terça-feira, 24 de abril de 2012


Fisco vende 95 casas por dia! 

O Estado ladrão no seu melhor e ao serviço do capitalismo!



A crise que o povo não criou e é chamado a pagar, se necessário pela força da repressão ou até das armas… vai atirando cada vez mais famílias para a miséria.
Os nossos governantes não se cansam de proclamar a paz de alma dos portugueses e continuam a sua senda de serviçais de uma dívida fraudulenta, que encheu e continua a encher os bolsos dos especuladores, enquanto rouba os salários que sustentavam os compromissos das famílias.
O mesmo Estado vigarista e os seus muitos tentáculos, que estão endividados pela gestão fraudulenta dos Governos que pediram votos, atacam sem escrúpulos o povo que o sustenta.
Quanto mais tempo precisamos para perceber o logro em que nos meteram? Quanto mais tempo precisamos para reagir e travar o afundamento do país?
Todos os dias temos cada vez mais portugueses enterrados em problemas de toda a ordem. Não está na hora de pensarmos pela nossa própria cabeça e mudarmos o curso das coisas?
Cuidado com aqueles que vos ameaçam de entrar na ilegalidade… quando não reagem contra a ilegalidade e os crimes do Governo que nos dirige.

Crónicas de Vasco Barreto

Praia de Quarteira deve ser iluminada


As juntas de freguesias devem ser extintas, não todas mas a maioria na medida que não têm qualquer função funcional na vida das pessoas. São pesos mortos nas despesas publicas. 

Uma prova disso é a escuridão em que se encontra a praia de Quarteira, sendo uma das mais belas marginais do Algarve indo ao ponto dos albufeirenses estarem a preferi-la aos domingos em detrimento da marginal de Albufeira. 

A praia de Quarteira serve bem durante o dia para se bronzearem e fotografá-la mas já não serve durante a noite porque não há Sol. É por esta demonstração de pobreza de esprito que a maioria das juntas não tem qualquer razão de existir. A câmara de Loulé também não lhe interessa iluminar a praia para não retirar a clientela à Vilamoura. 

A Secretaria de Estado do Turismo tem uma palavra a dizer.                    


Vasco Barreto
Albufeira

segunda-feira, 23 de abril de 2012


Futebol acima da lei? Quantos duvidam…

O livro de Pinto da Costa


O jogo da bola tem dado notícias nos últimos dias e correm mais que a própria bola de qualquer jogo. Joga-se muito por fora. Quantos duvidam…
Num futebol que vive acima das possibilidades e cujos concertos sempre escaparam aos olhos da opinião pública mais descontraída, os bastidores continuam a dar a música que melhor lhes serve…
Aquele que é celebrado como o papa do norte e o homem responsável por uma parte importante da sua projecção nos últimos anos, incomparavelmente mais que os políticos que se sentam à sua mesa como dependentes, resolveu, de coração aberto em entrevista, não a propósito do processo “Apito Dourado” mas como cidadão, dizer inofensivamente que “um qualquer cidadão até se deve sentir menorizado se não for escutado”!
Perante tal eloquência, que não vai incomodar uma parte do país, provavelmente os que se inebriam com o rolar da bola e os seus dividendos de toda a natureza, deixamos em aberto o que pensam as autoridades postas em causa com a afirmação.
Claro que o FaroActivo não vai muito além da opinião no país que temos mas, fica a nossa atenção, porque não podemos passar ao lado da bonomia da figura que faz do trabalho da Justiça um motivo de ridículo… e saberá as razões...
E não há dúvida que quem não se sente, não é boa gente…
Por isso não admira o estado a que o país chegou… porque ninguém acredita na Justiça.



Como se mata um jornal por ambição deslocada

“O Algarve” vira doação de papel
Com o novo presidente e uma direcção obediente, os clarões de visão para uma intervenção planeada na comunicação regional, levaram uma associação de comerciantes moribunda a pensar em saltos no escuro… e despesas descontroladas.
A ACRAL, através da outra publicação online que sustenta – o Observatório do Algarve -, faz parangonas de solidariedade com oferta de toneladas de papel que só podem advir do acumulado de material que não foi comprado.
A ACRAL, que afinal é uma associação de comerciantes (dos que ainda nela confiam), ainda que tenha arrancado apoios mínimos para a aventura jornalística, com tanto trabalho por fazer na área da intervenção política em defesa dos associados, em situação aflitiva de funcionamento e sobrevivência, quais são as razões para acumular resultados económicos negativos que a fazem acumular toneladas de papel?
A ACRAL, que do nascimento aos dias de hoje apenas assiste ao enterro do pequeno comércio, porque esteve ao lado dos Governos e das suas medidas de proliferação das grandes superfícies, ainda somou aos seus resultados de gestão financeira o dinheiro proveniente do chamado fundo de compensação desses conglomerados.
A ACRAL é sem dúvida a principal responsável pela situação de degradação da situação do comércio e serviços da região, por omissão ou conivência.
O que não admira, dada a proveniência e estrutura mental dos seus dirigentes.

domingo, 22 de abril de 2012

Crónicas de Vasco Barreto

Ria Formosa deve apostar no turismo de qualidade


As ilhas da Ria poderiam ombrear com as suas congéneres Bahamas, Honululu ou Seychelles se não fosse o excesso de lixo. São ilhas de uma rara beleza que reúnem as condições ideais para a construção de bungallows turísticos na areia e alguns hotéis montados sobre estacaria dentro de água. 
 
É urgente retirar a selva automóvel da praia de Faro, afim de se encontrar uma certa acalmia para esta paradisíaca língua de areia. A convivência entre o turismo de luxo e as gentes do mar é possível e desejável. O turismo de qualidade sem a cultura local  não passa de uma palhaçada muita das vezes projectado por técnicos ignorantes. 
 
Visto que os políticos de baixo escalão já conseguiram conduzir as Câmaras algarvias à falência, resta-nos agora esperar pela capacidade do Ministério do Ambiente. A aposta é viável e deseja-se urgência.                              
 
Vasco Barreto
Albufeira.

PORTO: um Rio de ódio

Polícia desaloja pela força expressão de cultura popular

Rui Rio, presidente de Câmara do Porto e mais uma reserva do PSD para altas missões, deu anteontem uma prova das ideias que o movem.
Revelando o estilo autoritário que vai no seu interior, que habilidosamente foi escondendo nos mandatos, como não aceitou o projecto ou não servia às forças políticas a que pertence, resolveu usar o poder de mandar a polícia desalojar pela força e sem aviso prévio, uma estrutura de acção cívica ao serviço da população, virada para a cultura e desenvolvimento das artes populares.
Bem mandada e sempre desejosa de acção, a polícia do Porto serviu caninamente o poder, porque a sua missão não é fazer perguntas ou apuar de que lado está a razão, mas sim usar da força. Foi o que fez.
O Rio prepotente, em recta de saída, não teve qualquer pejo em mostrar que é ele quem manda e quem não for comer à mão, não tem vida. Tanto ódio à cultura popular e às formas independentes da população se organizar e usar os espaços públicos devolutos.
O Rio mandou e os portuenses também o saberão mandar para outro lado e ao seu partido…

sábado, 21 de abril de 2012

Crónicas de Vasco Barreto


Praia de Faro: desenho da nova ponte é uma agressão à paisagem


O desenho da nova ponte apresentado recentemente nos jornais não surpreendeu ninguém. Era de esperar. A maqueta do tipo acordeão é uma genialidade da nova geração saída do Abril de 74, capitaneada pelo conhecido Siza Caixote. 

O desenho apresentado, além de agredir a paisagem não se enquadra na vivência histórico-artesanal das gentes da praia. 

O Ministério da tutela deve optar por um modelo de arcadas de cariz romano embora com os devidos ajustamentos técnicos. Está bem patente a destruição que o programa Polis tem levado a cabo por todo este Algarve. 

Começa a ser tempo do Ministério do Ambiente parar para pensar. Estava convencido que o Governo da República viria em nosso auxilio para nos libertar das asneiras camarárias mas estou a ver que estamos entregues à nossa sorte. 
                       
Vasco Barreto
Albufeira.
Apagar o fogo com gasolina

O preço de matar a economia

Não te preocupes, os portugueses vão na nossa conversa, aliás vamos dar-lhes mais 16 mil milhões... de dívidas e, claro, que os vamos pôr a pagar

Não há nenhuma surpresa nas notícias da execução orçamental! Os números adiantados pela imprensa são o resultado do servilismo e da chantagem internacional, que puseram o país e o seu povo a ferro e fogo.

Quando os horizontes deste Governo de traição são os da destruição das empresas e do emprego, da venda dos activos nacionais ao desbarato e da extorsão fiscal (não confundir com o secular fechar de olhos às acções de fuga, isenções e perdões das grandes empresas nacionais e estrangeiras) , de ajoelhar à usura dos especuladores e sem tomar quaisquer medidas contra os privilégios que nos poupariam milhares de milhões, os resultados só podem ser o empobrecimento geral.

Quando dizemos que não surpreende o caminho para o desastre, aludimos às afirmações não muito longínquas em que Coelho e Portas defendiam o empobrecimento... para crescermos (?!)... e daí estarem já a preparar nas nossas costas mais um resgate de 16 mil milhões... para somar aos anteriores 84 mil e o resto da dívida que ultrapassa o valor do PIB anual...

O povo português tem de reflectir sobre o caminho que estamos a percorrer e porque razão os políticos da burguesia e os seus partidos, que nos criaram os constrangimentos, continuam a ter o leme da vida do país e só pensam em salvar os seus interesses e os dos amos estrangeiros.

sexta-feira, 20 de abril de 2012


Mendes Bota na onda do petróleo

O incompreendido Bota

Aqui há petróleo, está a dizer, e o meu Governo não vai deixar os algarvios ver-lhe a côr... eventualmente só nas praias...

 Mendes Bota, que sabe o que são boias, escreve no jornal da ACRAL que leva 25 anos de conhecimento do dossier petróleo, vem do tempo da ostracização a que Cavaco o votou e que nunca parou de agitar o assunto. Diz que foi o único e pelos vistos de forma pouco convincente ou então não havia ali nada para tirar…
Agora que o Governo do seu partido resolveu tirar dividendos do ouro negro e ameaça as costas algarvias, Mendes Bota fala de se resguardar para memória futura, que as forças vivas da região não o ouviram apesar de com elas se ter concertado para trazer o Algarve ao mais baixo nível de criação de riqueza.
Na longa carreira política, porque não teve outra, não duvidamos das intervenções contra os riscos do petróleo, como não duvidamos da informação privilegiada sobre este dossier e, sobretudo, sobre todos os outros.
O que podemos constatar é que, como deputado não foi ouvido, como líder regional também não, tal como deputado europeu. Ou será todo este choradinho mais uma camioneta de areia para os olhos dos cidadãos…
E sobre tudo o resto não se quis fazer ouvir? Ou esteve lá a assinatura?



Bolsa de terras: a bola de cristal deste Governo


Cristas diz que quer desenterrar a agricultura... para tapar o buraco alimentar


 Conceição Cristas exibe um sorriso de felicidade por ter descoberto o caminho marítimo para ressuscitar a agricultura, que os partidos do seu Governo e o P”S”, afundaram no passado.
A ministra da agricultura, num daqueles entusiasmos de principiante, anda num rodopio a publicitar o grande passo que é reunir terras para dar a trabalhar e já tem uma estratégia: entrega-las em primazia aos jovens agricultores e aos que tenham outras confinadas.
Na encenação, alguns jovens agricultores já declararam o amor pela medida porque não têm dinheiro para as comprar, ficando em nós a dúvida se terão dinheiro para tudo o resto. Porque a medida da ministra não vai além das terras.
A questão do investimento nas estruturas, encargos com pessoal, seguros, rede de distribuição e fundo de maneio estarão, nas condições actuais de falta de dinheiro no Estado e na Banca, garantidas? Claro que não!
Num país que foi atrelado à política de rapina da PAC e à desindustrialização, por ordem do eixo franco-alemão e assinada por PSD, P”S” e CDS, que desequilibrou por completo a nossa balança de pagamentos, atirando as nossas importações na área alimentar para o dobro das exportações, não são estes mesmos partidos escravos que vão inverter a situação.
A doutora Cristas, que não assume o passado do seu partido e não sabe o que fazer com uma seca…, a deixar marcas… só piorar a situação.
E uma pergunta final: e no mar, onde não faltam terras, o que vai fazer pelas pescas e pelos pescadores?


Segundo resgate: 16.000 milhões! Foi aqui anunciado


Autores do descalabro: Governos P”S” e PSD/CDS


A verdade da miséria vem sempre ao de cima. Com as dívidas descontroladas e a rebentarem a cada dia, este Governo volta a pedir dinheiro emprestado.
Os Governos do falso partido socialista subiram a dívida para números incomportáveis e o actual Governo do PSD/CDS não pára de a agravar.
Depois da desbunda financeira generalizada dos negócios do Estado, onde as derrapagens crónicas das obras públicas e as famosas PPP fizeram história de gestão e deram pretexto para a invasão da troika em representação dos especuladores aliados, com uma primeira tranche de 84.000 milhões, a nova, que se tornou inevitável face às bombas dos incendiários dos Governos Regionais, das autarquias e das empresas públicas, acabou por ser admitida publicamente, conforme escrevemos nestas páginas.
Se a política do Governo PSD/CDS em dez meses foi de massacre sobre a população do país, porque havia uma dívida e um empréstimo, este novo resgate vem mostrar a dimensão da mentira e do logro político em que mergulharam o povo português e como lhe impõem a responsabilidade de pagar o que não contraiu e não beneficiou.
Este novo resgate vai ter consequências em mais medidas gravosas na vida das pessoas e estavam planeadas no memorando da Troika, assinado pelas forças políticas que nos conduziram a esta situação.
Cabe ao povo português tirar conclusões e optar por lutar ou deixar que o humilhem e o façam pagar uma enorme fraude bem urdida de fora com apoios cá dentro.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Crónicas de Vasco Barreto

Vereador da mobilidade anda distraído

Tudo aponta para que a nomeação de um vereador para a mobilidade fosse mais uma peça para fazer parte do espectáculo. 

As passadeiras faz já 6 anos que não são pintadas na totalidade. Os serviços públicos que não dispõem de estacionamento para deficientes são: Caixa Geral de Depósitos; Banco Espírito Santo; BCP; Biblioteca Municipal; Farmácia Santos Pinto; EDP; Comissão de Protecção a Crianças; Câmara velha; Bombeiros; GNR; Igreja Matriz; Unidade de Transito; Escola Secundária; Policia Municipal; Protecção Civil; Avenida da Liberdade (norte); Papelaria EDP; Serviço de Estrangeiros; Cemitérios Municipais velho e novo; Pavilhão Multiusos; Escola de Transito; Pavilhão do Imortal; Centro de Dia do Rossio e Estádio de Futebol. 

Nos Olhos de Água são: GNR; Centro Médico; Farmácia; Caixa Agrícola; Junta de Freguesia; Correios e acesso à praia. 

O Posto da GNR de Albufeira necessita de uma rampa de acesso à entrada e um corrimão nas escadas demasiado inclinadas. A nova loja dos correios na baixa de Albufeira necessita de uma rampa metálica de acesso à loja. Os automóveis estacionam encostados aos marcos do correio nos Olhos de Água impedindo assim qualquer deficiente em cadeiras de rodas de meter uma carta no correio. As paragens do Giro necessitam de plataformas elevadas ao nível das portas dos Bus para dar entrada directa às cadeiras de rodas, como existe no Metro de superfície da cidade do Porto.                        

Vasco Barreto
Albufeira.

quarta-feira, 18 de abril de 2012


 Os oportunistas saem da toca

CEAL acordou de corda na garganta
Olho e deixei de ver os meus velhos amigos do poder...  só contas por pagar...

Os lambe-botas do poder, que com ele se banquetearam ao longo dos últimos trinta anos enquanto houve dinheiro na banca, programas de apoio do Estado e o fechar de olhos às suas gestões danosas, viveram felizes e nunca regatearam as políticas que nos vinham afundando.
Os dirigentes de associações que agora abrem a boca quase sem ar, deram todo o tipo de cobertura ao rumo dos acontecimentos que nos trouxeram ao desespero.
Falam estes dirigentes de estrangulamento financeiro e perseguições e o que esperavam dos seus velhos parceiros dos partidos políticos que os vossos votos alimentaram?
Quando o Algarve já vem em curva descendente há mais de uma década nada disseram, sobre as portagens ficaram em casa e aparecem agora a reclamar contra os velhos amigos?
O que fez a CEAL contra o excesso de construção, contra o arruinar dos centros das cidades, em defesa do património histórico e ambiental e contra a proliferação das grandes superfícies que mataram o comércio tradicional e sustento do emprego local? NADA!
A CEAL acordou por que lhe dói e aos que ainda os seguem. Mas fica a pergunta: têm coragem de se manifestar e aderir a uma greve em torno de um programa do interesse geral da população e não só dos vossos? Têm coragem de contestar a dívida fraudulenta que vem afundando a economia do país? Têm…? Então proponham acção e não peçam só clemência…

As traições acumuladas


Os resultados agora apresentados, na extensão do seu dramatismo e não têm fim à vista, são o reflexo das ilusões dos comerciantes nos seus dirigentes associativos que se mancomunaram com as más opções do poder.
O executivo de Portimão, a força política que o suportou e as que nada fizeram para travar as decisões de excesso de oferta de grandes superfícies, são os principais responsáveis pela degenerescência dos pequenos negócios e da qualidade do emprego.
Sempre à procura de receitas e em obediência a ordens centralistas, o poder local de Portimão permitiu o excesso de oferta da grande distribuição que atingiu taxas muito elevadas em termos europeus e os resultados estão à vista.
A crise financeira que se instalou por via fraudulenta e que está a roubar os salários dos trabalhadores, provocou a maior quebra do poder de compra depois do 25 de Abril e, este Governo do PSD/CDS, apesar das promessas que afinal eram mentiras, não pára de agravar.
Estes dados sobre o município de Portimão têm extensão ao conjunto da região, onde a situação é igualmente desastrosa. De barlavento a sotavento, as falências e o desemprego não dão tréguas e o Governo do país não tem quaisquer planos de intervenção.
Mudanças? Não vão haver porque as forças que nos trouxeram a esta situação só querem salvar a pele e que paguemos a chamada dívida pública.
Para mudar este curso de afundamento, também temos de mudar as consciências e as atitudes. No caminho das ilusões, só estaremos a salvar a pele de quem nos enterrou nesta crise. Só há duas vias: ou amouchamos ou combatemos quem nos quer afundar!

terça-feira, 17 de abril de 2012

Pelo derrube do Governo PSD/CDS! Por um Governo de esquerda, democrático e patriótico!


Que legitimidade para este Governo?

 As circunstâncias históricas de acumulação das políticas de desastre nacional, que timidamente alguns sectores europeus vêm reconhecer (?!) foram erradas, criaram o actual contexto de dívida fraudulenta em favor dos interesses internacionais, com o imperialismo alemão à cabeça.
Com a chegada da hora de reclamarem os dividendos, porque os riscos de incobrança atingiram o limite, estes interesses que esvaziaram a nossa economia e a puseram de joelhos, numa balança de deve e haver insustentável, rapidamente criaram os meios externos de pressão e os internos para a saída de cena do P”S”, para dar lugar, simultaneamente, ao pagamento e ao velho sonho da direita clássica, de um presidente, um Governo e uma maioria. Só não contavam com o bónus de atrelar o P”S”!
Para a engenharia estrangeira que fabricou a estratégia de endividamento de Portugal, as condições políticas reunidas não podiam ser mais favoráveis. Faltava a estratégia do pagamento da dívida ser associada à redução dos custos do trabalho, da despesa pública com a população e a colocação no mercado para exploração privada, o que resta dos activos de criação de riqueza nacional.
Quando Passos e Portas iniciaram a sua campanha para ludibriarem a população e chegar ao poder, tinham em mãos as ordens dos credores. E o mesmo é válido para a derrota do P”S”.
A perda de soberania e todas as medidas aplicadas, de fortalecimento do grande capital, do roubo dos salários e subsídios ao Código do Trabalho, passando pelas falências fraudulentas e pelos despedimentos, tudo foi acertado ao pormenor pelo novo Governo de traição nacional, o falso partido socialista e as ordens externas.
A realidade que hoje vivemos em termos de estruturas do poder, é que o Governo PSD/CDS propõe, a maioria parlamentar aprova, o P”S” abstém-se, a dita esquerda que vende ilusões parlamentares faz a caramunha, o presidente promulga e o povo que engula. Digamos que a burguesia construiu o quadro perfeito.
Cavaco Silva vive na felicidade do cumprimento e da obediência, ignora a mentira original atirada ao povo e não hesita em usar as prorrogativas para que o Governo e o P”S” cumpram a missão.
Os trabalhadores, os desempregados, os reformados, os pequenos e médios empresários e as famílias clamam, mas Cavaco Silva não ouve. “Tudo o que está a ser feito é para bem do país, porque é preciso pôr as contas públicas em ordem”, repete.
Nunca os campos estiveram tão demarcados. De um lado o povo que não contraiu qualquer dívida em seu proveito e, no outro, todos os matizes que nos governaram para a falência.
Portanto, Cavaco Silva como Presidente da República reconhece legitimidade às políticas e nada fará contra o Governo que apoia.
Cabe ao povo tirar as suas ilações e organizar-se para a acção. Cabe ao exército de trabalhadores, dos desempregados, jovens sem futuro, homens e mulheres deste país, revoltarem-se conta a exploração desenfreada a que nos querem sujeitar.


Luis Alexandre



  


segunda-feira, 16 de abril de 2012

Jornadas parlamentares do P"S"



Não há Zorrinho (sem venda) como este

 Diz a fotografia: nós prometemos, diminuímos... para, quando for possível...aumentar, desta maneira

 Como tinha de levar qualquer coisa na manga para fazer sucesso e eco na opinião pública, o líder do grupo parlamentar do falso partido socialista propôs uma adenda de crescimento e emprego a inscrever no Tratado Orçamental da União Europeia.
Homem das lides do P”S”, do rejeitado PEC IV que abriu caminho à assinatura do memorando da Troika até aos dias de grande aflição que atravessamos, o socialista de pacotilha esconde a promessa socratista de 150 mil empregos que resultaram quase no dobro dos desempregados e, sem a vergonha que os caracteriza, esconde a maneira vergonhosa como o seu partido foge da rua e levou o seu agente da UGT a assinar um pacto de maior exploração dos trabalhadores.
Esta gente não tem carácter, fazem política de conluio e julgam que o povo é estúpido. O P”S” é parte da crise e parte das medidas terroristas que estão a estrangular a economia e a vida do povo português.
Os militantes de base e os seus simpatizantes não têm uma palavra a dizer sobre estas condutas? Foram estes princípios que vos levaram a aderir e a votar?

A ACRAL, finalmente, cumpriu qualquer coisa



Luis Alexandre no Ministério Público

 Hoje, dia 16, segunda-feira de Abril, Luis Alexandre foi ouvido no MP de Faro, em cumprimento de acção interposta pela ACRAL, o seu presidente e a empresa Canalgarve.
Perante um volume considerável de folhas, onde os termos da própria defesa esmagavam os da acusação, afinal o essencial resumia-se à vitimização do presidente, João Rosado, e aos feitos da ACRAL, assentes no percurso do actual mandato.
Instado se pretendia pronunciar-se, as declarações de Luis Alexandre inferiram a vulnerabilidade das acusações, o seu carácter desviante do essencial do percurso da ACRAL, a reafirmação de tudo o que descreveu e, fundamentalmente, a defesa da liberdade de expressão que em consciência não tem nada que ver com ataques personalizados.
O magistrado do MP que registou a declaração pôde escutar considerações colaterais sobre factos posteriores de desagregação dos órgãos da ACRAL e referências a possíveis actos ilícitos como a dança de uma verba de 537 mil euros mas, marcou a posição de que a matéria sobre a mesa se relacionava com uma acusação.
Como o magistrado tem razão, este acto ficou encerrado. Contudo, o blogue FORUM ALBUFEIRA deixa o repto aos associados desta associação para o total esclarecimento dos factos e outras possíveis acções… 

Como nota elucidativa,  acrescentamos que o ex-coordenador e agora membro do Conselho Fiscal e também membro do PSD e da assembleia municipal de Albufeira, o senhor Vitor (Passarinho), foi testemunha de acusação e derramou o veneno que os ataques à sua deusa já vêm de muito atrás.


FORUM ALBUFEIRA

A notícia está por todo o lado



Espanhóis podem andar à borla na A22


 Mais do que curiosa a notícia, ela levanta outras questões, como, porque razão os portugueses não podem andar à borla.
Escreve-se e defende-se que espanhóis podem andar à borla, como todos os estrangeiros, defendeu o chico-esperto Elidérico Viegas da AHETA, pensando no umbigo dos seus associados mas, os portugueses e em particular os algarvios, não tiveram esta defesa.
Não querendo ser demagogos sobre o título dos jornais, estes cingem-se a falhas dos sistemas instalados que tiveram como principal objectivo os carros de matrícula portuguesa que estão sujeitos à lei. Era o objectivo principal e o senhor Helidérico e amigos sabiam-no. Daí a “coragem” da proposta.
Na embalagem da notícia e das suas contradições, porque os portugueses não podem contestar as falhas da lei mas por obrigação respeitar o seu cumprimento, a comissão de utentes que ainda procura respirar no lodaçal legalista, vai voltar às portas do parlamento para vender ilusões, tem agendado uma manifestação na ponte do Guadiana e parece que finalmente vai reunir com todas as comissões de protesto de Portugal (não será por sua iniciativa) e outras de Espanha… vejam só, em território espanhol.
Quando lemos estes solavancos, porque não passam disso, na medida em que o Governo mantém o seu discurso e nem pestanejou perante os prejuízos que tem directamente e esconde, mais os que causou na economia do Algarve (tem de pagar por eles, não nos vamos esquecer), percebemos claramente como o processo vai seguir tranquilo.
A comissão de utentes perdeu o tempo de agir porque nunca definiu uma estratégia mobilizadora. Jogou com as armas do Governo e dos seus apoiantes regionais e perdeu.