segunda-feira, 30 de novembro de 2009

UMA CIRCULAR CHEIA DE HIPOCRISIA




A propósito de uma visita de 400 agentes ligados à empresa Thomas Cook, a Câmara Municipal de Albufeira, no seu habitual estilo descontraído de imaculada, lança para a rua uma circular dirigida aos comerciantes, para que colaborem no domingo dia 6 de Dezembro, mantendo os seus negócios abertos.

Comecemos a nossa análise pela simpatia da palavra usada: "manter", que demonstra a perfeita noção que a autarquia tem da dimensão da sazonalidade e da crise, e das dificuldades dos comerciantes em terem as suas portas abertas para um vazio de clientes e de caixa.

À luz do que vem acontecendo nos últimos domingos, em que os poucos serviços que subsistiram ao escorraçar provocado pelo Programa Polis /Câmara estão fechados, reduzindo a circulação de pessoas, ninguém vai fazer qualquer esforço para agradar à autarquia.

Dirão alguns que se trata de uma iniciativa positiva, com certeza, mas os custos e a desmotivação falarão mais alto e a autarquia não é alheia às responsabilidades da situação.

A realidade que vai ser constatada por estes agentes, será devidamente explicada e de forma séria por parte da autarquia, quanto ao conjunto e variedade de constrangimentos que levaram aos encerramentos e ao vazio das ruas?

Ficarão estes a saber da falta de estacionamentos, fragilidades da segurança, ruídos descontrolados, deficiências dos equipamentos e da existência de umas valentes dezenas de ciganos que fazem os seus negócios nas ruas?

Ainda hoje e pela milionésima vez, assistimos a mais uma burla a visitantes estrangeiros, ficando estes no desespero de trocarem 300 euros por uma caixa de pedras, clamando por policia que não se vê e mesmo que façam queixa no posto nada se resolve.

Os agentes da Thomas Cook nem podem sonhar com estes factos mas, cuidado que os ciganos trabalham todos os dias e 400 clientes...

Outra nota de salientar, é a forma de comunicação escolhida, que não passou pelas associações, não vá o diabo tecê-las...

Então bom trabalho, é o que desejamos a este executivo autárquico, sob cuja égide, a sazonalidade tem aumentado avassaladoramente e, apesar das promessas eleitorais de um programa específico, até à data não se sabe de nada.

o



FORUM ALBUFEIRA

domingo, 29 de novembro de 2009


RIBEIRA CORRE FORA DA LEI?




Decreto Lei 364/98 de 21 de Novembro

1. Os municípios com aglomerados urbanos atingidos por cheias num período de tempo que, pelo menos inclua o ano de 1967 e que ainda não se encontrem abrangidos por zonas adjacentes classificadas nos termos do art. 14 do decreto-Lei nº 468/71 de 5 de Novembro, na redacção conferida pelo Decreto-Lei nº 89/87, de 26 de Fevereiro, devem elaborar uma carta de zonas inundáveis, que demarque, no interior dos perímetros urbanos, as áreas atingidas pela maior cheia conhecida.




Sendo o estado implacável com a imensa maioria dos cidadãos na aplicação dos seus articulados, porque razão, no caso de persistência do município de Albufeira em não cumprir a lei, no caso concreto a lei nº 364/98, os diferentes organismos fiscalizadores, com particular destaque para a ARHAlgarve e a CCDRA a outro nível, não exercem a sua autoridade?

Como é possível, que uma cidade em leito de cheia com um histórico de inundações, agravadas pelas distorções mais recentes do Programa Polis/Câmara, não cumpra a lei e não oriente as suas decisões com base em estudos obrigatórios?

A obra no leito da ribeira mais devastadora do concelho, com o seu encanamento em mais 700 metros, a coberto da generosidade de construção de um parque de merendas, obedece aos mais elementares preceitos da análise dos factos e de prevenção?


Não, não obedece e nenhum técnico, abordado de forma individual, avaliza esta intervenção como é peremptório em afirmar que a natureza, a seu tempo, irá cobrar a imprevidência dos decisores e inundar de aflições e prejuízos, todos os que estão no seu caminho.

O princípio, de que a prevenção é sempre de mais baixo investimento, foi espezinhado pelos interesses partidários de mostrar obra.

A obra foi começada em desrespeito pela lei, aproveitando a distracção dos fiscalizadores, foi embargada por vergonha, desenvolve-se em concertação de todas as partes, debaixo do espanto dos científicos e do justificado temor de todos quantos vivem e desenvolvem os seus negócios nas novas zonas impermeabilizadas e na baixa da cidade.

Quando a ACOSAL pediu esclarecimentos públicos sobre os fundamentos de todos os passos dados e perguntou quem assumiria as responsabilidades futuras dos acontecimentos, naturalmente não obteve respostas.

Até hoje, não se conhecem as razões do levantamento do embargo e as garantias fundamentadas, ao abrigo do cumprimento da referida lei 364/98. E como o bolo precisava de cereja, a edilidade ainda resolve, para surpresa de todos, em vez da transferência do posto de combustíveis que ladeia a ribeira na entrada da cidade, autorizar a sua implementação no lado oposto.

Afinal para que servem as leis e os diferentes departamentos do Estado?



FORUM ALBUFEIRA

sábado, 28 de novembro de 2009

BE interpela Ministério do Ambiente sobre Lagoa dos Salgados
28-11-2009 14:17:00

As deputadas do BE, Cecília Honório e Rita Calvário questionaram o Ministério do Ambiente sobre medidas de protecção ambiental a aplicar na Lagoa dos Salgados, situada entre Silves e Albufeira.
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Cecília Honório, deputada do Bloco de Esquerda eleita pelo círculo de Faro, e Rita Calvário, eleita pelo círculo de Lisboa, pediram, na sexta-feira, ao Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território que justifique “os constantes atentados ambientais praticados na Lagoa dos Salgados?”.

As bloquistas pretendem também saber se “Vai o Ministério reforçar a capacidade de intervenção e fiscalização ambiental nesta zona para prevenir e combater os atentados ambientais?” e “Que medidas vai o Ministério adoptar para valorizar e defender este ecossistema lagunar e promover o seu usufruto sustentável?”.

No documento entregue na Assembleia da República e dirigido ao Ministério do Ambiente, o Bloco de Esquerda salienta as posições tornadas públicas pela Associação Almargem e pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), de denúncia de “uma série de atentados ambientais e violações legais”.

“O Bloco de Esquerda considera inadmissível o desprezo e abandono a que a Lagoa dos Salgados tem sido remetida, reinando a incapacidade de ordenar os usos compatíveis e a absoluta ausência de fiscalização. Exigimos a valorização e defesa desta zona tão sensível e significativa para a conservação da natureza e da avifauna, permitindo o usufruto sustentável dos espaços e valores naturais aqui existentes”, conclui.

in "Observatório do Algarve"

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

AO QUE CHEGÁMOS EM ALBUFEIRA!




Na entrada de mais um longo período de sazonalidade, assistimos impotentes ao encerramento definitivo de comércios, saindo os seus proprietários altamente endividados e estando outros a bater recordes de receitas por baixo, caindo nos números irrisórios ou no zero de caixa.

Nos últimos trinta anos, PS e PSD fizeram um enorme esforço para destruírem uma vila radiosa e atraente, que cresceu em defesa dos felizardos interesses do imobiliário, que ganharam rios de dinheiro em milhares de caixotes espalhados por ruas e ruelas e criando os constrangimentos que todos conhecemos em falta de equipamentos sociais, jardins, estacionamentos e segurança.

Um visitante estrangeiro, jornalista de profissão, desabafava: "alguém no seu perfeito juízo, vem a Albufeira para ver um centro comercial na praia", referindo-se às escadas rolantes, ao elevador pendurado na falésia e aos montes de envidraçados onde deveriam estar as casas tradicionais".

Esta afirmação resume, o desprezo a que milhares de turistas votaram Albufeira, fazendo tábua rasa das suas excêntricas "modernidades", mesmo a pretexto da mobilidade, passando palavra a muitos outros que fazem as suas opções noutras direcções.

Desde o princípio da década, a massificação e a falta de comodidades foram persistentemente esgotando a paciência das pessoas que, cansadas, preferiram o afastamento do que confrontar a Câmara Municipal com as suas responsabilidades.

As más gestões de Albufeira, as oportunidades perdidas com os muitos milhões do Programa Polis/Câmara, uma cidade fantasma, insegura, ruidosa, as matas devoradas, a Lagoa dos Salgados poluída e engolida pelos interesses privados, um trânsito caótico em Agosto, são um somatório confrangedor e que determinam a acentuada curva descendente da vida social e económica.

Temos que atribuir estes méritos ao PS e ao PSD.



FORUM ALBUFEIRA

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Fim de semana recheado de notícias desagradáveis...

REQUALIFICAÇÃO DA EN 125 EM BANHO-MARIA?






Numa sucessão de notícias pouco agradáveis para o Algarve, o Tribunal de Contas resolveu, entre outros projectos nacionais, chumbar o modelo para a requalificação da EN 125, também chamado de concessão "Algarve Litoral"

Este chumbo, ainda que não represente o fim do projecto há muito necessário e prometido, implica com certeza o seu adiamento e terá efeitos negativos na circulação automóvel e esperemos que não se venham a perder mais vidas ou o aumento de invalidez de cidadãos.

Mais uma vez, a condução do processo pelas entidades oficiais responsáveis pretendeu furar os procedimentos em benefício das empresas contratadas e os cidadãos é que pagam, sob todos os aspectos, social e financeiro.

A população algarvia exige que se ultrapassem todos os inconvenientes no respeito pela legalidade e em total transparência de processos.


FORUM ALBUFEIRA
BERNARDO TRINDADE SEM SURPRESAS


O secretário de estado do Turismo, Bernardo Trindade, veio ao coração da crise turística para anunciar mais uns esforços em campanhas de publicidade do espaço nacional e um extraordinário aumento de 50 milhões de euros para o programa INVEST.

Este membro do Governo, que discursou na abertura do congresso da APAVT, que se está a realizar em Vilamoura, disse que a campanha "Portugal Maior", para além da insistência no espaço nacional, se estenderia a Espanha e às comunidades de emigrantes de França, Venezuela e em especial da África do Sul e, para tal, vão ser disponibilizados 4 milhões de euros.

Se a continuidade e alargamento da iniciativa merece o nosso aplauso, as verbas anunciadas é que nos parecem ridículas para cobrir tantos espaços e conseguir resultados capazes de ajudarem a minimizar as perdas de visitantes das origens tradicionais.

O Algarve, como a região mais turística e mais afectada do país, fica assim metida no mesmo saco do "esforço nacional".

Estas intervenções anunciadas, embora saibamos que existem outras, entre elas o ALLGARVE, concorrem para nobres objectivos mas, comparativamente com os esforços desenvolvidos pelo Governo no apoio a outros sectores económicos, onde aplicou centenas de milhões, entendemos que são uma desconsideração para com a importância da actividade turística e para com as dezenas de milhares de trabalhadores que dela dependem directa e indirectamente.

A região algarvia, que durante cinco décadas tem sido um grande contribuinte líquido para o erário público, nunca é demais lembrá-lo a Lisboa, volta a ser, de uma assentada, duplamente maltratada.

Não só o Turismo algarvio merece distinção na sua especificidade e sustento da região, ficando as suas empresas sujeitas ao bolo nacional agora aumentado em 50 milhões, como no campo da sua publicitação, é diluído no cartaz nacional.

Face às circunstâncias, vamos esperar que a luta de contrários, entre a dureza da realidade da vida social e económica do Algarve e a desatenção governamental, se esclareçam no tempo para podermos fazer os juízos acertados.


FORUM ALBUFEIRA

Governo estende “Portugal Maior” a emigrantes
26-11-2009 13:14:00

Campanha de promoção destinada ao mercado interno arranca em 2010, mantendo o slogan “Descubra um Portugal Maior”. Mas na mira, já estão os luso-descendentes no estrangeiro.
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O Governo vai investir quatro milhões de euros na campanha “Descubra um Portugal Maior”, que irá prosseguir a linha de 2009 (a campanha arrancou em Fevereiro) mas será alargada à vizinha Espanha.

A garantia foi dada hoje pelo Secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, no XXXV Congresso Nacional da Associação Portuguesa de Agências de Viagens. “Nós vamos estender a campanha a luso-descendentes, aos emigrantes que estão em França, na Venezuela e em especial, na África do Sul, onde se encontram perto de 300 mil emigrantes”, adiantou.

Em simultâneo, o governante anunciou a criação de um fundo para captação de congressos, destinado à hotelaria e aos operadores turísticos, no valor de 1 milhão de euros por três anos, em parceria com a ANA-Aeroportos, o Turismo de Portugal e as Entidades Regionais de Turismo. O fundo aplica-se a congressos com mais de mil participantes.

Num congresso sob o tema “Turismo: Vencer em Concorrência”, em que a palavra crise foi por diversas vezes focada, o Secretário de Estado do Turismo anunciou ainda o reforço da linha de tesouraria destinada às pequenas e médias empresas - PME Invest - de 100 para 150 milhões de euros, para fazer face ao aumento da procura de financiamentos que passou dos 30 para os 70 por cento do capital disponível.

in "Observatório do Algarve"


SPEA acusa autoridades de inacção na Lagoa dos Salgados
26-11-2009 16:50:00

A Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) acusou hoje os organismos públicos responsáveis pela fiscalização ambiental na Lagoa dos Salgados, no Algarve, de nada fazerem para evitar os atentados que vêm reportando desde 2008.
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A Lagoa dos Salgados, situada nos limites dos concelhos de Albufeira e Silves, é uma das poucas zona húmidas do Barlavento algarvio e alberga milhares de aves de dezenas de espécies, algumas raras e ameaçadas.

O local é frequentemente visitado por turistas praticantes da observação de pássaros ("Birdwathing"), mercado que está a merecer investimento por parte do Turismo do Algarve.

A SPEA afirma que tem denunciado às autoridades um conjunto de atentados ambientais contra a Lagoa, que vão desde "cães vadios que atacam aves, gado que pasta na Lagoa e come vegetação aquática, parapentes e aviões que sobrevoam o local a baixa altitude ou veículos todo-o-terreno que andam ilegalmente na zona".

"A situação é grave e não apenas por não haver fiscalização mas pelo facto de esses atentados serem detectados desde 2008 pela SPEA e até por visitantes, que se queixam às autoridades competentes e estas não fazem nada", lamentou Domingos Leitão, coordenador do Programa Terrestre da Sociedade, em declarações à Agência Lusa.

Para SPEA, "têm de ser as câmaras municipais de Albufeira e de Silves a capturar os cães, tem de ser a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve e a GNR a intervir junto dos pilotos e condutores que violam o espaço da lagoa ou a perseguir as pessoas que armadilham os pássaros", frisou ainda a Sociedade.

Contactada pela Agência Lusa, fonte da CCDR Algarve informou que a fiscalização ambiental na Lagoa dos Salgados deixou de ser da sua competência passando para a tutela da ARH do Algarve.

A ARH, por seu turno, disse que "está a trabalhar na requalificação desse espaço, que irá minimizar os problemas verificados" na zona da Lagoa dos Salgados, mas não avançou nenhum horizonte temporal para este processo estar concluído.

O responsável pelas relações públicas da GNR de Faro afirmou que "nunca recebeu denúncias concretas sobre crimes ambientais na Lagoa dos Salgados" e "não se pronuncia sobre situações que desconhece e sobre as quais pode nem ter competência".

A mesma fonte sublinhou que "este ano a GNR já deteve quatro pessoas por infracções relacionadas com armadilhas a aves" e assegurou que o Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente da Guarda "investigará todas as denúncias concretas que receber relativamente a crimes ambientais na Lagoa dos Salgados".

Fonte da câmara Silves informou que o vereador com o pelouro do Ambiente, Rogério Pinto, "já enviou equipas da autarquia ao local, mas estas não conseguiram encontrar nenhum cão vadio e não podem estar no local 24 sobre 24 horas". "Há ainda regras a cumprir na captura dos cães e à volta da lagoa há terrenos privados nos quais não se pode entrar", acrescentou.

A câmara de Albufeira, através do vereador José Sequeira, também garantiu que "sempre que há denúncias a autarquia envia os serviços para o local", mas sublinhou que a última queixa recebida da SPEA data de 17 de Junho de 2009 e nessa altura "não foi detectado nenhum cão errante na pequena parte da Lagoa que está no concelho".

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

ESTUDO HIDROLÓGICO A MONTE



A amenidade outonal deste ano tem poupado os comerciantes e a população da baixa, de sofrerem as agruras das inundações que se tornaram um hábito depois da intervenção Polis/Câmara.

O Outono tem sido benévolo mas o general Inverno poderá não ter as mesmas opiniões e descarregar as suas iras em água, para nosso desespero.

Os principais pressupostos da dezena de inundações sofridas nos últimos 3 anos e que culminaram na dos finais de Setembro do ano passado, estão todos de pé.

As intervenções nas ruas Cândido dos Reis e 5 de Outubro, ainda não foram postas à prova e terão apenas uma influência amenizadora, dadas as circunstâncias das suas envolvências.

A intervenção na ribeira das Ferreiras, a que nos referiremos num post seguinte, em conjunto com a exiguidade dos caneiros implantados pelo Polis, continuam a tirar o sono a quem vive e trabalha na baixa da cidade.

A crescente instantabilidade nas condições climáticas a que muito poucos dão atenção, vão provocar cada vez mais situações surpresa e de violência extrema, os seus resultados vão ser proporcionalmente dramáticos, porque todos sabem e falam mas não planeiam e agem em conformidade.

A intervenção Polis/Câmara, contrariando a força da realidade, as recomendações internacionais e as leis nacionais, foi feita sem que existisse ou se começasse por aí, pela elaboração do estudo da bacia hidrográfica do concelho.

Este erro crasso e consciente, admitido a quente pelo vice-presidente da edilidade, aquando das inundações de Setembro de 2008, nos ecrans de televisão e na presença de um técnico e professor da UALG, ainda não teve solução.

Apesar das promessas e da sua necessidade fundamental imposta por lei, foram pedidos orçamentos à UALG e os mesmos rejeitados.

Como de certeza a maioria absoluta não se vai explicar, teremos de esperar que o tempo (efeitos das condições climatéricas) lhes peça as mesmas explicações e, mais tarde, a população.


FORUM ALBUFEIRA

Rede de crime dedicava-se a assaltos no Algarve, mas só à tarde
GNR desmonta rede de assaltantes de hotéis
24-11-2009 17:14:00


A GNR de Albufeira apanhou três indivíduos com 33 mil euros em dinheiro. São suspeitos de terem assaltado mais de 30 hotéis e vivendas de luxo no Algarve nos últimos quatro meses.

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A GNR de Albufeira explicou em conferência de imprensa que os três homens detidos se dedicavam a furtar vivendas de luxo e hotéis de quatro e cinco estrelas entre as 15:00 e as 17:00.

Os homens, com idades compreendidas entre os 26 e os 45 anos, "faziam-se passar por turistas, usando roupas de marca", adiantou.

Segundo Marco Henriques, da GNR, os homens foram detidos na posse de 33 mil euros, 11 relógios de elevado valor, 86 peças em ouro, uma balança, 29 moedas de colecção em prata, vários telemóveis e uma arma eléctrica.

A GNR acrescenta que os homens se preparavam para sair do país, com malas já feitas e dinheiro nos bolsos.

O trio utilizava uma mala a tiracolo repleta de ferramentas simples, como por exemplo chaves de fendas, para se introduzirem nos quatros dos hotéis e abrir os cofres.

Durante a investigação de quatro meses, que contou com 11 elementos da GNR, a polícia verificou que os assaltos eram rápidos, cerca de 15 a 20 minutos, e que em apenas um dia podiam roubar quatro ou cinco quartos.

Uns elementos do grupo ficavam a vigiar os corredores dos hotéis, enquanto que outro se introduzia no alojamento, adiantou.

O capitão Marco Henriques negou que os três detidos façam parte de uma rede terrorista, mas admitiu que nos mais de 30 assaltos referenciados devem ter sido roubados "muitos milhares de euros".

No último fim-de-semana, os três homens furtaram dois hotéis em Alvor e uma vivenda de luxo em Olhos de Água pertencente a um comerciante português que guardava em casa 20 mil euros.

Os detidos, com "aspecto europeu", "formação média" e que se expressam em francês entre eles, trocavam "constantemente de viaturas, todas alugadas" e "tentavam não deixar vestígios no local do crime".

Segundo o capitão da GNR, o grupo "evitava e contacto com qualquer pessoa", e quando eram surpreendidos por alguém nos alojamentos dos hotéis tinham como método dizer que se "tinham enganado e que andavam à procura do cão".

Os três homens, que moravam num apartamento alugado em Albufeira (local onde foram detidos com os 33 mil euros) vão ser hoje apresentados no Tribunal de Albufeira para o primeiro interrogatório.

Em Outubro, o presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) disse à Lusa que os empresários do sector hoteleiro tinham registado a infiltração de pessoas dentro dos hotéis que conseguiam "penetrar nos alojamentos e roubar dinheiro e valores facilmente convertíveis em dinheiro".

Segundo o presidente da AHETA, Elidérico Viegas, "a criminalidade contra turistas tem vindo a aumentar exponencialmente no Algarve nos últimos tempos, envolvendo grupos organizados e especializados em roubos a quartos dos hotéis".

O autarca de Portimão, Manuel da Luz, propôs a semana passada ao Governo a criação de brigadas policiais especializadas na área do turismo.

in "Observatório do Algarve"


terça-feira, 24 de novembro de 2009

O CASO ALISUPER E OS SALÁRIOS EM ATRASO

MAIS VALE TARDE DO QUE NUNCA!




O líder regional do partido do Governo e deputado da Nação pelo Algarve, Miguel Freitas, resolveu, finalmente, intervir no processo de degenerescência da Alisuper.


Decorreram meses com os trabalhadores a sofrerem na pele as consequências de um processo alheio às suas responsabilidades e só depois das queixas destes aos sindicatos e da mediatização do caso, é que vão activar o Fundo de Emergência da Segurança Social.

Mais vale tarde do que nunca mas, os políticos regionais têm de arcar com as responsabilidades políticas do extremo a que deixaram chegar a situação, não só dos trabalhadores mas da empresa em si, cujos sinais de má gestão aliadas à conjuntura económica, prenunciavam o momento que se vive.

Pretende o senhor deputado, levar as suas preocupações à possibilidade de salvar a empresa, abrindo negociações com os credores, facto que não dissipa as dúvidas, se tal intervenção não virá muito tarde.

A estrutura pesada e os custos de funcionamento desta rede de supermercados, são como todos os pequenos e micro empresários, vítimas do exagero de oferta na região, factos que não foram acautelados e agora se abatem não só sobre esta empresa mas, de milhares de outras que deveriam merecer o mesmo respeito.

Miguel Freitas, invoca o papel social da empresa Alisuper, em virtude dos seus 500 trabalhadores e ignora os muitos milhares que viveram as mesmas vicissitudes no passado recente, sem que o mercado de trabalho tenha gerado condições para a sua integração.


Contudo, olhando para a realidade envolvente, todos os factores de mercado que abriram as portas das dificuldades em crescendo da Alisuper, só têm tendência para piorar. O esmagamento das margens de lucro e das vendas, que conduziram à instabilidade financeira, já está a atingir os grandes espaços, ao ponto da deflação ser uma das suas medidas de resposta.

No quadro difícil que está criado, qualquer engenharia financeira que a intervenção do senhor deputado e do Governo venham a intermediar ou a construir, dificilmente deixará de passar pela reestruturação da empresa, com os cortes inevitáveis em custos de estruturas, de pontos de vendas e de trabalhadores.

O momento exige que se fale verdade!



FORUM ALBUFEIRA
SE HAVIA FUMO, HAVIA FOGO!


Confirmando as afirmações do FORUM ALBUFEIRA e de outras entidades responsáveis da área do Turismo, foram hoje presentes a Tribunal em Albufeira, três argelinos capturados pelas forças policiais e que estão relacionados com vários crimes perpetrados na região e outras partes do país.

A captura destes indivíduos, deu-se num apartamento em Albufeira após terem realizado mais um assalto nas imediações dos Olhos d'Água.

Não havendo muitas informações disponíveis, sabe-se que a Judiciária, NIC de Albufeira e SIS, andavam no seu encalce com a suspeita de ligação aos assaltos que se verificaram em Hotéis do concelho, entre outros, e que são bastante profissionais.

Os próximos dias acabarão por revelar mais pormenores, afim de percebermos se teremos algum descanso este inverno.


FORUM ALBUFEIRA

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

O LÓBI DO RUÍDO


Duas linhas debatem-se em Albufeira sobre o ruído e o cumprimento da Lei nacional, não constituindo o executivo municipal um elemento da sua defesa, mas uma parte do problema e até o principal responsável pela situação de contestação.

Como já aqui denunciámos, o anterior vereador do pelouro foi questionado pela ACOSAL pelo cumprimento da Lei através de uma sua determinação que consistia na elaboração do mapa concelhio do ruído, cujo prazo terminou em 31 de Janeiro deste ano e não foi concretizado.

O novo vereador, herda um volume de críticas e de queixas sem respostas, esperando a população da cidade que o problema seja finalmente tratado com rigor e dentro da legalidade.

O anterior vereador, cumprindo sem escrúpulos a linha do executivo que defendia a ideia base de Albufeira ser um local turístico conhecido pela noite (?!?!?!), o que abre a porta a todo o tipo de exageros, chegou a escrevê-lo em comunicado público ao mesmo tempo que não agia sobre as prevaricações continuadas.

É um dado adquirido, que um dos aspectos do modelo de desenvolvimento da cidade, adoptado pelo executivo, quer na sua parte velha como nas novas e agora também assente na nova estrutura pedonal da baixa, tem sido a autorização para a proliferação dos bares.

O apetite por este tipo de negócios, evidencia que é um sector lucrativo e chama investidores abastados que não hesitam em explorar todas as suas valências, entre as quais estão os efeitos da música que tem de obedecer aos seus interesses e não às regras estipuladas nas diferentes leis reguladoras do sector, que vão da insonorização obrigatória ao controlo do volume exterior e horários.

O lóbi do ruído em Albufeira é muito forte, circula nos corredores do poder local, dialoga, convence e tem ganho as apostas até aqui.

As conversas à volta da Lei, têm tido uma interpretação de sentido único, sobrepondo-se à imagem de uma cidade turística que sabe receber e defender os princípios básicos desta actividade, onde o descanso, a confraternização a segurança e o consumo moderado de bebidas, deveriam estar acima da perturbação, da confusão e incómodo para terceiros.

O lóbi do ruído tem levado vantagem, tem padrinhos muito fortes mas, também pode contar com a forte oposição da população.

FORUM ALBUFEIRA

domingo, 22 de novembro de 2009

UMA PEÇA DE XADREZ

ISILDA GOMES:"estou a responder à estratégia do partido".
(in "Observatório do Algarve")


A Drª. Isilda Gomes, não chegou a aquecer o lugar no parlamento e de ex-governadora do distrito, num interregno de 3 meses, é recolocada no cargo, em nome da estratégia do PS, questão que ficou bem expressa nas afirmações públicas.

A ascensão ao parlamento, representaria um prémio sempre a subir na carreira política e ambições pessoais mas, o dever e não as ordens, falaram mais alto nesta marcha atrás.

A decisão do Governo, visou, portanto, colocar num lugar público e cimeiro da organização administrativa do Estado, uma pessoa de confiança do PS, para defender a estratégia do PS.

A Drª. Isilda Gomes, ao merecer esta reafirmação de confiança, vê assim reconhecido o seu trabalho na passagem pelo Governo Civil.

Desse trabalho, que o PS conhecerá melhor que os cidadãos e no período em que decorreu, agravaram-se as condições sociais e económicas da região, aumentaram o número de mortos nas estradas algarvias, recrudesceram os assaltos "menores" e a criminalidade organizada e violenta, o Turismo entrou em parafuso e as velhas promessas de requalificação da EN 125 e do Hospital Central continuaram em banho-maria para voltarem a ser cartaz nas eleições de Setembro passado.

O Dr. Mendes Bota do PSD, está arrepiado com a ligeireza do PS, nestas trocas e baldrocas, acha um desrespeito pelo eleitorado e os cidadãos estão preocupados com a ligeireza dos dois partidos, que face ao momento difícil da vida do Algarve, não lhes merece cuidados nem medidas especiais.

Mas afinal, qual é a razão do retorno ao posto e qual é a estratégia do PS? É claramente, aproveitar as qualidades conciliadoras no feminino, comprovadas no passado recente de gestação da crise e agora necessárias para a sua condução, suavizando os efeitos negativos da inoperância do Governo junto da população.

A Drª. Isilda Gomes, que desempenhou funções autárquicas no concelho de Portimão, goza de alguma ligação à estrutura de poder local e empresarial da região e, no actual contexto, é a melhor escolha para os dias conturbados que aí vêm e que melhor serve a estratégia eleitoral do PS, num quadro de eleições legislativas antecipadas.

O xadrez político requer boa colocação das peças...


FORUM ALBUFEIRA

sábado, 21 de novembro de 2009

ACORDAR PARA A VIDA... FINALMENTE!


Albufeira promove festividades de fim de ano no mercado inglês

A Agência de promoção de Albufeira (APAL) lança durante os meses de Novembro e Dezembro uma campanha publicitária dirigida ao mercado inglês, com o objectivo de promover o Fim de Ano em Albufeira.

Esta campanha é composta por várias inserções publicitárias em revistas que têm como público alvo os passageiros das companhias aéreas British Airways e Monarch, bem como os passageiros do Eurostar, comboio que circula no túnel do Canal da Mancha, fazendo a ligação entre Inglaterra e a França.

Para além desta iniciativa, a APAL promoveu também a marca Albufeira durante os meses de Outubro e Novembro no Torneio de Rugby das 4 Nações, através da colocação de faixas publicitárias alusivas ao destino nas laterais dos relvados onde os jogos se disputaram.

De acordo com a APAL, "o rugby é um jogo muito popular no Reino Unido, pelo que o objectivo da promoção da marca Albufeira neste torneio, teve por base dar uma maior exposição à mesma em eventos de grande audiência, no sentido de se incrementar a procura turística junto do mercado britânico durante a época baixa".
(in "Região Sul")


Comentário FORUM ALBUFEIRA:

Finalmente a APAL sai da casca e resolve ter iniciativas selectivas naqueles nichos de mercado e naqueles países onde temos vindo a perder a clientes.

Esta agência concelhia, onde entram privados e a edilidade, é presidida pelo omnipresente Desidério Silva e daí o arrastar da sua existência e iniciativas frouxas.

Com o céu a desabar e possilvelmente impulsionada pela pressão dos privados, a APAL planeou esta iniciativa que saudamos e tenha continuidade, dentro de um plano de ideias para combater a sazonalidade.

A work-shop em Màlaga, entre hoteleiros e agentes turísticos locais também foi outra iniciativa de interesse e que dará os seus frutos.

O que pretendemos para o futuro, é que esta agência - a APAL -, se profissionalize com quadros competentes na área, trace planos com visão e use os dinheiros públicos que lhe são confiados no sentido do rigor e eficácia.

Estaremos cá para ir analisando!


sexta-feira, 20 de novembro de 2009

política à moda de albufeira (56)


Os responsáveis autárquicos do PSD, reforçados com mais um vereador, foram obrigados a empenharem-se a fundo nas últimas eleições e a mobilizarem um maior número de recursos do que há 4 anos.

Apesar de não terem tido oposição partidária, que só chegou no autocarro das 16 horas do dia anterior à campanha, o volume de críticas do FORUM ALBUFEIRA e da ACOSAL, obrigaram o PSD a fazer um número elevado de 300 promessas de medidas, que serão cobradas uma a uma e obrigará o executivo a um trabalho árduo.

Aplicado um remendo e um acrescento e analisando o futuro à luz do deficit democrático da anterior governação, antevemos muitas dificuldades para o actual executivo concretizar os seus planos, se persistir na divisão sectária entre os que os apoiam e os que não apoiam.

As sociedades evoluem e como o papel de intervenção social vai aumentar e as facilidades do passado não se voltam a repetir, acreditamos que as vozes do interior do PSD ganhem a força necessária para promoverem a abertura ao diálogo com todos aqueles que têm ideias saudáveis e se batem pelo melhor para o concelho.

O anunciado fim do desiderismo com Desidério, abre uma oportunidade à mudança de estilo e à abertura de espírito, na medida em que o candidato seu sucessor, tem de se afirmar por uma linha própria para ganhar a confiança do eleitorado.

A subalternidade medíocre e doentia dos seus pares de executivo e a sua falta de imagem pública fora da sombra do chefe, faz supor duas questões:

1ª. que Desidério Silva honre os seus compromissos com o eleitorado, levando o mandato até ao fim;
2ª. que a sua saída, determinará uma luta no PSD, saudável para a democracia interna e externa.

A evolução da situação política nacional, contudo, pode fabricar um conjunto de armadilhas que podem vir a ter aproveitamento local para fugas.

O momento conjuntural nacional de Governo minoritário, que pode ser derrubado em determinados parâmetros legais e de convulsão social mais os novos dados da previsível luta pela direcção regional do PSD, onde o vice Desidério Silva é o protegido de Mendes Bota para a luta de facções, criarão argumentos num cenário de eleições legislativas antecipadas, que facilitam o quadro de ambições pessoais deste e a sua saída airosa das responsabilidades camarárias.

Para Desidério Silva seria ouro sobre azul, se não for travado pela clarividência interna do PSD.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

TEXUGUEIRAS (FERREIRAS), URBANIZAÇÃO SEM LEI?



Ontem, quarta-feira dia 18 de Novembro, o assunto relativo às denúncias de ilegalidades praticadas nesta urbanização com envolvimento camarário, voltou a ser levado a público na assembleia municipal pela segunda vez em poucos meses, mostrando o sr. presidente da mesma, interesse em conhecer melhor a situação o que demonstra que não lhe prestou qualquer atenção da primeira vez, como lhe competia.

Esta é uma atitude sintomática do incómodo para o PSD, na condução deste assunto e sobre o qual não dá respostas satisfatórias aos lesados e cumpridores das regras definidas para a construção, enquanto se mantêm de pé todas as prevaricações autorizadas.

Facto novo e cuja relevância falta apurar, é esta denúncia ter sido feita em sede da junta de freguesia das Ferreiras com o novo presidente, manifestando interesse no assunto e que iria fazer as perguntas em sede própria. O anterior presidente, eleito pelo PS, nunca ligou patavina ao assunto, apesar de conhecer os factos e os documentos.

A verdade, é que todos se interessam quando tomam conhecimento do assunto em questão, todos fazem ou dizem que fazem perguntas e mais do que meses, já se passaram anos e nada de respostas. A ilegalidade continua a vingar e o senhor vice-presidente do município, que tem a sua assinatura em documentos controversos, continua sem os explicar ou agir em conformidade com a gravidade da situação.

Os lesados e denunciantes iniciaram a sua maratona em Junho de 2006, quando na altura já estava em construção um dos lotes em questão, o lote 6, cujo projecto só teve a aprovação definitiva do Município em 10 de Agosto de 2007.

No entretanto, a 21 de Julho de 2006 e em resposta à queixa sobre o T3 do lote 6 da referida urbanização, a Câmara, fundamentada no trabalho de campo dos fiscais, faz saber que tudo estava em ordem, mesmo que o projecto ainda só viesse a ser aprovado muitos meses mais tarde.

Estas afirmações estão todas fundamentadas em documentos oficiais e que já foram entregues, conforme publicámos neste blogue, no Tribunal Administrativo de Loulé.

Vamos aguardar pelos próximos episódios, na certeza porém, de que este assunto será levado até ao fim!


FORUM ALBUFEIRA

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

PROMETER E NÃO CUMPRIR!


Com poucos dias de diferença, o país é bombardeado com notícias de sinais contrários, onde o anúncio do crescimento de 0,9% sobre a situação negativa da economia, não consegue suplantar o drama do acréscimo do desemprego que se abate sobre mais umas dezenas de milhares de famílias.

O desemprego não pára de subir, vamos em números oficiais enganadores na casa dos 550 mil, esmagando todas as promessas de criação de emprego vindas da anterior legislatura.

Nem o lado positivo de que a recuperação é feita à base das exportações e não da subida do consumo, que os investimentos em “I&D” subiram no país e até poderão justificar em parte esse crescimento exportador, combatem a situação depressiva generalizada.

Os propalados investimentos públicos e as prometidas medidas de incentivos a diferentes sectores da actividade económica, por um lado não conseguem esconder as fragilidades do tecido empresarial e imprimir as dinâmicas que travem a hemorragia do desemprego e, por outro, também evidenciam, mais do que ineficácia, a sua insuficiência.

Não será por acaso que o sector empresarial insiste na intervenção do Governo, insiste em chamar a atenção para a estagnação da procura, sendo muito acentuada a falta de liquidez das empresas, situação que deverá agravar-se nos próximos meses com reflexos no emprego.

Os velhos programas de apoio às pequenas e médias empresas mostraram-se inadaptados e continuam fortemente criticados, as tranches de milhões anunciadas foram migalhas e beneficiaram o segmento com a folha limpa, nos critérios do Estado e dos Bancos, desprezando milhares de empresas viáveis, cujos problemas advieram da conjuntura negativa criada na economia.

Sintomático e dando que pensar, é a razão porque os Bancos apenas usaram menos de um quarto dos 20.000 milhões das garantias do Estado, dinheiros que poderiam e deveriam ter chegado às empresas para evitar, não propriamente as falências que já se deram, porque seriam os elos mais fracos do sistema mas, as próximas falências, após mais de um ano de agonia e de esforços de sobrevivência não atendidos.

O que empresários e trabalhadores não conseguem compreender, são as razões que determinam a sujeição do poder político ao poder financeiro, quando foi este sector, através dos Bancos e das suas off-shores, que provocaram a profunda crise e acabam por ter na mão, a prepotente decisão de quem vai sobreviver.

Quanto ao Algarve, estamos na frente dos números negros e a procissão ainda vai no adro. Os apelos das associações patronais e dos sindicatos da região não são ouvidos, o que dá uma ideia de que o poder político está manietado e vai adoptar a estratégia do capital todo poderoso, de deixar que a crise faça a chamada clarificação e deixe o mercado mais limpo para outros pequenos investidores que sustentem o sistema até à próxima crise.

O Algarve tem todas as razões para manifestar o seu descontentamento, foi usado, encheu muitos cofres e quando enfrenta uma situação sem precedentes, o Governo limita-se a fingir que está preocupado, apesar das promessas em período eleitoral.

Um ministro e um secretário de Estado que aqui se deslocaram, juraram total compreensão pelos problemas específicos do Algarve e ganhas as eleições, tudo está a piorar.

Vozes discordantes e reivindicativas, só se ouvem as dos "pés descalços".

Os responsáveis e deputados têm de mostrar de que lado estão!

A História não costuma ser compreensiva com aqueles que apunhalam!


Luis Alexandre

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Em Albufeira, a impunidade faz escola...

ASSIM NÃO... AS AUTORIDADES FAZEM OUVIDOS DE MERCADORES?


Numa velha e repetida cena, os ciganos que mandam em Albufeira, voltaram a fazer das suas na baixa, concentrando-se num dos seus lugares preferidos de espera de clientes e controle das linhas de circulação dos mesmos.

Esse lugar de predilecção é a confluência da Av. da Liberdade com o Largo Engº Duarte Pacheco, encostando-se às montras das lojas da zona, incomodando os funcionários das mesmas e o seu regular funcionamento.

Esta é uma situação largamente denunciada à Câmara, à GNR e até ao Governo Civil, mas as soluções não aparecem!

A semana passada voltou a ocorrer mais uma destas cenas e um telefonema feito para o posto da GNR ficou sem resposta. ASSIM NÃO!

Cidadãos foram importunados, negócios voltaram a ser prejudicados e as autoridades voltam as costas? Quem responde e assume as responsabilidades, se voltarem a ocorrer situações de violência física como no passado?

Em meados deste ano, uma cena de agressões a uma comerciante que justificou a visita ao Centro de Saúde e cuja queixa não mereceu qualquer preocupação por parte da GNR, foi levada mais longe, até ao delegado do Ministério Público, que também se mantém no silêncio. ASSIM NÃO!

Se as nossas autoridades tratam assim a segurança dos cidadãos perante ameaças que vêm de muito longe no tempo e sem soluções, que mais poderemos fazer?

Com certeza que há soluções e os cidadãos também sabem pensar!

E no entretanto, também não param os cidadãos estrangeiros burlados e outros que vão satisfeitos com o milagroso pó das nuvens...


FORUM ALBUFEIRA
O FAROL CIA/AMAL



Este órgão do bloco central, que continua a funcionar nas frequências laranja e rosa e ao sabor de gostos e amuos, as medidas estratégicas mais importantes que produziu com impacto no futuro do Algarve, foram a aprovação continuada de grandes superfícies, projectos PIN e outros empreendimentos urbanísticos.


Alvo de eleições, mudou os seus vice-presidentes, entrando Seruca Emídio e António Eusébio, respectivamente presidentes dos Municípios de Loulé e São Brás de Alportel, e manteve Macário Correia como presidente.

A sua primeira reunião, definiu também as linhas de actuação reivindicativa junto do poder central, colocando em cima da mesa as carunchosas exigências do Hospital Central e da requalificação da EN 125, mais a novidade desassombrada, logo do TGV, de vir ao sul e fazer a ligação aos distantes troços de Espanha.

Quanto às duas primeiras questões, continuamos à mercê dos desígnios de Lisboa e venham quando vierem, os políticos algarvios já provaram que são bem vindas e continuarão a não fazer ondas ou pressões.

Quanto à linha do TGV, não vamos pôr o assunto ao nível do disparate mas, convenhamos que é uma projecção para os próximos 30 ou 50 anos, estranhando, contudo, não ouvir uma palavra sobre a substituição do velho comboio longitudinal por um metro ligeiro ou outra solução adequada, como factor indispensável de desenvolvimento para as próximas décadas.

Esta ambição não colide com o TGV ou outra solução e deve ser assumida por esta entidade, como projecto de esforço intermunicipal, em estreita ligação com o poder e dinheiros centrais.

A CIA/AMAL também surpreende tudo e todos , ao não publicitar qualquer posição sobre os dois temas da actualidade algarvia, a profunda crise e o seu cortejo de consequências e os graves problemas de segurança.

Este silêncio, que não será por distracção, permite-nos fazer um conjunto de leituras, a mais sensível das quais é, qual o grau de responsabilidade dos Municípios neste estado de coisas e o porquê de não haver um plano concertado de intervenção e um apelo ao Governo para que olhe para o Algarve e para o volume dos seus problemas específicos.

A CIA/AMAL, na sua qualidade supra municipal e com a obrigação de dominar e intervir sobre as situações, deveria assumir sem tibiezas o seu papel dirigente e de porta voz das necessidades da região.

O contrário faz-nos pensar!


FORUM ALBUFEIRA

domingo, 15 de novembro de 2009

QUEM EMBRUXOU A CONSTRUÇÃO DO PARQUE P6?




Já não bastava a estratégia do executivo do PSD, de ter retardado a construção do parque de estacionamento para somente o lançar em Janeiro deste ano com o objectivo de ser inaugurado em cima das eleições, como no decurso das obras foram surgindo uma sucessão de problemas técnicos e sobrecarga de despesas públicas, com o chumbar do projecto de fundações elaborado pelo Programa Polis/Câmara.

Estando as obras em banho-maria, com uns quantos homens a arranhar a terra, chega-nos a notícia da situação de grandes dificuldades financeiras da empresa contratada - a Habipro.

Este parque P6, que já passou dos sonhos dos comerciantes a pesadelo, viu serem rasgados dois projectos de fundações que custaram muitas centenas de milhares de euros.

Recentemente a CMA fez publicar um novo concurso para as fundações, o que significa que continuamos na senda dos problemas e dos atrasos, uma vez que estão passados mais de dez meses sobre o princípio da obra.

Além do mais, temos outra empresa no terreno, de fiscalização da obra, com contrato para uma obra que está parada e em cuja situação não tem quaisquer culpas, devendo receber os seus largos honorários contratados para estar a olhar para o ar e os que se seguirão para o trabalho efectivo.

Grandes negócios anda a autarquia a fazer sem assumir publicamente o que se passa, apenas a ACOSAL fez perguntas oficiais e recebeu escusas oficiais, porque ninguém mais pergunta e estes também não estão interessados numa matéria que lhes deve ser bastante incómoda.

Mas não tão incómoda como para os comerciantes e população, que vêem o parque ainda mais longe de se concretizar, dada a sua previsão de 9 meses de duração de obras, fazendo com que não venha a servir de ajuda para a próxima campanha.

Todas estas situações grotescas que prenunciam má gestão e desbaratamento de muitos dinheiros públicos, têm de ser explicadas à população.

É uma exigência da transparência democrática!


FORUM ALBUFEIRA

sábado, 14 de novembro de 2009

UMA PROMESSA QUE NÃO ESTÁ ESQUECIDA

COMO NÃO HÁ NEGÓCIOS ESCUROS COM O INATEL, ACREDITAMOS QUE O PRIMEIRO MINISTRO JOSÉ SÓCRATES E O PRESIDENTE DESIDÉRIO, ESTÃO A ORGANIZAR O DOSSIER, PARA QUE O PROMETIDO PARQUE VERDE DE VALMANGUDE SEJA UMA REALIDADE!

TEMOS A CERTEZA QUE AS PROMESSAS DENTRO DO PROGRAMA POLIS/CÂMARA, NÃO VÃO FICAR SEM A CONCRETIZAÇÃO DESTE PARQUE!


DAVID MARTINS, O NOVO DEFENSOR DE ALBUFEIRA, EM NOME DO PS, COM CERTEZA QUE TAMBÉM VAI ERGUER ESTA BANDEIRA E SENSIBILIZAR OS DEPUTADOS REGIONAIS PARA QUE ESTA PROMESSA NÃO CAIA NO ESQUECIMENTO!


FORUM ALBUFEIRA

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Corrida aos alarmes e serviços de segurança dão um empurrão...

O GOVERNO RELANÇA A ECONOMIA ALGARVIA


Inesperadamente, o aumento da insegurança fundamentada e sentida na região, faz disparar a venda de alarmes e serviços de segurança, numa medida que não foi planeada, mas deve-se à acção dos meliantes que aqui se instalaram, para exercício da sua actividade profissional ou mesmo amadora.

As empresas contempladas, não concorreram aos programas MODCOM ou INVEST, limitam-se a aproveitar esta grande janela de oportunidades, que é o aumento da criminalidade no Algarve.

A sobrecarga de trabalho das empresas, pode muito bem gerar a criação de novos postos de trabalho, em função da corrida aos serviços de segurança, constituindo uma tábua de salvação para a economia regional.

Não havendo mais nenhumas medidas para travar o aumento das falências e dificuldades das micro e pequenas empresas e do desemprego, esta caíu dos céus.

Assim, o Governo não precisou de se deslocar ao Algarve para analisar a situação, como exigem empresários e trabalhadores, representados por associações e pelos sindicatos.



prosa do FORUM ALBUFEIRA, nesta sexta-feira 13 de Novembro do ano mais negro da história recente do Algarve.

SÃO PRECISAS AINDA MAIS INICIATIVAS...



Turismo do Algarve na estrada em busca de turistas
13-11-2009 13:39:00

O Algarve vai promover-se junto de operadores, entidades locais e comunicação social no Norte e Centro do País. Objectivo: ganhar quota de mercado nacional.
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O Turismo do Algarve vai reforçar a promoção do destino no Norte e no Centro do país de 16 a 19 de Novembro, num roadshow que levará as sensações do Algarve ao trade do Porto, Aveiro, Viseu e Guimarães.

O «Roadshow Sensação Algarve» aposta, em cada cidade, na realização de um workshop reservado aos profissionais do sector, que reunirá a oferta turística algarvia num espaço privilegiado para o negócio. Segue-se um jantar com ementa regional reservado ao trade e às entidades e imprensa locais.

O roadshow facilita aos hoteleiros e operadores turísticos algarvios a promoção e venda directa da sua oferta junto dos agentes de viagens locais, os quais poderão ainda informar-se sobre as últimas novidades que o destino oferece.

A iniciativa do Turismo do Algarve realiza-se num momento em que os portugueses cada vez mais desfrutam das suas férias em Portugal. A opção pela região do Algarve tem especial relevo no Norte e no Centro e é reforçada pela acessibilidade do destino, com ligações rodoviárias, ferroviárias e aéreas ao Porto.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), entre Janeiro e Agosto de 2009 os turistas residentes em Portugal realizaram perto de 2,88 milhões de dormidas no Algarve, número que representa um crescimento homólogo de 5,1 por cento (mais de 139 mil dormidas do que em igual período do ano anterior). A evolução positiva dos residentes aumentou o peso do mercado interno no destino em quatro pontos percentuais, crescendo de 26 para 30 por cento do total das dormidas.

in "Observatório do Algarve"

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Comunicado da ACOSAL

A SAZONALIDADE ESTÁ A GANHAR E PORQUÊ?


Depois das perdas do ano passado, comprovadas em números, não foi preciso chegar a Outubro para constatarmos o verdadeiro desastre financeiro em que se traduziu a época turística .

O tecido económico do concelho, à semelhança do que se passa em todo o Algarve, vive dias de grande aflição financeira para fazer face aos seus compromissos de vária ordem, colocando em risco o emprego dos funcionários e mesmo a sobrevivência dos empresários.

Com uma campanha fraca e mais curta, sem dinheiro para as contas, temos pela frente um longo período de sazonalidade, cujas receitas se estão a mostrar ridiculamente impensáveis.

Os programas eleitorais passados inscreveram a palavra nos seus panfletos, sem que enunciassem qualquer medida e muito a menos a criassem.

Para o PSD e o seu executivo, os festejos de Fim de Ano, são a sua "grande medida"!

Dois ou três dias em 6 ou 7 meses de sazonalidade, são o que até hoje foi feito pelo executivo municipal.

Com a criação da ACOSAL, um dos objectivos da sua direcção, foi combater este flagelo e para tal criámos um pequeno programa que na sua modéstia iria introduzir a habituação das pessoas voltarem a circular no centro da cidade.

O Festival da Cataplana, no feriado de 5 de Outubro, que chegou com sucesso à sua 5ª edição, o S. Martinho que teve duas edições bastante participadas e a campanha do "BEM ME QUER", em colaboração com o jornal "A Avezinha", a par de outras pequenas acções à volta do Natal, foram iniciativas que começaram por introduzir uma nova cultura de hábitos que a seu tempo e pela insistência e melhoria da qualidade, haveriam de dar os seus frutos.

Também em Novembro de 2007, realizámos a 1ª Mostra de Vinhos e Licores do Algarve, inaugurada pelo presidente do Município que jurou apoio à iniciativa, vindo mais tarde a retirar todos os apoios a esta e a todas as outras iniciativas, por não concordar com as atitudes de autonomia da associação que não deixou de criticar a política camarária quanto à falta de estacionamentos, que ainda hoje não existem, bem como às inundações e promessas não cumpridas para com os comerciantes da baixa e da Av. Sá Carneiro.

Nestas iniciativas, a Câmara Municipal participou com diversos apoios mas, é bom que se diga que a ACOSAL participou financeiramente em todas e nalgumas assumiu a quase totalidade das despesas. O executivo não deu à ACOSAL qualquer subsidio, nem um lápis, tendo as suas comparticipações sido geridas e liquidadas pela sua tesouraria.

Hoje, estes pequenos acontecimentos fazem enorme falta e retirados os apoios, o executivo não tomou qualquer iniciativa, à excepção do Natal do ano passado, em que finalmente responderam aos nossos apelos e melhoraram as nossas iniciativas de anos anteriores.

Nesta última eleição, o presidente da CMA, afirmou que estava em preparação um plano e afectação de meios financeiros para um programa de combate à sazonalidade. Ela já vai pelo tempo adentro e não vimos nem ouvimos nada de concreto.

Vamos aguardar pelos próximos dias e ver o que nos reservam...

A Direcção

Algarve sem plano de segurança
12-11-2009 12:11:00


O presidente do Observatório sobre Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT) criticou hoje a ausência de um "plano de segurança" para o Algarve e a falta de "critérios objectivos" no reforço policial no Verão.

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Em declarações à Lusa, o presidente da OSCOT, Bacelar Gouveia, afirmou que o Algarve tem dois problemas relacionados com a segurança.

O primeiro é "não ter um plano de segurança" e o segundo problema, indirectamente ligado, é a sazonalidade relacionada com o turismo, que obriga a um reforço do dispositivo policial, mas que não obedece a "critérios inteiramente objectivos".

"O dispositivo policial não pode ser o mesmo no Verão e no Inverno e portanto no Verão é necessário reforçar esse dispositivo policial com agentes que vêm de outras parte do país", explicou Bacelar Gouveia.

Contudo, segundo o presidente da OSCOT, às vezes não se percebe bem qual é o critério para esse reforço policial.

Para Bacelar Gouveia é essencial saber se o reforço do efectivo é suficiente, "se é feito nas áreas de maior risco, saber se as áreas de intervenção da PSP e GNR são feitas com critérios objectivos ou se às vezes não é um pouco a olho".

Na opinião do presidente do OSCOT, o Algarve é uma área de maior preocupação sobre os efeitos de segurança, porque tem equipamentos "altamente sofisticados" e por ser uma zona de excelência turística em várias áreas em que as pessoas estão fora da sua rotina urbana.

"A segurança também se avalia pelo modo como as pessoas se sentem organizadas em sociedade e vivem esses sentimentos de insegurança", comentou Bacelar Gouveia, que é também deputado do PSD.

Em Outubro, o presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) referiu que os empresários do sector hoteleiro têm registado a infiltração de pessoas dentro dos hotéis que conseguem "penetrar nos alojamentos e roubar dinheiro e valores facilmente convertíveis em dinheiro".

Segundo o presidente da AHETA, Elidérico Viegas, "a criminalidade contra turistas tem vindo a aumentar exponencialmente no Algarve nos últimos tempos, envolvendo grupos organizados e especializados em roubos a quartos dos hotéis".

Segundo Bacelar Gouveia, a abertura das fronteiras "fez intensificar o crime" no Algarve e no país em geral, nomeadamente o crime organizado e violento.

"Mesmo que não exista um aumento estatístico da criminalidade, aumenta o sentimento de insegurança", reflecte Bacelar Gouveia, referindo que numa sociedade organizada a segurança não é apenas um padrão que se avalia pelo número de crimes e tipos de crimes praticados.

No espaço de um mês, o Algarve foi palco de vários assaltos a moradias com recurso a violência e até sequestro - em Almancil, Loulé e Faro -, sendo que em dois dos casos as vítimas eram estrangeiras.

O "modus operandi" dos assaltantes tem sido comum a todos os casos, sendo que num dos assaltos - a uma casa de um casal suíço residente em Almancil -, os criminosos sequestraram o casal e violaram a mulher, de 77 anos.

in "Observatório do Algarve"


Comentário FORUM ALBUFEIRA:

Apesar do aumento exponencial da criminalidade no concelho de Albufeira, que no essencial não tem nada que ver com a degradação das condições sociais, é preciso serem os de fora a levantar o problema da segurança, porque quer a nível regional, quer local, os responsáveis políticos preferem fazer o jogo de esconderem o que se está passando e como se a população fosse parva.

Nem o presidente da Câmara, nem Assembleia Municipal, nem esse órgão chamado Comissão Concelhia de Segurança, cumprem as suas obrigações de exigirem soluções para os problemas, preferindo silenciar para não afectar o turismo como se os actos e o seu conhecimento não são por si capazes de afugentarem os visitantes.

Como já avisámos, receamos que o desplante dos criminosos possa chegar ao ponto de vermos assaltos à mão armada às caixas e balcões em pleno funcionamento dos negócios, como aconteceu recentemente em Faro.

Ficam os avisos e não deixaremos de pedir responsabilidades!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

SOLTAS DA VIDA DO CONCELHO:


TEMOS UM NOVO VEREADOR PARA AS ÁREAS DO RUÍDO E DO LIXO, O SR. Engº TÉCNICO SEQUEIRA.

SERÁ QUE SE VAI, FINALMENTE, ELABORAR O MAPA EXIGIDO POR LEI PARA O RUÍDO E FAZÊ-LO CUMPRIR?

SERÁ QUE EM MATÉRIA DE LIXO E APESAR DA CAMPANHA NACIONAL PARA A SEPARAÇÃO DO MESMO, SE CONTINUE NO CONCELHO A METER TUDO NO MESMO SACO?

SERÁ QUE O Sr. VEREADOR VAI OUVIR TODOS OS PARCEIROS SOCIAIS SOBRE ESTES ASSUNTOS? NÃO PORQUE O CHEFE NÃO QUER!


SOBRE O PARQUE DE ESTACIONAMENTO P6, SERÁ QUE O VEREADOR DAS OBRAS, CARLOS QUINTINO, TEM AUTORIDADE PARA DAR EXPLICAÇÕES PÚBLICAS SOBRE OS DEZ MESES DE PARAGEM? NÃO, PORQUE O CHEFE NÃO DEIXA!

SOBRE O CERRO DO BEM PARECE, SERÁ QUE TEMOS ALI MAIS UMA ILEGALIDADE? PORQUE RAZÃO TEMOS UM MONTE DE CAIXOTES BRANCOS ABANDONADOS?

QUEM EXPLICA À POPULAÇÃO TODOS ESTES ASSUNTOS?

SERÁ QUE A OPOSIÇÃO VAI FAZER ESTAS PERGUNTAS?

FICAM AS EXPECTATIVAS!



FORUM ALBUFEIRA

terça-feira, 10 de novembro de 2009

TURISMO: OS DILEMAS E O PRESENTE SEM FUTURO



Estrategicamente, a ACOSAL subscreve todas as afirmações de Elidérico Viegas, publicadas no Observatório do Algarve e questiona todos aqueles que acham um exagero chamar de cancro à sazonalidade.

A actual crise, apenas agudizou a quebra de vitalidade de uma actividade que tem andado entregue, mais à protecção dos deuses e ao arrecadar das receitas, do que à reflexão e acções objectivas de correcção. Dizer que a crise é importada, sem questionar os traços da conjuntura regional criada, é um engano que já não passa. A sazonalidade não é uma consequência da crise mundial mas, do acumulado de erros.

Citando o mau exemplo de Albufeira: destruir património e fechar ruas sem criar estacionamentos, provocaram a debandada de dezenas de serviços que alimentavam outros negócios à volta. A especulação disparou, a rentabilidade caiu, tal como o emprego. Desaparecem as comodidades, o prazer dos lugares e os clientes.

Mesmo sabendo do aumento da oferta mundial e dos preços competitivos, os nossos responsáveis insistiram conscientemente na exploração exaustiva e desvalorização de um espaço físico a que tecem elogios, sem preservar as suas qualidades.

Cada pedra histórica que desprezámos, cada platibanda e traça que destruímos, cada pinheiro que derrubámos, cada metro de linha de costa onde construímos de forma selvagem, foram as achas da nossa desorientação e em 50 anos quase esvaziámos o balão de sustentação de uma região que tinha encontrado um caminho de desenvolvimento e cuja desvirtuação, não é responsabilidade primeira de todos os seus agentes mas, dos responsáveis que falharam conscientemente na sua condução estratégica.

Actualmente e depois da destruição dos valores produtivos locais – pescas e agricultura –, do profundo desrespeito pelo ordenamento e de arrecadados os proveitos da exploração intensiva do sector mais lucrativo do Turismo, a construção especulativa, autorizada e imposta em aproveitamento sobre os outros sectores da actividade, fala-se amiúde das suas alternativas.

Mais do que um desejo são uma necessidade e, afinal, não passam de introduzir o conhecimento e inovação aos sectores tradicionais que sempre nos sustentaram e foram destruídos.

As novas tecnologias aplicadas ao mar e as energias alternativas, são apontadas como os vectores de desenvolvimento futuro do Algarve.

Todo este optimismo dirigista, vindo dum importante organismo de intervenção no Algarve, a CCDRA, com cumplicidades no estado geral das coisas, ao ser lançado num momento de grandes dificuldades da actividade turística, não produz nenhum efeito balsâmico e soa a cabo de mar que adormeceu no seu posto.

Entre a consumação e os resultados dos almejados projectos alternativos, medeiam uns bons anos em que o Turismo continuará a ser preocupação e o motor de sustentação da região, papel que, acreditamos, dificilmente perderá a sua preponderância.

Para os agentes do Turismo conta o presente e face ao volume de problemas que afectam o sector, são necessárias acções de curto prazo e exigidas perspectivas de confiança para o futuro.

No momento que atravessamos, com a situação económica e social a resvalar, a tutela e os seus organismos que falharam em toda a linha, ensaiam modelos de intervenção que no modo e no género pouco diferem do passado e não suscitam grandes entusiasmos entre empresários e trabalhadores.

O que tem de ser dito é que, sobre o aumento da sazonalidade, não pára o sobrecarregar de impostos, taxas municipais, imposições legais e coimas, que vão no sentido inverso do número de clientes, da sua qualidade e dos valores das receitas.

Pelo que vamos ouvindo e com o QREN a meio, receamos que a procura de um novo centro de gravidade económica e com novas oportunidades para os investidores, se faça à custa da castigada actividade turística.

Na verdade, a crise mundial não abriu as mentes para as mudanças necessárias!

Luis Alexandre

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O símbolo do despesismo POLIS/CÂMARA!

QUEM LIMPA ESTE ELEMENTO POLUIDOR, QUE PASSOU A MAIOR PARTE DO TEMPO PARADO E NOS CUSTOU DINHEIROS PÚBLICOS?

FOI DEIXADO PARA TRÁS PARA NOS LEMBRAR OS DESPERDÍCIOS, OS ATRASOS OU AS INUNDAÇÕES?

OU SERÁ O INCUMPRIMENTO DOS ESTACIONAMENTOS E O METER NA GAVETA DO PARQUE DE VALMANGUDE?



FORUM ALBUFEIRA

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

A LIÇÃO DOS PROFESSORES


O Ensino é um dos sectores da organização das nossas vidas a que ninguém escapa. A relação que estabelecemos com a escola e os seus agentes gera indeléveis marcas e são uma almofada de conforto também para a velhice.

O Ensino, com o seu poder de trespassar as nossas vidas e de beber e reflectir as experiências individuais e colectivas, tem na idiossincrasia dos professores, um valor consolidado. Os professores são uma classe muito rica em conhecimentos e valores e de grande poder sociológico.

A sua presença em todos os ângulos da vida e do território, confere-lhe um poder de influência que vai para além da capacidade de ensinar e que quando envolvida em movimentos sociais, ainda que tendo como ponto de partida os seus problemas, produz efeitos de grande envolvência e respeito social, bem como pode abalar as estruturas políticas.

A grande mobilização dos professores dos últimos 12 meses, foi a maior de sempre e vivida com grande empenhamento, conseguindo resultados para a classe e para a sociedade.

Mais do que a percepção da sua força, foram os ganhos em recuperação da força das acções de rua como forma de expressão profissional e de cidadania.

A movimentação está em vias de atingir os seus objectivos, tendo derrubado a visão retrógrada e autoritária de uma ministra e do Governo que lhe dava toda a cobertura.

Os professores deram uma lição ao país, reagiram muito bem às tentativas de fraccionamento, dialogaram inteligentemente com todos os partidos sem se deixarem instrumentalizar, não mudaram uma vírgula nas suas pretensões e construíram dia a dia a sua coesão e a aceitação por parte da esmagadora maioria da população.

A sua tangível vitória, que se debate com resquícios dispersos de um poder absoluto, teve a profundidade de fragilizar o anterior Governo, criando as condições nas consciências políticas que ajudaram a propiciar a derrota eleitoral da arrogância da maioria.

A experiência adquirida nestes confrontos tácticos, onde o poder nunca se dá por vencido, com o nascimento de um novo Governo e de uma nova ministra, vai continuar a exigir atenção para que tudo o que foi alcançado se consolide, num exemplo histórico e a seguir por outras classes profissionais.

O vosso exemplo de determinação, organização e marcha, foi uma boa lição para todos aqueles que acham que os problemas têm de ser levados e confinados às negociatas de gabinete, com o intuito claro de desmobilizar e desvalorizar as acções de manifestação colectiva em torno de objectivos justos.

Luis Alexandre