domingo, 18 de março de 2012


Nenhum Seguro garante saúde aos algarvios

O recente périplo do secretário-geral do dito partido socialista ao Algarve, com o pomposo nome de “Roteiro pela Saúde”, analisado a frio, é bem a representação da forma como a política é praticada no país.
José Seguro, herdeiro do velho slogan partidário de criador do SNS (Serviço Nacional de Saúde), entrou de mãos vazias, revelou desconhecimento da realidade regional e ainda nos brindou com elogios ao Governo.

Sem se indignar, o que revela conhecimento, ficou desagradado com as macas que sempre inundaram os corredores da urgência do Hospital Distrital e até apadrinhou o anúncio público da nova administração, que se propõe fazer uma remodelação e alargamento deste serviço.

Rodeado dos antigos responsáveis da política regional, deputados e do próprio ex-Director Regional de Saúde do seu partido, o senhor Seguro, não assumiu as responsabilidades do estado caótico deste sector na região, limitando-se a ouvir as propostas do novo detentor da chefia da área.

Martins dos Santos, nomeado pelo novo Governo PSD/CDS, transformou o tempo de antena de José Seguro em oportunidade para revelar que 150 mil algarvios não têm médico de família mas que a sua direcção tem planos para colmatar este grave problema, como dar forma ao aumento da oferta de camas para os cuidados continuados.

José Seguro ouviu e como não tinha propostas, elogiou a medida recentemente anunciada pelo Governo sobre os cuidados continuados e partiu em sossego. Contudo, deixou para trás muitos problemas que os anteriores Governos do seu partido não atenderam e até jogaram como trunfos eleitorais de outras ocasiões.

Se a falta de camas são uma velha realidade, tal como a falta de médicos e uma extensa lista de espera para cirurgias, temos que juntar as queixas dos enfermeiros, um sector indispensável nos cuidados de Saúde que não baixaram os braços e têm apontado as deficiências do funcionamento dos serviços gerais prestados na região.

José Seguro desceu ao Algarve para falar de Saúde mas apenas fez política de caserna. A principal razão do seu silêncio sobre o essencial está nos compromissos do seu partido com os cortes impostos pelo acordo com a troica.

Sobre os interesses dos velhos clusters instalados, os ganhos das farmacêuticas, os serviços privados de medicina à custa da falta de produção do sector público, as despesas administrativas e salariais elitistas e consentidas que dispararam custos, tudo ficou em resguardo.

E, o mais grave deste roteiro, para lhe aumentar o descrédito, foi o silêncio sobre a construção do novo Hospital Regional que esteve inscrito em programas eleitorais e teve vários anúncios de primeira pedra.
José Seguro, na sua impreparação e sem margem de manobra política, deixou o Algarve tão vazio como entrou.


Luis Alexandre



sábado, 17 de março de 2012

Crónicas de Vasco Barreto


Estradas de Albufeira estão uma vergonha



Há quem não consiga mas no fundo até é fácil de compreender que uma Autarquia que esbanja milhões em foguetes e festas com a finalidade de tentar sentar o presidente da Câmara na Assembleia da Republica sem o conseguir não pode ter dinheiro para reparar as estradas do concelho mais turistico de Portugal. 
 
Estradas de Paderne, Guia, Vale de Parra, Ferreiras, Branqueira e Patã de Baixo são um vergonhoso cartaz turístico. Uma Autarquia que se atreve a mostrar estas estradas aos turistas que nos visitam é preciso não ter vergonha na cara.
 
De entre cerca de 1400 empregados podia escolher duas almas caridosas que pudessem tapar os buracos com umas pás de betuminoso. São precisos apenas 2 homens entre 1400.                     
                     

Vasco Barreto
Albufeira.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Roteiro pela saúde que dá em nada


Saúde insegura com o P”S”


O falso partido socialista meteu o secretário-geral à estrada e na sua volta a Portugal pela Saúde, com certeza apercebeu-se do seu mau estado.

No Algarve, em particular em Faro, em visita ao velho Hospital Distrital, fez declarações de estupfação (?!) pela situação recorrente da inundação dos corredores com macas de pacientes.

António José Seguro, que foi reserva das políticas do socratismo que afundou o país, apresentou-se em estado de uma ignorância de conveniência, como se não tivesse a responsabilidade de conhecer este dossier que tem sido barbaramente atacado pelas imposições de cortes da troika.

As queixas dos utentes e a desorganização estrutural na região trespassou as gestões regionais do seu partido, que aliás se fizeram fotografar ao seu lado, porque todo este arranjo de declarações de preocupação são apenas retórica política e um empurrão na imagem do seu discípulo, Miguel Freitas, em luta pela sobrevivência política na região.

O novo presidente da ARS, o militante do PSD Martins dos Santos, corroborou o que qualquer cidadão sempre constatou, a falta de médicos, de cuidados de saúde e os custos que são um atentado aos seus bolsos, quando este serviço deveria ser geral e gratuito.

Mas claro que P”S” e PSD, apesar deste folclore mediático, continuam juntos em salvar o sistema político vigente que não hesita em cortar, fechar serviços e reduzir horários, medicamentos e cuidados, enquanto aumenta os custos que a população tem de pagar para ter saúde.

Curiosamente, nesta visita, aquele que foi uma presença permanente na sua agenda política passada, o lançamento do Hospital Central do Algarve, que chegou a ter vários anúncios oficiais dos Governos do P”S”, não foi abordado. Eclipsou-se por obediência à troika que é quem manda no país.

Nesta sua passagem, onde lhe lembraram o que devia saber, o senhor Seguro elogiou o Governo parceiro sobre cuidados continuados e disse interceder pelo reforço do corpo médico, não se preocupou com os cuidados de enfermagem em elevado deficit e seguiu o seu rumo que, não duvidamos, deixa tudo como está e na linha de piorar.

O exercício da política para estes senhores, com problemas de memória, é continuar a fazer jogo político nos seus interesses de poder e à custa do sofrimento da população.

Eles esquecem-se que a História marca encontros e faz acertos de contas.


  

Salários dos gestores sempre em alta



Governo fascista de Passos e Portas não desiludem


Depois dos episódios altruístas de compaixão com os funcionários da TAP e posteriormente da CGD, todos devidamente contextualizados com razões que os desprovidos do roubo desconhecem, ficámos agora a saber que o atraso de um diploma também favorece os gestores das empresas públicas.

Já conhecíamos os salários milionários destes senhores, os seus prémios de produtividade e resultados (?!), todos protegidos por serem os habituais cartões partidários e afins, faltava só perceber a profundidade da pouca-vergonha oficial que lhes reconhece elevados direitos.

Esta prática não é exclusiva deste Governo mas tem um histórico de décadas. Apenas a distracção do nosso povo levou a que o monstro chegasse com impunidade aos nossos dias. E como as notícias confirmam, o desplante continua!

Os trabalhadores da função pública são roubados, os reformados espoliados, os desempregados deserdados, ficando o país das maravilhas reservado às elites. Na realidade, o país político que nos afundou, continua a dar cartas e a cortar como quer, usando e abusando do medo que é transversal e nos inibe de combater tantas atrocidades.

O centrão político que desmandou a economia e finanças do país julga que tem todo o tempo para continuar a enganar. Desenganem-se, porque nem as cortinas de uma falsa esquerda reformista do capitalismo os vai salvar.

Os trabalhadores, desempregados, reformados, jovens e mulheres deste país têm de compreender como são jogados na fogueira, para salvarem o couro de um punhado de oportunistas organizados.

Não nos vão conseguir enganar durante todo o tempo! Salazar e Marcelo também viveram essa ilusão…

As associações são cada vez mais agentes do poder corrupto



ACRAL, ARESHP e AHETA lambem as feridas do poder


As associações dos sectores empresariais com sede e representação no Algarve não conseguem esconder uma linha de actuação ao serviço das estratégias dos sucessivos Governos, com os impactos negativos conhecidos na actividade dos seus associados.

Sempre em linha descendente, a actividade do comércio tradicional e serviços foi sucessivamente esmagada pelas políticas centrais de imposição do exagero da oferta de grandes e médias superfícies da distribuição que o desarticularam paulatinamente e não tiveram qualquer acção prática de mobilização e repúdio por parte da ACRAL.

Ao contrário, esta associação, num desplante sem escrúpulos, até sobreviveu com os fundos arrecadados das contrapartidas pagas pelas grandes superfícies e, segundo algumas acusações tornadas públicas, ainda montou delegações em espaços comerciais oferecidos…

A ARESHP, do sector da restauração e similares que absorveu a associação nascida em Albufeira para esta área, se a sua actividade se situava no aconselhamento e pouco mais, limitou-se a resmungar as decisões do Governo que aumentou o IVA do sector que, como a própria assinalou, seria a certidão de óbito de uma parte considerável do seu tecido.

A AHETA, que se limita a gerir os interesses globais dos hoteleiros e sai a terreno apenas para os defender, é outra daquelas entidades egocêntricas ao ser viço das políticas centrais. O seu rasto é de total subserviência à centralidade das decisões para o sector do Turismo, limitando a sua actividade à gestão de números e queixas dispersas, como o actual aumento da criminalidade que afecta os seus associados.

Em décadas, estas associações nunca construíram estratégias em defesa da actividade dos sectores que representam, apresentando cadernos reivindicativos em oposição às imposições decretadas centralmente e que revelavam satisfação com os retornos alcançados.

O Estado central usou o Algarve como uma fonte de receita que julgava inesgotável, consentiu e aprovou a sua descaracterização e perante a gravidade da situação conjuntural que atravessamos, despreza os problemas acumulados e conta com o serviço dos serventuários instalados nestas associações.

A teia em que nos enredaram é muito forte e não vai ser fácil libertar-mo-nos. Nem as teorias carreiristas de regionalização, tendo em conta os políticos locais que lhe dão forma, são uma porta de solução.

A luta dos algarvios por soluções ajustadas de desenvolvimento, tem de ser associada à luta mais geral do povo português pela mudança de Governo e de políticas.


FORUM ALBUFEIRA

quinta-feira, 15 de março de 2012

Resultado do regobofe autárquico...


Mais de 50 mil casas devolutas no Algarve


A aventura do betão terminou mal. Com as sanguessugas do imobiliário de bolsos cheios e os dinheirinhos a salvo com a ajuda da Banca, os despojos da grande aventura ficam para as autarquias e para os deficits dos Bancos.

Os chicos-espertos da construção andaram de braço dado com a AMAL do senhor Macário, que nunca abriu a boca para travar tamanha selvajaria praticada pelas cidades e vilas da região e todos os comparsas presidentes de Câmaras, quase sem excepção todos homens de grande visão... sobre rendimentos...

Agora com a bolha rebentada, a vilanagem do despesismo pendura-se no Estado que lhes tem de acudir as feridas, as chagas e muitas pernas partidas...

Macário não tem dinheiro nem para pintar passadeiras, o cowboy de Portimão com 150 milhões de buraco não pode voltar à aventura, o de Albufeira paga ordenados com o dinheiro da água cobrada e que não paga e por aí fora...

Com o fim do regabofe, toca de congeminarem, orientados pela ANMP e por arrastamento pela AMAL, de inventar e aumentar tudo o que são taxas da sua jurisdição. Ao roubo nacional juntam o roubo local. Uma folha de A4 para um requerimento é cobrada a 5 euros... é fartar vilanagem!
FORUM ALBUFEIRA

quarta-feira, 14 de março de 2012

Em causa o regulamento de ocupação da via pública


Esperemos que um Pífaro não se queira substituir à orquestra


Num contexto de crise geral da actividade económica e financeira do país, da região e em particular do concelho de Albufeira, o Governo da República e naturalmente com o apoio da ANMP, resolveu dar forma a um decreto-lei que pretende regulamentar os aspectos relacionados com as formas de ocupação da via pública.

Se o contexto de crise e o desespero de receitas das autarquias vêem neste decreto mais uma saída, o facto é que estamos a falar de matérias sensíveis e onde se instalou um histórico que não pode mudar de forma precipitada e em confronto com os interesses das actividades económicas visadas.

Se a existência de um regulamento é uma competência justificada do poder autárquico, este não pode deixar de ser realista e analisado nos seus parâmetros de funcionalidade e satisfação das necessidades dos que estão em exercício de diferentes actividades. 

A autarquia de Albufeira, que não tem um passado de respeito dos interesses das suas forças económicas e tem trabalhado para o seu umbigo e proveitos, pela profunda crise financeira que atravessa da sua exclusiva responsabilidade, tem de perceber que não está em condições de dar passos em falso e deixar de ouvir os interessados.


FORUM ALBUFEIRA

terça-feira, 13 de março de 2012

Ministro chamado ao Algarve...


Macedo: a segunda volta da impotência


Em menos de um ano temos o ministro a ser chamado à pedra por causa do aumento da criminalidade que coloca os interesses turísticos do Algarve em causa, relegando para segundo plano a actividade criminosa que lesa os cidadãos em geral da região.

O ministro desce sensibilizado pelo clamor das associações do sector que conjugaram vozes e têm razão, mas não passa despercebido a desvalorização das consequências da criminalidade em pessoas e bens fora da actividade turística.

O lobby do Turismo tem canais próximos do poder ao contrário da populaça, cujas queixas morrem na secretária dos postos de atendimento e têm de ser pagas.

O ministro, em Julho passado, ladeado do embaixador de Inglaterra, do comandante-geral da GNR e do inefável presidente da Câmara Municipal de Albufeira, assegurou medidas para a tranquilidade, que afinal redundaram no crescimento exponencial da criminalidade.

Como na altura denunciámos, as medidas securitárias, reforços ocasionais ou o folclore de mexidas em chefias, escondem os problemas de fundo do aumento da criminalidade que são todos de ordem social e económica.

Com a região no topo percentual do desemprego, com a queda abrupta da construção civil e a incapacidade pública central e autárquica em fazer investimentos, com a falta de dinheiro no mercado e até o aumento das portagens e dos bens de consumo, o frágil e super-dependente tecido económico entrou em espiral de colapso.

O Governo de Passos e Portas, obcecados pelo pagamento da dívida fraudulenta que o país foi acumulando pelas más gestões governativas, não escutaram os apelos das regiões e no caso do Algarve, não tomou as devidas precauções para evitar os efeitos perversos que a degradação social poderia provocar no sector do Turismo, nas suas duas frentes, a residencial e de visitas ocasionais
.
A visita anunciada para esta semana é mais um passo na artificialidade que caracteriza a acção deste Governo, que desistiu do país e do seu povo, para dar voz aos interesses dos mercados de especuladores que sugaram a nossa economia e finanças e nos impuseram uma troica de medidas que nos está afundando.

Este ministro, ou qualquer outro, tal como aqueles que o chamaram, fingem não perceber a natureza dos problemas e querem apenas que os seus quintais e os dos amigos do poder sejam minimamente protegidos.

Os próximos meses, dada a falta de planos de criação de emprego e riqueza em favor da população, encarregar-se-ão de provar o que afirmamos.

A criminalidade é um problema social mas, por razões de classe, nenhum Governo servilista do grande capital nacional e estrangeiro o entende. Temos de ser nós a fazê-lo entender, começando por participar na GREVE GERAL de protesto conta as políticas terroristas que nos vêm impondo!


Luis Alexandre


segunda-feira, 12 de março de 2012

Uma questão de lealdade



 
O aparente estalar de verniz entre Cavaco Silva e as várias facções do PS, incluindo a de Seguro, a propósito de um prefácio que o primeiro redigiu e onde acusa o defunto 1º ministro Sócrates, em boa hora corrido pelo povo português do poder, de deslealdade, não mereceria qualquer perda de tempo da nossa parte, não fora o facto de este episódio, artificialmente fabricado, se destinar a iludir os trabalhadores e o povo português quanto ao facto de ambos os protagonistas, no essencial, estarem de acordo quanto à necessidade de, para salvar os interesses da tróica germano-imperialista, se aplicarem as medidas terroristas e fascistas que esta exigiu sejam aplicadas contra os trabalhadores e o povo português.

A Troika e a cor do burro quando foge...


A TRÓICA E A COR DO BURRO QUANDO FOGE...
 

Há na cultura portuguesa um prolóquio, oriundo aliás da cultura cigana, sobre a cor do burro quando foge: parado ou a pastar serenamente, o burro teria uma cor; mas a fugir, em acto de furto, o burro teria outra cor, sendo esta última a verdadeira, de tal modo que nunca se conseguiria provar em juízo que um burro tinha sido roubado... A coisa aplica-se inteiramente à Tróica, embora os verdadeiros asnos sejamos nós!

VIVA A GREVE GERAL DE 22 DE MARÇO !

VIVA A GREVE GERAL DE 22 DE MARÇO !

sábado, 10 de março de 2012

Quem protege os exageros?


Chefe da nova brigada de segurança excede-se!


Ontem, pelas 17 horas, o conhecido cidadão filho da terra - Vasco Barreto -, deslocava-se na sua viatura eléctrica de duas rodas na zona pedonal da Avenida da Liberdade em direcção ao seu estabelecimento, quando o segurança de serviço da nova empresa contratada o impediu de prosseguir.

Como Vasco Barreto não concordou com a paragem forçada e afirmou que não recebia ordens de um qualquer segurança mas sim das autoridades instituídas porque lhe assistiam razões de mobilidade e até a cobertura legal do veiculo em que se deslocava, o novo funcionário, instruído para acções de autoritarismo mas sem argumentos, decidiu chamar o seu chefe que se apressou a chegar ao local.

O corpulento chefe, com mais músculos que cabeça, sem que tivesse qualquer intenção de ouvir, entrou a matar e deu ordens: ponha-se a andar daqui para fora, dirigindo-se a Vasco Barreto.

Claro que não foi atendido e teve o repúdio de quem ali estava! O dito, percebendo a imprevidência, recuou em toda a linha e afastou-se na companhia do subalterno.

O incidente, que para os displicentes parece não ter relevância, tem-na para as pessoas que pensam pela sua própria cabeça! Quem instruiu este segurança a ser arrogante? Os factos ocorreram com comerciantes locais e quando ocorrerem com visitantes?

Os responsáveis da autarquia por este serviço têm de reorientar os comportamentos exigidos a este tipo de empresas de serviços, que vêm imbuídas de uma mentalidade de peito feito e podem criar problemas num contexto de serviço ao Turismo.

Fica mais um aviso!


Forum Albufeira 

Põe e tira sem vergonha

Nem todos somos Mansos...


A dona Manso, ex-deputada do PSD, fez aquilo que é uma prática recorrente nas famílias políticas do partidarismo burguês nacional: nomeou o marido para um cargo que inevitavelmente é bem remunerado e rodeado das necessárias influências.

O P"S", agora na inversão do papel de sentinela, denunciou. Resultado: o marido da dona nem aqueceu o lugar.

Mas não nos iludamos com estes jogos de azedume político regional, porque as práticas são repetidas e alternadas nestas vizinhanças da ordem do poder.

A Manso, apenas se limitou a repetir o que muitos fizeram impunemente. O P"S", apenas não estava para aí virado nestes dias. Ou a Manso não tinha armas de situações passadas para os calar!
 
 
Forum Albufeira
A "excepção" da TAP: Contra a Regra do Roubo do Salário



Como é sabido, o governo de Sócrates, com o apoio do PSD agora alcandorado ao poder e do Presidente da República, decidiu confiscar os salários dos trabalhadores da função pública entre 3,5 e 10%, com início em Janeiro de 2012.

Entretanto, com a chegada da tróica, o governo de traição nacional PSD/CDS resolveu alargar esse confisco aos salários dos trabalhadores das empresas públicas, designadamente as dos transportes, a RTP, a CGD, para além de, como se sabe, ter também roubado o salário correspondente aos subsídios de férias e de Natal por inteiro.

Sucede que os trabalhadores da TAP, no próprio dia em que receberam o seu salário de Janeiro, com a subtracção da parte confiscada, pararam imediatamente o trabalho e bloquearam a entrada dos hangares, preparando-se para prosseguir a luta por outras formas.

Aterrorizado com o espectro de uma greve prolongada, o governo veio recuar, aceitando não aplicar a medida nesta empresa, ainda que invocasse argumentos perfeitamente descabidos para tentar justificar a cedência.

Perante isto, desencadeou-se uma reacção totalmente oportunista, reaccionária e anti-operária, que serve naturalmente os objectivos do governo, e que consistiu em centrar a discussão em torno de saber se deve haver lugar ou não a excepções em matéria de vítimas da austeridade imposta pela tróica.

Isto é, para tais energúmenos, não abranger os trabalhadores do sector privado neste roubo directo do salário já teria sido uma imoralidade, quanto mais colocar de fora quem trabalha nesta ou naquela empresa pública.

Esta manobra de conduzir a discussão para saber quem está a favor ou contra a excepção, no que respeita à redução salarial, o que pretende verdadeiramente é dar por assente e adquirida a regra do roubo do salário, que assim estaria fora de qualquer contestação.

Como também se deixaria de falar no facto de os mesmos trabalhadores, agora incluindo também os da TAP, terem sido espoliados dos subsídios de férias e de Natal.

Para além de já ninguém se colocar sequer a questão de saber como é que, não estando suspensa a Constituição, se pode chamar de medida de excepção ao pagamento integral do salário devido ao trabalhador.

O executivo Coelho/Portas e os seus comparsas Seguro e Proença, sentindo-se cada vez mais encurralado, irá ensaiar diversas manobras de divisão dos trabalhadores para enfraquecer a sua luta e, principalmente, desviá-la do objectivo político fundamental do derrube do governo de traição nacional, sendo certo que não deixará de contar com o desmascaramento e resposta adequados.

Os trabalhadores da TAP, não só têm que repudiar essa tentativa de os dividir dos restantes, como é sua estrita obrigação demonstrar a sua solidariedade na luta contra o roubo do salário a um único operário ou trabalhador que seja, prosseguindo o combate contra a privatização da empresa e o confisco dos subsídios de férias e de Natal.
E, mais do que nunca, impõe-se que estejam na primeira linha da greve geral nacional de 22 de Março!
 

sexta-feira, 9 de março de 2012

Crónicas de Vasco Barreto

FARO: Instituto da Mobilidade pouco móvel



Há poucos dias tentei ligar de Albufeira para o IMTT de Faro afim de pedir uma informação e mesmo ligando 2 telefones diferentes ninguém atendeu. Tive de me deslocar a Faro para pedir uma informação ao IMTT. 

Visto que tenho problemas na coluna e me desloco com o auxilio de canadianas (muletas) não tive direito a prioridade no atendimento no IMTT de Faro. Nos correios de Faro tenho direito a prioridade no atendimento. Nos correios de Albufeira não tenho direito a essa prioridade. 

Nos transportes urbanos de Faro há minibus em que posso sair pela porta da frente, há outros minibus em que não me deixam sair. Tive de me deslocar de Albufeira a Faro para apresentar uma reclamação na loja da empresa ZON (Forum Algarve) porque a loja de Albufeira não atende reclamações. 

No IMTT de Faro achei curioso não haver rampa de acesso para os deficientes. Não haver parque de estacionamento à porta para os deficientes. Os transportes urbanos passam mas não param à porta do IMTT. Podemos chamar a isto uma mobilidade à portuguesa. 

Começa a ser tempo do Ministério da Economia definir as regras nível nacional.                     
       
 
Vasco Barreto
Albufeira.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Fernando Anastácio arranca com candidatura



ERTA: a barraca a cair


Fernando Anastácio, uma estrela de segunda nas lides políticas algarvias e antigo candidato derrotado do P”S” nas eleições autárquicas de Albufeira, aproveitando a borla de uma nova orientação política na secretaria de Estado nas mãos do PSD e percebendo o despedimento compulsivo, resolveu gerir a sus agenda política para se perfilar a nova tentativa na autarquia de Albufeira.

Homem de mão do actual presidente da distrital - Miguel Freitas -, Fernando Anastácio é desde há quase dois anos um dos maiorais da política concelhia depois do falhanço da estratégia de “Vem aí o David”!

Esta estratégia montada pela direcção distrital do P”S” foi uma saída de imolação, aceite pelo voluntarismo de escuteiro do David, aliás confirmada na pobreza da sua prestação autárquica como único vereador.

O astuto Fernando Anastácio, homem de negócios e um bom manobrador, para quem o partido é um bom abrigo, situou-se numa rectaguarda a preparar o futuro, porque o rasto deixado no concelho em termos de apoio na opinião pública não lhe é favorável e precisava de uma travessia do deserto e uma forte depreciação dos adversários no poder.

Depreciação que não advém das practicas políticas de oposição do P”S”, aliás inexistentes, mas dos próprios erros da gestão autárquica do PSD.

A demissão de Fernando Anastácio, ao contrário do seu vasto vocabulário de qualquer oposição em defesa do Turismo, é o preparar do seu dossier pessoal, o qual, por razões de trajectória de vereador colaboracionista, não tem nada que ver com defesa dos interesses da população do concelho.

A pobreza existencial do P”S” no concelho também não deixa muitas alternativas, com sábios ou sem eles.

Os próximos tempos vão com certeza confirmar esta opinião do FORUM ALBUFEIRA.


FORUM ALBUFEIRA
  
VIVA O DIA INTERNACIONAL DA MULHER!

VIVAM AS MULHERES PORTUGUESAS!

PELA SUA PARTICIPAÇÃO MACIÇA NA GREVE GERAL DO DIA 22 DE MARÇO!