sexta-feira, 25 de novembro de 2011

CAVACO aderiu à Greve?





Aqui temos o exemplo de um cidadão revoltado com a sua reforma... depois de tantos anos ao serviço do capital ingrato, um homem que deu guarida a muitos outros que enriqueceram com os esquemas do Estado e dos negócios privados...

Será que ele está disposto a trocar a situação com a empregada de limpeza no cavaquistão da praia da Coelha?
GREVE GERAL: repressão sobre os trabalhadores da VIMECA e da CARRIS...



Estas imagens são demonstrativas de que o governo declarou guerra aberta sobre quem luta.



N
ada disto é novo, só alguns sindicalistas muito “cumpridores da lei”, mostram-se surpreendidos…Na Vimeca e Carris, os piquetes de greve foram afastados para que as empresas respectivas colocassem autocarros a furar a greve. Na Carris a pretexto do cumprimento dos “serviços mínimos” e na Vimeca a pretexto do “direito ao trabalho” impuseram a circulação de viaturas…na Carris, mesmo com estes ataques cobardes, a maioria da frota esteve parada, mostrando assim a vontade férrea dos trabalhadores em greve.


Por novas Greves Gerais Nacionais a sério! O Povo Vencerá!

Albufeira: a falência dos equívocos


Como o tempo explica tudo, o concelho “Capital do Turismo” está envolvido neste período sequente ao fecho da estação turística, num conjunto de factos, uns atrás dos outros, que desmontam as teorias oficiais “do melhor concelho para viver” e de um dos “melhores destinos turísticos do mundo”.

Poucos anos atrás, em tempo de vacas gordas do orçamento, o primeiro slogan assentava em estudos contratados pelo erário, com apresentação folclórica para a imprensa e, o segundo, foi tónica ao longo dos espectáculos de Verão, veiculado pelas estações de televisão (que não trabalham de borla), e tiveram continuação na recente concentração das confrarias.

Fechada a estação estival, chegam os balanços e a sucessão de notícias aterradoras, com a falência de hotéis, bares, restaurantes e comércios, acrescentando aos números vermelhos que mancham a actividade económica do concelho, outros rodeados de profundo dramatismo.

Entre eles, um resort badalado, de um grupo empresarial acobertado pelo poder, que foi promovido na Galiza em visita de publicidade turística oficial, a expensas do erário.

Depois da crise da dívida camarária da água que ultrapassa a dezena de milhões de euros, onde o executivo procurou empolar a dívida de alguns hotéis que se arrastava por cumplicidade, eis que estes hotéis foram mostrando outros buracos da contabilidade ao extremo da insolvência.

Da distância da propaganda eleitoral até hoje, onde se anunciavam mais investimentos imobiliários, entre resorts de luxo e hotéis de 5 estrelas, os resultados práticos inversos são falências e mais largas centenas de despedimentos, com dívidas avultadas aos trabalhadores, fornecedores e à Banca.

Há anos que vimos denunciando, quer o esbanjamento autárquico, quer os efeitos negativos a curto prazo das políticas de exploração desenfreada dos solos, a especulação subsequente que se tornou incomportável para as empresas e a falta de noção estratégica de que os aumentos desregrados das taxas camarárias iriam agravar a sua operacionalidade.

Este somatório de factores, produzidos sob o efeito ilusório dos slogans denunciados, empurraram o destino e os seus negócios para próximo do abismo.

A perda de clientes, o seu fraco desempenho financeiro e o alargamento da sazonalidade, por razões de desestruturação acumuladas, nunca preocuparam o executivo camarário que a elas aludia com displicência e até agressividade para com os críticos.

Desidério Silva e Carlos Silva e Sousa, presidentes da edilidade e da assembleia municipal, são os rostos visíveis destas políticas que produziram o endividamento camarário, quase 5 mil desempregados, centenas de falências, descapitalização das empresas, dívidas e conflitualidade pública e privada, que vão mergulhar o concelho numa recessão sem precedentes.

Dadas as características de grande qualidade natural do concelho, duramente afectadas, particularmente a sua identidade piscatória, traído pela ganância e pelo compadrio oficial em torno do imobiliário, com outra gestão dos recursos, hoje não se enfrentaria esta situação.

Com o inquilino camarário de saída, com o concelho e o país em estado de sítio, as forças sociais progressistas devem mobilizar-se para a criação de alternativas.

Luis Alexandre

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

VIVA A GREVE GERAL DE 24 DE NOVEMBRO!

PELO DERRUBE DO GOVERNO FASCIZANTE PSD/CDS!

POR UM GOVERNO DEMOCRÁTICO E POPULAR!


Amanhã, 24 de Novembro, os trabalhadores, desempregados, jovens, reformados e mulheres deste país têm de sair à rua e mostrar a sua indignação contra as medidas reaccionárias deste Governo PSD/CDS-PP.

Amanhã, nesta atitude pública, o que está em causa é a não aprovação das medidas deste Governo, que lança sobre as costas do povo os custos das más gestões políticas, que serviram os grandes interesses nacionais e estrangeiros.

Amanhã, o que está em causa, é a nossa independência nacional, o não pagamento de uma dívida fraudulenta, o não cedermos a políticos corruptos e serventuários, a capacidade de decidirmos sobre o investimento nas nossas capacidades produtivas, em terra e no mar, com vista ao progresso do nosso povo, no respeito por relações internacionais e comerciais justas.


Alunos protestam contra o fim do actual passe social



Mais de 200 alunos do ensino básico e secundário de Lisboa estavam às 12 horas de hoje a manifestar-se frente ao Ministério da Educação, na avenida 5 de Outubro, contra as medidas canalhas de austeridade, em particular no corte na comparticipação do passe escolar.

Uma das jovens estudantes presentes afirmaram peremptoriamente que vinham aqui para travar estes cortes que estão a ser feitos”, adiantando de que “se for preciso ficamos aqui até à noite”, garantiram. O protesto engloba tosas as queixas contra os cortes e a educação em geral, mas principalmente contra o anunciado fim do passe escolar que presentemente tem uma redução de 50 por cento no preço.

Soubemos que o protesto de hoje foi organizado, segundo os alunos presentes, pela Escola Secundária António Arroio, que enviou “15 piquetes às outras escolas secundárias para distribuir panfletos com apelos de luta e palavras de ordem.”

As palavras de ordem mais ouvidas eram bastante significativas e bem audíveis, “Não aos cortes na Educação”, “Exames não” e “O passe escolar não é para acabar”. Entretanto era distribuído um papel aos alunos, passantes e jornalistas, onde se lia nomeadamente apelos como “Pela Escola a que tens direito” e “Para que não te tirem o passe 4-18”, apelos, esses para que mais alunos se manifestem.

A esta luta é importante juntar-se, principalmente todos os sectores de educação, professores e encarregados de educação, e naturalmente as organizações sindicais…que parecem andam a dormir na forma…

A Luta dos estudantes é a mesma luta do povo trabalhador.
Trabalhadores do Metro, soflusa e Trantejo derrotam Governo e não cumprem serviços mínimos a 24 de Novembro



Primeira derrota do governo de serventuários, os trabalhadores conseguem que no Metropolitano de Lisboa, na Soflusa e na Transtejo não se cumpre os pretensos “serviços mínimos”, no próximo dia 24 de Novembro, dia da realização da Greve Geral. Isto «porque o Tribunal Arbitral decidiu não decretar serviços mínimos» …

Ao contrário o mesmo tribunal permite, como já aqui foi denunciado, os “serviços mínimos” na Carris e STCP, uma atitude cobarde que esperamos, as organizações sindicais respondam taco a taco.

Da parte de muitos trabalhadores afirmam que não aceitam estes pretensos serviços “inalienáveis”, e que estarão dispostos a travar a luta, como é exemplo esta pequena missiva de um trabalhador dos STCP onde afirma nomeadamente que «o dia 24 tem vindo a ser construído e boicotado de várias formas. Há muitos (trabalhadores) e com boa vontade, que não tem o acompanhamento» que se exige por parte das «organizações sindicais e dai o descrédito da luta! Temos que juntar a malta… para que no dia-a-dia marcam a resistência. Eu por mim já apelei ao não respeito dos serviços mínimos. Pelo menos eu não os cumpro!

A Luta é dura mas nós não vergamos!
Uma centelha a esboroar-se...



A centelha de esperança que alguns ainda acalentam de que o PS, alguma vez, venha a fazer jus ao nome "socialista" que, no seu caso, é usurpado, parece o efeito do síndrome de Estocolmo que explica porque é que a vítima tenta justificar a acção do seu raptor.

Ainda não perceberam que quem raptou os seus ideais foram aqueles que, desde sempre, lançaram a ilusão do "socialismo" para defender, acerrimamente, os interesses do capitalismo.

Enquanto esta ilusão permanecer, a do retorno à "Grande Esquerda" que inclua o PS, tal filho pródigo que por momentos se desviou da rota familiar, propugnada, entre outros, pelo BE, o efeito paralisante desta ilusão sobre os trabalhadores e sobre o povo português travará o processo revolucionário que é necessário levar a cabo.

Isto é, desviará a luta que se tem de travar pelo repúdio desta dívida, que não foi contraída pelo povo, nem foi contraída para seu benefício, pelo derrube deste governo vendido aos interesses do imperialismo germânico, pela expulsão do FMI e restante tróica do nosso país, pela constituição de um Governo de Esquerda Democrático Patriótico!

A luta é de todos os dias... Viva a Greve Geral! Não pagamos!



terça-feira, 22 de novembro de 2011

PSD diz que situação social mata Fim-de-Ano


Duas cambalhotas: portagens e fim-de-ano


Fechado em copas no alto do seu castelo, o executivo camarário deixava correr o tempo sem dar cavaco aos súbditos, quando em anos anteriores as trombetas festivaleiras para o mais mediático acontecimento de Albufeira soavam cedo e a preceito.

Interrogado no seu silêncio e assediado pela imprensa, o presidente da edilidade, sempre surpreendente, arranca com genialidade que nas condições actuais de crise “a situação social do concelho vem primeiro que a despesa com o Fim-de-Ano”, quando é conhecido que os gastos com a intervenção social se fixam nuns míseros 4% do orçamento.

Ainda há pouco mais de 2 anos negava a fome no concelho e por isso recusava qualquer intervenção, mantendo a postura de festa que caracterizaram os seus mandatos, tendo no último ano cumprido o calendário com a mesma pompa e despesas dos anos anteriores.

Como está confrontado com um orçamento sobrevalorizado e um conjunto grave de contrariedades nas receitas, digamos que o ambiente no castelo sede da autarquia é de pânico e daí as desculpas com a degradação social servirem para esconder o acumulado de erros de uma gestão sumptuária.

Como não há dinheiro, o ónus dos vícios é empurrado para as costas dos comerciantes e da população: “se querem Fim-de-Ano”, façam-no vocês, coletem-se, que nós damos a logística”.

O presidente dos vários executivos do PSD que pratica as taxas mais altas do país sobre a actividade social e económica e que no ano passado, em título de exemplo, aumentou em mais de 40% o aluguer de ocupação de via pública, não assume as suas responsabilidades e vai tão longe com despudor, como escudar-se na pobreza que ajudou a construir.

Como já o afirmámos, o evento do Fim-de-Ano transformou-se, no contexto turístico, num objectivo estratégico do concelho, com uma repercussão muito para além do impacto social e económico da ocasião.

O acontecimento do Fim-do-Ano, que ascendeu talvez ao maior cartaz do género no território continental, funcionou como o relançamento da imagem do concelho para a próxima estação e ajudava no esbatimento do elevado volume de notícias negativas sobre questões de segurança, que têm caracterizado os últimos longos invernos.

É bem provável que o Fim-de-Ano esteja comprometido, na dimensão e dignidade de outros anos, porque estes eventos carecem de uma preparação cuidada e atempada.

Não compete aos empresários forjarem um peditório, que apesar de tudo foi lançado por forças leais mas não está a ter receptividade, pela lucidez de que não nos compete tapar e custear buracos e, muito menos, branquear as responsabilidades do executivo camarário.

Depois de uma longa sazonalidade e de uma estação curta e economicamente fraca, cujos indicadores começam a tornar-se públicos (não é só a Câmara que está muito mal), a fuga de responsabilidades do executivo é a todos os níveis, condenável.

Se fosse ano de eleições o dinheiro aparecia…

Luis Alexandre

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

CRISTAS: "comam fruta... sem IVA..."





D
epois do caso das gravatas…aliás sem gravata…a ministra da agricultura, Assunção Cristas, desvalorizando a subida do IVA na alimentação para bebés, contrapõe que as alturas de crise são alturas para "voltar a dar fruta em estado natural às crianças"…ora toma…

"Basta falar com pediatras ou nutricionistas para perceber que boiões de fruta, de carne ou de peixe não é exactamente o que se deve dar aos bebés", acrescentou…

«A alimentação dos bebés que se lixe, os bebés são uma questão secundária, a não ser que estejam ainda na barriga da mãe, para se ser contra o aborto... o que interessa mesmo é manter o IVA sobre o vinho, base da dieta que este Governo, pelos vistos, quer impor ao pessoal!! Resumindo: ficamos a saber que, para este Governo, o vinho é mais importante que a alimentação dos bebés...» (retirado com gentileza do facebook…bem adequado…é fartar vilanagem…sem gravata!
Francisco Louçã: branquear o capitalismo para iludir os trabalhadores...



Quem não entendeu que a crise em que Portugal está mergulhado decorreu da liquidação do nosso tecido produtivo e do sistemático endividamento de um país que necessita de importar mais de 80% daquilo que necessita para fazer funcionar a sua economia.

Quem não compreendeu que essa situação foi fruto dos sucessivos acordos que os partidos da burguesia, à cabeça dos quais o PS de Mário Soares, o tal partido que o BE pretende conquistar para o projecto da “Grande Esquerda”, assinaram com o Directório Europeu da EU (antes CEE).

Quem não entendeu que a dívida que agora a burguesia exige que seja paga pelos trabalhadores e pelo povo português, não pode ser paga por quem não foi responsável por ela, nem dela beneficiou.

Quem não entendeu que já o Governo de Sócrates, e agora o do PSD/CDS-PP, não passam de meros serventuários e executores das medidas terroristas e fascistas que a tróica e o FMI, a mando do imperialismo germânico, nos querem impor, transformando Portugal num autêntico protectorado ou neocolónia.

Não pode entender que a GREVE GERAL NACIONAL que vai ocorrer no próximo dia 24 de Novembro, e todas as lutas que hoje se travam por todo o país, só podem ter um objectivo e uma saída: o NÃO PAGAMENTO de uma dívida que não foi contraída pelo povo, nem foi contraída para seu benefício, a expulsão do FMI e restante tróica do nosso país, o derrube deste governo vende-pátrias e a constituição de um Governo de Esquerda Democrático Patriótico!

Quando Louçã diz, hoje, esperar que a GREVE GERAL NACIONAL signifique o princípio de um novo 25 de Abril “que é tão importante para salvar a economia, o respeito, a democracia e trazer a dignidade” o que está a escamotear é o que aconteceu, de facto, em Portugal naquela data, em 1974. Pretende fazer crer aos operários, aos trabalhadores e ao povo português que o que ocorreu foi uma Revolução e não um golpe de estado militar. Pretende escamotear que o movimento revolucionário, que antes do 25 de Abril, já amadurecera e se estava a fortalecer, apesar da ditadura fascista a que os democratas e revolucionários estavam sujeitos, conseguiu ultrapassar os objectivos estreitos da Junta Militar, mas não conseguiu impor os seus objectivos, muito graças à acção de partidos oportunistas que, como Louçã e o seu BE, bem como o P”C”P, criaram a ilusão junto do povo que o que estava a ser construído era o socialismo e que as nacionalizações e as “batalhas da produção” aí estavam para o confirmar.

Esta corrente oportunista impediu, então, que a classe operária, os trabalhadores e o povo português, compreendessem que, não tendo sido o Estado e as relações de produção capitalistas destruídas, nem as nacionalizações, nem o facto de partidos que se reclamavam de esquerda terem tomado de assalto o poder, mudava a sua natureza de classe ou impedia a continuidade do sistema capitalista de exploração do homem pelo homem. Esta visão impediu, de facto, que o movimento revolucionário levasse a cabo a sua tarefa de destruir completamente o estado fascista, as relações de produção capitalistas, e impor um estado e relações de produção de tipo novo, completamente diferentes, socialistas. Foi esta a visão que levou à derrota, então, da classe operária e dos seus aliados, que levou, precisamente, a que o sistema político a que hoje estamos sujeitos não tenha sido destruído.

É essa visão oportunista que determina que, face à situação política actual, quer BE, quer P”C”P, defendam que o povo deve pagar a dívida, desde que em prestações suaves e juros baixinhos. É este o verdadeiro sentido da sua insistente proposta de “renegociação da dívida”. A mesma visão oportunista que os leva a não pretender o derrube do governo e a expulsão do FMI e restante tróica do nosso país. Preferem sugerir à burguesia e ao capital “modelos de gestão” que amenizem a exploração que as medidas impostas pelo Memorando de Entendimento entre PS, PSD e CDS/PP e a tróica implicam para os trabalhadores e o povo português, isto é, advogam a “humanização” e a “democratização” do capitalismo.

Mas, os trabalhadores e o povo português já compreenderam que o divórcio entre democracia e capitalismo é total e irreversível. Já compreenderam que a crise que o capitalismo hoje atravessa já não é conjuntural, nem estrutural, é terminal e que os trabalhadores não se deixarão imolar no fogo da ruína do sistema capitalista, nem, muito menos, pagarão para o salvar. Já compreenderam que para poderem viver o capitalismo tem de morrer. Já compreenderam que só um novo paradigma de política e de economia, um estado ao serviço da classe operária, dos trabalhadores e do povo, poderá resolver a contradição dos nossos tempos, aquela que opõem a natureza social do trabalho à apropriação privada da riqueza gerada por ele, à ganância típica do capitalismo. Já compreenderam que agora tem de fazer o que não foi feito a 25 de Abril de 1974: destruir o estado e as relações de produção capitalistas!

domingo, 20 de novembro de 2011

Corte da dívida = aumento da dívida = colapso garantido


Mais uma crónica de Max Keiser, que desmonta a falsa “ajuda” do imperialismo germânico e do FMI à Grécia, como nós aqui nestas páginas já por várias vezes denunciámos …sem papas na língua…

Trabalhadores com mais antiguidade mais fáceis de despedir...



“O critério da antiguidade vai desaparecer e os trabalhadores mais velhos vão ficar mais desprotegidos e podem passar a ser os primeiros a ser dispensados. A medida é exigida pela tróica…”
Traduzindo: Despedimentos com maior facilidade de trabalhadores com contrato a tempo indeterminado e em troca contratarem trabalhadores jovens com contrato a termo certo, muito precário, e muito baratinho…

Ao mesmo tempo o governo finge que recusa a “sugestão” dos seus patrões, vulgo tróica, de um corte dos salários no sector privado…Passos explica: “Na prática esse corte se efectuará no aumento da mais meia hora de trabalho por dia sem remuneração”…achamos que não é necessário tradução!...Vilanagem!

sábado, 19 de novembro de 2011

Atentem neste texto que apesar de comprido é de um grande interesse esclarecedor...

BLOCO CENTRAL: a escola do crime... quase perfeito



A detenção de Duarte de Lima que ontem ocorreu é mais um, entre muitos episódios, nenhum com consequências punitivas, de facto, até à data, de como este “caldo” a que se chama BLOCO CENTRAL se tornou uma verdadeira escola de formação de criminosos.

O processo explica-se em poucas linhas:

  • Primeiro, fruto das políticas levadas a cabo pelo “centralão” – PS e PSD (com o CDS sempre à espreita e a reboque) – liquida-se o nosso tecido produtivo em troca de subsídios supostamente destinados a fazer entrar o povo português no paraíso de leite e mel, no céu da abundância e da riqueza “solidária” dos países desenvolvidos do norte do continente europeu;
  • Os subsídios começam a fluir, como começa a fluir todo um exército de “especialistas”, “políticos de carreira”, “consultores” jurídicos e financeiros, a arrogar-se detentores da VERDADE sobre qual a aplicação a dar aos abundantes fundos que começavam a entrar nos cofres do estado e a merecer o apetite vampiresco daqueles que, rapidamente, os queriam transferir para os seus cofres privados;
  • Mas, cedo a classe política se apercebeu que tal roubo não poderia ser feito às claras, de forma ostensiva e descarada. Logo, uma vez mais, um exército de “políticos de carreira”, de “consultores” jurídicos e financeiros, lançaram a artimanha jurídico-legal que corporiza as PARCERIA PÚBLICO PRIVADAS e das Empresas Públicas com gestão privada, que se encarrega de consumar o roubo, mas sob a capa da legalidade;
  • Numa intricada teia de promiscuidades onde alguns advogados e outros jurídicos repartem as suas funções de deputados com as de consultadoria ao grupos parlamentares dos partidos da burguesia, através dos grandes gabinetes de advocacia aos quais continuam ligados, o edifício jurídico vai sendo montado à medida dos interesses do saqueio desses fundos que, tão “generosamente” davam entrada no país;
  • Daí até às regras de adjudicação, à rede de influências e às “troca de favores” foi um pequeno passo. Passo, aliás, que mais não seria do que a consequência lógica do processo tão laboriosamente montado;
  • Desses fundos públicos, agora em mãos privadas, à custa de desvios de dinheiro, obras adjudicadas por um montante e terminadas em montantes escandalosamente superiores, de luvas devidas a trocas de favores, políticos, económicos e financeiros, surgiram novas corporações financeiras, novos grupos económicos que, temerosos, como é apanágio de um ladrão que se preze, de que alguém lhes viesse roubar aquilo que tinham acumulado com tanto “sacrifício”, se apressaram a colocar as “mais-valias” em offshores e, não contentes, a criar a sua própria offshore na Madeira, assegurando uma gigantesca lavagem de dinheiro, ocultando a origem fraudulenta do dinheiro roubado.

Tudo isto foi sendo praticado ao longo das últimas três décadas de forma impune. As leis tinham sido criteriosamente produzidas de modo a assegurar a impunidade dos criminosos.

Seria fastidioso elencar as personagens que ao longo destas três décadas se locupletaram com verbas faraónicas. Eles pertencem aos vários partidos do “arco do poder”, numa intricada teia que vai desde o poder central ao chamado poder local. E, em nome do sacrossanto princípio político eleitoral que convenientemente montaram, asseguraram que a “rotatividade” entre o PS e o PSD – a famosa bipolaridade – garantiria que todos eles haveriam, como diz o povo, comer da gamela.

A contrapartida aos fundos tão “generosamente” postos à disposição do nosso país pelo directório europeu, dominado pelo imperialismo germânico, era o de que abandonássemos a agricultura, porque os franceses produziam mais, melhor e mais barato; abandonássemos as pescas, porque os espanhóis tinham melhor frota e venderiam o pescado a preços mais atractivos; destruíssemos a nossa indústria naval, metalomecânica/metalúrgica, siderurgia, etc., porque os alemães tinham melhor “know-how” e preços muito mais competitivos.

Não serviram, portanto, esses fundos para equipar a nossa frota pesqueira, para mecanizar e modernizar a nossa agricultura ou para robotizar e tornar mais especializada e inovadora a nossa indústria. Nada disso! Serviram para implementarmos, a par do compadrio e da corrupção, a famigerada “política do betão”, levada a cabo pelos sucessivos governos do “proeminente” economista Cavaco, que assegurou as auto-estradas do “desenvolvimento”, isto é, as vias que assegurariam as massivas importações de produtos dos países daqueles que tão “generosamente” nos tinham atribuído os fundos.

Claro está que um país como Portugal que importa quase 80% daquilo que necessita para que a sua economia se desenvolva, que destruiu o seu aparelho produtivo, a fórmula que o capitalismo encontra para “equilibrar” as coisas a contento dos seus interesses de rapina é a de “emprestar” dinheiro, estimular o crédito – ao estado e aos particulares - com juros faraónicos, esperando que a espiral de endividamento que tal política irá, necessariamente, provocar lhes permita arrogar-se o direito de exigir ao estado português, como “pessoa de bem” que supostamente deve ser, que pague a factura.

Como o Estado não é “pessoa de bem” porque foi minado por toda a sorte de bandidos sem escrúpulos, e o dinheiro que teria para supostamente pagar a “dívida” esvaiu-se em contas na Suíça ou em “offshores” espalhadas por esse mundo fora, e se entreteve a destruir o tecido produtivo do país, resta-lhe uma “garantia” ou “moeda de troca” para pagar a “dívida” que os abutres do FMI, do directório europeu, a mando do imperialismo germânico, agora reclamam: “embaratecer” os “custos salariais”, empobrecer o povo, destruir todo o tipo de “políticas sociais” – desde o acesso à saúde até ao acesso à educação, passando pelas mais variadas prestações sociais – para tornar Portugal a “Malásia” da Europa, com mão-de-obra intensiva, não especializada e baratinha e vender a preços de saldo todos os activos e empresas estratégicas para qualquer economia que se deseje independente e ao serviço dos trabalhadores e do povo.

O ambiente de sublevação que se está a manifestar por todo o país tem de se agigantar, romper com o medo que este governo fascista e vende-pátrias, com as suas medidas terroristas, está a querer induzir sobre os trabalhadores e o povo português, pois, se não o fizer, está a alimentar os algozes da sua própria morte, miséria, fome, desemprego e precariedade.

Aos trabalhadores e ao povo português nada mais resta do que derrubar este governo serventuário dos interesses dos grandes grupos financeiros e bancários, do imperialismo germânico, correr com o FMI e restante tróica de Portugal e edificar um Governo de Esquerda Democrático Patriótico!