segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Fim de ano faz de conta


O fim de ano em grande foi uma das promessas eleitorais de há dez anos, feita por Desidério Silva e aquela que melhor se concretizou com o esforço do executivo do PSD.

Todos os anos houve uma preocupação de elevar o cartaz, acompanhando as ambições de recandidatura autárquica, dando ênfase às parangonas insustentadas de um retorno financeiro que insistia na cifra invariável de um valor de 10 milhões de euros, adiantado de novo para este ano.

Para 2010, em plenas crises local e nacional e com o lema da poupança actualizada à quebra de receitas, Desidério Silva ainda escorregou na tentação do retorno da velha chapa dos 10 milhões por uma vez, o que não repetiu na sua tribuna publicada no “CM” sobre o assunto.

Entre a população e o empresariado já se fala na pobreza do cartaz e na sua incapacidade de mobilização para se aproximar dos anos atrás, exceptuando o ano passado que se inscreveu na queda de fulgor e de resultados.

O executivo, como é seu timbre, exulta a sua entrega e procura vender um programa de artistas principiantes, como se de estrelas se tratassem. A mais-valia, dizem, está na terceira vez que trazem a televisão para transmitir em directo a partir de Albufeira.

E o retorno prometido? Será que um programa com artistas faz de conta e vocacionado para salão poderá suscitar um tão grande interesse que arraste os números astronómicos de presenças que o presidente gosta de imaginar?

O cartaz é curto, não mobiliza mais do que familiares, claques e curiosos, deixando de parte o interesse de estrangeiros residentes e fasquias importantes de algarvios e portugueses.

De importância internacional nem vale a pena falar que seja um elemento mobilizador de significância para justificar as verbas envolvidas para anunciar o fim de ano em Espanha. Porque a autarquia anunciou que andou por terras de Espanha a publicitar o fim de ano, cujas verbas têm de ser associadas aos custos do evento. Ou será que os visitantes esperados, afinal, vêm pelo foguetório?

A crise não justifica tudo, quando uma cidade turística vive de promoção e da sua qualidade de acolhimento. E depois, este executivo levou o ano a aumentar tudo o que dele dependia, apenas não concretizando uma parte vetada pelo próprio partido.

FORUM ALBUFEIRA

2 comentários:

jesimões disse...

Explicitando, para quem não sabe, a referência final do post: Sua Excelência o Senhor Presidente da Câmara resolveu aumentar as taxas municipais; a Assembleia Municipal, porém, votou unanimemente contra!
Indícios de "fim de reinado"?...

Anónimo disse...

vai ser outra vez moçanhada que só faz barulho e estragos mas dinheito tá quieto. ganda presidente !!!!!!!!mo vai lá pra assembleia que mais merda na se nota nada