terça-feira, 6 de dezembro de 2011

A barraca laranja do Fim-do-ano


Herói e vilão – o mesmo figurão





Cada vez mais habituado às cambalhotas, Desidério Silva, em fim de linha (não acreditamos que a estupidez dentro do PSD vá tão longe como nomeá-lo para o INATEL), percebeu, possivelmente por lhe explicarem, que estava a cometer um erro estratégico com consequências imprevisíveis, sobre a sua leviandade e a do seu partido de maioria absoluta no executivo camarário, de sacudirem a responsabilidade directa de voltar a organizar o fim-de-ano.

Enfiado nas enormes dificuldades de tesouraria por responsabilidade dividida com Carlos Silva e Sousa, presidente da assembleia municipal, Desidério Silva, começou por esconder dos munícipes a falta de meios para conduzir com dignidade o cartaz de fim-de-ano para, depois de pressionado por todos os lados, aceitar remendar a situação.

Para salvaguardar a posição pública de “elevada responsabilidade” do município que governa em absoluto nos últimos 10 anos, descarregou concertadamente (nestas coisas têm de haver cúmplices, pessoas e entidades que se prestem ao serviço), nos empresários um peditório e a conjugação de esforços na APAL – Agência de Promoção Turística do concelho, que é por si presidida e fundamentalmente financiada… pelo Município…

Impotente na Câmara, tornou-se “herói” ao mobilizar os recursos da APAL e nesse âmbito pôde, com a circunstância que lhe é devida pelos órgãos de comunicação, apresentar um programa de recurso para não criar vários vazios que politicamente teriam um custo maior que a embrulhada do seu despesismo gestionário e a consequente falência técnica do Município…

De 900 milhões de euros de orçamentos, restam dívidas, muitos problemas estruturais por resolver e as ridículas desculpas com os problemas sociais do concelho, aos quais dedicou uns escassos 2,3 e 4% das receitas… vilanagem!


FORUM ALBUFEIRA 


Pela Manutenção do serviço regional de comboios Faro-Setúbal


... O Sindicato dos Maquinistas Sul, a sua subcomissão de trabalhadores – Barreiro/Linha do Sado, emitiu um comunicado que coloca uma denúncia forte e concisa: a preparação da CP brevemente “matar definitivamente o serviço regional do Algarve (Faro-Setúbal)  e deixar sem comboios, seguindo aliás os planos do anterior e do actual governos, cumpridores servis do memorando da Tróica.

PELA MANUTENÇÃO DO SERVIÇO REGIONAL

«Com os novos horários a implementar brevemente, a CP pretende matar definitivamente o serviço regional do Algarve (Faro-Setúbal)  e deixar sem comboios:

                      Setúbal                                       Mouriscas do Sado                        
                      Monte Novo Palma                    Alcácer do Sal                               
                      Canal Caveira                           Azinheira dos Barros                    
                      Lousal                                       Ermidas do Sado                          
                      Alvalade                                    Funcheira
                      Amoreiras                                 Luzianes
                      Pereiras                                    S. Clara - Sabóia                            
                     São Marcos da Serra                Messines
                   
Apesar de se tratar de uma linha modernizada com reduzidos custos de exploração, os horários não têm vindo ao encontro das necessidades de mobilidade das populações (por exemplo, não permitem a muitas delas ir a Lisboa e voltar no mesmo dia), em alguns casos os tempos de trajecto foram aumentados, as ligações pioraram ou deixaram de existir, criando um quadro de insustentabilidade.

Num momento de dificuldades, em que o incentivo ao transporte público deveria ser uma prioridade, quando o combate à desertificação deveria ser um imperativo e a coesão social uma realidade, a CP aposta na extinção de um serviço fundamental para estas populações.

Neste quadro, a Sub-CT Barreiro - Sado solidariza-se com as populações na exigência de:

- Manutenção e melhoria do serviço ferroviário neste trajecto com melhor oferta, complementar ao serviço Inter Cidades de modo a torná-lo sustentável.
- Elaboração de horários que sirvam as populações.

- Acresce que as alterações vão deixar sem qualquer ligação ferroviária ao Algarve, as cidades de Alcácer do Sal e Setúbal, até aqui servidas pelos Inter Cidades e Regionais.

PELO DIREITO À MOBILIDADE
CONTRA A EXTINÇÃO DO SERVIÇO REGIONAL
PELA DEFESA DOS POSTOS DE TRABALHO NA FERROVIA»



A Sub Comissão de trabalhadores de Barreiro- Linha do Sado


              
     Nota do FORUM ALBUFEIRA: 

Esta acção economicista da CP e a coberto do comboio intercidades poupar apenas 20 minutos no trajecto para Faro, é mais um golpe nos nossos interesses porque nos priva da oferta de comodidade a centenas de milhares de portugueses residentes nas regiões afectadas. O mesmo se passando no sentido inverso. Esta    medida já foi anunciada há dias e não se ouviu qualquer voz do Algarve contra ela! Planeada na mesa do anterior Governo, este deu-lhe luz verde. E nós perguntamos onde páram mais uma vez os deputados e os presidentes de Câmara do Algarve? Onde pára a tão famosa promessa de Miguel Freitas e pares do P"S" sobre um alegado plano de transportes para a região? Não páram de nos prejudicar e nós população vamos ficar calados? Esta é mais uma frente de luta para os próximos tempos que vão ser muito quentes e de mobilização!
                                                                                                                      

Crónicas de Vasco Barreto

Falta comboio turístico-ferroviário no Algarve




Partindo do principio que somos um povo de copiadores, não se compreende como ainda não conseguiram copiar o comboio turístico-ferroviário.
 
Já conseguiram os campos de golfe, os parques aquáticos, os safaris para a serra e os autocarros sem capota. Falta agora um comboio turístico descapotavel , puxado por uma maquina das antigas e com restaurante, acordeonista e cicerone a bordo, fazendo o trajecto Lagos/Vila Real e vice-versa. 
 
Conhecer o Algarve de comboio poderá ser um projecto interessante no campo da actividade turística. Os turistas terão a oportunidade de embarcar na própria estação da área onde estão hospedados. Um comboio turístico transalgarve depressa passaria a ser conhecido na Europa. 
 
É tempo da CP e da Secretaria de Estado do Turismo encetarem este projecto e o respectivo protocolo. Ganhava o Algarve, a economia da CP e revitalizava uma linha que está moribunda.         
 
Vasco Barreto
 
 Albufeira

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Médicos de Família...



Qualquer dia os médicos de família deixam de existir… 

Cubanos, ucranianos, colombianos, etc., serão os futuros médicos do serviço público. Os médicos portugueses vão caminhar progressivamente para a saúde privada. SNS perdeu 200 médicos de família num ano…

P
ois é... Consta que o governo vai proceder a cortes de 30 por cento nos salários dos médicos de família…e sabem porquê? Porque o governo e alguns sindicatos dos médicos?! chegaram anteontem a acordo para alargar o horário de trabalho dos médicos dos centros de saúde para as 42 horas semanais. Até agora, estes clínicos trabalhavam 35 horas por semana…conclusão: Encerram postos médicos e centros de saúde, aumentam o horário dos médicos que ficam, assim trabalham mais horas com menos dinheiro…é um fartar vilanagem!

É bom referir que nesta categoria, um assistente não recebe mais de 1853 euros. E é bom relembrar que existe uma redução de quase mil euros em relação ao salário anterior como interno, à qual se juntou ainda o corte de 3,5% imposto aos funcionários públicos. Líquido, portanto, é um ordenado de cerca de 1200 euros.
Papa... violação nata... é fartar...




"Nos anos 70, a pedofilia era visto como algo completamente em linha com os homens e até crianças"…quem diz esta barbaridade é o Bento XVI, o papa dos católicos em discurso tradicional de Natal anteontem realizado, para os cardeais e funcionários que trabalham em Roma…isto tudo para mostrar que estava em consonância com a “normalidade” dentro da sociedade capitalista, com o aumento da pornografia infantil…é fartar!

P
ara complementar estas atoardas ditas teológicas, adiantou que no campo da teologia católica, “não existe coisas boas ou más. Só existe actos melhores ou piores ", finalizando com esta pérola: Nada é bom ou ruim em si mesmo”…é fartar vilanagem.

A Igreja Católica levou centenas de anos a obliterar a violação e a pedofilia dentro das suas fileiras, só muito recentemente mostrou a sua mea culpa, mas só depois de os violados, as vítimas, terem coragem em denunciar estes crimes…pagou as multas mas como se constata a doutrina mantém-se…é fartar! 

domingo, 4 de dezembro de 2011

Portagens a 8 de Dezembro! A vitória de mais um roubo aos algarvios!





    Os cambalhotas presidentes de Câmara e deputados pelo Algarve (sem excepção), viram o seu Governo e o seu Presidente da República aprovar o diploma final das portagens! Acabou-se a retórica e a condescendência... venha para cá o dinheiro que faz falta para a dívida do Estado...

    A comissão de utentes, que conhece de antemão os mecanismos do Estado, declarou-se publicamente surpreendida pela rapidez da decisão (?!) e vai lacrimejar a inutilidade de uma providência cautelar... que sabe seguir o caminho das anteriores em outros lugares... o caixote do lixo!

    Depois das acções avulso que mobilizaram alguma generosidade de protesto, diga-se que sem a relevância desejada, completamente desligadas (e hoje percebe-se que intencionalmente) de uma política de ligação às comissões de utentes de outras vias SCUT, só poderia resultar na oportunidade do Governo em aplicar a sua intenção.

    O palavreado da comissão de utentes e da sua rectaguarda política parlamentar, deu sempre mais importância às acções da contestação em papel do que às de rua, onde se joga o poder das forças sociais.

    As portagens estão aí e são uma vitória do Governo fascizante PSD/CDS e da sua muleta P"S", com o apadrinhamento em papel do "NÃO ÀS PORTAGENS" da comissão e dos partidos que se intitulam de "esquerda".

    Diz a comissão que a "luta continua" e nós perguntamos: qual luta? Fomos chamados para protestos... e agora que era a hora de lutar com outras armas e com mais decisão, rematam-nos com outro papel inútil como se os Tribunais não fossem uma componente do poder burguês...

    O povo algarvio tem de perceber estas manobras de determinadas comissões... que trabalham para... as nossas derrotas... ATÉ QUANDO?


    FORUM ALBUFEIRA


    sábado, 3 de dezembro de 2011

    Crónicas de Vasco Barreto

    "Conflito oficial" entre a Câmara e a GNR afundou Albufeira.





    O desentendimento entre a Câmara e os vários chefes da Guarda vem já de longa data, pelo menos entre o penúltimo e o antepenúltimo sargento-ajudante. 

    A questão da GNR ser um corpo militar e não receber ordens da Autarquia veio reforçá-lo o em termos da segurança publica. A Câmara pedia uma coisa e a GNR fazia outra e vice-versa. 

    A antiga governadora civil foi alertada para a situação, onde veio a notificar o comando da Guarda em Faro que por sua vez veio a negar qualquer conflito entre estes dois orgãos, como é da praxe. 

    O antigo ministro da tutela como era maçon interessava-lhe queimar a Autarquia que é PSD por motivos eleitorais e nada fez até ser retirado. 

    O actual presidente da Câmara que durante vários anos recusou acabar com o comércio clandestino na cidade vem agora mostrar-se preocupado com a segurança publica o que não deixa de ter a sua graça.

    Ministro, governadora civil, presidente da câmara e GNR deixaram afundar a cidade. A onda de crimes ao bom estilo do Rio de Janeiro acabou por colocar Albufeira turisticamente de rastos. Afinal todos estes senhores estão a ser pagos para quê ?.   











    Vasco Barreto










    Albufeira



    Mais|


    O trabalho forçado não passará. Morra o trabalho forçado!



    Escravidão, condição de escravo, escravatura, em que alguém está sujeito por outrem a submeter-se a um trabalho ou obrigação.

    Escravo é aquele que está sob o domínio absoluto de outrem, sujeito à escravatura.

    Escravizar é o acto de subjugar, sujeitar, fazer alguém trabalhar sem qualquer tipo de direitos ou renumeração, apenas assegurando o suficiente para a reprodução da força de trabalho do escravo.

    Estes são conceitos que o comum dos mortais de uma sociedade dita civilizada acreditava pertencer a um passado não tão longínquo, mas que, apesar de tudo, acreditava não ser possível de nos revisitar.

    U
    ma das propostas que o actual governo vende pátrias do PSD/CDS, sem que, na sua “abstenção violenta” do OE 2012 o P”S” tenha a ela feito, sequer, qualquer menção, é o de cortar 4 feriados nacionais e aumentar a carga de trabalho diário em meia hora, o que, no seu conjunto, representa um total de cerca de 20 dias úteis de trabalho NÃO RENUMERADO que desejam impor aos trabalhadores portugueses.

    Se esta medida não merecer a oposição firme e decidida por parte dos trabalhadores e das suas organizações de classe – os sindicatos – tal significa a aceitação da condição de escravo, tal significa que da relação de forças que opõem o grande capital ao trabalho, aquele sairá desta contenda vitorioso.

    Os trabalhadores e o povo português devem, desde já, obrigar as suas organizações de classe, sindicatos e Centrais Sindicais, a convocar nova Greve Geral Nacional, a sério, para imporem a sua recusa ao trabalho escravo, a que a burguesia os quer sujeitar.

    Se, fruto das hesitações e oportunismo que as Centrais Sindicais têm demonstrado quanto à direcção das lutas para as quais, cada vez mais, são obrigados e empurrados pelos trabalhadores a envolverem-se, não o fizerem, devem os trabalhadores, nos locais de trabalho onde aquela medida vier a ser aplicada, iniciar uma greve de braços caídos no sentido de demonstrar ao patronato que quer, à custa deste trabalho não renumerado e escravo, aumentar a sua acumulação de riqueza, que não estão dispostos a submeter-se à escravatura que lhes querem impor.


    A este propósito, os trabalhadores devem seguir o exemplo do SINDEM (Sindicato de Manutenção do Metropolitano), cuja Direcção emitiu uma Declaração sobre o trabalho escravo, cujo conteúdo e objectivos deveriam ser observados por todo o movimento sindical. e que aqui reproduzimos:

    Sobre o trabalho futuro no SINDEM em relação ao aumento dos horários

    1º O movimento operário e sindical, reforçado com a grande vitória da greve geral nacional do passado dia 24 de Novembro, tem como objectivo político imediato o derrubamento do governo PSD/CDS de traição nacional, a liquidação da política terrorista imposta pela Tróica e a substituição de tudo isso por um governo democrático patriótico, constituído pela unidade de todas as forças populares;

    2º O centro de gravidade da luta do movimento operário e sindical é o combate sem tréguas contra o trabalho forçado (mais meia hora diária não paga) e em defesa da jornada das 8 horas de trabalho diário e da semana de 40 horas, conquistas históricas do movimento operário português e dos proletários de todos os países;

    3º Como a pretensão de impor o trabalho forçado e de liquidar as conquistas históricas das 8 horas de trabalho diário e das 40 horas de trabalho semanal são ilegais, o movimento operário e sindical deve adoptar todas as formas de luta (legais ou ilegais) que estiverem ao seu alcance e para cuja utilização estiver organizado.

    4º Para vencer a luta contra o trabalho forçado e pela defesa da jornada das 8 horas e da semana das 40 horas, deve preparar-se desde já a próxima greve geral nacional, destinada a paralisar o país e derrubar o governo e aquela política terrorista reaccionária.

    5º Em todas as reuniões levadas a efeito, os trabalhadores devem ordenar às centrais sindicais e a todos os sindicatos que não aceitem, em circunstância alguma, designadamente nas reuniões da chamada Concertação Social e do chamado Conselho Económico e Social, que não aceitem nunca o trabalho forçado ou a alteração da jornada máxima das oitos horas e da semana máxima das quarenta horas (mantendo a jornada e semana de trabalho de horários inferiores).

    6º Na empresa devem ser organizadas, sem necessidade de avisos ou de autorizações prévias, paralisações sectoriais ou totais, debates e plenários, para protestar contra o trabalho forçado em defesa da jornada das 8 horas e da semana das quarenta horas. Em circunstância alguma deverão os trabalhadores aceitar o trabalho forçado. E onde for instaurado o trabalho forçado, os trabalhadores devem iniciar imediatamente uma greve de braços caídos no momento em que começar o tempo de prestação do trabalho forçado.

    7º Devem organizar-se concentrações de trabalhadores, protestos e greves por empresa, fábrica ou sector, greves parciais ou totais, conforme for possível.

    O trabalho forçado não passará! Morra o trabalho forçado!

    Viva a semana das 40 horas!

    Lisboa 28 de Novembro de 2011

    A DIRECÇÃO”

    Polícias: interventivos e provocadores... vejam só



    «Confirma que os dois indivíduos vestidos à civil que surgem na primeira e fotografia publicada são agentes da PSP?

    “Os dois cidadãos que surgem identificados na primeira fotografia são elementos policiais pertencentes à estrutura de investigação criminal da PSP, os quais estão integrados no policiamento que foi desencadeado por ocasião das manifestações sociais de 24NOV11. A sua missão neste tipo de contexto será o de garantir que o exercício do direito de manifestação por parte dos cidadãos faz-se de forma livre, sem quaisquer perturbações de elementos estranhos às organizações que as promovem, impedindo o cometimento de ilícitos criminais, preservando a segurança de todos os intervenientes. A fotografia surge no contexto da necessidade de reposição da ordem pública por parte do Corpo de Intervenção da PSP, no qual os próprios elementos policiais acabam por ser alvos da intervenção dos seus colegas, situação esta que é frequente (ex: policiamentos de futebol). Para uma melhor percepção dos factos, é preciso que se diga que o avanço do Corpo de Intervenção faz-se em linha, incidindo sobre todos os que se encontram no seu raio de acção, sendo por isso normal que, perante a não identificação exterior dos elementos policiais, estes fossem também sujeitos às medidas de polícia desencadeadas.”»

    Quem responde assim, a uma entrevista publicado no JN, é o tal director da PSP, depois de ter negado à dias que não existia esbirros da polícia entre os manifestantes…

    O mesmo chefe afirma com grande desplante de que esses membros tinham como missão, garantir “que o exercício do direito de manifestação por parte dos cidadãos faz-se de forma livre”é fartar!

    A uma pergunta do jornalista, se confirma na dita manifestação existiriam agentes da PSP infiltrados ou provocadores, o chefe responde com a desfaçatez inerente ao cargo: Não faz sentido por isso falar-se em Agentes provocadores ou infiltrados, pois esses conceitos não existem na PSP, sendo que tais acções não são enquadráveis na lei, nem traduzem sequer benefícios para a nossa acção, a qual será sempre firme, mas ao mesmo tempo apaziguadora e mediadora de conflitos.”…Mais elucidativo não será possível…vilanagem!

    Como sempre denunciámos..., enquanto muitos se mostravam incrédulos ou obliteravam as situações por nós focadas, neste momento encontram-se pespegadas em parangonas nos jornais e televisões…como diz o povo mais vale tarde do que nunca. Só que se continua a escamotear que estas acções estão enquadradas no sistema vigente, que a polícia é um mero instrumento de repressão para defesa e manutenção desta sociedade capitalista. Portanto continuar alimentar ilusões de que existem polícias “bons” e polícias “maus”, é mais uma vez dar o flanco ao inimigo, que nos declarou guerra, e por isso mesmo a nossa resposta deve ser adequada às circunstâncias: declarar guerra também a este sistema podre e caduco, de exploração e opressão e aos seus esbirros, seja a farda que tiver! 


    sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

    Grécia: nova greve geral contra o novo Governo e as velhas políticas de roubo




    A Frente Sindical de Todos os Trabalhadores (PAME) afirmou antes da greve geral: «No dia 1 de Dezembro ninguém vai trabalhar. As fábricas, escritórios, portos devem ficar desertos. As máquinas devem parar».

    «Os trabalhadores», salienta a PAME, «nada têm a esperar do novo governo. Pelo contrário, devemos afirmar a palavra de ordem: “Abaixo o governo e os partidos da plutocracia. Eleições já».

    O
    s objectivos do governo reaccionário tecnocrata, é aplicar novas brutais medidas para reduzir ainda mais os salários e pensões, flexibilizar ainda mais as relações de trabalho, provocar milhares de despedimentos (inclui o corte de 300 mil funcionários do quadro de pessoal até 2015) e cobrar novos impostos ao povo, por isso a PAME apela a uma «luta mais decisiva, mais intensa e ainda mais massiva».

    «Não temos outra escolha. Ou nos ajoelhamos e aceitamos trabalhar por 300 ou 500 euros para sempre (…) ou travamos novas batalhas para derrubar a brutal política antipopular».

    A PAME considera que a greve de hoje «não é apenas mais uma greve», mas a «continuação e a intensificação do combate na guerra que a plutocracia nos declarou».

    Milhares e milhares de manifestantes encheram as ruas na capital grega e em várias cidades. Tanto o principal sindicato grego do sector privado, GSEE, como a federação dos trabalhadores funcionários públicos, ADEDY anunciaram a sua adesão à greve geral, a sétima convocada desde o início do ano.

    Um executivo com o rabo a arder…

    Caso 1:

    O caso das Texugueiras não pára de nos surpreender! Depois da fase instrutória do “processo de difamação” iniciado na assembleia municipal pela mão de Carlos Silva e Sousa que arrancou a unanimidade de todos os partidos (?!) contra o proprietário de um dos lotes, o senhor Manuel Carvalho, sem que nenhum destes senhores tenha feito qualquer esforço de investigação, foi pronunciado para julgamento, o qual vos garantimos vai ter surpresas…
    O douto juiz viu matéria para maior esclarecimento mas, o que mais espanta neste processo é que não foi a assembleia que o colocou no Ministério Público mas o engenheiro sobrinho do presidente da edilidade, que não é eleito em coisa alguma… e claro, que ninguém da assembleia quer apurar o que se passa…

    Caso 2:

    O senhor Manuel Carvalho tem vindo a interpelar a Câmara Municipal sobre outras irregularidades anexas, uma delas sem resposta até hoje sobre a razão de uma moradia sem licença de habitabilidade estar habitada e utilizar água e electricidade de obras…
    Os fiscais, os seus superiores e a área política sabem mas não respondem…

    Caso 3:

    Uma das moradias, curiosamente a que está habitada, construiu um muro de chapa metálica denunciado em Fevereiro, e por escrito, pelo senhor Manuel Carvalho, que também diligenciou a irregularidade junto das Estradas de Portugal que por sua vez instou o executivo por ultrapassar as suas competências, teve resposta a 8 de Novembro, dizendo a Câmara que reconhecia o desconforme com o projecto… já tinha levantado a contra-ordenação… mas o muro está lá!

    Caso 4:

    Este então pressupõe outros contornos e será anexo ao processo que o senhor Manuel Carvalho interpôs conjuntamente com o FORUM ALBUFEIRA no Ministério Público!
    Na intenção persecutória a mando sobre o sr. Manuel Carvalho (denunciá-mo-lo aqui), a fiscalização abordou-o há meses a propósito de um estaleiro ilegal no lote ao lado, pensando que seria pertença deste. Ficaram decepcionados com o não mas não ficaram com a sua cegueira de oito anos… com óculos laranja!
    Mas este caso é notícia e grave, pelo facto desta fiscalização camarária ter inventado uma denúncia, oral (?!), do sr. Manuel Carvalho, supostamente contra o dono do estaleiro improvisado e também proprietário na urbanização.
    De repente zelosa, esta fiscalização, numa carta oficial dirigida ao prevaricador com ênfase na denúncia inventada, conseguiu a intenção, atiçar os instintos do prevaricador que procurou e ameaçou na pessoa… da esposa do sr. Manuel Carvalho.
    Em conclusão:
    Poderíamos pensar que estamos perante uma laranjite aguda mas, o somatório destes 4 casos são o resultado do grande temor que trespassa a actuação do executivo camarário e alguns dos responsáveis técnicos… sobre as ilegalidades das Texugueiras.


    FORUM ALBUFEIRA

    quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

    OE 2012:ou o povo se subleva ou é escravizado




    O orçamento de Estado para 2012 que hoje foi aprovado na Assembleia da República, com os esperados votos a favor dos partidos que sustentam o governo - PSD e CDS - e a "abstenção violenta" do P"S", consagra a política vende-pátrias e traidora que este governo persiste em prosseguir ao serviço da tróica germano-imperialista.

    Este orçamento é mais um acto hostil, enquadrado na autêntica declaração de guerra que este governo fez, desde que tomou posse, à classe operária, aos trabalhadores e ao povo português.

    Desde a consagração do trabalho forçado e escravo, resultante da imposição de mais meia hora de trabalho diário e do corte de 4 feriados nacionais, que no seu conjunto representam 20 a 22 dias de trabalho não renumerado, a favor do patronato e do estado burguês, até ao roubo do subsídio de férias e de natal aos trabalhadores da função pública e pensionistas, todas as medidas impostas pelos grandes grupos financeiros e bancários, a mando da Srª Merkel e da sua marioneta Sarkozy, visam obrigar os trabalhadores e o povo português a pagar uma dívida que não contraíram, nem foi contraída para seu benefício.

    Tal como se afirma no "Balanço Político da Greve Geral de 24 de Novembro"..., "a greve geral de 24 de Novembro de 2011 conferiu ao povo português uma legitimidade sociológica revolucionária que destruiu a pretendida legitimidade eleitoral do governo Coelho/Portas e da política de terror e de latrocínio que tem vindo a aplicar contra o povo". Foram três milhões de trabalhadores em greve a corporizar uma luta clara contra as medidas terroristas que este governo está a querer impor.

    A classe operária, os trabalhadores e o povo português estão, pois, perante uma de duas opções:

    • ou ajoelham perante este ataque, aceitam o trabalho forçado a que a burguesia e o grande capital os quer sujeitar, aceitam o roubo dos seus subsídios de férias e de natal, aceitam o assalto aos seus já magros rendimentos que se fará através das medidas que  impõem cortes nas prestações sociais, nos aumentos dramáticos de bens e serviços por virtude do aumento das taxas inferiores e médias do IVA para a taxa superior, pelo aumento das taxas de saúde e a dificultação do acesso à educação, e os despedimentos em massa que resultarão das privatizações, a preço de saldo, de empresas e serviços estratégicos;

    • ou bem que, respaldados na legitimidade sociológica revolucionária que lhes foi conferida pela Greve Geral de 24 de Novembro, prosseguem e aprofundam as suas lutas contra o pagamento desta dívida que não é sua, pelo derrube deste governo ao serviço da tróica germano-imperialista, pela expulsão do FMI e restante tróica do nosso país, impondo um Governo de Esquerda Democrático Patriótico!

    Lutar é a ÚNICA ALTERNATIVA!