sábado, 18 de setembro de 2010

Cuba, a revolução traída


Isolado e desmascarado, o regime opressor de Cuba, que a par da China são as últimas expressões do capitalismo de Estado, não consegue esconder mais as misérias que produziu.

Depois de derrubar a ditadura de Fulgêncio Baptista, que transformara a ilha caribenha num arraial permanente para o gozo dos norte-americanos em particular, explorando em condições indignas uma população esfomeada, os guerrilheiros vitoriosos de Fidel de Castro, tornaram-se em políticos escravos das políticas social-imperialistas da ex-União Soviética, tornando a ilha num porta-aviões ao serviço do expansionismo estrangeiro e das suas teorias económicas de capitalismo de Estado, isolando ainda mais a ilha do respeito e apoios das nações não-alinhadas.

O revisionismo soviético, cujas ajudas dirigidas a Cuba não se fizeram no respeito por uma nação livre e independente, cobrava decisões e posicionamentos no complexo tabuleiro geo-estratégico mundial, que levaram à corrupção e degenerescência regimental, provocando a desconfiança política e a incapacidade negocial de investimentos e trocas comerciais justas.

Os protelados anúncios de implosão do modelo económico enxertado e os despedimentos de funcionários que não têm outros meios de subsistência, por falta de solvência e por incapacidade de criar soluções, feitos pelos dirigentes oportunistas do regime cubano, são o passo para justificar uma nova mudança para a sua sobrevivência e que passarão, necessariamente, por uma linha de actuação próxima do regime chinês, de deixar explorar o seu povo pelos capitais internacionais, de que resultarão mais Tienanmen e protestos internacionais para orelhas moucas.

Os escribas de todo o mundo glorificaram a queda de Fidel, confundindo-a como a derrota do socialismo, como se esta não fosse uma realidade construída nas consciências políticas da imensa maioria dos cubanos que, como qualquer povo, percebem onde termina o espaço que se transformou em tirania e se prepara o novo caminho da liberdade.

Em Portugal, o incansável Vasco Pulido Valente, na habitual hipocrisia intelectual de direita, anuncia a morte de Fidel de Castro e a ascensão do capitalismo, sem pronunciar uma palavra sobre a podridão do regime derrubado pela revolução popular de há sessenta anos e do que se está preparando.

Este historiador emparcelado, fala até das mortes e das prisões provocadas por Fidel e referir-se-á às posteriores à revolução, como se as de Fulgêncio e de outros tiranos do capitalismo, onde se incluem muitos dos dirigentes políticos do pós-guerra, não tivessem a mesma origem oportunista e de limpeza dos adversários.

No mesmo plano, a China do presidente Mao, odiada pelos capitalistas e que reviu as suas teorias socialistas e se tornou capitalista e pátria de fortunas ocidentais que deslocalizaram tecnologias e elevados meios financeiros para exploração livre de uma mão-de-obra abundante e indefesa, não merecem mais do que sorrisos escritos e protestos inóquos.

O regime cubano vai caindo apodrecido pela sua base capitalista e isolamento do Estado, num jogo de paciência dos EUA e aliados que sabiam ser perigoso na área o jogo das armas, embora num dos cantos da ilha – Guantánamo -, tenham praticado um dos mais recentes e denunciados episódios de violação dos Direitos do Homem mas, não caem as aspirações de justiça pelo valor do trabalho, comum a todos os povos.

Se Fidel se deixou vencer e é uma página que a História voltará, Cuba é um país com grande sede de liberdade e esperança.


Luis Alexandre

2 comentários:

jesimões disse...

Não foi por Marx não os ter avisado... Na sua obra, estão claramente expostas as condições necessárias e essenciais para a Revolução Socialista.
Eles não acreditaram...

Anónimo disse...

OS BONS REGIMES POLITICOS SÃO OS MAOISTAS DA CHINA; DA ALBANIA; DO CAMBOJA DO POL POTE, EVERHODJA QUE FORAM OS MAIORES SANGUINÁRIOS JAMAIS CONHECIDOD DO MUNDO MODERNO. A honesta cuba dá lições a esta canalha maiosta dos DURÕES BARROSOS E COMPANHIA;;;;;;;;;;;;;;
JORGE PEGADO