quinta-feira, 23 de outubro de 2008

ESTÁ FORMALIZADA A QUEIXA NO IGAL (Inspecção Geral da Administração Local)

A ACOSAL - Associação de Comerciantes e Serviços de Albufeira, formalizou na passada terça-feira, dia 21 de Outubro, junto do IGAL, a queixa contra o Programa Polis/Câmara, para apuramento das responsabilidades nas inundações verificadas de há dois anos para cá.

A queixa foi acompanhada de vasta informação escrita e alguns CD com fotografias das referidas obras, bem como das mais recentes mexidas na Av. 25 de Abril, que estão a ser realizadas por decisão camarária e sem que tenham anunciado os seus objectivos.

A queixa, usou como documento charneira o documento já publicado neste blogue, onde são denunciados alguns desvios nas obras que acabam por ter influência pelo que se passou com maior gravidade nos dias 22 e 28 de Setembro.

Agora, só temos de esperar que o IGAL faça o seu trabalho com responsabilidade!

11 comentários:

política à moda de albufeira (9) disse...

O artigo do Engº Gracias Fernandes, publicado hoje no jornal "A Avezinha", do ponto de vista político, tem dois significados.
O primeiro dos quais é a Câmara Municipal, um orgão eleito politicamente, refugiar a sua defesa em comentários de ordem técnica que não convencem, face aos factos ocorridos por falhas dos sistemas e falta de investimentos públicos.
Em segundo, vem o objectivo que corresponde à necessidade de eleger o PS como seu interlocutor, sabendo que este partido está moribundo aos olhos da população e só "chateia" lá longe, na AR, que não diz nada aos que aqui vivem os problemas.

antonio cerdeira disse...

O artigo publicado hoje no "Correio da Manhã" é bem elucidativo do estado do Concelho.
Somos o Concelho mais caro do País por metro quadrado, na venda de imóveis. Temos um dos maiores parques de imóveis para vender, cerca de 4500, o que revela excesso de construção autorizada pela estratégia do Município de só olhar para o arrecadar de receitas do IMI.
A especulação imobiliária, tem sido o motor do chamado "desenvolvimento" do Concelho, com todo o seu cortejo de consequências nefastas para o conjunto da actividade económica.
Durante anos fomos invadidos por capitais sem escrúpulos, ávidos de lucros fáceis e apoiados pela banca, que fala a mesma linguagem, e pela Autarquia, que nunca teve uma visão estratégica de desenvolvimento sustentado.
A cidade fantasma não pára de aumentar.
Uma cidade deserta a maior parte do ano, sem vida e sem actividade económica, é uma grande mentira confirmada de ano para ano.
A actual crise económica e financeira mundial, vai encarregar-se de mostrar a falência do modelo seguido em Albufeira. Só que, infelizmente, os políticos vão-se embora com as suas reformas douradas e os agentes económicos e a população, ficam a roer as unhas.

albertino disse...

Não é que a queixa vá mudar alguma coisa porque já ninguem acredita em autoridades de fiscalização. Nunca fizeram nada contra a corrupção e não vai ser em Albufeira que as coisas vão mudar.
Eu até estou de acordo com a queixa, pelo menos continua-se a falar do assunto mas tambem sei que esta Câmara tem força e amigos para controlarem todas as situações. Não se esqueçam que este IGAL andou a investigar o empreendimento do cerro do bem parece e até agora não aconteceu nada. E não vai acontecer porque tudo vai morrer em desculpas. Mas se calhar temos ali mais um elefante branco parecido com o elefante às cores da Marina.

ooluição mas pouca disse...

Aos poucos os lobos vão saindo das tocas. O engenheiro que já entrou e saiu da Câmara, está sempre pronto para o ganha pão e servir o chefe do momento. Aqueles problemasitos dos esgotos nas praias até não poluiram como na percentagem das praias é uma ninharia. Os Olhos de Água e os Arrifes são ninharias e só gente maldosa é que põe em causa um engenheiro tão competente que mesmo assim reconhece que as estações estão velhas e falharam, mas não foi porque o engenheiro estivesse a dormir. Ele esqueceu-se nestes anos todos de explicar aos chefes da politica que aquilo mais dia menos dia dava barraca. E deu mas está tudo bem, para quem pede pouco.

anónimo de cá disse...

Obrigado engº Gracias Fernandes por confirmar que afinal houve problemas com os Arrifes e os Olhos de Água. O sr. diz que foi pouco em percentagem e nós dizemos que não deviam acontecer, sobretudo se já tivessem feiro os investimentos que o sr. diz agora que são necessários. Os Olhos de Água não são uma coisa menor porque têm enorme visibilidade dentro do concelho. E as praias da frente da cidade ? Não são da sua responsabilidade? Então porque não têm soluções? Esqueceu-se de falar delas? Porquê?
Você é um homem do sistema e o sistema começa a ficar falido aos olhos da população.

Anónimo disse...

Até foi bonito de se ver, a fina flor da cidade avestida a rigor para defender os vinhos e os consumidores. Até estavam lá uns bons consumidores. Aquilo é s´o cultura bem regada. A Câmara de certeza que deu um subsidio. O "progresso" justifica tudo.

Anónimo disse...

O Correio da Manhã diz que a Câmara não tem culpa nas inundações e então andam a fazer obras de abrir canos na av 25 de abril ? Já há muito que se falava dos canos por baixo do cinema que desdee as obras ali feitas e mais as do Polis, começaram a provocar retenção das águas que vão depois inundar as caves pela rua do MFA.
Qualquer investigação que venham a fazer tem de falar com as populações para conhecer o antes e o depois e tirarem as conclusões.
A Câmara sacode a água do capote e prefere continuar a mandá-la para a casa dos outros.

Luis Alexandre disse...

A democracia em Albufeira está doente.

Não é normal que questões de ordem política sejam respondidas, em público, por um técnico que, no fundo não decide nada, mesmo que eventualmente tenha a obrigação profissional de propor soluções para os problemas do seu Departamento.

Nesta ânsia de pretender "esclarecer", o sr. engº Gracias Fernandes, comete a sua primeira gafe ao dizer no 1º ponto que, " depois de reparada a avaria a água mostrava Boa Qualidade", para logo no ponto 2 afirmar, "foi preferível arrear a bandeira até à obtenção dos resultados das análises à água mandadas realizar".

Na sua saga de sofreguidão esclarecedora, o sr. engº reconhece que o equipamento dos Arrifes estava obsoleto e, os cidadãos perguntam: onde está o trabalho de antevisão e planeamento de soluções, que evitem situações de rotura e são da sua exclusiva responsabilidade? Se os políticos não o atenderam, diga.

Ao longo do seu repertório justificativo, o sr. engº, percebendo o seu papel discursivo, vai soltando "indirectas" políticas, que não me dizem respeito, e termina exaltando a sua equipa, o que é justo, porque são apenas executantes ao contrário do sr. engº que é director e responsável por tudo.

Intencional nesta narrativa, é a forma como se omitem os problemas ocorridos nas praias da frente da cidade e com os esgotos da baixa.

E quando da execução das obras Polis/Câmara, o sr. engº, nos seus passeios pela baixa, não viu pelo menos aquele espectacular sumidor de 2 cm que, depois das inundações o levaram a recomendar ser alargado? Ou o sr. engº estava suspenso de funções?

l.s.s. disse...

Ao afundanço do Polis/Câmara devia-se seguir o afundanço politico dos seus responsáveis e do cegueta do engenheiro das águas e esgotos.
Naqueles tempos de obras, o Presidente levantava-se cedo para dar incentivo ao seu andamento e não para discutir opções e nunca lá vimos o chefe de divisão das águas e esgotos. Naquela altura só o povo é que falava e avisava que ali já passava a ribeira que não está morta. Naqele tempo o sr Presidente não se lembrava de falar de leito de cheia que agora é a primeira coisa que lhe vem à boca quando há inundações. E eu tambem pergunto porquê agora todas aquelas grelhas que estão a pôr na 25 de Abril e mais o partir de paredes dentro das caixas de limpeza? Descobriram ouro ou a desfazer a merda que fizeram? O mais certo é na Câmara não saberem o que é que andam lá a fazer.
Estamos em Albufeira, a capital de muitos disparates.

Anónimo disse...

Eu estou de acordo com tudo o que o sr. Luis Alexandre escreveu mas gostaria de lembrar os graves acontecimentos dos Salgados, que foram deliberadamente esquecidos pelo douto engº Gracias Fernandes.
Isto acontece quando se escreve por encomenda, ou será que o sr. engº se esqueceu que a zona lagunar dos Salgados fazem parte do Concelho?
A quela zona humida, tutelada pela CCDRA, está um nojo, particularmente depois da densidade de construção autorizada pela Câmara. Para alem das águas nauseabundas e poluidas temos os milhões de mosquitos e os cheiros. Dentro do território do Concelho, a Câmara Municipal tem sempre uma palavra a dizer, quando as autoridade tutelar falha!
O que ali se passou foi uma vergonha para o Concelho que se diz capital do Turismo.
Esta Câmara tem de pagar tambem por isto!

Alves Costa disse...

A gestão dos Salgados tem sido mais um atentado contra os interesses do Concelho. O estado lastimoso a que chegou aquela zona de uma enorme beleza natural, só pode ser imputado aos políticos que nos dirigem e não revelam nem sensibilidade nem responsabilidade.
Há trinta anos atrás, aquela era uma zona calma e equilibrada do ponto de vista ambiental e paisagístico. Com a chegada dos investimentos oportunistas, com a conivência da Autarquia, tudo se alterou e chegámos à situação actual.
Não há nada pior do que a ignorância aliada ao oportunismo. Se houvesse em Portugal, partidos sérios e entidades fiscalizadoras sérias, estes atentados não aconteciam. Queixa-se Albufeira, queixa-se o Algarve e o resto do País.