sexta-feira, 4 de maio de 2012

Detenções à sexta, actividade toda a semana...



GNR quis mostrar serviço



Hoje, sexta-feira, assistiu-se a um invulgar movimento de forças da GNR a deter indivíduos, supostamente com actividades ilegais na baixa de Albufeira.
Segundo relatos, carrinhas da GNR cruzaram as ruas da baixa com elementos detidos que foram conduzidos ao posto. Os comerciantes observaram o movimento invulgar, talvez como resposta aos seus apelos mas, se uns foram detidos, a maioria não abandonou as suas actividades.
Durante o resto do dia foi o continuar das acções, com um serviço de vigilância melhor organizado que os da GNR, o que nos leva a compreender que as intervenções da manhã foram, como se diz na gíria, para albufeirense ver.
As autoridades conhecem os problemas de gingeira, não percebemos porque os deixaram arrastar, mas percebemos claramente que respondem a críticas, sem qualquer intenção de os irradicar.
Os ciganos são pessoas? Claro! Então dissuadam-nos a agir como agem e proporcionem as condições para o exercício das actividades em condições legais. Crie-se um espaço organizado, para os que têm laços longínquos com o concelho, onde se sujeitem às regras do mercado, à responsabilidade e à prestação de contas.
Fora deste contexto, tudo é ilegal e irresponsável! Mas quem permitiu que a situação chegasse a este nível de degradação? A resposta não é difícil…


FORUM ALBUFEIRA     

Crónicas de Vasco Barreto


Malpique: um bairro que era pacato virou um inferno



Outrora um bairro esquecido nas calendas romanas saltou para a ribalta com a nova selva de cimento autorizada pela câmara municipal. Uma colina que deveria ser protegida dos patos bravos e tornada um miradouro municipal para servir a cidade e a sua imagem turística acabou por claudicar às mãos dos oportunistas da política. 

A nova ligação da rua António Aleixo à rotunda junto do LIDL tornou um pacato bairro num inferno. 
 Já fiz uma proposta à Câmara afim de tornar a rua que sobe apenas no sentido descendente afim de aliviar este inferno diário mas de nada serviu. 

A nossa Câmara não perde tempo com questões menores.                    

Vasco Barreto
Albufeira


Para dar força à crónica de Vasco Barreto, o FORUM ALBUFEIRA está em condições de afirmar que o caos vai ainda ser maior do que escreve, na medida em que na nova urbanização vai ser instalado outro grande Supermercado ALDI, com mais de uma centena de lugares de estacionamento a que se junta vários blocos de apartamentos que cremos atinge um total de 170 apartamentos, a maioria sem lugares de estacionamento.

O que quer dizer que a zona vai viver num reboliço e o eixo viário vai ter mais uma entrada/saída estrangulada, bem ao gosto dos decisores políticos que afundaram Albufeira.

FORUM ALBUFEIRA

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Problema dos angariadores sem soluções... o costume...


Assim vai o Cais Herculano

Esta noite por volta das 21h um grupo de 7 ou 8 estrangeiros indecisos e em frente aos Restaurantes Oceano e Cais Velho foram abordados por uma angariadora holandesa vinda do restaurante de Cabana Fresca, oferecendo-lhes uma oferta de "boca" e conseguindo assim levar o grupo para o dito restaurante.
Ao contrário do que o senhor Presidente da Assembleia  prometeu, tarda a recepção aos comerciantes da restauração, a vereadora Ana Pífaro por sua vez continua confundir o verdadeiro problema e a enviar a polícia municipal passar em frente ao Cais Herculano confundido placas de publicidade com angariadores. Por sua vez, o vereador Sequeira promete para breve uma reunião com todos os comerciantes da restauração, vamos aguardar. Muitos nomes e poucas soluções e alguns zumzuns apontam para que a dona do restaurante Cabana Fresca  tenha as costas bem guardadas pelo gabinete jurídico da CM Albufeira, pois só assim se entende a sua descontracção perante todos os factos.
Resumindo, o problemas persiste e sem solução à vista!

Assinado:
(um comerciante devidamente identificado)

Desidério Silva sai sem glória…

O presidente vitimizado


Na curva descendente de três mandatos e das promessas à ruina do concelho, sempre que questionado, assistimos às metamorfoses de Desidério Silva no papel de presidente da autarquia.
Do início da benevolência à prepotência e do populismo ao oportunismo foi um salto, construindo as redes de suporte assentes em favores, subsídios, aprovações, malfeitorias, despesismo, atrasos, guerrilhas e problemas judiciais, que até à entrada em cena do FORUM ALBUFEIRA, faziam parte dos jogos de equilíbrio de todas as forças político-partidárias do concelho, sem excepção.
Há dias, na assembleia municipal, quando denunciado de que leva mais de uma dúzia de faltas às sessões públicas da reunião de Câmara, debaixo de duas desculpas invariáveis – reuniões aqui e além ou férias -, choramingou que tem duzentos e tal dias de férias para gozar (mais uma razão para ficarmos preocupados com o erário que anda a pagar os passeios e a inocuidade das tais reuniões quando devia ter ido limpar a cabeça do seu bolso), como também tem sempre espaço para ouvir as pessoas, numa completa confusão sobre a importância de cada acto, o presidente de Câmara, numa atitude recorrente e de completo desconforto do cargo, vitimizou-se.
É o fim de linha, com uma gestão para a falência, depois de malbaratar os muitos super-avits orçamentais, onde falta a acção, a lucidez, o respeito pelos munícipes.
Agora só lhe falta transferir toda a incompetência, mas o partido já está a tratar disso…


FORUM ALBUFEIRA


Pingo Doce: a resposta tecnocrática

O dumping compensou, mas a aniquilação da mensagem do 1º de Maio não!


Foi um director-geral completamente feliz e convencido, que hoje contornou todas as perguntas sobre a decisão, o propósito, o resultado, o valor da lei, a confusão, os ganhos e quem paga o resto da factura, da acção publicitária e de encaixe do 1º de Maio.
O director-geral, bem industriado e sem perder o polimento, que a ocasião criou muitos inimigos, foi serenamente peremptório em refugiar-se na motivação da sua empresa em, vejam só a arrogância, servir as pessoas.
O Grupo Jerónimo Martins e a sua cadeia de supermercados, que arrecadam centenas de milhões durante o ano e apresentam lucros que não querem tributar em Portugal, resolveram ter pena da situação dos portugueses, confundida como um golpe de mercado e um ataque às razões ideológicas do 1º de Maio.
Claro que o tal director não pestanejou e manteve a coerência do discurso. Revelou segurança e protecção. As autoridades deixaram que o evento corresse, mobilizaram a protecção quando exigida, os ganhos engolem as multas e ficou um rasto de simpatia imberbe nas massas…
Só os mais distraídos não vêem neste golpe do Grupo Jerónimo Martins um ataque concertado e autorizado contra os valores do 1º de Maio, como um símbolo da luta e do sacrifício dos trabalhadores para conquistarem melhores condições de vida.
O Governo de traição nacional, na sua campanha de roubar o suor do povo para pagar uma dívida fraudulenta, julga dominar a população e que lhe pode roubar os valores.
Seguem um rumo de vitórias, negando a derrota final.

quarta-feira, 2 de maio de 2012


A tripa-forra do poder

Sócrates e o resto da cambada é denunciada em comezainas dispendiosas


O pior que poderíamos pensar, nós, os contribuintes é que este comportamento foi exclusivo do Governo Sócrates, como alguma imprensa pretende vender em honra póstuma ou, por serviço encomendado…
Outros Governos e outros chefes tomaram as mordomias dos cofres do Estado como um usufruto, naquele pano de fundo que tanto gostam de lembrar, a chamada honra dos cargos públicos.
É sabido que esta honra tem custado rios de dinheiro, não se fica pelos Governos, tem assento na Assembleia da República, Câmaras Municipais e outras formas de chular os dinheiros do Estado.
E se os banquetes são uma prática recorrente, o que dizer de carros e condutores, secretárias, adjuntos, consultores, fotógrafos, seguranças, criados e, vejam só, na AR até têm cabeleireiros para o visual das excelências, tudo considerado normal… só não sabemos se haverão massagistas para aliviar o stress…
O universo do poder da burguesia e dos seus partidos com assento parlamentar sempre foi assim, uns sem pudor e outros nas migalhas da carruagem.

Um texto muito oportuno tirado do blogue "Olhão Livre"


ALGARVE VENDIDO A RETALHO EM SALDOS

 
No passado sábado dando uma volta a Albufeira, e por me terem chamado a atenção, deparei com uma edificações e construções, no cima da arriba do lado poente da saída da marina.
As construções encontram-se nas margens de mar de águas flutuáveis e navegáveis, a menos de cinquenta metros da linha do maior preia-mar de águas equinociais e como tal, em Domínio Publico Marítimo. É bom não esquecer que não basta invocar a propriedade, necessitando também desencadear a respectiva acção judicial, que com base na apresentação dos documentos reconhecerá ou não os direitos de propriedade privada, que mesmo assim precisa de ter um titulo de utilização emitido pela entidade com jurisdição na zona.
Os terrenos do Domínio Publico Marítimo são inalienáveis e impenhoraveis e só uma desafectação a favor de uma entidade publica, permitirá a sua posterior alienação, a qual deveria obedecer à venda por hasta publica, publicitada e anunciada nos órgãos de comunicação social da região e não só.
Assim, as autoridades nacionais, sejam elas de nível central, regional ou local, utilizam o expediente, como forma de vender a retalho e a preços de saldo o património do Estado, de todos nós, aos amigalhaços, corregelionarios políticos ou a poderosos grupos de interesses, não acautelando os interesses do Estado e do Povo.
Desidério Silva, presidente da Câmara Municipal de Albufeira, tem cometido toda a espécie de atropelos ao ambiente, suspendendo ou alterando o PDM por forma a permitir a construção em terrenos até aí classificados como zonas protegidas sejam elas agrícolas, ecológicas ou DPM. Não é de agora que dizemos que as restrições ao uso e transformação dos solos servem apenas para a traficância de influencias ou politicas, sendo que aos anteriores proprietarios nada era permitido construir e depois aparecem estes artistas, que por vias disso compram os solos ao desbarato, constroem o querem e entendem. 
Não bastava o trafico de solos senão ainda criarem uma figura, a dos «resorts». que não passa de uma forma de transformar em urbanizáveis, terrenos que até aí não podiam ser impermeabilizados. Os «resorts» são conjuntos de imóveis, de segunda habitação, dotados de um conjunto de serviços que lhes permite ter uma «utilidade» turística, expediente que face ao regime de excepção de construções para o Turismo, lhes permite a  alteração ao uso e transformação dos solos.
Desidério Silva é mais um daqueles que tem servido poderosos interesses ocultos como os do BPN.
Até quando é que o Povo vai permitir que esta cambada continue a maltratar, a desbaratar a riqueza nacional?
Está na hora das pessoas mostrarem toda a sua indignação e revolta pelo caminho que esta corja traçou para o País.
REVOLTEM-SE, PORRA!

Estado assume dívidas de políticos no BPN

Pois claro! Quem mais podia ser?


O Governo de Passos/Portas deu, não de certeza o último passo sobre o caderno de encargos do BPN (os truques da SLN continuam resguardados…), mas aquele que define bem o carácter da democracia de fantochada que vivemos.
Depois dos golpes e dos encaixes de dinheiro real, é preciso encontrar as soluções e, sobretudo, quem pague. O BPN foi sem dúvida a mãe, o pai e a madrasta de muitos negócios fraudulentos, acobertou muitos golpes legais (como a esperteza do actual Presidente da República) e agora é preciso tratar dos efeitos colaterais.
O que não podemos desvalorizar, é que este Banco foi um pilar dos negócios da malta do PSD, deixou rasto pelo país e prepara-se para continuar a ter destaque, não pelo elevado volume de processos, que o Ministério Público se encarregará de diluir, mas porque o Governo PSD/CDS tem de arranjar formas de salvar os capangas. Um pequeno punhado abotuou-se com 80 milhões.
Depois do Governo o vender a amigos da cor, sem passivo, e que se queixaram do preço e até de ter de alimentar uma parte dos seus trabalhadores, um acto tomado como heroico… em tempo de crise, que até o Sindicato praticamente silenciou, todos os posteriores custos terão de ser carregados pelos impostos que tão bem sabem aumentar.
No meio desta pouca vergonha que o povo tarda em reprimir, há um fidalgo que se foi esconder nas instâncias europeias e com ajudas de custo, o doutor Constâncio, essa sinistra figura do falso partido socialista.
O regime não cospe nos seus melhores filhos. Sócrates foi estudar, fora da ira dos portugueses, Constâncio foi promovido, Loureiro está no calor, Duarte Lima à espera da absolvição e o amigo Costa do BPN em recuperação do estado de loucura…
O Governo, esse está a fazer a limpeza necessária, com os bolsos dos contribuintes em pano… de fundos.

terça-feira, 1 de maio de 2012


Onde começa a lei e acaba o Grupo Jerónimo Martins

Dumping como golpe de publicidade


As cenas que ocorreram hoje por todo o país, são bem a prova de como os grandes grupos económicos gozam com a lei e montam as suas campanhas sem qualquer controlo.
A campanha que uma cadeia de supermercados lançou sem recurso a publicidade universal para este dia 1º de Maio, para além de sujeitar os seus empregados a trabalho e situações de conflitualidade e desgaste, ainda provocou o consumo dos serviços policiais sem custos para os problemas que organizou.
Partindo de um grupo da dimensão da Jerónimo Martins, nada foi montado ao acaso. Foi uma jornada de publicidade gratuita em exclusividade, gastando não só os meios públicos para os problemas que criou como arrastou tudo o que é imprensa para as suas lojas.
Amanhã sai o comunicado angelical da companhia, a respectiva associação (APED) intervirá em socorro se necessário, porque a situação tem vários ângulos de infracções que podem e deviam ser accionados.
Por antecipação ninguém agiu e os factos estão consumados. Vamos ouvir o silêncio das associações do pequeno e médio comércio, que repetirão os habituais coros de lamentações.
O “Pingo Doce” tornou-se o herói da crise, a populaça rejubilou e atropelou-se, deu produtos a metade do preço, faltando saber se os fornecedores estiveram no filme ou vão ser chamados à posteriori com as famosas notas de crédito surpresa.
Esvaziar lojas deu milhões que amanhã vão resolver problemas de tesouraria mas, as autoridades competentes têm de averiguar toda esta montagem e as suas consequências…
Fá-lo-ão? Duvidamos!

VIVA O 1º DE MAIO!


VIVA OS TRABALHADORES!

Nas condições actuais da luta de classes em Portugal e na Europa, este primeiro de Maio é comemorado em condições gerais completamente adversas para o trabalho, por razões de mais uma crise, a maior e mais complexa de todas do sistema capitalista, num prenúncio de falência futura dos seus processos.

Em Portugal, país que foi aliciado às dívidas para serviços especulativos e sem resultados na economia, ao mesmo tempo que nos impediam de produzir nas nossas terras e de pescar nos nossas costas, tal como aceitar a exploração da nossa mão-de-obra para complexos multinacionais sem vínculos à economia nacional, por via de negociações fora do conhecimento da população,os resultados estão à vista, com o país à beira do precipício e nas mãos dos especuladores internacionais.

Depois do golpe de estado do 25 de Abril e da sequente acção revolucionária e popular que conquistou muitas das regalias para o trabalho, o sistema capitalista e os seus meios ditos democráticos, com os falsos partidos de esquerda em papel activo, foram reconquistando as forças que nos atrelaram a uma União Europeia teleguiada pelas potências de dominação, com o imperialismo alemão à cabeça e apoiada na serviçal França.

Portugal está no caminho que lhe impõem, com a assinatura do Governo PSD/CDS, com os custos a serem lançados para as costas de quem trabalha ou gere pequenos e médios negócios.

Em 37 anos de democracia parlamentar burguesa nunca o nosso povo tinha passado por tantas atribulações e, o pior dos factos, é que quem nos pôs nesta situação continua a beneficiar da ilusão popular de que são capazes de resolver os problemas de fundo que criaram...

Este 1º de Maio tem de ser mais um passo de discussão e organização para a mudança, porque só os trabalhadores podem vencer a crise.