quarta-feira, 30 de setembro de 2009

AINDA AS LEGISLATIVAS...


Depois dos festejos regionais e abstraindo-nos dos resultados nacionais, há que fazer uma leitura própria para o Algarve e para Albufeira, uma vez que várias figuras do seu seio e em diversos lugares, tiveram intervenção e ambições.

Desidério Silva, afastado do processo interno de escolha para a lista de deputados, interveio na qualidade de vice de Mendes Bota e numa total subordinação à estratégia por este montada, de pouco fazer pela eleição da mulher que recusou dançar com ele. Acima dos interesses do Algarve, estava a vingança do homem que não gosta de levar duas tampas seguidas da mesma mulher. Mais Bacelar, menos Bacelar, mais afronta menos afronta, a aposta de maior protagonismo de Mendes Bota fica adiada porque vêm fortes lutas internas e Desidério Silva espera ter lugar no comboio.

A derrota de 27 de Setembro, desde o nível nacional, passando pelo regional pertence-lhe na sua quota parte e a local é sua em primeiro lugar e de Carlos Silva e Sousa em segundo.

Carlos Silva e Sousa e Elidérico Viegas, candidatos a deputados pelo PSD, ficaram à porta da ambição, apesar de Mendes Bota num dos seus rasgos de euforia, chegar a anunciar a "forte convicção" da eleição dos dois, respectivamente 4º e 5º da lista. Mas o mundo ainda não acabou e a conturbada situação política do País pode proporcionar surpresas inesperadas e renovação de ambições...

Do lado do PS, também a figura de Fernando Anastácio, que dissemos ser um perdedor e não uma mais-valia, ficou a ver navios quando foi colocado em lugar dado como certo. Um dos favoritos de Miguel Freitas, perdeu no leilão para os Partidos concorrentes.

Noutro plano, Albufeira esteve na eleição dos deputados do CDS e do BE, por via da subtracção de votos aos dois principais Partidos que se situaram na casa dos 29% do eleitorado, com umas décimas de vitória para o PS.

Não deixa de ser um factor de análise, o facto do PSD da maioria absoluta local, ter perdido para o PS, números que castigam directamente as políticas da dupla Desidério Silva e Carlos Silva e Sousa.

O PS formou um mapa côr-de-rosa com a espinha cravada pelo concelho de Loulé. Que esteve disputado, deixando tudo em aberto para o dia 11. Estão muitos milhões em causa, tal como em Albufeira, onde os dados da vontade do eleitorado estão a abrir outras cenas de palco.

Outro dado em análise é que os dois principais "enviados" para o Algarve foram eleitos, sem que se perceba onde influenciaram o eleitorado, faltando perceber no futuro que vantagens advirão pelas suas bocas, para a vida da região.

Do sobe e desce do pano, dois actos eleitorais estão concluídos e o terceiro fecha o ciclo. E do sobe e desce dos Partidos, ficam novamente as expectativas que sucessivamente são frustradas.


Luis Alexandre

terça-feira, 29 de setembro de 2009

CHEIRA A PÓLVORA EM ALBUFEIRA?


A corrida oficial está na rua e a cidade vive uma aparente tranquilidade.

A agitação segue dentro de momentos depois de escalpelizados os números das duas eleições anteriores, que não dão sossego à arrogante maioria absoluta de Desidério Silva e do PSD.

O PSD ganhou o primeiro ensaio, perdeu o segundo e o nervosismo está instalado para o terceiro.

Perdeu nas legislativas para o PS, por poucas décimas, mas perdeu!

É um sinal claro da fraqueza do castelo na água, Al-bhuera, cujo significado Desidério Silva desconhecia mas irá começar a perceber daqui para a frente.

Indesmentíveis, são os números que dão uma larga maioria da esquerda deste regime, de quase 58% contra os 41% da direita.

Retirando o papel do CDS e da CDU, cujos valores não têm peso decisório, temos que, mesmo que o desempate técnico se faça para o lado da força e do uso e abuso do lugar institucional, o PSD não vai ter maioria absoluta bem como poderá vir a ficar em minoria no elenco camarário.

Os números das legislativas não vão descer para nenhum dos lados, podendo haver uma deslocação de voto útil do CDS para o PSD. Nestas eleições locais, os astros televisivos têm um papel secundário. Funciona o julgamento da actividade executiva passada e a capacidade das alternativas influenciarem o processo de convencimento do eleitorado.

Desidério Silva/Carlos Silva e Sousa e o PSD não repetirão os números de 2005, por má gestão e más políticas, apesar de terem construído à volta dos dinheiros públicos, uma camada de oportunistas que se julgam detentores das consciências dos vários sectores organizados. E a prová-lo está a existência de uma linha organizada de oposição interna do PSD local que não se revê nas orientações e práticas do desiderismo.

Os níveis de confiança na corrente do PSD que governou o concelho à direita, recusando o diálogo, afrontando sectores importantes do tecido social e económico e praticando uma política social miserável e divisionista, não são altos e a votação das legislativas são um claro sinal.

Em termos de ambiente político não se vê nenhuma onda de entusiasmo à volta dos dois principais candidatos. Se em 2005, Desidério era o desejado, em 2009, carrega todos os erros grosseiros do seu estilo autoritário, pouco lúcido e tendencioso.

David não é Anastácio, é enviado para cima dos escombros de um PS frustrado, comprometido e envergonhado pela miséria da sua actuação.

David tem um programa frouxo, que não se demarca dos principais erros estratégicos do seu adversário do PSD e limita-se a frasear promessas onde os seus antecessores falharam rotundamente. Em caso de eleição, o que mudaria na política de direita? Ficam as dúvidas...

O ex-militante de fresco do PSD, Manuel Aires, é o candidato do BE, os dois saídos do nada e sem trabalho de intervenção em Albufeira. Aos 15% televisivos do BE, Manuel Aires, porque não tem qualquer trabalho de ligação à população, não acrescenta nada mas tem a eleição assegurada. Das palavras aos actos, vai uma imensidão de outros caminhos que iremos analisar no futuro, para onde nos levam. De salientar que, depois da tentativa de fazer passar esta candidatura como de cidadãos independentes, os dinheiros gastos em cartazes e a ausência de referência a essa condição nos mesmos, mostram que é uma candidatura partidária.

Os candidatos do CDS e da CDU, um de fora e outro da terra, não existiram até agora, nem terão influência no resultado final a não ser que o PSD, receoso da conjuntura, negoceie um apagamento do CDS para o voto útil da direita do regime. O mesmo não fará a CDU, habituada a passear-se sózinha no sistema capitalista.

Nesta leitura de cenários, cabe à chamada esquerda do regime, concretizar a derrota da maioria absoluta e o domínio da política contra os interesses da população.


FORUM ALBUFEIRA
INSEGURANÇA: “NÃO É MAIS POSSÍVEL ESCONDER?”


Honra seja feita à ACOSAL, que desde há dois anos vem chamando a atenção para a gravidade e crescendo da criminalidade no concelho de Albufeira. Nenhuma outra entidade o fez com tanta clarividência, baseando as preocupações em factos concretos, de cadência alarmante e impunidade assustadora.

A persistência das denúncias e dos apelos às autoridades, que incluíram uma audiência com a ex-Governadora Civil, Isilda Gomes, apesar das promessas de reforço dos efectivos e de atenção aos argumentos apresentados da necessidade da implementação de um novo modelo de patrulhamento e uso do posto da baixa como elemento de dissuasão e proximidade, não deram qualquer resultado e tudo ficou na mesma.

Tal atitude de desvalorização dos factos e das queixas das centenas de populares onde se incluem estrangeiros e muitas dezenas de comerciantes, levou a que da pequena criminalidade, passássemos muito rapidamente aos assaltos espectaculares a Hotéis, Finanças, bombas de gasolina, lojas, escritórios e simples transeuntes.

A sucessão de acontecimentos que têm tido eco na imprensa portuguesa, não passaram despercebidos às autoridades dos vários Países emissores de turistas, com particular destaque para o Foreign Office inglês, que certamente não agem de forma gratuita e apenas com a natural preocupação pelo bem-estar e regresso em paz dos seus cidadãos. O site oficial inglês de recomendações aos seus súbditos, coloca o Algarve como local a evitar.

As autoridades policiais e municipais locais, sempre subservientes às ordens superiores, assistem à evolução negativa da actividade criminosa, havendo já lugar à criação de bandos locais e que não deixarão de ter ou virem a aprofundar laços com bandos de fora e persistem nas desculpas ridículas da falta de volume de queixas.

O assassinato de um turista no Alvor e a agressão grave pela calada da noite a mais dois turistas na baixa de Albufeira, voltou a agitar as águas e levou o responsável da AHETA, Elidérico Viegas, a produzir a pouco surpreendente afirmação “de que não é mais possível continuar a esconder (???!!!) a situação” e de que “existem redes internacionais de crime organizado na região”.

As vítimas portuguesas não foram capazes de sensibilizar estes responsáveis, que só perante a ameaça das autoridades dos Países emissores de turistas iniciarem uma campanha de alerta para os perigos de viajarem para a nossa região, é que vêm a público reclamar uma atenção redobrada para os problemas da segurança.

O desplante é de tal forma, que acabam por reconhecer que andavam a esconder os acontecimentos em vez de se preocuparem com as soluções e a mais do que previsível radicalização do discurso europeu sobre a segurança dos seus cidadãos.

A Drª Isilda Gomes, agora deputada eleita pelo PS, deixou o cargo de representante do Governo na região, tendo contribuído para encobrir a escalada criminosa e sem que tivesse usado a sua qualidade de principal interlocutora, para exigir uma acção atempada.

O novel líder da Entidade de Turismo, Nuno Aires, em vez de revelar a preocupação que lhe compete, ainda entra em linha de choque com quem de certeza sabe dos bastidores e achou que não podia mais esconder o que é perceptível aos olhos da população.

Mais uma vez, o ónus da questão de um maior afastamento de importantes faixas de turistas, recai sobre aqueles que deram o alerta e têm todo o direito de exigir que o dossier com muitas páginas de protestos, venha a ter novos capítulos escritos com mais responsabilidade e sobriedade, no interesse das dezenas de milhares que vivem da actividade turística.

FORUM ALBUFEIRA

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

QUEM GANHOU AS ELEIÇÕES?


Em primeiro lugar, o povo perdeu as eleições. Em segundo lugar vários Partidos ganharam as eleições. Resumindo, apesar dos foguetes da pequenada subserviente, o bloco central continua em supremacia e vai dominar o panorama das políticas, com os resultados que se conhecem.

Portugal, é e vai continuar a ser um País marginal, mantém toda a estrutura mental de comando da vontade popular, que a vai manter como fiel servidora dos desmandos europeus sobre a nossa organização e manutenção como plataforma de serviços, sem indústria, agricultura e pescas próprias.

As decisões continuarão a vir de fora para dentro, porque as forças políticas que detêm a supremacia sobre o nosso destino como nação independente, são fiéis seguidoras do actual quadro de políticas e “ajudas”. Até 2013, enquanto vier dinheiro líquido para a “nossa economia” , nada será posto em causa quer pelos dirigentes que sairão destas eleições quer pelo povo que ainda não reflectiu sobre o milagre europeu.

A forma de Governo que vier a formar-se, como havíamos escrito, qualquer que seja a sua eventual composição, recomendando a situação política explosiva que não seja minoritário, com ou sem parceiro de coligação, havendo dois Partidos em primeira linha de escolha, CDS e BE, não deixará de cobrar à população e ao seu tecido produtivo das médias e pequenas empresas, os proventos para a alimentação de um Estado e de uma classe política despesista e de protecção dos grandes interesses económicos.

A partir deste momento, continua a ser irrelevante qual será o parceiro do PS no futuro, sabendo que quando estiverem em causa os interesses do sistema vigente de mordomias, qualquer dos Partidos, com o PSD à cabeça, não deixarão de mostrar o elevado sentido de Estado que exibiram até aqui, morrendo as divergências quando as hipóteses de serem protagonistas se colocarem ou a necessidade de preservarem o essencial desta democracia em que a minoria continua a esmagar a maioria.

Uma conclusão fundamental se pode tirar destas eleições, é que o estado geral de mau estado da situação económica e financeira do País, tal como a situação das centenas de milhares de desempregados vão ficar num segundo plano de dependência dos macro interesses das forças dominantes, sob o pretexto das reformas do Estado, que pelas experiências do passado, não auguram nada de bom.

Em termos de Algarve, o PS perde em toda a linha, democraticamente e de forma generosa dá 3 dos seus deputados ao PSD, CDS e BE.

Miguel Freitas junta-se à alegria da vitória nacional, não estará muito preocupado em reflectir sobre a fraqueza das políticas específicas para a região onde a crise tem características mais drásticas do que no conjunto do País, nem estará muito preocupado em avaliar a política de claudicação á menorização do Algarve, quando se aceita um cabeça de lista sem capacidade de representação e de compreensão dos problemas, para além da intuição puramente académica.

Para Mendes Bota e o PSD, tratou-se de mais uma grande vitória, di-lo-á na melhor oportunidade, quando pouco fez por estas eleições e o líder do seu Partido, com os olhos postos na renovação interna, mais preocupado com o seu papel nesse cenário do que com os interesses globais do Algarve. Tirando o Pedro Bacelar, o enviado que veio assegurar um lugar na elite parlamentar, o PSD manteve os mesmos dois elementos do passado. Se isto é uma vitória…

O CDS não esconde o contentamento, elegeu um deputado que, tal como no passado, não deixará de fazer o seu trabalho sombra, mais em sentido estrito do que do interesse geral dda região.

A esperada “surpresa” vem, levando em linha de conta o resultado regional das europeias, da eleição da candidata imposta ao Algarve pela direcção nacional do BE, sobre as divergências dos ex-partidos componentes da actual força, que tinham outra ideia para cabeça de lista.

O veredicto está dado e vamos esperar pelas medidas que todo o Algarve reclama como urgentes.

Luis Alexandre

sábado, 26 de setembro de 2009

QUE SAÍDAS PARA A CRISE EM ALBUFEIRA


Antes do rebentamento da bolha que provocou o caos económico e financeiro que varre o mundo, já Albufeira estava em estado virosal adiantado e vinha criando as suas próprias borbulhas de diagnóstico reservado.

Paradoxalmente, toda esta putativa situação se desenvolveu no período em que o volume de receitas autárquicas atingia valores record ou, dito de outra maneira, a saúde financeira do Município contrastava com a quebra da procura, com o aumento da sazonalidade e o empobrecimento social, económico e financeiro da população e da malha empresarial.

A negação de qualquer crise e a incapacidade para a perceber revelada até então, acabaram por ser abafadas pelo despoletar da crise mais geral que veio alterar os factores de análise, que não poderão deixar de ser de incidência local, supondo que, por arrastamento, o concelho voltará a crescer. Puro engano que poderá custar bem caro!

Os factores que conduziram ao actual quadro de dificuldades têm uma raiz que assenta, fundamentalmente, numa governação à vista e sem objectivos traçados de longo alcance, na falta de diálogo com os agentes locais, na ausência de diagnóstico dos problemas e no mau direcionamento do investimento público.

Uma visita, ainda que superficial, dos pontos mais visitados do concelho que se distribuem pela linha de costa, dentro do cada vez mais curto tempo de concentração de visitantes, permitem-nos constatar as dificuldades destes em chegar com comodidade, relativa rapidez e segurança aos locais escolhidos.

Albufeira é um concelho turístico e não tem outras saídas. Um concelho turístico tem de estar sempre em movimento e renovação. O Turismo é uma actividade criativa que é dirigida a factores pessoais de curiosidade, interesse, estudo, desporto, saúde, prazer e os registos assimilados, de satisfação ou de crítica, têm de ser ouvidos e alimentados.

O estilo autocrático, privilegiando os grandes interesses privados e desprezando as franjas mais carenciadas da população e a capacidade produtiva, não pode deixar de ser questionado nestas eleições.

O “projecto” em curso a ser continuado nas condições de absolutismo conhecidas, só podem agravar os problemas. Em caso de reeleição do PSD sem um reequilíbrio de forças, esse “projecto” vai privilegiar um novo PU de alargamento de ocupação dos solos, quando a estratégia seguida do turismo residencial criou os actuais estrangulamentos, pretende entregar a saúde e os serviços camarários à exploração dos privados, reduzindo o emprego e a liquidez pública e mantendo o actual título de Município com os impostos mais altos do País.

A discussão eleitoral tem de colocar as soluções que devem passar pela concentração dos dinheiros públicos e da sustentada capacidade de endividamento, no relançamento da economia e do emprego, com base na:

1. Requalificação do centro histórico e património monumental do concelho;

2. Redução drástica dos índices de construção com ressalvas justificadas;

3. Requalificação e infra-estruturação da linha de costa e das malhas urbanas;

4. Combate à sazonalidade, criando pontos altos de programação cultural;

5. Redução da carga tributária sobre residentes e negócios;

6. Ordenamento das actividades e dos espaços em equilíbrio entre cidadãos e visitantes;

7. Um Centro de Saúde aberto 24 horas e reforçado nas suas valências;

8. Fazer do Ensino e da qualificação, uma alavanca de desenvolvimento;

9. Criação do Plano Viário Municipal e Rede Municipal de Transportes;

10. Racionalização e formação do funcionalismo, certificação e agilização dos serviços e adaptação dos horários à vida do concelho;

11. Estabelecimento de protocolos com a UALG, numa espécie de observatório permanente de produção de massa crítica.

12. Total apoio às instituições do concelho, que prestam relevantes serviços nas áreas sociais, culturais, desportivas e de lazer.

Doze pontos, doze linhas mestras para o futuro!

Luis Alexandre

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O NOIVO MAIS PRETENDIDO

Nos meses atrás de pré-campanha e sem indicadores de voto, cada Partido fazia pela vida e jogava a argumentação de convencimento, numa luta que sabiam ser sem quartel e de aparentes ódios, para um único fim: os resultados das sondagens.

O discurso político sério e de demarcação entre eles, à medida que as sondagens vão definindo territórios, vão moldando as perguntas da informação e as respostas dos diversos líderes.

Essa história de cada um ser mais verdadeiro que o outro e de cada um ter melhores propostas que os outros, deixa de ser uma obsessão e as percentagens de intenção de voto começam a determinar o piscar de olhos entre eles, com vista aos pedidos de namoro.

De todo esperado pela maioria dos observadores, o cenário de maioria absoluta foi ficando afastado e os dois principais Partidos responsáveis pela situação em que se encontra o País, criam os seus próprios receios de uma governação solitária e altamente desgastante, ficando à mercê dos números das sondagens que passam a comandar a vida dos seus líderes e se têm de preocupar com os cenários pós-eleitorais.

Os outros Partidos rejubilam, a situação de degradação das condições de vida da população para a qual contribuíram é alvo de maior volume de promessas porque se põe a questão de saber quem assume o papel de aliado preferencial, para uma eventual formação de Governo.

Do lado do Partido dito Socialista, à frente da chamada vontade popular sondada, as suas referências do passado e do presente, Mário Soares e Manuel Alegre, cada um com o seu discurso concertado, vêm agarrar as pontas e entram na campanha, um para dizer para dentro e para o eleitorado que não escandaliza uma aliança com o BE como forma de dizer aos descontentes que não vale a pena deslocarem o voto para tal Partido e, o outro, fazendo uma recolagem estratégica, pelo combate aos serviços mínimos na Saúde propostos pelo PSD e com os olhos postos na degradação da imagem do seu concorrente a Belém.

Nesta recta final, como nas anteriores, o que conta para o assalto ao poder está de certa maneira “definido”. O poder não vai cair na rua, o descontentamento com as más políticas volta a estar controlado e os vários parceiros vão ter de se entender para continuarem o trabalho que está sempre inacabado.

O BE, em queda final e para evitar males maiores, nega qualquer futuro entendimento com o PS, escondendo a vontade secreta, a CDU diz que talvez, esquecendo as acusações de políticas de direita se o PS se decidir a portar-se bem. O CDS fica na lista de espera, o momento é mais de linguagem de esquerda mas este partido já foi opção no passado.

O PSD, num segundo lugar comprometedor, em que a sul ninguém mexeu uma palha, rejeitando esclarecidamente qualquer bloco central, prepara-se para as guerras internas com os olhos postos num desgaste rápido e em eleições antecipadas,

Chegados àquelas oportunidades que não se podem desperdiçar e mais importante que as lutas em bicos dos pés, todos estão de acordo em salvar o regime e imaginar a sua perpetuação.

O povo fica com sua parte de herói, que é sancionar no próximo domingo quem vai a solo ou em combinação, encetar o novo ciclo de medidas anti-populares para a recuperação do abalado sistema capitalista e de privilégios para os políticos servidores.

Luis Alexandre

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

SERÁ ALBUFEIRA DE DIREITA?


Não, de maneira nenhuma! Albufeira tem no seu historial o seu quinhão de resistência ao fascismo, tendo visto alguns dos seus filhos presos e perseguidos pelo regime.

Não sendo um bastião de acção, foi um bastião de resistência mental e de sofrimento, tendo fabricado também as suas figuras de relevo local, que nunca pactuaram com a exploração e a humilhação dos seus conterrâneos.

Nas primeiras horas do 25 de Abril, manifestou-se efusivamente e nos seus primeiros passos para substituir o poder corrupto de direita, escolheu homens de esquerda para dirigirem o concelho até às primeiras eleições livres, nas quais deu a maioria ao Partido Socialista.

A população de um concelho pobre, inserido numa região pobre e desprezada pelo poder centralizado do Estado Novo, nunca poderia apoiar os representantes daquelas forças que as oprimiram em condições de vida pouco acima da dignidade humana.

A população criou as suas expectativas, esperando que a riqueza produzida fosse usada para melhorar as suas condições gerais de vida, com destaques para a saúde, o ensino, a habitação e os salários.

A generosidade da população e com natural satisfação, acorreu às primeiras eleições onde o Partido Socialista, usando uma linguagem de esquerda e falando aos corações saiu vencedor, mantendo-se no poder à volta de 25 anos. Até à desilusão.

De Partido de esperança e com as oportunidades do Turismo em crescendo acelerado, rapidamente se deixou seduzir pelo oportunismo do betão e do desordenamento, passando a Partido carrasco de uma terra de beleza ímpar e de uma população que não hesitou em punir toda essa irresponsabilidade.

O Partido Socialista, por culpa própria, escancarou as portas à direita e já tinha estendido a passadeira àquele que sem grande dificuldade e para maior desgraça do concelho, o vem dirigindo até hoje.

A direita no poder, com Desidério Silva em presidente, dando largas aos interesses que alberga nas suas asas, intensificou a exploração desenfreada do imobiliário, assinou de cruz todos os projectos que em oito anos agravaram a descaracterização do concelho, deram força a sectores, como o da noite, que foi usurpando o sossego e criando a imagem errática de que Turismo é ruído, drogas e problemas de segurança.

Todos os erros graves de falta de estratégia para o desenvolvimento do concelho, praticados pelo PS, tiveram total correspondência na governação de direita, que até hoje se vê obrigada a repetir as promessas bolorentas dos estacionamentos, dos espaços verdes, da satisfação das necessidades do ensino e educação infantil, de saúde, de segurança, de habitação social e de qualidade de vida.

Oito anos de mentiras de direita, traduzidas em muitas promessas não cumpridas, oito anos de perda de identidade e empobrecimento geral, deixaram o concelho numa situação de grande fragilidade social, económica e financeira, da qual precisamos de sair, com novas políticas e novos protagonistas.

A 11 de Outubro, a população tem uma escolha séria para fazer e uma má escolha, ditará a continuação de más políticas e maus resultados.

11 de Outubro será o principio do fim do pesadelo?

FORUM ALBUFEIRA

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

MAIS UMA DENÚNCIA DE UM LEITOR... NO CASO, NA URBANIZAÇÃO DA PRAIA DE S. RAFAEL






Junto envio estas fotos que são reveladoras do absoluto estado de degradação em que se encontram estas caixas, ( da EDP? ), visíveis um pouco por toda a Urbanização, e que, para além de esteticamente serem reveladoras de abandono e desleixo, poderão também e principalmente representar um perigo real para quem delas se aproxime ou toque.
Deixo, portanto, à consideração de quem de direito, a absoluta necessidade de suscitarem esta situação junto da entidade responsável a fim de que, com brevidade possam ser substituídas,
Cordiais cumprimentos.
RDC


Textos provenientes de um nosso leitor que se identifica por
"rais parta ó miúdo!".


Posta dos Paços

À questão da conspurcação da via pública, provocada por animais (canídeos), o Vereador António José Gonçalves (11 pelouros/funções), responde:

"... Sobre esta matéria, poderão ocorrer duas situações completamente distintas com níveis de actuação igualmente distintos. Por um lado, tratando-se de animais de companhia que passeiam na via pública devidamente acompanhados pelos respectivos donos, e que, por incúria ou negligência destes, deixam a via pública suja com dejectos, pode a Polícia Municipal actuar, como aliás o tem feito, no sentido de os alertar para a necessidade de proceder à recolha dos mesmos ou até mesmo proceder à sua identificação para efeitos de procedimento contra-ordenacional.

Contudo, pode igualmente acontecer que a conspurcação seja devida à existência de animais sem dono que erraticamente circulam pelas ruas, sendo que nestes casos a intervenção terá que passar pelos serviços responsáveis pela higiene urbana e remoção de animais abandonados ..."


O preclaro Vereador refere que para os animais sem dono, a intervenção é da responsabilidade da higiene urbana e remoção de animais abandonados... pelouros/funções das quais é o responsável, a par, com a Policia Municipal...



Posta dos Paços (IV)

À questão do ruído e legalidade/licenciamento de esplanada, o Vereador António José Gonçalves (11 pelouros/funções), responde:


"A esplanada referida encontra-se inserida em zona de condomínio, pelo que, não se encontra sujeita a licenciamento."


O fiducial Vereador, abre a porta a que, um destes dias, algum empresário com fidúcia, compre uma das lojas de duas frentes do Parque da Corcovada, e, do lado da Rotunda do Globo (Esfera Armilar), legaliza/licencia esplanada e cumpre a Lei do Ruído. Do lado da Rua Jornal A Avezinha, não legaliza/licencia e não cumpre a Lei.

Ciclovia - o comentário



Nunca uma lata de tinta azul fez render tanto....

in adf


Este traço azul, está presente em todos os concelhos e ostenta o pomposo nome de Ciclovia do Algarve... será que temos razões para duvidar das intenções dos edis?

FORUM ALBUFEIRA

terça-feira, 22 de setembro de 2009

A ALMARGEM - ASSOCIAÇÃO AMBIENTALISTA

leva a efeito um passeio de observação pela Lagoa dos Salgados, no próximo sábado dia 26 de Setembro.
Confira os dados, clicando abaixo.

Clique aqui


Comentário FORUM ALBUFEIRA:

Em boa hora, esta Associação realiza uma acção de visita a este local de grande beleza natural e que tem sido alvo de demasiadas agressões ambientais, sem que as autoridades competentes se tenham preocupado muito.

Desde a ARHAlgarve, que substituiu nas competências de supervisão a CCRA, até à Câmara Municipal, o fechar de olhos tem sido o traço característico das suas actuações de controlo desta área natural sensível e que está debaixo de directivas ambientais, que não têm sido cumpridas.

Esta é uma boa oportunidade para todos aqueles que se preocupam com este santuário, também integrante do concelho de Albufeira, estarem presentes e aprenderem com quem sabe, da importância de preservar o equilibrio deste pequeno eco-sistema.

Em momento eleitoral e porque os problemas recentes à volta da Lagoa têm sido notícia pelas piores razões, também seria conveniente a presença daqueles que se candidatam aos diferentes órgãos do concelho, para tomarem contacto directo com os problemas e usarem os seus papéis de eleitos na procura de soluções.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

QUEM MATOU O COMÉRCIO LOCAL?

A propósito da entrega pela CMA, de mais 40.000 euros à ACRAL


Sentado em cima dos milhões, naquele que é o mais recheado orçamento camarário (em proporção com o nº de habitantes), o sr. Desidério Silva, não pára na sua senda mistificadora da realidade que ele e o seu Partido criaram.

Em oito anos de governação, os elencos camarários laranjas foram os piores para o comércio tradicional da cidade. Nunca tiveram uma estratégia para a sua sustentação e, pelo contrário, afogaram-no com as suas políticas erradas e promessas não cumpridas. Fecharam ruas, provocaram o caos nas cargas e descargas, ainda hoje os parques de estacionamento não existem e assinaram de cruz a implantação descontrolada da média e grande distribuição.

A cereja em cima do bolo da inclinação para a defesa dos grandes interesses contra o comércio local, foi o planeamento ao milímetro com os seus empreendedores, que levou o actual presidente-candidato ao recurso à mentira descarada da negação do novo centro comercial na Guia, quando a discussão pública já tinha decorrido.

Com o poder crítico do comércio e restauração a subir face ao seu crescendo de dificuldades, agravadas pelo incumprimento da edilidade quanto a investimentos públicos, a contestação teve pelo menos dois momentos de explosão traduzidos em centenas de comerciantes a pedirem explicações, que levaram o executivo camarário a acordar da sua ignorância e o que fizeram foi montar o seu espectáculo de vazio de ideias, recorrendo à agência laranja para o enterro do comércio - a ACRAL.

Faltando a visão mas não faltando os dinheiros públicos, Desidério Silva e o PSD, com o apoio do PS, untaram as mãos da ACRAL com dezenas de milhares de euros para o desperdício numa campanha falida de criação de logótipo e cartazes de apoio ao comércio, com os resultados nulos que se conhecem, mas as ruas continuam desarranjadas, desordenadas e mal iluminadas, os impostos elevadíssimos, os ciganos no activo, a chinesice do dinheiro fácil a ocupar os espaços que os portugueses não aguentam e a especulação imobiliária em números incomportáveis para a realidade.

Com a pressão da campanha eleitoral à porta e sabendo do descontentamento instalado, agravado pelo mau ano económico, voltam-se a abrir os cofres do erário e salta mais um cheque de 40.000 euros, tudo dado em nome do comércio que não pára de se afundar. Projectos da autarquia ou do presidente-candidato, zero! Encomenda-se ao parceiro-coveiro, a ACRAL, que nunca fez nada por Albufeira.

E relembramos a população que, como compensação pelo apoio dado à implantação da nova grande superfície a nascer na Guia, o executivo, também com o apoio do PS, entregou de mão beijada a esta associação, um terreno na Correeira no valor de muitas centenas de milhares de euros pelo que os desafiamos a publicarem os termos e as razões dessa negociata e na qual não foi aposta, por recusa, a assinatura de todos os dirigentes locais da ACRAL.

Durante dois mandatos, o executivo praticou uma política de desrespeito para com as micro e pequenas empresas do concelho, quase liquidou as duas centralidades de negócios da cidade, as Areias/Sá Carneiro e a baixa e ainda agravou todos os impostos que sobre elas recaem.

Com o crescimento exagerado da cidade e da oferta, agravaram a sazonalidade sem que tivessem posto em prática qualquer plano para o seu combate e perante os relatos do aumento das dificuldades de tesouraria e do desemprego, não se lhes ouve qualquer proposta de apoio mas já adiantaram 40.000 mil euros para um qualquer milagre...



FORUM ALBUFEIRA

sábado, 19 de setembro de 2009

O HOMEM DA RUA E O VOTO


Por um curto período de tempo, em vésperas de eleições, o homem da rua é considerado "importante" porque depois de desfeito o circo, volta à qualidade de número.

Para além dos outros números que já ostenta, por decisão própria, passa a fazer parte do número dos ganhadores sem ganhar nada, ou dos perdedores, ou daqueles que cada vez mais, conscientemente, engrossam o exército dos descontentes da abstenção e do voto branco e são vilipendiados pelo desconforto e incapacidade das máquinas partidárias do sistema.

O poder, sob todas as suas formas, institucionais ou partidárias, acha que o homem da rua é apenas influenciável para o voto e que todo o manancial de informação e factos produzidos para trás, não fazem funcionar a sua consciência e decisão.

O tio desempregado, a irmã licenceada sem soluções, o avô reformado e sonhando com meses mais curtos, a vizinha que vive numa casa degradada, a Almerinda que está há 3 anos na lista de espera da operação, o Manuel que está inscrito na habitação social há mais de 10 anos, o João que só tem 50 anos e cujo pequeno negócio não resistiu, aos quais se juntam os muitos outros homens e mulheres da rua que incorporam os mais de 600.000 desempregados, os mais de 2 milhões de pobres, os milhões que vivem de salários baixos e precários e as famílias endividadas para darem educação aos filhos, estas pessoas que representam mais de metade da população são, afinal, esse grande corpo de aparente indiferença pelos destinos do seu País.

A classe política avençada aos tentáculos do Estado, está na rua procurando a impossível ligação endémica e na sua procura frenética do poder ou das franjas consoladoras, recorre aos truques do "deficit democrático", do Freeport onde só há inocentes, das escutas ao Presidente da República tal como já aconteceram ao Procurador geral da República, ao silenciamento administrativo de acções informativas, com ou sem ingerência estrangeira, como se nas trocas de acusações, apanhassem o homem da rua desprevenido e este não achasse todos os Partidos da ordem, capazes de se igualarem.

O homem da rua tem enormes vantagens sobre os políticos e os seus processos. Porque é na rua que tudo se passa, que tudo se sente e que tudo se julga e resolve.

Os políticos, pelo seu lado, levam as decisões para os gabinetes e julgam-se resguardados. Quando têm de vir para a rua, fazem-no em escudo físico e nos locais favoráveis. As sessões de esclarecimento desapareceram, a exposição à troca de ideias e perguntas incómodas foram preteridas pelas arruadas de bandeiras e brindes, esquecendo as acusações de pagamentos de votos.

Faltam poucos dias, para o País ir duas vezes a votos. Duas eleições distintas, para o mesmo fundo de problemas. Um País e as suas partes, mergulhados naquela que é a primeira grande crise da era da globalização.

A nível nacional, todos nos querem fazer crer que as diferenças que estão em jogo são quem tem melhores propostas para os impostos, como se alguma vez tivessem parado de subir, quem consegue relançar mais depressa o emprego fazendo apelos desesperados ao aumento do consumo para relançar a produção, sem pôr em causa que quem detém o controlo da produção procurará os lucros até à exaustão e à nova crise de valores. O grande saco azul da economia dos países e mundial, os offshores, é beliscado sem sucesso à vista, quando são, afinal, os grandes responsáveis e aproveitadores das crises, acabando por saírem ilesos e em renovação de estratégias para os próximos golpes.

O homem da rua está a ficar cansado de ser usado, de usarem o seu voto contra si, porque há sempre desculpas para os insucessos das políticas.

O homem da rua está a crescer, porque a democracia parlamentar trouxe as virtudes da comunicação, do contraditório e, hoje, os exercícios de cidadania vão dando os seus frutos sem que o sistema o queira reconhecer.

O Estado Novo também teve a sua surpresa!


Luis Alexandre

INCITAÇÃO À VIOLÊNCIA, OU COMENTÁRIO POLÍTICO?



MISSÃO HIGIÉNICA OUTUBRO 2009!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS OUTUBRO 2009

CONVITE A TODOS OS CANDIDATOS!


A campanha para as eleições autárquicas aproxima-se a passos largos e o FORUM ALBUFEIRA, na sua condição estratégica de equidistância em relação aos Partidos concorrentes, tomou a decisão de abrir as suas páginas ao debate de ideias sobre os problemas da cidade e do concelho.

Concretamente e sabendo que todos eles acompanham o nosso blogue, lançamos o desafio concreto de publicação dos textos de opinião de todos os candidatos, desde que devidamente assinados por estes e oriundos de email com credibilidade.

Na linha do seu critério largo de apreciação de opiniões, o FORUM ALBUFEIRA, não subverterá uma linha dos textos enviados e a cujo número não pomos qualquer limite. Cabe aos candidatos decidirem os termos e a densidade de intervenções que, exigimos, se façam no respeito da integridade pessoal e apenas com recurso aos argumentos construtivos que sirvam para o completo esclarecimento dos eleitores.

Fica o repto!



FORUM ALBUFEIRA
PARABÉNS SR. NÓBREGA!


Hoje, o FORUM ALBUFEIRA, esteve presente na apresentação pública de dois livros da autoria de António Nóbrega, um homem que serve esta cidade nos seus serviços públicos camarários há muitos e bons anos, os suficientes para nos dar boas lições.

Os livros versam temas sobre uma interpretação simplificada das legislações recentemente promulgadas em áreas tão importantes como Urbanismo e da Restauração e Bebidas.

Na sua simplicidade de cidadão responsável, este homem público, património cultural da cidade, salientou a importância de boas práticas políticas na condução da ocupação criteriosa dos solos, evidenciando que a globalização não pode ultrapassar as regras do bom senso e os interesses globais e futuros das novas gerações.

Nas palavras simples, produzidas perante as autoridades costumeiras, ficou no ar a contradição entre as promessas e a razão.

As ditas autoridades, num auditório de maioria de verdadeiros amigos do autor, engoliram em seco, na medida em que o seu papel na prática do exercício do poder, vem desde há quase oito anos, contrariando uma parte da Lei e do respeito pelo interesses de desenvolvimento sustentado da cidade e do concelho.

Albufeira é uma cidade desarrumada, com perda acentuada de identidade por efeito das políticas interesseiras de uns quantos, apadrinhadas pela chancela camarária dos dois Partidos que sempre a comandaram.

O sr. Nóbrega pôs o dedo nas feridas e o poder engoliu! O problema é que as situações criadas são graves e de difíceis e caras soluções. Os interesses que se foram instalando debaixo da capa protectora da jurisdição camarária PSD e PS, criaram uma considerável camada de pequenos ditadores que, com o seu dinheiro, se julgam donos e senhores do território e das ideias.

Mas as partes boas da cidade e do concelho não dormem e não deixaram de pensar!

Fica o aviso!




FORUM ALBUFEIRA

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

À ATENÇÃO DOS CANDIDATOS À CÂMARA...

VEM AÍ O INVERNO E O PLANO DE SEGURANÇA ESTÁ FEITO?


Para os sucessivos Governos, qualquer que seja a sua cor, Albufeira é uma cidade pequena!

Tem dimensão mas não tem pessoas e este argumento determina a abominável política de segurança da cidade e do concelho.

A exígua dimensão do velho posto policial no centro, por força do crescimento da cidade, impôs a construção de um novo. Aumentaram as áreas a policiar, mas não aumentaram os efectivos. Aumentaram as receitas do Estado, subiram os riscos dos investidores no concelho mas não subiram os níveis de segurança do seu património. Centenas de ruas e urbanizações têm uma reduzida presença humana ao longo de 8 a 9 meses do ano e estão por sua conta. Os anos passam e a indiferença das autoridades está instalada e não há sinais de mudanças.

As autoridades nacionais seguem linhas de contenção financeira e as locais, confessionadas no presidente de Câmara do PSD, acobertam-se na sua argumentação e não produzem afirmações públicas de rotura ou adoptam soluções que podem passar pelos seus poderes.

Albufeira não é uma cidade insegura mas aumentaram consideravelmente os índices de criminalidade e estão associados à presença de marginais estrangeiros e à vida obscura de sectores da noite.

O crescimento físico proporcionou nos últimos anos o crescimento económico e o emprego, as franjas de pobres nacionais ou estrangeiros estiveram quase sempre bem enquadradas pelas instituições de solidariedade mas, o agudizar da crise que esse crescimento descontrolado provocou, a par da outra, a mundial, vão gerar novas hordas de pobres e de desesperados que para além do problema social que representam, criam núcleos de inconformados e de marginalidade.

No Inverno passado, Albufeira foi vítima de assaltos continuados e cada vez mais espectaculares e no coração da cidade. As autoridades desvalorizaram os factos mas a consciência da população fez os registos da sua real gravidade e dos prejuízos. Os assaltos a residências e comércios foram às dezenas diariamente e as autoridades camarárias e policiais, não alteraram uma vírgula nos seus processos e maneira de abordarem o assunto.

O reforço de Verão ir-se-à embora e ficaremos reduzidos à mesma insignificância do passado. Os efectivos disponíveis voltam à casa dos cinquenta e poucos e apesar dos seus esforços, o concelho vai voltar à mesma fragilidade de exposição.

Alguns sectores da vida social e económica, receiam que a deterioração social possa aumentar a agressividade dos assaltos e que estes se façam cada vez mais pela força, em pleno dia e no interior da cidade.

O aviso fica feito e quem tem responsabilidades sobre a matéria, deve interiorizar que a população está mais atenta do que nunca.



FORUM ALBUFEIRA

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

DESIDÉRIO SILVA NO SEU MELHOR...

O BEIJA MÃO


Desidério Silva e o PSD, convidaram as associações do concelho para um encontro na sua sede de campanha, que se realizou ontem.

Tal encontro decorreu debaixo do critério prévio de serem só as associações das áreas cultural, social e desportivas, que são o grosso onde se encontram os seus lacaios, os assustados e os colaboracionistas, sendo todos eles subsidio-dependentes. Foram excluídas as associações económicas, ainda que a ACRAL pertença a uma das figuras enunciadas acima.

Tal pouca vergonha, montada ao estilo do que mais baixo se faz em política, ainda teve condições determinadas pelo presidente-candidato, que condicionou o encontro ao que ele queria dizer e não ao que os convidados entendiam ser os problemas dos seus representados.

O presidente-candidato chama os dirigentes associativos ao seu covil de lobo e não é este que se propõe, como justificaria a insuspeita e a decência política, a deslocar-se às sedes associativas.

E num desplante típico do político popularucho, na linha de admiração de Alberto João Jardim e sem qualquer ética, fez-se ouvir e silenciou alguns dos presentes quando estes levantaram questões legítimas, dizendo que tais assuntos eram para serem discutidos na Câmara, porque ali estava o candidato e não o presidente.

No convite estariam estas condições descriminadas? Ora se as associações não deviam colocar ali os seus problemas, porque os ouvidos que lá estavam eram os de um simples candidato, deveriam as associações sentirem-se obrigadas a comparecer? Ou, abusivamente, o candidato-presidente, no seu bem conhecido estilo oportunista, usou o poder dos cheques distribuídos sobre os dinheiros públicos, para manter a pressão sobre estes dirigentes?

Claro que a este tipo de beija-mão, só vai quem quer e quem só vê "inocência" de intenções do anfitrião, mesmo que fure despudoradamente todas as regras da seriedade política.

Neste quadro ficam mal uns e outros e mostra até que ponto estão degradadas as relações institucionais que, como a mulher de César, "não basta ser séria é preciso parecer".

Neste caso, os cidadãos que julguem e analisem se vão avalizar com o vosso voto, situações de podridão política.

E anda a avózinha a falar de "deficit democrático" por parte do PS, que não contestamos, sem olhar para os velhos hábitos dos seus apaniguados.


FORUM ALBUFEIRA

terça-feira, 15 de setembro de 2009

AS ESTRATÉGIAS (III)


OS ACTORES


Concentrando-nos nos últimos 20 anos, em que o pensamento organizado havia acumulado e trocado experiências de vivência autárquica, exigia-se mais do estado geral do concelho.

Em termos de organização estruturante, os autarcas foram obrigados a "cumprir" os documentos vindos de fora (entre eles o actual PROT) e apenas elaboraram o PDM, para o ordenamento e ocupação do território. Todos os outros sectores de actividade, não obedeceram a projectos globais de desenvolvimento e assentaram em acções avulso.

Se percorrermos os principais sectores de actividade que devem sustentar uma cidade e um concelho turístico, desde os estacionamentos aos jardins, da organização dos espaços às actividades lúdicas para além da praia, do saneamento básico à segurança e ao ruído, um arrepio percorre-nos a espinha.

Décadas de gestão e de promessas e centenas de milhões de orçamentos camarários, não deram forma a questões fundamentais de valorização e de renovação do interesse dos que nos visitam, que são a nossa forma de sustento.

Primeiro o PS e depois o PSD, nunca tiveram um plano estratégico para cada um destes problemas, de começar hoje aqui para, passo a passo, se ir cobrindo o concelho com essas infra-estruturas e medidas de ordenamento.

Ainda agora, para a corrente corrida eleitoral, estes dois Partidos vêem-se obrigados a inscrever as mesmas propostas de outros actos passados. Não há vergonha!

O insucesso económico que vimos assistindo no concelho, a falta de investidores em equipamentos hoteleiros de qualidade e a redução assustadora e crescente de visitantes, não incomodam os nossos gestores autárquicos que falam dos problemas mas não os sentem e nem têm ideias para os enfrentar.

As estratégias são reclamadas pelos cidadãos, que sentem a desorientação instalada, mas é preciso começar a aferir com coragem, porque é que os Partidos que nos governaram e as pessoas que os compõem, nada fizeram.

A desorientação é o traço comum entre PS e PSD e os dois, que se sentem donos e senhores do concelho, apontam as baterias para mais e mais medidas pontuais, desenraizadas da definição de um objectivo final concreto.

No actual momento, duas preocupações assaltam o consciente de uma população deixada à sua sorte, a saber:

1. Que medidas para fazer face ao longo inverno sazonal depois de um mau ano económico e financeiro, com graves consequências no emprego e na sobrevivência de muitas empresas;

2. Que medidas para aumentar o número de visitantes e o consequente volume de negócios.

Se os Partidos concorrentes têm algum sentido de preocupação real com a população, obrigatoriamente, devem falar claro sobre estes dois temas.



Luis Alexandre

INCITAÇÃO À VIOLÊNCIA, OU COMENTÁRIO POLÍTICO?



MISSÃO HIGIÉNICA OUTUBRO 2009!

domingo, 13 de setembro de 2009

AS ESTRATÉGIAS (II)


Albufeira é um concelho turístico e pronto. O Turismo é a sua vocação porque não tinha condições para se desenvolver noutra direcção. O seu passado foi sempre à custa da pesca e agricultura de sobrevivência. A pecuária e as pequenas fabriquetas não passaram da expressão local. Os frutos secos eram o produto que ultrapassava as "fronteiras" do Algarve.

O Turismo permitiu o milagre económico para o concelho, tirando-o da miséria, fruto da extraordinária beleza da sua linha de costa, dos seus pinhais e das suas aldeias.

Entrámos nesta bela aventura com argumentos naturais de peso e, passados 50 anos, perdemos a maior parte desses argumentos. Os pinhais foram quase todos dizimados, temos resquícios de pinheiros para a memória futura, os cerros envolventes da velha vila foram desbastados, a linha de costa super povoada, as aldeias descaracterizadas ou esquecidas, os caminhos para o mar fechados e as principais infra-estruturas de apoio ao crescimento populacional e à actividade turística estão, umas em fase de intenções, outras em projecto e algumas em execução de conta gotas.

De uma maneira geral, desde os primeiros passos no Turismo, nunca ninguém planeou e agiu em função do que fazia falta e se tornava indispensável para o crescimento sustentado. Até hoje, as gestões camarárias, nunca tiveram diferentes estratégias para cada um dos sectores de intervenção mas, todas elas, apostaram de forma quase cega, sem olhar às consequências futuras, no apoio de rectaguarda ao avanço do betão especulativo em detrimento da instalação hoteleira de qualidade.

O Turismo habitacional proporcionava o aumento do bolo orçamental, tal como construiu passo a passo e ano após ano talvez a maior cidade fantasma do País. Ganhou a Câmara, perdeu o tecido económico e social da cidade e do concelho. O bolo financeiro camarário cresceu em conta-ciclo com as forças económicas que são as principais perdedoras destas políticas erradas e conscientes.

Os dois principais Partidos que comandaram os destinos do concelho, PS e PSD, têm total responsabilidade no empobrecimento da sua vida social e económica. O agravamento da sazonalidade a eles se deve, sem que tivessem usado o aumento das receitas camarárias para procederem, por antecipação, à implementação de políticas que evitassem as perdas que hoje ninguém consegue esconder.

No actual ciclo de pré-campanha eleitoral, tudo o que temos ouvido e lido, não nos dá confiança de mudanças, porque aqueles que se consideram os dois principais pretendentes ao trono, nem a situação que vivemos reconhecem, quanto mais serem capazes de a inverter.

Um diz que "Somos Todos Albufeira" e outro que quer fazer mais. Há aqui, nestes conteúdos, alguma estratégia? Ou continuamos perante medidas avulso, como no passado?

A irreversibilidade da nossa opção turística, exige que se tracem estratégias parcelares para o que devemos fazer em termos de ocupação do território (construção), de ordenamento da linha de costa, da cidade e aldeias, de infra-estruturas, de educação e cultura, de saúde, de captação de investimentos de qualidade e de visitantes, combate à sazonalidade, preservação do ambiente e poupança energética, qualidade de vida e de habitação, segurança e defesa do património histórico.

Tudo aponta para a continuidade do sistema destrutivo, porque as supostas dinâmicas que são do actual conhecimento dos cidadãos, representam mais do mesmo. Nenhum dos candidatos apresentou um plano, ou o tal programa, onde ressaltem a tal linha estratégica global de rumo, à volta da qual se construam políticas sectoriais com um único objectivo: tirar o concelho da sua própria crise estrutural e dos resultados negativos criados.

Estará Albufeira condenada à mediocridade depois de a terem flagelado? O futuro será o aumento da sazonalidade, do emprego precário e o seu empobrecimento quase generalizado?

As respostas estão com a população!


Luis Alexandre

sábado, 12 de setembro de 2009

AS ESTRATÉGIAS


Muito se fala e muito se reclama por estratégia para o Algarve e para Albufeira.

Mas quer a província, quer o concelho, têm o seu horizonte traçado: são, uma dentro da outra, zonas de vocação turística sem retorno, bafejadas de condições naturais muito equilibradas e reconhecidas mundialmente.

Na luta de interesses que se instalou, entre o evoluir e o preservar, entre o interesse privado e o colectivo, perdemos todos.

As mágoas, as lágrimas, os lucros, os ilícitos e o progresso, constituíram-se em matérias históricas e de estudo.

O Turismo entrou por aqui adentro e cedo os algarvios perceberam que em oito séculos de História, se definiu um fio condutor de desenvolvimento, tal como o poder central rejubilou com as divisas para os cofres do Estado.

De região pobre e abandonada, adquirimos por mérito próprio, um papel de relevo na imagem e economia do País.

Lisboa estava satisfeita e trabalhou exclusivamente para o aumento de receitas. Os primeiros gritos de insatisfação foram bem enquadrados pelas políticas partidárias, que não deixaram nenhuma instituição sem o seu controlo.

Tudo está bem, enquanto se ganha dinheiro. Ainda hoje, repensar, é pura retórica.

Esta foi a primeira estratégia, vender o Sol e a praia, sem olhar ao ordenamento, ao investimento público nas infra-estruturas e à consolidação da imagem forte que corria mundo.

Com o crescimento ávido de lucros e a engorda dos orçamentos camarários, à sombra dos Planos de ordenamento e dos PDM, alguns concelhos tornaram-se em pequenos “Estados”, dentro da região.

A estruturação e a reivindicação regional, foram substituídas pelos raciocínios locais de rivalidade e de alimentação da dimensão desmesurada. A bipolarização política contribuiu. As cores instaladas nos concelhos, adulteraram o pensamento regional, agravando as assimetrias, quando uma nova estratégia para o Algarve tem de passar, necessariamente, pela complementaridade, por projectos e esforços financeiros inter-municipais.

Como se podem explicar as cedências a conta gotas das grandes obras estruturantes, mesmo já tendo tido um primeiro-ministro algarvio? E de gestor a supervisor, ficam os atrasos.

Cinco concelhos do litoral, entre 16, concentram 90% da actividade turística. Produzem riqueza e proporcionam qualidade de vida superior aos restantes. O discurso da correcção já está roto e a realidade segue amarga. O cada um por si, para corrigir erros, só agrava os problemas.

As eleições legislativas, no Algarve, fazem-se pela boca de forasteiros. Esperemos que as eventuais mudanças governamentais, não ponham as promessas de molho.

O comboio algarvio lembra-nos a monarquia e o metro algarvio está nos nossos sonhos. Este é um projecto de exigência inter-municipal, com parcerias privadas e de co-financiamento nacional.

O parque tecnológico, é de extrema importância para a captação e fixação de empresas de ponta e quadros qualificados. É um projecto de grande alcance, requer um programa regional de comparticipação de fundos das autarquias e independentemente do local, beneficia e projecta toda a região. As novas tecnologias e as energias alternativas são compatíveis com a natureza e o Turismo. A criação das marcas da “laranja algarvia” e seus derivados, tal como das “conservas algarvias”, também são projectos de uma região e não de um concelho. O Turismo de Saúde, o ecoturismo de Serra, da Ria Formosa, da Costa Vicentina, da margem do Guadiana, as condições naturais para a investigação bio-marinha e a produção em Aquacultura e a criação de uma Escola Internacional de Cozinha, são outros sectores a explorar.

A introdução e a experiência da Universidade do Algarve, permitiram o aparecimento de gerações mais cultas e os seus sectores mais avançados, devem ser acarinhados através de um Observatório para o Turismo e Desenvolvimento Sustentado da Região Algarvia no seu conjunto.

Sinceramente, não gostaria de ver os meus bisnetos ainda a discutirem estas questões…

Luis Alexandre

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Rábula, unicamente para efeitos teatrais...

OS SOBRINHOS


Nos últimos tempos, o grau parentesco dos sobrinhos adquiriu uma projecção inigualável.

Ser-se sobrinho, significava apenas ter um tio que nos dava uma prenda pelo Natal e de resto mal o víamos. Um tio, não nos mandava fazer recados e se por acaso tal acontecesse, tinha de nos pagar um sorvete de gelo que o merceeiro fazia.

É claro que estamos a falar da classe reles, porque se for entre a alta, um tio já fazia outros papéis, nem que fosse tirar o sobrinho da tropa.

Mas a política partidária, que mexe com tudo, também entrou neste campo e os seus protagonistas, descobriram nessa linha parentesca um rol de virtudes muito aproveitáveis.

Com tudo isto, a famosa língua da sogra, está a ser destronada daquela importância parental, de descarga de fel que tanto bem fazia à vida de homens e mulheres, quando nada vai bem lá em casa, no trabalho e na carteira.

Na vida comum parece que não dá tanto jeito descarregarmos no sobrinho mas, na política, o sobrinho dá um jeitão do caraças.

O político fala com o sobrinho e diz-lhe:
- Estás a ver aquela mala? É para levares de táxi a tal parte!".
- Está bem eu vou, diz o sobrinho.
- Mas não te enganes no País, nem no número da porta!
- Não se esqueça que isto é um favor! (falou alto) Que vale mais que um simples sorvete (disse muito baixinho porque olhava para ele e percebia que já tinha crescido para ter outro juízo e outro tipo de prémio).

Outros tios, quando chegam lá acima, arranjam empregos aos sobrinhos na administração ou, simplesmente, facilitam-lhes a vida com os carimbos da entidade onde o seu inchaço é a autoridade.

E há os tios mais sofisticados, com sobrinhos mais sofisticados, que falam inglês e andam nas trocas e baldrocas, que podem desempenhar papéis de relevo, de leva e traz, que como tudo é tratado no recato dos lares e dos telefones familiares, os pormenores dos favores não chegam ao conhecimento da língua da sogra que poderia partir para a malfadada tendência de aumentar um ponto ao conto.

O que podemos concluir, é que os sobrinhos não esperavam tantas honras, saltando do anonimato para a ribalta da televisão e do falatório. E verdade seja dita, os sobrinhos, de língua curta, pelo menos neste aspecto, não vão destronar o papel das sogras para a desavinda familiar.


Zé de Fora

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

TEXUGUEIRAS, TERRA SEM LEI?


As Texugueiras poderão não ser a ponta de um iceberg mas, que fazem parte dele não duvidamos.

O fadário dos moradores cumpridores leva mais de 3 anos, com interpelações e pedidos escritos, documentados com provas de ilegalidades e da Câmara Municipal, a entidade visada, sai um silêncio sepulcral.

Como os queixosos não foram vencidos pelo tempo e nem as conversas no recato dos gabinetes surtiram efeito, a insistência dos mesmos foi empurrada para o contacto com os juristas camarários que de tanta fala, levou a desconfiança do executivo a decretar que a partir de há uns dias atrás, os contactos fossem somente por escrito.

Não sabemos se vai ser em Albufeira que, pela primeira vez no mundo, se vai conseguir tapar o Sol com a peneira mas, não há dúvidas que as tentativas existem.

Este caso, a que o FORUM ALBUFEIRA deu outra visibilidade, já corre de boca em boca pela cidade e o concelho e deu ontem um salto de gigante , na medida em que passou para as mãos da Procuradoria Geral da República e para o Tribunal Administrativo.

As provas estão entregues e as instituições democráticas e fiscalizadoras, só têm de fazer o seu trabalho. Que se averiguem os factos e se apurem as responsabilidades de quem produziu os atropelos que ali estão bem à vista de todos.

Na documentação já publicada no blogue e noutra que está na nossa posse, é bem visível a sucessão de desautorizações técnicas, para as decisões passarem a ser políticas.

Não compete ao FORUM ALBUFEIRA e aos queixosos sentenciarem os factos mas, podemos produzir juízos de valor pelo facto de uma entidade pública e eleita, se esquivar a dar respostas convincentes sobre assuntos públicos que favorecem uns e desfavorecem outros, bastando haver um engenheiro especial pelo meio.

Curioso e intrigante, é também o facto do IGAL, o organismo público de fiscalização da administração local, ter recebido as mesmas denúncias meses atrás e nem resposta deu aos queixosos. Nesta nova ronda de denúncias, este organismo voltou a ser contactado e recebeu os mesmos documentos que lhe dão forma.

São situações como estas, de indiferença, praticados por organismos pagos com os dinheiros dos contribintes e que os deveriam servir, que levam os cidadãos à justa desconfiança nas instituições. E o mais grave é que, com a idade da democracia parlamentar, estes problemas vão-se agravando.

Quanto ás Texugueiras, os dados estão lançados e o executivo do PSD não vai conseguir travar a evolução da propagação e aprofundamento do caso entre a população.

Em período eleitoral e dada a relevância deste caso, esperamos que os chamados Partidos de oposição se inteirem do assunto e o introduzam como elemento de discussão, dadas as múltiplas áreas que abarca e que são de primeira importância na vida da população.

Vamos dar tempo, esperando que as instituições funcionem!


FORUM ALBUFEIRA

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

MAIORIAS ABSOLUTAS QUE SE TORNARAM EM DERROTAS PARA A MAIORIA DA POPULAÇÃO.




No País e no concelho de Albufeira, vivemos os últimos 4 anos num ambiente político de maioria absoluta que , nos seus aspectos mais gerais, têm muita semelhança na sua utilização como trunfo de autoritarismo sobre os adversários políticos e as correntes de opinião que fogem de algum modo ao seu controlo.

Tal como Sócrates e o PS, Desidério Silva e o PSD obtiveram uma maioria absoluta. O primeiro pediu-a e o segundo não tinha condições para tal mas alcançou-a. Quando se pede e adquire uma maioria absoluta, esta vai sempre envolvida no melhor papel de oferta e é apresentada numa linguagem de encantamento, apregoando-se a sua "extrema importância" para se partir para soluções de ruptura com o nome de reformas e que não dispensam a consistência da base de apoio alargada.

Conseguido o objectivo e sem fugir muito do que havíamos experimentado com Cavaco Silva, as maiorias absolutas foram usadas para se aplicarem políticas que reforçam o poder do grande capital sobre o trabalho e as micro, pequenas e médias empresas.

Sócrates ensaiou várias reformas, penalizando a população mais desfavorecida que o elegeu, tal como Desidério Silva se fez eleger sobre o descrédito do seu principal concorrente, o Partido dito Socialista, cavalgando e iludindo o eleitorado mais necessitado e seguindo uma política de favorecimento do betão e dos grandes empresários instalados no concelho.

As duas maiorias absolutas serviram propósitos bem opostos dos propagandeados, prometeram progresso e aumentaram o desemprego, prometeram o desenvolvimento e produziram o empobrecimento e falência de sectores importantes e desprotegidos do tecido sustentador do País e do concelho.

Qualquer destes dirigentes e dos respectivos Partidos, esperneiam para esconder a realidade que produziram e apresentam-se a votos como se nada de extraordinário se passasse à sua volta e as suas imagens fossem imaculadas.

O estado geral do País e do concelho até apresentam características semelhantes, em que os dois Partidos não conseguiram criar as dinâmicas que uma maioria absoluta deveria permitir, sendo esta usada para usufruto de interesses que se sobrepuseram sobre quem as proporcionou.

O País e o concelho, têm todas as razões para desconfiarem das maiorias absolutas, tendo estas sido outorgadas por votos de esperança, que de todo foram traídos e usados em forma de abuso.

O País e o concelho exigem mudanças e respeito pela democracia que se diz parlamentar e pluralista mas, funcionou na opinião e decisão de um só Partido, desprezando as outras correntes representativas.

A nível nacional, o Partido do Governo só se pode queixar de si próprio, afrontou sectores importantes da sociedade sem conseguir reformar e usando de uma sobranceria irritante sobre os opositores.

Em certos aspectos quase a papel químico, Desidério Silva e o PSD, deslumbrados por um poder inesperado e abusando de uma arrogância ininteligível, governaram à vista de costa porque em momento nenhum definiram um plano estratégico com sentido para Albufeira, encostaram o programa de promessas, promoveram políticas de favorecimento das clientelas e conseguiram empurrar o concelho para uma crise sem precedentes na sua História.

A oposição conviveu com esta situação de uma forma contemplativa, fechou-se na vergonha e em queixas, deixando que Desidério Silva/Carlos Silva e Sousa espalhassem as suas políticas avulso.

Os dois Partidos do centrão, PS e PSD, já experimentaram o sabor das maiorias absolutas e falharam! Quer a nível nacional quer a nível local.

Esta conferência de más experiências tem de ser assumida pelo eleitorado e perceber qual a melhor decisão para o futuro.

No contexto de Albufeira, o FORUM ALBUFEIRA, entende que não deve ser dada a maioria absoluta a nenhum Partido e que na actual situação de crise grave, é de todo extremamente importante procurar a mais alargada base de apoio para a análise e procura de soluções.

Fica a responsabilidade às costas dos Partidos da oposição, que têm na actual conjuntura, uma oportunidade de adoptarem uma atitude mais combativa e de mobilização da população para a difícil tarefa de contrariarmos os indicadores negativos que nos vêm retirando saúde social, económica e financeira.

Fica o repto. Vamos destronar a maioria absoluta, como forma de avançarmos com um projecto mais sustentado na diversidade das correntes de opinião.


FORUM ALBUFEIRA

terça-feira, 8 de setembro de 2009

O PROGRAMA


Um Programa, é uma base de trabalho e uma prova documental do que pretendem as forças políticas, para determinados objectivos.

O Programa, apesar de ser um compromisso, não é, contudo, o principal eixo de afirmação da força política que o apresenta, mas permite o conhecimento e a interpretação da direcção que esta quer imprimir.

Pela sua extensão, os programas, com substanciais diferenças entre os dirigidos ao País e os que se destinam às autarquias, tornam-se de difícil leitura e funcionam mais como documentos de consulta e fiscalização.

O cidadão comum, fala do programa mas normalmente só retém alguns dos pontos chaves, aqueles que lhes falam directamente às suas necessidades.

Os políticos também sabem disto e daí a sua preocupação em trabalharem as suas propostas de forma direccionada, com o intuito de "falarem" com os diferentes sectores de sensibilidades entre o eleitorado.

As novas técnicas de informação, que criaram o chamado marketing político-eleitoral, extraem do programa os chavões que no seu entender chegam mais rápido e de forma mais eficaz aos sentimentos primários do eleitorado e, desta forma habilidosa, espalham-nos sem explicações.

Esta forma de comunicar, a par do audio-visual, tira os políticos e as suas promessas do meio da confusão e dos impactos negativos que poderiam advir do contacto com situações de confronto popular, onde as perguntas e respostas poderiam trazer constrangimentos, dado que a história se vai escrevendo e não corre muito bem para o lado de quem muito promete e pouco cumpre.

O Programa não tem, portanto, a importância que alguns dos nossos leitores supõem. Até porque do programa à prática vai o historial de um mundo de incumprimentos e frustrações.

Atentem na vossa experiência de eleitores, quantos programas é que já foram rasgados (incumpridos) e que dão expressão ao vosso descontentamento e desconfiança?

Trinta e cinco anos depois do 25 de Abril, quantos programas já foram produzidos e lidos no País que herdámos do regime fascista e que, vivendo numa democracia pluralista, polvilhada de Partidos, continuam sem dar respostas aos anseios da população?

Os programas não são o aspecto fundamental da actividade politica e eleitoral, devem continuar a serem escritos mas, o que realmente interessa é a fiscalização e a consciência política da população sobre a forma como são usados como isco para a caça ao voto.

Sócrates e o seu Partido, elaboraram um programa que fazia determinadas promessas que foram rasgadas logo após o acto eleitoral. Desidério Silva/Carlos Silva e Sousa e o PSD, elaboraram dois programas que estão muito longe da realidade negativa que construíram.

Programas há muitos, promessas são demais e as desculpas para o incumprimento acabam por nos afogar em desmobilização e desinteresse que os Partidos bem sabem aproveitar.


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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

A HORA DA DESPEDIDA



Do "grupo dos cinco", deixando de parte os dois vereadores fantasmas do PS, a substituição natural no elenco camarário, acabou somente por recair sobre António Gonçalves.


A passagem deste militante do PSD pelo executivo, ditou, no essencial, a "perda" de um bom bombeiro para se ganhar um político impreparado e disperso nas suas funções, à frente de sectores importantes como os lixos e o ruído.

Cumpriu com mérito as suas tarefas nas áreas do socorro e da protecção civil, afinal o que sabe fazer de melhor, e foi um elo fraco e dócil na estrutura montada pelos chefes do PSD local, para que o mandato de Desidério Silva não sofresse sobressaltos com afrontamentos de opinião sobre qualquer matéria.

Aliás, com o "inimigo" exterior controlado pela sua própria desorientação, Desidério Silva, na sua governação esbanjadora e sem rumo, precisava exactamente de não ver questionado o seu provincianismo, a partir de dentro, do seu próprio Partido.

Carlos Silva e Sousa e até provavelmente Carlos Rolo, planearam tudo ao pormenor para que o seu popularucho caça votos não falhasse a sua missão. Já tinham tido experiências negativas de ambição de poder no primeiro mandato.

A guia de marcha de António Gonçalves, possivelmente até a pedido do próprio, não invalida a ideia instalada na população sobre o elevado deficit de capacidade do conjunto do executivo.

António Gonçalves falhou a sua missão de dar alguma organização e dignidade às duas áreas, lixos e ruído, que são de vital importância para a imagem do concelho.

As recolhas dos lixos continuaram a exibir muitos pontos negros em zonas de maior concentração e circulação de pessoas, com particular destaque para a baixa da cidade.

Também sobre o lamentável e chumbado pedido de reforço dos 10 milhões de euros para a empresa Cavacos SA, este vereador sem autoridade, assinou de cruz e engoliu, tal como o resto do executivo, a derrota ditada na rua e na assembleia municipal.

Quanto ao ruído, estamos perante um flagelo que é olhado com candura pelas diferentes autoridades que intervêm no sector.

O falhanço de António Gonçalves na disciplinização do ruído, tem tudo a ver com os compadrios e uma ideia não assumida mas que comanda a acção camarária , de que divertimento nocturno tem a ver com música alta, copos, confusão, drogas e lucros a favor de uns quantos, deixando as consequências mais nefastas para os cidadãos e a polícia.

António Gonçalves sai sem glória, porque também aceitou desempenhar um papel subalterno, à condição de não tocar em questões sagradas cujas decisões cabem ao rigoroso controlo dos chefes.

Nestes 4 anos, com culpas atribuíveis ao executivo PSD e ao silêncio cúmplice do PS e da CDU, que participam nos órgãos autárquicos, o ruído agravou-se e as queixas continuam em saco roto. Quer as que vão para a Câmara (o que se percebe bem), quer as que vão para a GNR (o que não se percebe) e até as que são colocadas directamente no Ministério Público.

Com o proteccionismo em alta para questões sérias que intervêm na vida da população, mais do que mudanças de pessoas, precisamos de mudança de políticas.

Sobre estes assuntos de grande relevância para a imagem turística do concelho, não ouvimos nada de consistente de qualquer candidato. Até no silêncio são iguais.


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