteligências que o planearam não só não ouviram a população, como confundiram uma vila tranquila com um grande centro cosmopolita. Alguém pediu elevadores e escadas rolantes? Quem? Foi o presidente da Câmara? Mas ele está de partida e nós ficamos com as crianças ao colo? Quem vai pagar todas as asneiras que foram feitas? Nós? Outra vez? E o Estado que participou nesta afronta a uma localidade, que só queria ver resolvidos os problemas dos esgotos e dos estacionamentos, vai-nos virar as costas? Se as coisas não estão bem, quem vai arcar com as despesas?
Senhores Sócrates e Desidério, mais tarde ou mais cedo, vocês vão ter de nos responder por tudo!
Não subestimem o povo do Concelho de Albufeira!

Anónimo disse...

Acham que Albufeira já está destruída?
Então esperem pra ver o mamarracho de betão que vai aparecer entre os pescadores e o peneco. E parece que vai ter umas escadinhas pra subir dum lado e descer do outro....
Ainda não chegámos ao fundo, mas falta pouco...

Anónimo disse...

O Professor José Hermano Saraiva e o programa que conduz "A Alma e Gente" constituem um momento alto da programação da televisão portuguesa. Quanto à altura de exibição do mesmo é que devia, no meu ponto de vista, ser em horário nobre. O segundo canal continua a ser o único canal da televisão estatal que, com a programação cultural de qualidade e com os programas de divulgação científica, merece ser visto. Eu posso estar a falhar algo, mas creio que o programa não poderá ser visto propriamente como sendo encomendado. A única coisa que o o Prof. se referiu foi à "criteriosa gestã autárquica". No próprio programa foi avançada a necessidade de algumas propostas de melhoria a nível do Museu Arqueológico que, apesar de bastante didáctico, não se encontra ainda completo. Mas não deixa de ser um importante meio de difusão de conhecimento sobre as culturas que aqui deixaram alguma forma de legado e marcaram a sua presença. Passando pelos menires, pela segunda sala consagrada ao período romano e presença cartaginense, o mosaico da sala de domínio árabe do 4 séc. D.C., a sala de domínio árabe. A referência ao Castelo de Paderne, um dos sete castelos representados na nossa bandeira e às 25 lindas praias de referência.
Ainda quanto ao castelo de Paderne, fortificação predominantemente islâmica, gostava era de perceber se a referência à "forma de ser do algarvio", o que é que sto siginifica. Fiquei com o bichinho.

Menção importante também ao Zoomarine que consegue funcionar durante 12 meses do ano e que faz as maravilhas de todos aqueles que lá se deslocam para visitar um belo espaço e diversão familiar.

Abordados pontos como o facto de no Algarve se respirar melhor e, inclusive, no dia em que o Prof. se deslocou ao Algarve e assim que entrava neste o nevoeiro ter desaparecido, logo uma terra luminosa e cheia de hospitalidade para quem a visita.

A evolução histórica de Albufeira, desde o Neolítico, Romanos, invasão e colonização árabe, conquista cristã,incontornável referência ao Remexido, séc. XIX, Séc. XX, 1930, 1950, foram explanadas com o que a curta duração do programa consegue. E aos pescadores de Albufeira que durante três anos mudaram de de profissão e abriram o que hoje conhecemos como túnel. É óbvio que podia ter abordado muito mais, mas para isso era preciso que concedessem ao programa pelo menos mais meia hora de duração.

Tomara que Albufeira tivesse muitas mais possibilidades de ser referenciada como foi no futuro atraindo assim mais turistas que é o que esta terra precisa.

Anónimo disse...

Provavelmente o Prof. Hermano Saraiva não conseguiu mostrar os factores de descontentamento relativamente a algumas políticas menos conseguidas em termos de apoio popular por parte do executivo camarário, porque o programa "A Alma e a Gente" não pode ou não serve esse propósito.

Mas tenho a certeza que através deste blogue e de outras formas de comunicação, o descontentamento popular não deixa de ser ouvido e que as pessoas sabem que o Pols teve um impacto negativo nalgumas zonas de Albufeira que poderiam ter tido uma intervenção mais bem conseguida. Mas nem todas as pessoas que têm opiniões contrárias a alguns aspectos do programa Polis se revêm no deputado Miguel Portas ou no partido que este representa. Mas têm a certeza que o Forumalbufeira, os intervenientes no mesmo, a ACOSAL e o presidente Luis Alexandre são, seguramente, os mais indicados para discutir acerca do mesmo pois são aqueles que directamente sentiram na pele os efeitos dos problemas do Polis.