quinta-feira, 6 de novembro de 2008

URBANISMO EM ALBUFEIRA. AMA-SE OU REJEITA-SE!

(Os temas Urbanismo e Programa Polis/Câmara fundem-se. Está aberta esta nova e importante janela de discussão.)



Os destinos da terra estiveram muitos anos nas mãos de nascidos cá mas, nem por isso houve o cuidado de preservar o centro histórico e definir uma estratégia de combinação de desenvolvimento e ordenamento.

Rasgou-se uma Avenida longitudinal e a partir daqui, os sucessivos executivos camarários, foram licenceando construções ao belo prazer dos muitos arquitectos e engenheiros que aqui foram assentando arraiais. Para alegria dos seus clientes construtores, a quem não interessava a ordem mas sim os lucros finais e para alegria dos Presidentes de Câmara que viam entrar os dinheiros das taxas camarárias que lhes davam asas para as promessas.

Décadas de construção indiscriminada taparam os caminhos para o mar, as acessibilidades estão estranguladas e debaixo de promessas, jardins e estacionamentos são ainda hoje uma miragem e a cidade ficou aquele caos que todos conhecemos no Verão. Albufeira tem 4500 fogos novos para venda. A construção não pára e está altamente inflacionada , o arrendamento é caro e as pessoas fogem para locais dormitórios como as Ferreiras.

Perante tudo isto, não será importante discutir as medidas correctivas e definir um novo quadro de ideias que nos livre da estagnação ou da rotura?


FORUM ALBUFEIRA

Novembro 2008

5 comentários:

o cheias disse...

Ai moços do que vocês vão falar. Urbanismo em Albufeira é sinónimo de enriquecimentos ilícitos e caixotes por todo o lado. Quem trava a bagunça ?

Anónimo disse...

O urbanismo em Albufeira dá uma enciclopédia. Perguntem ao Anastácio, ao Domingos Pires, ao Lopes e Marques, ao Desidério, ao Arqº Melo entre outros. Isto é que é uma galeria de fazedores de "coisas boas".
Uma das obras mais espectaculares é na Sá Carneiro para se entrar para outros prédios temos de passar por baixo de outro.
Quem fez e autorizou tem de levar um premio.

Anónimo disse...

Meus Caros,

Quero saudar o Forum por trazer à discussão este tema, pois, entre outras coisas, tem muito (tudo?)a ver com o grave problema da sazonalidade que afecta as actividades económicas, digo a principal, o turismo.

Com esta urbanização desenfreada e sem rumo deram cabo de Albufeira, para o Turismo mais exigente (em qualidade...). Resta a Albufeira o Turismo de "Massas" de Sol e Praia.

Quem assume agora responsabilidade por termos chegado a este estado de coisas? Quem para a "Monstro"? Será que o novo PDM dará sinais nesse sentido? É estranho não se ouvir falar nesta revisão? Estarão à espera de vender tudo o que é urbanizável para (com a revisão) alargar os perímetros urbanizáveis (mais do mesmo)?

Entretanto o que faz (fez) a actual gestão Camarária para mudar o rumo deste urbanismo e, assim, inverter a sazonalidade? Gasta milhões em foguetes? É pouco!? É muito!? É dinheiro que poderia ser melhor investido.

Albufeirense Atento

l.s.s. disse...

O novo Plano de Urbanização de Albufeira está em curso, já foi discutido no Executivo e deverá baixar proximamente à Assembleia Municipal.
O Presidente Desidério e os seus seguidores preparam-se para afundar ainda mais a cidade em construção. Nos novos perímetros, querem autorizar mais 5ooo fogos! Temos 4500 para vender e vêm aí mais 5000.
Isto é um erro crasso e hipoteca o nosso futuro. Os apoiantes da campanha do sr Desidério estão a cobrar os apoios e querem deixar o s seus interesses resolvidos no PU, não vá o diabo tecê-las no próximo ano de eleições.
É um facto que o Turismo de massas afundou Albufeira. Somos uma cidade fantasma 8 meses do ano. Somos uma cidade desordenada, pincelada às cores e sem negócios a maior parte do ano . Então a quem interessa tanta carga de construção?

Anónimo disse...

Urbanismo em Albufeira é sinónimo de ganhar muito dinheiro. Algum presidente da Câmara ficou pobre? O arquitecto Melo está pobre? O Anastácio está pobre? O betão dá dinheiro e por isso vamos em frente enquanto isto der.
Os bancos vão continuar a emprestar dinheiro para fazer casas que não se vão vender?
E a Câmara vai continuar a favorecer estas situações? Estamos em crer que sim!