quarta-feira, 30 de julho de 2008

O GOVERNO CIVIL DEVIA FAZER UMA CAMPANHA SOBRE O RUÍDO

Tal como houve a preocupação, de fazer uma "Campanha de Sensibilização para Prevenção dos Acidentes com Pescadores Desportivos" que utilizam as falésias da costa algarvia, achamos de todo importante que também se faça uma Campanha sobre o Ruído.

A Campanha agora lançada, que enaltecemos, visa uns poucos de milhares de pescadores e, se o Governo Civil acha necessário alertá-los para os perigos que correm, então, mais urgente, se torna lançar uma Campanha convincente sobre a necessidade de cumprir a Regulamentação sobre o Ruído, que afecta centenas de milhares de residentes e visitantes.

Este problema, que aflige muita gente e não tem merecido a atenção devida, está também a constituir-se num factor de crise e de perda de visitantes, sobretudo nas zonas mais cosmopolitas.

Entre o universo dos que moram e visitam, nem a 10% chegarão aqueles que fazem uso da noite nos bares prevaricadores, com a agravante de uma parte destes serem os energúmenos que provocam os distúrbios e a destruição ao longo da noite e madrugada.

Esperamos que, brevemente, o Governo Civil nos surpreenda com boas notícias.


FORUM ALBUFEIRA

10 comentários:

Anónimo disse...

O Presidente da República vai fazer uma comunicação ao país esta quinta-feira a abrir os telejornais das 20h.

Trata-se de uma comunicação inédita.

Só uma razão verdadeiramente importante leva Cavaco Silva a interromper as suas férias e a usar a televisão para falar o país.

A última vez que o Presidente da República falou ao país foi no Ano Novo.

01:19 - 31/07/2008

Por Portugal, ouçam a mensagem e reflictam.

Anónimo disse...

No que concerne este assunto gostaria de salientar que, de facto, a questão do ruído urbano em Albufeira se prende com a cada vez maior presença de energúmenos à frente de alguns bares que, face ao lucro fácil e ao usufruto por parte de tais espaços de diversão nocturna por uma trupe (de nacionais e estrangeiros) também ela verdadeiramente apreciadora, não de música, mas sim de ruído e, sublinhe-se, com aspirações de atingirem os 40 com elevado grau de surdez, tudo fazem para que as bonitas ruas de Albufeira se tornem verdadeiros centros de poluição sonora.

Aliás, vários são os estudos demonstrando empiricamente que a exposição contínua a níveis de ruído incomodativos e ou confrangedores desencadeia no ser humano e, de uma forma geral, em todos os mamíferos, respostas fisiológicas de stresse, que ao tornarem-se crónicas podem reduzir significativamente não só a qualidade de vida das populações expostas como também a sua própria esperança média de vida (como acontece, por exemplo, nos bairros habitacionais próximos de aeroportos de grandes dimensões situados no interior de cidades).
Consciente destes factos e sendo alguém que preza bastante o silêncio, a designada "paz de alma" e a comunhão com a natureza e concretamente com os seus sons, não consigo sequer imaginar o verdadeiro suplício pelo qual algumas famílias passarão, neste momento, em Albufeira.

Não obstante, impõe-se a questão: - que responsabilidades podem ser atribuídas directa e indirectamente ao Presidente do Município de Albufeira? Bem, aqui surgem as divergências de base com o teor de alguns artigos colocados neste blogue sobre esta temática. Da parte do Município existe, de facto, fiscalização e, por norma, os casos que são apresentados e tornados públicos são alvo de averiguações sendo os prevaricadores avisados e multados, pelo menos na maior parte das vezes. Aliás, são vários os casos tornados públicos de gerentes de espaços de diversão nocturna que após deslocações de agentes da Polícia Municipal e da GNR aos seus estabelecimentos, voltam a incorrer na bestialidade na mesma noite em que foram alvo de notificação ou coima e, por vezes, em completo desrespeito pelas forças da lei e demais concidadãos.
Daí que, e estando desta vez plenamente de acordo com o teor deste artigo do dia 30 de Julho, a solução do problema possa passar, mesmo que parcialmente, por uma Campanha sobre o Ruído dirigida especificamente aos donos, gerentes e DJs dos espaços de diversão nocturna.

Esperando que este comentário tenha contribuído positivamente para o debate, resta-me desejar a todos um bem-haja, com a esperança de uma resolução rápida deste problema sério.

Anónimo disse...

A propósito de ruído,

Experimentem ir até à Avenida da Liberdade até ao cimo e sentar-se na paragem dos autocarros e ficar por ali como quem espera transporte quer urbano (giro) quer outro qualquer, dos muitos, mesmo muitos que de manhã à noite ali param.

Experimentem e verifiquem que um, após outro, todos os autocarros por ali estão 5 a 10 minutos, sempre, mas sempre com o motor ligado poluindo quer em quantidades de CO2, quer daquilo que falamos, RUÍDO, roncando ruidosamente para desespero de quem ali mora ou espera.

Parte um carro, mas o inferno continua porque outro chega, ou mesmo que não chegue outro fica a roncar porque em simultâneo por sistema estão, senão um, dois ou três com o motor ligado.

Parados com motor ligado porquê? Para quê?

Para interesse do cidadão? Para interesse do motorista? Para interesse das empresas?

Para interesse do País não é de certeza, porque os níveis de poluição, a que estamos obrigados ultrapassam em muito os nossos compromissos.

Portugal que ratificou o tratado de Quioto e que assumiu o compromisso de não exceder determinados níveis de poluição tem o pior desempenho duma Europa a 25.

O pior desempenho com a contribuição “generosa “de Albufeira

Isto obriga Portugal a adquirir direitos de emissão junto de outros países que não ultrapassaram as quotas que naquele tratado lhes foram atribuídas.

Isto é:
Poluímos descontroladamente e depois gastamos dinheiro para adquirir quotas que nos permitam poluir mais.

Lindo, lindo não é.

Ruído e Dióxido de Carbono uma dupla de que Albufeira se pode orgulhar.

Pergunto aos administradores do blog o endereço electronioco para envio de textos. Grato.
JÁAGORA

antónio cerdeira disse...

O Decreto Lei que regulamenta o ruído é bastante claro na definição das competências das Câmaras Municipais, que vão da atribuição das licenças, fiscalização do cumprimento das disposições legais, aplicação de coimas e encerramento dos estabelecimentos.
O Director Regional do Ambiente também tem competências que o obrigam a gerir e intervir em matéria de ruído.
A quantidade de queixas e outros inconvenientes já levantados já justificavam uma intervenção desta entidade.
Esta polémica foi posta em boa altura e deve continuar.
É preciso obrigar as autoridades a pronunciarem-se.
Parabens pelo vosso trabalho.

almufeira a mudar disse...

Um dos membros da familia moradora na Rua Alves Correia, renovou, agors pos escrito, as suas queixas sobre o ruído.
Nos seus tramites legais esta queixa tem de chegar ao Ministério Público da cidade, de quem esperamos acção.

Anónimo disse...

Um anónimo diz que o Presidente da Câmara não tem culpa. Então quem tem? Serão os que estão a levar com o ruído todos os dias há muitos anos?
A CÂmara tem a obrigação de resolver este assunto.

Anónimo disse...

Para o Sr. anónimo precedente:

- é, passe a redundância, quase "irresponsável" querer apontar o dedo ao Sr. Presidente do Município e aos membros do executivo que lidera no que concerne o assunto da poluição sonora em Albufeira.

Se quisermos ser tão prontos a inculpar ou julgar alguém, devemos então procurar os verdadeiros responsáveis. Na minha primeira intervenção já foi possível descortinar que parte do problema passa efectivamente pelos donos, gerentes e DJs dos espaços de diversão nocturna albufeirense.
Não obstante, não devemos ficar por aqui - que tipo de clientela frequenta grande parte destes espaços de diversão nocturna? À excepção de alguns espaços de requinte e com alguma elevação, imunes a este tipo de controvérsias, uma parte substancial destes sítios tem por clientes regulares, na verdadeira acepção do termo, autênticas bestas quadradas. Precisamente aquele tipo de cliente que ao entrar num espaço comercial diurno toca, remexe, desordena, suja e, inclusive, afugenta os clientes de bom porte. Aliás, é este tipo de cliente o habitual utilizador de espaços comerciais de grandes dimensões, tipicamente destinados para o "homem das massas" já de si por natureza embrutecido e empobrecido a todos os níveis.

Se efectivamente querermos ir à raiz dos problemas, questione-se sobre o tipo de turista e de turismo que até ao final dos anos 90 foi promovido e sobejamente incentivado, direi mesmo, "acarinhado" pelas hostes que governavam Albufeira. Afinal de contas e já que falamos de socialistas e fazendo uso de jargão
marxista para que todos me possam perceber, incluindo os socialistas modernos da estirpe do Sr. Engenheiro Técnico Carvalho Pinto de Sousa, mais conhecido por José Sócrates, e respectivos correlegionários albufeirenses, foram ou não foram os vários executivos rosa que permitiram a invasão de Albufeira pelos turistas "lumpenproletários" e de pé-descalço?

Veja-se a quantidade de turistas estrangeiros (principalmente ingleses), a viverem do subsídio de desemprego, outros cadastrados com a Justiça dos seus países à perna, a somar-lhe a cambada de nacionais dos bairros sociais das grandes urbes (que ainda há dias, por exemplo, cegaram e desfiguraram um bom filho desta terra agindo como o verdadeiro bando de vis rufias que na maior parte dos casos são) que, elegendo Albufeira como merecido descanso para interlúdio de suas actividades anti-sociais, decidem cá passar férias. Reparem que são precisamente estes os frequentadores-tipo desses tais espaços de diversão nocturna que endoidecem as comunidades autóctones e outras migrantes, mas civilizadas, com o seu estranho gosto por níveis humanamente intoleráveis de intensidade sonora que causam surdez antecipada, destruição acelerada dos tímpanos, arritmias cardíacas, etc., o que acompanhado pelo uso de álcool em excesso e por uma miríade de drogas recreativas geram um grosso de porcos avulsos difíceis de controlar e que nenhum benefício trazem a esta bonita e mui amada localidade que é a nossa Albufeira.

Daí a importância da promoção de eventos culturais em Albufeira dirigidos à classe média-alta nacional e estrangeira que pelas suas características idiossincráticas sociais, culturais
e económicas se encontra muito mais
predisposta para conhecer Albufeira e despender tempo e dinheiro na mesma. Este não é claramente o tipo de turista que se encafua nos centros comerciais, que almoça, lancha e janta nas zonas de restauração dos mesmos deglutindo avida e voluntariamente comida barata de
fast-food - tipo industrial - como se fossem animais engordando desmesuradamente para serem levados para o matadouro, ou cujo passatempo preferido durante as férias é apanhar bebedeiras de caixão à cova (como se diz em bom português) ou agredir gratuitamente física, verbal e sexualmente outros
e que, tendo em conta a temática, promove activamente a poluição sonora e, direi mesmo, visual e histórica, de Albufeira.

É óbvio que uma transformação do centro de Albufeira de um aglomerado que age como um íman para este tipo de turista num de maior qualidade e mais calmo está dependente de muitos e inúmeros factores, a maior parte dos quais completamente fora de alcance do actual Presidente do Município. Este é um problema que devia ter sido solucionado a montante, ou melhor, que nunca deveria ter sido criado em primeira instância. É que, creio não ser preciso relembrar, um dos principais responsáveis pelo actual estado de coisas em Albufeira, primeiro à frente de vários executivos como "xuxalista" (creio que a expressão vernácula nunca foi tão bem aplicada) e posteriormente como vereador popular (ou melhor, populista na verdadeira acepção do termo) hoje vive muito confortavelmente e creio que, pelo que me parece, não tem quaisquer problemas com o ruído nocturno, sendo também certo que ainda não vi aqui ninguém a inculpá-lo pelo que quer que fosse...

Por isso e antes que julguem que aqui escrevo como defensor público do Presidente do Município ou do seu executivo, diga-se que escrevo primeiramente em defesa dos interesses de Albufeira e sendo que também já sofri algumas desilusões, posso, no entanto, também afirmar que
sei distinguir o trigo do joio e, muito concretamente, neste caso, não me parece que seja possível culpabilizar o actual executivo municipal por este ponto nefasto e pernicioso da vida albufeirense.

Resta-me apenas ser solidário com todos aqueles que sofrem com este problema e que de alguma forma, no futuro próximo, Albufeira possa ser menos fustigada por esta verdadeira horda de turistas/vândalos sem classe e sem dinheiro que nada de bom trazem a esta terra, mas que tudo fazem para tornar a vida daqueles que fazem ou que sempre fizeram dela o seu lar ou o seu merecido destino de férias e repouso um verdadeiro e imerecido inferno estival!

E disse.

Post Scriptum: - e mais provas fossem necessárias para consubstanciar o acima descrito sobre a loucura das noites albufeirenses, basta ler o extracto informativo que se apresenta de seguida para compreender onde se encontra, no meu ponto de vista, a mais importante raiz deste(s) problema(s).


Conduziu 30 quilómetros embriagado e com traumatismo craniano

17h50m

MARISA RODRIGUES
Um turista inglês conduziu, ontem, alcoolizado e com um traumatismo craniano, cerca de 30 quilómetros, só parando o carro junto ao aeroporto de Faro "para descansar".
Foi aí que as autoridades o encontraram, com a camisola ensanguentada, julgando, num primeiro momento tratar-se do resultado de um crime violento.
Quando a GNR e o INEM chegaram ao local depararam-se com o insólito. O casal, de nacionalidade inglesa, estava embriagado e dormia depois de se ter envolvido numa cena de pancadaria num bar em Albufeira. O condutor, de 49 anos, tinha um traumatismo craniano e uma taxa de alcoolemia de 1,30 gramas. Mesmo assim conseguiu conduzir durante cerca de 30 quilómetros.
"Estávamos num bar de um amigo irlandês. Houve uma discussão e o meu companheiro foi violentamente agredido na cabeça", começou por contar a passageira, de 56 anos, que não quis ser identificada. "No centro de saúde de Albufeira disseram que ele tinha de ir ao hospital de Faro porque os ferimentos eram graves, mas ele gritava muito a dizer que não queria e viemos embora. Depois resolvemos estacionar aqui para descansar", prosseguiu.
A mulher não conseguiu, no entanto, explicar porque estavam naquela estrada, que não faz a ligação entre Albufeira e o hospital nem se lembrava a que horas tinham ali estacionado. Começou por dizer que era o último dia de férias no Algarve e que se dirigiam de carro para Inglaterra, "que fica logo ali a seguir a Espanha". Quando percebeu a confusão, corrigiu. "Aliás, temos uma casa em Tavira. Íamos para lá".
A ser verdade a versão apresentada pela companheira, o homem conduziu alcoolizado durante pelo menos 30 quilómetros com uma taxa de alcoolemia de 1,30, o que configura um crime punido até um ano de prisão. Deveria ter sido detido e libertado com notificação para ser presente a tribunal, mas como não foi apanhado em flagrante pelas autoridades não vai ser responsabilizado criminalmente.

In Jornal de Notícias – edição digital - 01 Agosto 2008.


http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Faro&Concelho=Faro&Option=Interior&content_id=974163

Anónimo disse...

Mais outro exemplo do tipo de turista que infelizmente Albufeira tem de comportar no seu seio...

02-08-2008 - 12:30h

Abandonou filhos à beira da estrada durante três horas

Impaciente e embriagado, homem largou os filhos na madrugada

O incrível aconteceu em Albufeira, onde um pai decidiu abandonou à beira da estrada os dois filhos gémeos, de 11 anos, em plena madrugada. Segundo escreve o Correio da Manhã, as crianças só foram descobertas pela Brigada de Trânsito três horas depois, já quase de manhã.

O homem em causa estaria embriagado, não tendo paciência para ouvir os filhos. Estava de férias no Algarve, mas decidiu abandoná-los junto à rotunda de acesso à Fontes de Matosa, na EN125.

As crianças viriam a ser entregues aos avós maternos ao início da tarde de sexta-feira. Tinham caminhado vários quilómetros em direcção a Armação de Pêra, onde se encontravam a passar férias com o pai. Só conseguiram descansar por algumas horas no quartel da GNR antes de serem entregues aos avós. O caso foi entregue ao Tribunal de Família e Menores de Portimão.

In Portugal Diário on-line, edição de 02 de Agosto de 2008

http://diario.iol.pt/sociedade/bt-algarve-crianca/977910-4071.html

De mais um descontente disse...

O ruído não é um facto de leitura isolada. O ruído está associado a muitos outros factores.
O excessivo crescimento imobiliário em conjunto com o filão dos empréstimos para viajar, criaram o fenómeno da democratização do turismo. Com o aumento da oferta a todos níveis é de todo impossível controlar a qualidade dos viajantes, nem ninguém até agora se mostrou interessado em fazê-lo. Este fenómeno arrastou consigo outro tipo de problemas que só agora começam a ser avaliados. Entretanto, cimentaram-se toda uma série de ideias erradas como uma que é muito vulgar ouvir-se que é a de que Albufeira está associada a farras nocturnas e não pode viver sem elas.
De vila pacata, os interesses do betão, sempre com suporte camarário, independentemente das cores partidárias do passado e do presente, procederam paulatinamente à construção do pequeno monstro que somos hoje. Autorizaram-se, sem qualquer respeito pelas recomendações e posteriores Leis, a abertura e funcionamento ao gosto dos proprietários, dos bares que hoje se acham no direito de incomodar a maioria das pessoas que vivem nas suas redondezas.
A falta de planos e critérios, permitiram a actual promiscuidade urbanística de difícil solução. Deixou-se misturar alojamento com diversão e agora os responsáveis fogem às suas responsabilidades, achando que são os moradores e visitantes que têm de aguentar em nome do interesse turistico.
Nada mais falso. A solução está no ordenamento futuro e na determinação imediata da aplicação da Regulamentação do Ruído.
O interventor anterior, acha que as responsabilidades recaem sobre um dito socialista, salvando a pele do actual executivo. Mas na minha opinião, se um começou a destruição dos valores de Albufeira, o actual presidente, que já leva onze anos da coisa, mais que duplicou a cidade e nunca revelou qualquer preocupação por esta matéria.
Os verões começam com ruído e acabam com ruído e a culpa é do vento.
Resumindo, betão, crescimento desordenado, especulação, procura,

Anónimo disse...

Efectivamente, tentar isolar a questão do ruído da do excessivo crescimento (diria mesmo "boom") imobiliário em Albufeira seria sinónimo de cegueira ou pelo menos incompreensão. Sem querer estar a entrar numa área em que confesso sou um verdadeiro leigo, torna-se importante trazer à colação o facto de a fase de maior emissão de licenças de alvarás de loteamento e urbanização em Albufeira ter correspondido, por larga margem, ao período compreendido entre os anos de 1987 a 1993, como se pode ler no documento de Março de 2004 intitulado "Relatório de Avaliação da Execução do Plano Director Municipal de Albufeira e de caracterização da evolução das condições económicas, sociais e ambientais" de consulta pública no site da Câmara Municipal de Albufeira. Sem querer estar a incorrer em erro e ao que julgo saber, à altura desta autêntica febre de emissão de alvarás de loteamento, os únicos cargos públicos que o actual Presidente do Município exercia correspondiam, grosso modo, ao de secretário de Junta e presidente da Associação de Pais. Por conseguinte e tendo em conta que este "só" exerce o cargo de Presidente desde 2001 e que até 2005 teve, por certo, um período de difícil
coabitação com o ora adorado/aclamado/amado/desprezado/odiado/temido e desdenhado pelos seus apaziguados socialistas ex-presidente ex-socialista(PS)/ex-popular(CDS/PP) supra-referido se consegue perceber que poucas ou nenhumas responsabilidades podem ser atribuídas ao primeiro, no que diz respeito ao desenfreado e completamente desprovido de sentido crescimento urbanístico da cidade e concelho de Albufeira.

Relativamente ao designado processo de democratização do turismo, note-se que este ocorreu relativamente a todo o Algarve. E foi neste mesmo Algarve que determinados autarcas, conscientes e verdadeiramente dedicados, conseguiram implementar de facto uma espécie de "cordão turístico-sanitário" (se bem infelizmente só em zonas muito específicas), almejando a melhoria da qualidade dos
turistas que recebiam e continuam a receber. Contudo, não consigo facilmente vislumbrar a razão pela qual os anteriores executivos
camarários decidiram enveredar pela quantidade em detrimento da qualidade. O que posso dizer é que até há poucos anos atrás sempre que se falava em crescimento urbanístico desordenado e na cultura do betão, na consciência colectiva dos portugueses, invariavelmente, três localidades algarvias tornavam-se imediatamente salientes: - Armação de Pêra, Quarteira e Albufeira. O que também posso dizer sobre este assunto é que quando o Eng. Téc. Carvalho Pinto de Sousa, actual primeiro ministro de Portugal, passou férias no empreendimento turístico Pine Cliffs localizado nos Olhos de Água
(concelho de Albufeira), um dos seus assessores, após pedidos incessantes de esclarecimento à imprensa sobre onde estaria a passar férias no Algarve, colocou-o no "Sheraton Algarve em Vilamoura".
O porquê desta (des)informação? Bem, talvez porque a localidade de Albufeira não tivesse aquela aura de elitismo que uma Vilamoura (ou que umas férias de Natal na neve da Confederação Helvética) possuem. Mas a vida é mesmo assim... só é enganado quem quer, não é verdade?

Mas retornando ao assunto em mãos e que verdadeiramente importa, não poderia estar mais de acordo com o interveniente precedente no que concerne à (falsa e errónea) associação entre a manutenção do turismo em Albufeira e necessidade imperiosa de farras nocturnas escabrosas e ruidosas ao máximo.

Assim sendo, o que pode ser pedido ao Presidente do Município, de forma realista, e que produza efeitos imediatos e palpáveis na defesa de seus munícipes?

Em primeiro lugar, um apoio intransigente da aplicação da Regulamentação do Ruído, sem mas nem meios mas. Sem alterações ou receios de qualquer ordem.

Em segundo lugar, um aumento rápido do número de efectivos da Polícia Municipal. Um corpo desta natureza não pode estar dependente de, imagine-se, quatro efectivos! Albufeira, segundo a lei actual, tem direito a uma força de (pelo menos) 60 agentes! É óbvio que isto não está inteiramente dependente do Presidente, pois como vim a saber, cada vez que um concurso abre o número de concorrentes é inferior ao número de lugares (até parece que o desemprego não está em alta neste país!), já para não falar no facto de no decurso do mesmo e graças a um rigoroso processo de avaliação (a somar a um nível remuneratório nada invejável)poder chegar-se ao cúmulo de apenas existir um candidato aprovado (em concursos de 25 e 20 vagas)!

Em terceiro e último lugar, a obtenção junto das entidades competentes de fundos ou de meios para a realização de acções de formação e educação sobre os malefícios do ruído junto de potenciais prevaricadores.

Creio que estas medidas poderiam ter algum impacto positivo ou, pelo menos, caso fossem aplicadas, os seus efeitos poderiam ser aferidos permitindo desse modo constatar a sua utilidade e magnitude dos mesmos.

Simplesmente,

Torquemada
Inquisitor generalis