terça-feira, 10 de abril de 2012

O afundanço do Algarve


As portagens queimam

Os cambalhotas, é vê-los todos em fila a falarem para a imprensa sobre os acontecimentos desta Páscoa, mais do que esperados, ocorridos na Ponte do Guadiana.
Os “nuestros hermanos”, desinformados, não caíram no logro. Muitos deles mostraram a sua revolta e outros voltaram para trás. Os mais persistentes, palavrosos de corar (os políticos não estavam lá para ouvir), porque traziam planos, fizeram as fotografias que correram mundo.
Estava a malta da política a chupar as amêndoas, quando lhes estragaram a ociosidade com estas notícias. A Estradas de Portugal vai ouvir das boas… o Governo PSD/CDS não…
Em carrocel sobre os factos e os impactos, saltou o Miguel Freitas, vomitando sobre o Governo, seguiu-se o delfim Cristóvão Norte, que desnorteado quer mudanças e termina no inevitável Macário Correia, o passarão da AMAL, que tem medo que o espectáculo se repita no Verão. Tem dúvidas?
Tantos avisos e de muitas direcções para orelhas moucas mas, a região algarvia voltou a ser palco de espectáculo e perdas. Como o Governo se cala, falam as suas moscas.
E confundem o protesto contra as portagens, que já afastaram mais de 60 mil espanhóis desde a sua introdução e o respectivo impacto económico, com propostas de alteração dos modelos de pagamento…
Não mudam os comportamentos os chamados eleitos… nós é que os temos de mudar…

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Deputados em permanente folclore. Descuram o importante



Freitas e Bota, em actividade extra


Os dois titulares de cargos parlamentares, conhecedores da deterioração da opinião pública regional face à condução do país e da região e dos impactos negativos na vida da população, procuram mais proximidade, abordando temas que contornam a gravidade da situação.
Bota tem navegado no mar da exploração de petróleo e gás natural e das obras públicas que o seu Governo vem paralisando e Freitas nas pescas. Por coincidência e retirando o investimento público no betão, têm como base o oceano que nos beija e que por força das negociações de conluio e subserviência externa dos seus respectivos partidos ao longo de anos e de tratados, tem fugido ao controlo e sustento das famílias algarvias. 
O fenómeno do petróleo e do gás, detectado, escondido e manobrado ao longo de anos, por ordem de Governos, vem à luz do dia num momento de grande fragilidade da estrutura económica e financeira do país, que abre brechas na resistência da opinião pública e, aparentemente, dá mais garantias aos exploradores de não enfrentarem a resistência da população.
A exploração destes elementos na nossa costa de frente turística e os problemas causados aos pescadores são admitidos de necessária discussão e não foram, com a agravante dos dois titulares afirmarem que vinham acompanhando o processo.
Portanto, Freitas e Bota assumem que são parte do encobrimento à população, com o senhor Freitas, mais um proveta socialista democrático ( só o tartufo do Mário Soares para inventar esta treta) a falar de enganos deste Governo.
Tudo faz parte da próxima corrida eleitoral… onde os tachos estão sempre sobre a mesa. A grave situação social, económica e financeira da região seguem o rumo que os seus partidos combinaram.

Há gente em Lisboa interessada em matar o Algarve


O histórico de acontecimentos no Algarve, resultarão de uma conjuntura nacional com incidência na região ou serão mesmo uma acção concertada contra a nossa gente e a nossa imagem?

Com os números e os factos a salientarem uma região deprimida, traduzidos em mais 40 mil desempregados, com o aumento generalizado dos impostos e dos bens de consumo, com a falência das Câmaras dos principais concelhos, a quebra do investimento autárquico e sobretudo do central, o aumento da insegurança que tem afectado o Turismo e os cidadãos e o triste espectáculo do torniquete na fronteira, os algarvios têm razão para desconfiar das razões.

A forma como as políticas centrais nos afectam, se pertencerão em parte à conjuntura, não podemos deixar de reflectir que dentro das características específicas da região, os seus impactos atingem proporções gravosas em comparação com outras regiões do país.

Em concreto, referimo-nos ao aumento do IVA na restauração, que não leva em linha de conta a sua base sazonal, às portagens, que são já responsáveis pelo afastamento de dezenas de milhares de espanhóis e o respectivo peso nas receitas de particulares e do Estado, a quebra do poder de compra dos funcionários públicos e dos desempregados e, com maior gravidade, o abandono dos grandes projectos de obras públicas que vão ser responsáveis em anos pelo agravamento das condições de vida no Algarve.

Um Governo central tem a obrigação de cuidar destes aspectos e procurar minimizá-los. Do lado das soluções, não só não as conhecemos, como ainda somos confrontados com notícias de falta de dinheiro para cumprirem as obras de requalificação da EN 125.

A asfixia do país e das suas partes, que resulta de uma dívida fraudulenta e assistida pelos partidos do bloco central, vai manter o país em curva descendente e de forma dramática o Algarve.

A região algarvia viu a sua agricultura e pescas serem destruídas, não mereceu atenção de qualquer investimento interno ou externo em indústrias e mantém quase em exclusivo o Turismo, estagnado e sem planos, e, em rampa de declínio, toda a estrutura que sustentou a loucura do betão.

Na desorientação total das chamadas forças regionais e locais, que se compreende pelas suas responsabilidades na subserviência ao centralismo e na gestão de falência dos municípios e apenas clamam por fundos de socorro, sobressai o papel distante dos chamados deputados pela região, que não são capazes de criar um quadro de exigências que dê as respostas mais urgentes.

Com um inverno ruinoso na economia regional e as perspectivas de uma forte contracção no Turismo, em número, receitas e pagamentos, os níveis de desagregação empresarial  e social reflectirão o abandono a que fomos votados.

O Algarve sempre foi representado por gente que se aproveitou dele. Quando as consciências se abalarem, porque o precipício está mais perto, teremos de pedir contas. E sabemos onde ir. 

Luis Alexandre



    

domingo, 8 de abril de 2012

A cama algarvia do PSD


 O pequenino de Vila Real


 Luis Gomes, o autarca de Vila Real de Santo António, ex-deputado do PSD, é também o seu líder regional.
Da sua gestão autárquica sobressai a dívida, uma confusão com terrenos em Monte Gordo, o envio de pessoas a Cuba para dar nas vistas, debaixo de polémica, e, alguma propaganda sobre recuperação do centro histórico.
Como líder regional, de uma maneira geral manteve o silêncio, apoiou o Governo do seu partido e deu-lhe espaço (não foi o único), para aplicar as suas políticas que vêm afundando a região.
Luis Gomes, qual herói, conhecedor das tramas dos meandros centralistas onde chafurdou, esteve do lado das portagens apesar de conhecer os problemas da porta fronteiriça que controla, conhece o descontrolo do desemprego na região, sabe da insegurança, sabe da falta de liquidez da economia regional mas, ao fim de uns bons meses para a cobertura das medidas do Governo do seu partido, resolveu abrir a boca em entrevista para, vejam só, pedir medidas contra a situação que nos vem dizimando.
Quais medidas, perguntam os algarvios, porque tal figurão fala mas não age. O que não admira, porque faz parte do folclore político, que o que interessa é trazer os algarvios manietados e ir fazendo passar as medidas do Governo PSD/CDS.

sábado, 7 de abril de 2012

Comissão para as portagens



O apagão anunciado!

A estratégia da burguesia no poder é sempre a mesma: fazer correr por falsos objectivos para cansar! A chamada comissão de luta contra as portagens desempenhou este papel.

Como sempre denunciámos, nascendo de uma força franja do poder e com os amigos que arranjou, gente do P”S” e do PSD, despedidos e sem influência, ainda lhe aumentaram as fronteiras de actuação para a submissão. O P”C”P, concorrendo para o mesmo objectivo, fez uma corrida a solo.

Esta comissão, com uma estratégia que atrasou a chamada dos espanhóis e nunca pretendeu unir a luta de sul a norte do país, mostrou ao que vinha.

Quando os espanhóis chegaram não acrescentaram nada, só palavreado, na mesma linha legalista, porque é preciso não incomodar a política central em que os dois países com as finanças na falência precisam de receitas. Os problemas do todo engoliram os das partes, como o facto de a A22 ter sido paga com dinheiros públicos e comunitários.

Na estratégia, os políticos de barriga oficial, deram as cambalhotas que a situação requeria, como forma de deixar argumentos de defesa aos que vivem das migalhas. Claro que falamos da comissão.

As portagens estão de boa saúde, os políticos oficiais sobreviveram e os outros ficam à espera de novos serviços de encomenda…

sexta-feira, 6 de abril de 2012

O roubo da água



CMA sabe nadar iô

O executivo camarário do PSD, acusado publicamente de pagar salários sobre as dívidas da àgua, aprovou incólume um aumento dos preços do fornecimento que nalguns escalões quase atingem os 100%.
Os partidos da oposição, cumprindo o seu papel de cortinas de fumo, remeteram-se aos comunicados e nada de mobilização dos munícipes contra tal roubo. O costume.
Em dois anos, a Câmara assalta os bolsos dos munícipes por duas vezes, cumprindo uma estratégia nacional de endividar as Câmaras para criar na opinião pública a ideia de que tal serviço tem de ser privatizado.
Historicamente este serviço sempre esteve na esfera pública, por ser um bem de primeira necessidade de base sustentável, que a leviandade desta democracia de pacotilha comandada pelo bloco central e os afins parlamentares, transformaram num negócio debaixo da voracidade dos privados, onde irão pontificar muitos dos seus quadros que contribuíram decisivamente para a situação.
Para melhor compreenderem o que foi tramado pela CMA, aqui deixamos uma tabela de comparação de valores:
_______________________________________________________
Tabela de variação                                            Valor da factura
          m3                   %                  2012                  2011     
      1                      90.58               13.72                 7.20 euros
      2                      75.81               14.95                 8.50    “
      3                      65.00               16.17                 9.80    “
      4                      56.55               17.39               11.10   “
      5                      50.09               18.62               12.40   “
      6                      45.22               20.16               13.89   “
      7                      41.29               21.71                15.37   “
      8                      38.05               23.26                16.85   “
      9                      35.34               24.81                18.33   “
    10                    33.03                 26.35               19.81   “
    15                    18.62                 34.09               28.74   “
    20                    23.40                 46.48               37.66   “
    25                    26.35                 58.87               46.59   “
    30                    34.27                 79.65               59.32   “
    35                    39.40                100.44              72.05   “
    40                    42.99                121.33              84.78   “
    45                    45.64                142.01              97.51   “
    50                    47.68                162.80            110.24   “
    55                    66.21                183.58            110.45   “
    60                    84.67                204.37            110.67   “
    65                  103.06                225.15            110.88   “
    70                  121.38                245.94            111.09   “


FORUM ALBUFEIRA

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Paulo Macedo: o ministro público da saúde privada


É necessário que se compreenda que a dívida que o governo vende pátrias Coelho/Portas, a mando da tróica germano-imperialista, insiste que sejam os trabalhadores e o povo a pagar, sem que tenham sido eles a contraí-la e, muito menos, a dela beneficiar, foi propositadamente desenhada pelos grupos financeiros e bancários, sobretudo alemães, para ser IMPAGÁVEL! E porquê?

  • Primeiro, porque servirá como instrumento para perpetuar o domínio do directório europeu e do imperialismo germânico que o controla sobre os chamados países “devedores”, os tais que viveram acima das suas possibilidades;

  • Segundo, porque perpetuará um negócio de acumulação de riqueza sem precedentes, consubstanciado nos juros e nos lucros usurários que instituições como o FMI, o BCE e os grandes grupos financeiros e bancários, sobretudo alemães, praticam sobre os empréstimos e os programas de resgate que impõem aos países cujas economias estão mais fragilizadas, fruto de terem alinhado na estratégia de desindustrialização e liquidação da agricultura imposta pelo eixo Berlim/Paris;

  • Não menos relevante, a dívida é propositadamente IMPAGÁVEL porque, enquanto subsistir, permite a política de chantagem que leva à transferência de activos e empresas públicas estratégicas para as mãos de grupos privados.

O exemplo mais paradigmático e recente de como este processo decorre exactamente pela forma como atrás ficou exposto, é o que sucede no sector da saúde.

Com um olho no ouro e outro no bandido, o actual ministro da saúde, Paulo Macedo, que já foi – ou se calhar ainda é – membro da direcção de uma companhia de seguros de saúde privada – a MEDIS – está a levar a cabo um programa que mais não visa do que criar as condições ideais para a privatização deste sector.

Começou, desde logo, por impor o aumento das taxas moderadoras, anular a comparticipação do Estado nos custos dos tratamentos e medicamentos de doenças crónicas ou de elevado grau de mortalidade, baixar o valor da comparticipação do Estado na aquisição de medicamentos e meios complementares de diagnóstico, encerrar centros de saúde, maternidades e urgências hospitalares, para agora vir propor a “reorganização” das urgências hospitalares que resistiram a essa hecatombe, nomeadamente reduzindo o número de valências no período nocturno.

É o que está já em preparação – sempre rodeado de um palavreado mistificatório quanto às virtualidades das reestruturações – com a eliminação dessa valências nas urgências dos Hospitais de Garcia de Orta (Almada) e S. Francisco de Xavier (Lisboa), depois de ter já suprimido a urgência no Hospital Curry Cabral.

Ora, tal programa só pode ter por objectivo facilitar a privatização do sector da saúde, na lógica da transferência de um activo público, essencial para os trabalhadores e o povo português, para as mãos de grupos financeiros privados, à pala de reduzir custos para fazer face ao pagamento de uma dívida que, já percebemos, o governo de traição PSD/CDS, acolitado por Cavaco e pelo PS de Seguro, e a mando da tróica germano-imperialista, deseja PERPETUAR e tornar IMPAGÁVEL e que, por isso, o povo português tem de recusar-se a pagar.



quarta-feira, 4 de abril de 2012

Com o comércio em queda



Os trinta dinheiros

 Tantos Judas senhor, será que terão o perdão dos traídos?
 

Os trinta dinheiros desta Páscoa, afinal foram 3 mil euros. O executivo do PSD, favorece o comércio exterior com os seus saldos, agravando as dificuldades do comércio local que tem votado ao sufoco com todo o rol de medidas e aumentos de taxas que sobre ele tem lançado.

Questionados pela imprensa, reconhece-se já com o dinheiro no cofre a má avaliação e, questionados em sessão pública de Câmara pela ACOSAL, vagueia-se que não é assim tão grave e que o espaço alugado - o Pavilhão Multiusos -, tem um regulamento de aluguer… à disposição…

Entendida a mensagem, que afinal todo o dinheiro faz falta, sobretudo quando se governou para uma dívida de mais de 8º milhões, também não deixamos de registar o “realismo” de que quem chegar com dinheiro serve-se, não importando a defesa dos interesses das forças sociais e económicas do concelho…

È a desorientação total de um executivo que está em fase adiantada de apodrecimento …

Do P”S”, qual abutre e que também foi devorado pelo afastamento da população, não se conhece qualquer posição…


FORUM ALBUFEIRA

terça-feira, 3 de abril de 2012

Um executivo cada vez mais à deriva


PSD não tem mão em Desidério!


Quem esteve na reunião pública de Câmara de hoje, com o presidente do executivo ausente há 16 sessões, aperceber-se-ia claramente que as desculpas apresentadas são velhas, esfarrapadas e inúteis. Tal como a presença do presidente, que ao fim de tanta fuga, não representa nada nem ninguém a não ser a fraqueza da sua gestão.

O vice-presidente, Carlos Rolo, em missão na frente de mesa e demasiado para lá na cobertura, repete recados de reuniões com Secretários de Estado para ausências que não discutem publicamente. Mas que o mal-estar está lá não duvidamos! E o presidente da concelhia, que também é presidente da assembleia municipal, como um dos principais cérebros da gestão, deixa que a água corra. Ele também sabe ao que anda.

Esta nota, que não é tão irrelevante como podem os leitores induzir, tem de estar em cima da mesa nas próximas eleições onde o PSD vai voltar a jogar a posse do poder. A ausência do presidente é uma falta de respeito e de carácter político.

Nestes longos dias de cheiro a defunto, Desidério Silva vai deixar uma marca, que do populismo ao serviço dos especuladores que dominaram as orientações, deixa um município em enormes dificuldades financeiras.

A ausência e a cumplicidade são, afinal, uma confirmação da falta de convicções e de confiança...


FORUM ALBUFEIRA




segunda-feira, 2 de abril de 2012

Desidério (mais uma vez) tramou o comércio da cidade


OS DE FORA COMEM, OS DO CONCELHO JEJUAM



Conforme adiantámos sem comentar, o jornal "CM" fez publicar a notícia que todos já sabemos pelos cartazes que inundam a cidade e não só, que a Câmara escancarou o Pavilhão Multiusos para uma feira de escoamento de stocks de uma qualquer empresa que não é do concelho.


O executivo do PSD despachou, teatralizando uma inocência a condizer com a época de crucificações. Acossado, não teve qualquer hipótese de negar três vezes. Arrependeu-se!


E como o povo diz: de arrependimentos está o inferno cheio. Assim se pode classificar a hipocrisia do presidente de Câmara que, continuando a olhar para o enorme buraco financeiro que abriu nas contas da autarquia, onde cabem ele, o executivo e os pares da assembleia municipal, só pensa em realizar dinheiro e desta vez lixou os tostões de Abril que o comércio da cidade podia fazer.


Fazendo-se passar por parolo, primeiro tratou de arrecadar umas notas e quando confrontado com a imprensa a que se seguirá a opinião pública do concelho, finge que não avaliou bem. Quando qualquer cidadão sabe que o pedido de promover a feira tem de passar primeiro pelos serviços do pelouro, onde está um vereador e um corpo de técnicos.


Quanto à ACRAL, subsidiária da Câmara e ceguinha como convém, diz que vai pedir contas... e todos sabemos no que vai dar... faz-se o evento e os comerciantes que se lixem...


FORUM ALBUFEIRA

domingo, 1 de abril de 2012

Relvas que se cuide

Reforma Administrativa deste Governo de traição não passará


Mais de 100.000 elementos do povo vindos de todas as partes do país – dos Açores e Madeira a Bragança e Faro - e representando centenas de freguesias, em particular as rurais, fizeram transbordar o Rossio em Lisboa, desfilando com alegria e determinação do Marquês de Pombal até àquela praça, contra a proposta de lei do governo PSD/CDS de extinguir mais de um milhar de freguesias.

Nem o Salazar nos tratou assim! Lia-se numa faixa de uma das freguesias rurais que a chamada reforma administrativa que o governo pretende impor visa extinguir.

Na verdade, este governo, em matéria de patifarias e de medidas terroristas contra o povo não tem nada a aprender com os fascistas.

Neste caso, inventando uma série de argumentos para justificar a mera execução de ordens da Tróica germano-imperialista que achou que o país tinha freguesias a mais e que também aqui era preciso sacar dinheiro para alimentar os banqueiros alemães, o governo decidiu-se pela extinção pura e simples de um terço das 4 259 daquelas autarquias.

Para tentar enganar os trabalhadores e famílias pobres, em particular das zonas rurais, que têm na actual divisão administrativa, não apenas a expressão da sua identidade social e cultural, como um apoio para resolver em termos próximos um grande número de problemas, o governo veio ainda usar o termo agregação para designar o desaparecimento puro e simples.

Mas essa manobra foi hoje claramente desmascarada pelo povo trabalhador que desceu às ruas da capital, que nunca deixou de associar a agregação à extinção nas suas palavras de ordem contra a proposta de lei da reorganização administrativa.

Acontece, no entanto, que o ministro Relvas, com aquele ar de anjinho provocatório que gosta de ostentar para disfarçar as medidas mais terroristas do seu governo, passou a uma outra tentativa de neutralizar a inevitável revolta popular, ao abandonar o critério inicial de selecção das freguesias a extinguir – as que tivessem menos de 500 habitantes – para passar essa decisão para as assembleias municipais.

Mas também esta manobra de divisão não passará, sendo que, pelo menos no que respeita às freguesias rurais, este governo de traição nacional irá experimentar o que é a firmeza e combatividade de quem foi continuamente abandonado e desprezado numa dura vida de trabalho e que agora, para benefício exclusivo de agiotas imperialistas, ainda se vê espoliado das suas raízes culturais e privado das estruturas locais de apoio para a satisfação das suas necessidades básicas.

O povo da freguesia de S. Tomé de Negrelos, do concelho de Santo Tirso, bem vai avisando : Já existimos há 12 séculos!



Proposta da AMAL para portajar a EN125


AMAL volta a tramar os algarvios


Macário Correia e os restantes presidentes de Câmara chegaram a acordo que uma forma de financiamento das autarquias seria portajar algumas estradas da região e para isso vão elaborar uma proposta para entregar ao Governo.

Abordado sobre a matéria polémica, dado o generalizado descontentamento na região algarvia com as portagens na Via do Infante, o ministro Miguel Relvas não fechou a porta mas recomendou muito cuidado no tratamento do assunto.

Ao que apurámos, a ideia recai sobre a estrada nacional 125, que agora regista um tráfego que daria uma boa base de recolha financeira. Segundo declarações, parece que também esteve em cima da mesa a introdução de uma taxa de entrada e saída das cidades e vilas sede de concelho, mas que não mereceu consenso.

Como sabemos as cambalhotas que os presidentes de Câmara sabem dar, vamos aguardar pelos desenvolvimentos.