segunda-feira, 4 de abril de 2011

A saga do ruído


O vereador do ruído, depois das cambalhotas do executivo PSD durante o ano passado em que nada fizeram, fixou publicamente o fim do seu mandato para o fim deste flagelo. O que, na prática, significa a concessão de mais três épocas ao ruído e a maioria dos munícipes e visitantes que se lixem.

Um problema com décadas de impunidade e que se agudizou nos últimos anos, com responsabilidade no afastamento de turistas, teve em 2010, perante o aumento da pressão de um conjunto de cidadãos que se organizaram para fazer frente ao imobilismo camarário, pela primeira vez a atenção do presidente da edilidade que fez distribuir uma nota, por si assinada, com as seguintes declarações: começou por,“Incumbe a este Município de Albufeira tomar todas as medidas adequadas para efectivar o controlo e minimização dos incómodos causados pelo ruído resultante de quaisquer actividades;”… e acabou, “Mais se deverá fazer público que se encontram em público diárias e sucessivas acções inspectivas, quer pelos serviços de Fiscalização (?!), quer pela Polícia Municipal (?!) no sentido de se controlar com rigor, a legalidade das actividades desenvolvidas, no período nocturno, nos estabelecimentos de restauração e bebidas do concelho, sendo os desvios apurados punidos (?!) com a impetuosidade que a situação merece”.

Depois de lançado e distribuído o documento, que rapidamente entrou nos caixotes do lixo, o ruído continuou a sua saga imparável.

De toda as promessas presidenciais que chegaram a colocar a data do fim de Agosto para a normalidade e prestação de contas, não só nada foi feito como o próprio presidente faltou à reunião de Câmara para estar ao serviço do partido.

Só com muita pressão e para mostrarem serviço, encerraram um único bar reincidentemente prevaricador que já recorria a ameaças físicas públicas. A prometida acção da Fiscalização não se fez e a Polícia Municipal descansa à noite. Só o vereador é que diz circular algumas vezes à noite admitindo os abusos que entretanto não lhe merecem mais do que conselhos aos produtores. E assim se passou mais uma época de triunfo do ruído, com os seus padrinhos bem assinalados.

Começa uma nova estação e tudo está como antes. Câmara, ACRAL e ARESTA, um verdadeiro triângulo de amigos do ruído, falam quando forçados mas não querem fazer nada. E junta-se-lhes uma GNR expectante ou desautorizada?...

Vamos ver quando se cumprirá a lei! De certeza não será para a data que agrada ao vereador…

FORUM ALBUFEIRA

domingo, 3 de abril de 2011

Última hora

Mais uma tentativa de violação em Albufeira




Esta madrugada, na zona da Oura, uma cidadã de origem francesa foi vítima do assédio de dois indivíduos de raça negra, com a intenção de a violarem. Valeu-lhe os gritos que alertaram pessoas nas proximidades.

Mais uma situação violenta que engrossa a coluna deste tipo de acontecimentos que as autoridades insistem em esconder do conhecimento da população.

Também hoje, dando razão às afirmações do FORUM ALBUFEIRA que a criminalidade se recreia e abastece no concelho, deu-se mais um assalto com violência no Intermarché das Ferreiras.

No país, o concelho de Albufeira é um dos que conhece um acréscimo considerável da actividade criminosa, que continua sem qualquer resposta séria das autoridades.

O velho pacto de silêncio entre autoridades para abafar os factos continua em vigor, pagando a população a factura!



FORUM ALBUFEIRA

Conferência de Londres: a recomposição


Alguns ministros dos negócios estrangeiros da Europa, dos países árabes aliados, depois de ouvidas as opiniões dos EUA, planearam em Londres as estratégias para as rebeliões do Norte de África, médio oriente e em especial a da Líbia, que descambou em guerra civil.

O Egipto e a Tunísia já estão nos carris da influência das potências mundiais, no Iémen convém deixar o fogo e a morte aclararem o lado dominante e, na Síria, a repressão violenta desferida pelos Bashar não fere “os direitos humanos” e a “protecção das pessoas” como na Líbia. Tudo isto terá sido ponderado para os passos seguintes.

O novo convénio imperialista, que envolve os principais beneficiários do controlo e trocas comerciais com estas economias e que nunca se importaram com as formas repressivas como o trabalho era escravizado, depois do atrevimento da falta de oportunidades dos jovens tunisinos, apressam, no meio de alguma confusão e choque de interesses entre eles, as novas estratégias para a retoma da iniciativa.

Na conferência foi definida uma via para o derrube de Kadafhi com a consequente possibilidade deste sair ileso… e rico. No terreno, os revoltosos, cujas lideranças ainda não estão agrupadas numa linha pró NATO e têm visões de um país livre e independente, que pretende a liquidação dos esbirros do regime e a renegociação dos contratos internacionais, fazem com que o chamado auxílio da NATO não se compatibilize com os seus esforços.

Na sua multifacetada forma de agir, onde o suborno e a minagem diplomática são armas importantes, a proposta de negociações com o regime líbio levou à visita e à natural passagem para o outro lado do ministro dos negócios estrangeiros que, apesar de pertencer ao agora apelidado regime terrorista, alcança a liberdade, a protecção e a salvaguarda dos bens pessoais postos a salvo, algures num Banco fora do país.

Enquanto no teatro de guerra civil a NATO ainda não se envolveu a fundo por razões intrínsecas aos seus interesses hegemónicos, o conjunto das nações árabes, com excepção do Qatar, não reconheceram qualquer força emergente.

A Liga Árabe, historicamente aliada da NATO e das forças que a dominam, dando forma às políticas dúbias que a caracterizam, deu luz verde a acções sobre a Líbia sem se importar com as situações dos outros seus membros que vivem os mesmos níveis de opressão.

O controlo das aspirações dos povos destes países à liberdade e independência nacional, estão a perder para a efemeridade das reformas que os polícias do mundo lhes propõem. E para isso têm sempre uma rectaguarda de “opositores e dissidentes” bem treinados, para se assumirem os novos paladinos.

O saque segue em frente!

Luis Alexandre

sábado, 2 de abril de 2011

Os censores dos Censos




“Nada tenho contra a pergunta sobre crenças, mas tenho tudo contra a forma como é formulada… «Indique qual é a sua religião». Pressupõe-se assim que todos temos religião…”

Assim começa a jornalista Fernanda Câncio uma crónica com título apelativo «O Censos censor», onde escalpeliza mais uma das perguntas deste Censos 2011, denunciando a preconceituosa questão sobre religião, demonstrando quanto está tão longe o tal Estado laico, a não existência da separação entre a religião e o Estado, de facto.

Nos recibos verdes não foram muito crentes…mas perguntar “às pessoas se alguém não faz parte do agregado passou a meia-noite do dia 21 de Março naquela morada, e caso afirmativo, qual o seu nome”, aí os censores estafurdamente são meticulosos…

Com a praia em aterros, nem se nota o mau cheiro...


Os milhões do Programa Polis/Câmara e os da intervenção na ribeira continuam a não resolver nada... esta é a política do executivo do PSD, que não sofre qualquer oposição da ordem parlamentar estabelecida.

Muito mal vai este concelho!



FORUM ALBUFEIRA
Irlanda escreve carta a Portugal: O FMI não ajuda


Num jornal irlandês "Sunday Independent" é publicado um artigo de opinião em jeito de carta dirigida a Portugal, onde a ironia cáustica mas bem-humorada é a linha principal para aconselhar o nosso país quanto à dita vinda do FMI… (Ele já se encontra por cá “ajudando”…mas adiante).

No artigo do "Sunday Independent" pode ler-se que a "ajuda do FMI não vai tirar o país de dificuldades". E a carta começa assim: "Querido Portugal, daqui quem te escreve é a Irlanda. Sei que não nos conhecemos muito bem e não me quero intrometer, mas li notícias sobre a situação portuguesa e sinto-me capaz de oferecer alguns conselhos".

Na carta é destacada a ideia de que não temos de nos sentir gratos pela ajuda que poderemos receber, pois isso representa uma hipoteca (já estamos mais que hipotecados…mas adiante). "Como o inglês é a vossa segunda língua podem pensar que a palavra ajuda significa que o país vai ser ajudado pelos nossos irmãos europeus. Permitam-me que vos avise. Essa ajuda não vai tirar o país de dificuldades. Vai prolongar os vossos problemas para as gerações futuras".

A carta termina dizendo com grande ironia e mostrando conhecer a nossa realidade quanto aos impostos, que existe um grande benefício no meio disto tudo "o golfe aqui tornou-se num jogo muito competitivo". "Provavelmente o mesmo vai acontecer aí e esperamos que dê para nos reunirmos para uma partida".

E carta vinda da Irlanda despede-se "com amor"!

Sem dúvidas nenhumas está o nosso povo quanto ao FMI, quanto a Bruxelas (vulgo Alemanha), e quanto ao…golfe, mas mesmo assim Portugal agradece a vossa gentileza, e como costumamos dizer, “quem te avisa, teu amigo é”, porque bem conhecemos as receitas do FMI e quejandos que neste momento vocês, irlandeses e gregos estão “saboreando”…

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Crónicas de Vasco Barreto

Albufeira vive em clima de medo

Albufeira foi durante muitos anos considerada uma, senão a localidade mais segura de Portugal. Os próprios turistas estrangeiros ficavam admirados de encontrar um sítio turístico tão seguro, coisa que não sentiam por essa Europa fora.

Num passo de mágica esta cidade e arredores passaram a figurar nos jornais e televisões como um sítio duvidoso e violento. Uma reviravolta de difícil explicação. As sucessivas reuniões entre o presidente da Câmara e os vários ministros em nada resultaram.

O “conflito oficial” entre a CMA e a GNR local tem contribuído para agravar a situação. A Governadora Civil diz que não tem dado por nada e o nosso presidente que sempre se recusou a acabar com o comércio clandestino nas ruas da cidade, aparece agora preocupado com a segurança pública, o que não deixa de ser caricato.

As nossas forças policiais “andam às aranhas” porque não estão preparadas para lidar com os “profissionais” do Leste europeu, indivíduos com formação militar e policial.

O medo começa a instalar-se na sociedade albufeirense mas a solução existe. Basta a CMA criar um protocolo de informações entre a GNR, Polícia Marítima, Polícia Municipal, seguranças privados, bombeiros e taxistas e os resultados vão aparecer.

Se não resolvem o problema, é porque não querem.

Vasco Barreto

Albufeira

A doutrina de Cameron



O jornal britânico The Guardian noticia hoje que o governo do seu país terá já gasto aproximadamente 25 milhões de libras no conflito na Líbia, sendo que a maior fatia dessa quantia foi gasta em armamento.
O governo de Cameron tem anunciado cortes em cima de cortes no sector público, no sistema educativo e no sistema de saúde do Reino Unido, mas isso não o impede de gastar até ao momento, a coberto de mais uma intervenção militar vergonhosa, cerca de 25 milhões de libras.
Assim vai a Europa decadente dos nossos dias...
(cartoon da autoria de Steve Bell)

O papel das eleições no país considerado perto do lixo


Balde Do Lixo

Com a circunstância e a frieza habitual, Cavaco Silva, anunciou eleições em concordância com os partidos parlamentares. Num discurso sem autoridade, ultrapassado pelos factos criados pelo exercício da actividade social e política do Governo, que levou as dificuldades do país ao extremo com a cumplicidade do PSD, o presidente refugiou-se em conselhos e cumpriu um ritual.

Como havíamos escrito aqui, a planeada demissão do Governo com o apoio do partido que o sustenta, tinha como intenção criar condições eleitorais para uma recandidatura sobre falta de condições para trabalhar, embora sabendo que no imediato todos os especuladores que procuram a continuação do saque, o iriam aprofundar.

A chamada oposição parlamentar também sabia destas consequências imediatas e, uma parte desta, que andou de braço dado com a aplicação dos PEC e do OE para 2011, aparece agora, de forma hipócrita, a reivindicar a vitória da queda do Governo.

O resto da oposição parlamentar, que se procura supor de esquerda e funciona em função de emendar o PS, que chama a população a manifestar-se na rua e em greves sem lhes dar sentido político, rejubila-se pela clarificação que as próximas eleições podem trazer. Como se não soubessem que no quadro burguês em que se movimentam, até as sondagens os colocam nos arredores de qualquer capacidade de decisão.

As eleições agora convocadas, salvo outros golpes externos sobre a nossa independência nacional, contam à partida com uma generalizada desconfiança da população, incluindo parte importante das bases sociais de apoio dos partidos do centrão dominante.

O país está a ferro e fogo pela sua acumulada má gestão política e, a população sobre quem fazem recair as responsabilidades do pagamento, tem de se preparar, não para ouvir o discurso do esforço nacional, mas para exigir respostas às perguntas sobre quem produziu a crise, a chamada dívida soberana e quem a deve pagar.

O povo português tem uma oportunidade de confrontar estes políticos, os mesmos que no passado bem recente prometeram tudo sobre o conhecimento de uma situação degradada ao ponto que conhecemos - perto de ser considerada lixo pelos seus pares.

Sendo a questão da dívida o instrumento paralisante da economia do país, que condiciona os raciocínios de políticos vigentes e da população, seria de todo sensato exigir do Banco de Portugal que faça o seu levantamento, origem, formas de actuação, benefícios e responsabilidades.

Os quase 160 mil milhões em dívida, não foram seguramente para salários, reformas e apoios sociais ao povo português, pelo que nos assiste a obrigação dos esclarecimentos. O presidente da República sabe, o Governo também, tal como o parlamento e os seus partidos.

É uma exigência democrática para que as nossas decisões tenham sentido certo.


Luis Alexandre

Desidério Silva renuncia ao prometido cargo de deputado, para se dedicar por inteiro a refazer a sua imagem como presidente da Câmara Municipal de Albufeira.



Loucura

A imprensa está convocada para uma conferência nos Paços do Concelho, hoje dia 1 de Abril, onde fará uma importante comunicação à população do concelho, jurando-lhe fidelidade para cumprir todas as promessas dos últimos 14 anos, entre vereador convidado e presidente.

Nesta sua determinação, Desidério Silva vai assumir publicamente os erros de percurso e propõe-se renunciar à ambição nacional em favor dos dois anos e meio de mandato abnegado para repor a legalidade e justiça no concelho.

Num acto que se saúda, espera-se que esta nova saga aprofunde as responsabilidades nas derrapagens das obras públicas, investigue as irregularidades nas Texugueiras e muitas outras urbanizações, incluindo as obras de construção nos Salgados que se diz terem terminado sem a licença passada, que ponha ordem na cegueira dos serviços de arquitectura e fiscalização, que trave as ambições e pressões para mudar as densidades de construção em muitas áreas do concelho, que ponha o ministro da Administração Interna na ordem e proíba os ladrões de se servirem de Albufeira, que os produtores de ruído façam uma penitência de lerem mil vezes a lei sobre o dito e que, finalmente, exija do Estado uma indemnização pelos prejuízos causados pelo Polis e pela longa sazonalidade.

Este dia 1 de Abril vai realmente ficar na história.



FORUM ALBUFEIRA

(infelizmente o texto trata-se de pura alucinação)