quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

DAVID MARTINS FEZ PROVA DE VIDA




Enfrentando pesadas críticas quanto ao seu relacionamento com a vida política, social e económica do concelho que jurou defender, David Martins, presidente da concelhia do PS, candidato derrotado às eleições autárquicas e actual empregado do Estado na categoria de assessor do ministro da Agricultura, esteve presente na sessão de Câmara de 15 de Dezembro último.

Com esta presença, numa reunião de temas completamente inofensivos, David Martins fez questão de mostrar aos seus críticos que tem uma vez ou outra, alguma disponibilidade para olhar para a problemática do concelho.

O líder à distância do PS, entrou na unanimidade dos assuntos discutidos em sessão, tendo entrado em "contradição" com o executivo numa única questão, a saber: a obra a decorrer no leito da ribeira das Ferreiras, que foi alvo de embargo e de muitas críticas quanto aos problemas que pode oferecer no futuro em virtude do seu encanamento.

Vale a pena atentar na transcrição da parte da acta alusiva, adiantando o FORUM ALBUFEIRA a sua contestação pela ineficácia desta intervenção atrasada no tempo e apenas para propaganda política de que se preocupam.

Na ocasião do embargo, que não foi por denúncia do PS, já David Martins "andava" por Albufeira e supostamente deveria instruir a intervenção dos dois vereadores que se arrastavam nas reuniões camarárias.


Votação: votaram no sentido da deliberação o Senhor Vice-Presidente e os Senhores Vereadores Marlene Silva, Carlos Quintino, José Sequeira e Ana Pífaro; votou contra o Senhor Vereador David Martins que declarou fazê-lo, não por estar contra a execução da obra, mas pela forma apressada como decorreu todo este processo, não tendo sido acautelados todos os meios para que a obra não fosse embargada. Questionou ainda quanto à responsabilidade pelo impacto negativo e quanto à garantia de que o encanamento da Ribeira não originará cheias em Albufeira, referindo que em relação à primeira questão ninguém assumirá com certeza as responsabilidades e que quanto à segunda questão tem sérias dúvidas que alguém possa garantir que tal execução não originará cheias. --------------------------------------------------

Interveio o Senhor Vice-Presidente que mencionou que a responsabilidade política está devidamente assumida. A situação do embargo deveu-se a uma questão de interpretação. Quanto à situação das cheias estas representam fenómenos de natureza cada vez mais difíceis de controlar sendo que nos últimos tempos também têm ocorrido em diversas zonas do país com bastante frequência, ao contrário do que sucedia antigamente, desconhecendo-se o limite desses fenómenos e não havendo obras que resistam a situações tão adversas.------

O Senhor Vereador Quintino também interveio para esclarecer que a interpretação que os serviços técnicos tinham relativamente à situação que originou posteriormente o embargo da obra era a de que não seria necessário o licenciamento por parte da ARH – Administração da Região Hidrográfica, a qual se veio a verificar não ser a interpretação correcta.---

Referiu ainda, quanto à questão das cheias, que as medidas preconizadas foram no sentido da instalação de duas comportas para regular os caudais de água, formando duas bacias de retenção, no entanto, as garantias de que não haverão cheias depois da execução da obra ninguém as poderá dar, mesmo tendo em consideração os estudos sobre a matéria e posteriormente a emissão do respectivo licenciamento por parte da ARH – Administração da Região Hidrográfica.-----------------------------------------------------------------------

O Senhor Vereador David Martins voltou a intervir referindo que a execução de duas bacias a montante e a jusante não parece ser uma questão de interpretação mas uma questão de segurança. Mencionou ainda relativamente aos fenómenos naturais, que muito embora não os possamos controlar, deverão ser acauteladas o máximo de situações possíveis de forma a minimizar os efeitos de tais fenómenos. Questionou ainda o Senhor Vereador Carlos Quintino sobre o facto de estar a responsabilizar os técnicos.----------------------------------

O Senhor Vereador Carlos Quintino referiu que não responsabilizou os técnicos apenas mencionou que houve uma má interpretação por parte dos técnicos sobre a necessidade de licenciamento por parte da ARH – Administração da Região Hidrográfica.


FORUM ALBUFEIRA

6 comentários:

Anónimo disse...

Oh Luis deixa la o david trabalhar nao dizem que esta a ganhar a vida? o homem nem sabe onde fica as Ferreiras ....quanto mais a ribeira...nao passa de um tretas-

Anónimo disse...

A ajuda aos Companheiros que vão sendo deixados...
Este é um exemplo da podridão da politica de Albufeira e do PSD, após 4 anos como uma nódoa como vereador o exmo presidente da CMA consegui legalmente, aranjar um JOB seguro (3 anos) para compensar o amigo ter sido afastado das listas do PSD.
O salário nem questiono pois a função é fulcral para a nossa cidade.

"10. Por meu despacho, datado de 23 de Dezembro de 2009, nomeei António José Oliveira Gonçalves, para o cargo de Comandante Operacional Municipal, com efeitos a partir de 04 de Janeiro de 2010, pelo período de 3 anos;
11. Não se encontra previsto um regime remuneratório específico para o exercício do cargo de Comandante Operacional Municipal;
12. Compete à digníssima Câmara Municipal a fixação da remuneração do aludido cargo.
Proponho:
Que a digníssima Câmara Municipal autorize fixar para o cargo de Comandante Operacional Municipal o montante remuneratório correspondente ao cargo do Chefe de Diviso, ou seja de € 2.613,84, actualizável nos termos legalmente definidos para a função pública.”
Foi deliberado, por unanimidade, aprovar a proposta. "
Publicada por Albufeiraviva em 13:47 0 comentários

Anónimo disse...

dassseeeeeeeeee.............

Anónimo disse...

Comandante Operacional Municipal, mas o que é isto ?
Em que áreas vai o Sr. Comandante Operacional espalhar o doce perfume da sua competência ?
Se exercer esta nova função com a competência demonstrada no exercício do cargo de vereador, então o concelho está muito "bem servido".
Como foi apeado do executivo para dar lugar a outro "cliente" que estava em lista de espera e atendendo à falta de emprego que por aí existe, o Sr. Presidente resolveu dar uma mãozinha ao seu colaborador, outorgando-lhe o mui nobre cargo de Comandante Operacional Municipal.
Desconhecendo-se o conteúdo funcional deste cargo, uma coisa é certa, o Sr. Presidente foi lesto em propor o cargo, a duração do mesmo e um vencimento adequado, o qual até é bastante generoso. Atentem só no preciosismo do vencimento: 2 613,84 Euros. Como se teria chegado a este valor, uma vez que não está previsto nenhum regime remuneratório específico para o cargo ?
Isto das maiorias tem mais que se lhe diga:criam-se cargos a pedido (Comandante Operacional), exercem-se cargos em acumulação (Presidente de Junta + Adjunto do Presidente da Câmara)e o que mais por aí virá....
É um fartar vilanagem.

Anónimo disse...

Se o homem chegar a quatro anos leva outra abada... agora foi para a agricultura aprender a cavar batatas e se calhar até pensa que a malta de albufeira é naba.

O Engenheiro disse...

Dá-me vontade de rir quando olho para o posto do Eng. Carlos Quintino e as suas responsabilidades. E a competência anda onde? Oh pá.....