quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Aproxima-se a passos rápidos o Fim-do-Ano, época em que os negócios conseguem respirar por dois ou três dias das aflições cada vez mais graves da sazonalidade, razão porque precisamos de saber da disponibilidade da Câmara Municipal para traçar planos quanto aos acessos rodoviários e estacionamentos.
Com as obras a decorrer na principal entrada da cidade e dado que a maioria dos nossos clientes de época são portugueses, é de todo desejável que esta porta se faça nos dois sentidos, permitindo fluência nos fluxos de trânsito.
Também faz sentido, ao contrário dos últimos anos em que "por razões de segurança" pouco perceptíveis, fechavam a descida pela Av. da Liberdade, se criem todas as condições para que os espaços ali disponíveis sejam utilizados por todos os que fizerem essa opção.
A CMA, como entidade responsável pelo trânsito, segurança e defesa por igual de todos os interesses económicos da cidade, não pode deixar de considerar estes apelos.
FORUM ALBUFEIRA

A sociedade portuguesa, embora ostentando princípios constitucionais democráticos e laicos, tem-se arrastado nas contradições da subserviência política aos conceitos conservadores das velhas ortodoxias de índole espiritualista e distante das realidades práticas.
Num passado longínquo que não difere do presente, a hipocrisia revela-se na diversidade de comportamentos sexuais com práticas pouco secretas e apenas afastadas dos olhos dos demais, com destaque para as aristocracias que sempre contaram com a benevolência das vozes críticas das cadeias da religiosidade.
As mesmas cadeias de pensamentos, que numa agonia da perda do controle do poder sobre as mentes, continuam a recusar as lutas filosóficas assentes nas permanentes transformações sociais, mais viradas para transformarem em matéria de lei o que simplesmente sempre teve expressão na sociedade.
Legalizar os casamentos homossexuais é simplesmente dar justiça a comportamentos estribados em opções individuais, que não têm que obedecer a velhos livros de ética religiosa e sobre os quais também recaem o direito de ler ou não ler, aceitar ou não aceitar.
Portugal deu um passo em frente em defesa do equilíbrio social, respeitando os sentimentos e liberdades de pessoas iguais perante a lei.
Basta de fogueiras!
FORUM ALBUFEIRA
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Significados para a palavra: vara
1- Ramo delgado de árvore ou arbusto; haste.
2- Cada uma das áreas judiciais que é presidida por um juiz
3- Substantivo colectivo de porcos.
4- Caniço usado para pesca.
Cai o tempo outonal, de temperaturas mais brandas que ajudam no exercício do varejo, a agonia da morte das varejeiras anunciam os tempos frios e os frutos amadurecidos têm de ser colhidos.
As varas estão guardadas e misturadas com outros utensílios em prontidão para os momentos da acção. O varejo é um trabalho às claras e preparado com atenção, não esquecendo as redes e os sacos de assacar.
Um bom varejo precisa de uma boa vara e de boas mãos, fortes, como prolongamentos de um corpo robusto, capaz de enfrentar a dureza das horas de trabalho árduo e proveitoso. Os frutos gordos e sumarentos não caem do céu, caem das árvores.
Trabalhado em equipa, com uma boa voz de vara de comando, a safra rende mais, cobrem-se melhor os campos de produção.
A qualidade do varejo está ligada à escolha dos melhores braçais, a gente que sabe da arte de bem varejar, para bem arrecadar.
Varejar em campo alheio é que pode não dar bom resultado. Quem ouve e vê, pode não se calar. Os frutos colhidos com menos trabalho, podem amargar na boca e dar razão ao escorregar da vara pelo lombo abaixo, ao falatório mundano ou às explicações nas varas dos tribunais.
Os homens precisam das varas, no varejo estas chegam mais alto, não agem sozinhas, são comandadas e obedecem a forças para um trabalho conjunto.
Pisar o risco no uso das varas, em conluio e em terrenos onde não usamos métodos legais, criamos problemas sobre os quais a lei tem autoridade e não importa o poder de quem manda.
Quem manda, tem o poder do dinheiro arrecadado pelo produto do varejo e não faltam os amigos que se sentam à mesa para comer do rendimento. Comem hoje para lhes lembrarmos amanhã que o fruto do varejo lhes proporcionou momentos de memória que em dados momentos têm de ser retribuídos.
O regime do varejo obedece a regras e acções de suporte, a organização, lealdades, equipas, e a amigos que se contam entre as varas de julgamento, que tanto jeito dão nas horas da vara abanar por acusações de actividade menos lícita.
Um país inteiro varado com tanta energia desperdiçada e com vontade crescente de saltar de vara na mão sobre o desvario.
Luis Alexandre
BOAS NOTÍCIAS PARA O ALGARVE
| Ryanair antecipa base em Faro 16-12-2009 0:50:00 Depois de abrir uma base no Porto, em Setembro, a Ryanair vai anunciar a abertura de uma segunda base em Portugal, no Aeroporto de Faro. |
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| A intenção de abrir uma base no Algarve já tinha sido anunciada pelo presidente da companhia aérea irlandesa, Michael O’Leary aquando da inauguração da base no Porto, em Setembro, mas o CEO da Ryanair admitia na altura que tal só se viesse a concretizar num prazo de dois a três anos. O Observatório do Algarve sabe, no entanto, que a companhia lowcost se prepara para anunciar hoje a criação da segunda base no país, no Aeroporto Internacional de Faro, algo que será oficialmente apresentado em conferência de imprensa em que estarão presentes o Secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade e o Secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, bem como o presidente da Ryanair, Michael O’Leary. Actualmente, a Ryanair opera 14 ligações de e para Faro, com destino a Inglaterra, Irlanda, Escócia, Alemanha e Bélgica, mas o estabelecimento de uma base no Algarve permitirá o aumento do número de rotas, para rentabilizar os aviões. Ao todo, há 18 novos destinos na calha, entre eles alguns países nórdicos, onde a Ryanair já tem bases (Oslo, na Noruega, abrirá em Março e será a 37a base da companhia). “Isto significa que a Ryanair poderá não só expandir o número de rotas, como passar a voar para aeroportos em que não têm bases, a partir de Faro”, afirma ao OdA fonte ligada ao processo. Este factor é importante no estabelecimento de novas rotas que sejam consideradas estratégicas, não necessariamente só pela companhia aérea, mas também pelos mercados receptores e emissores de turistas, criando ‘novas pontes’ e também potenciais novos fluxos turísticos. Na Cidade Invicta, onde a companhia abriu a 33ª base, com 3 aviões e 22 rotas a Ryanair prevê transportar 2 milhões de passageiros por ano, sustentando – segundo a empresa – 2 mil empregos locais junto ao aeroporto do Porto. Em Faro, o volume de passageiros transportado é actualmente de 600 mil por ano. Ainda ontem, em comunicado, o secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, afirmava que o reforço das acessibilidades a Portugal por via aérea é uma das prioridades do actual Governo, considerando que «o estudo de mercados emissores e selecção dos parceiros adequados em termos de promoção e de capacidade aérea disponibilizada revelam-se como elementos fundamentais para melhorar os índices de procura ao longo de todo o ano, bem como alargar a base de segmentos a atingir». Recorde-se que o Estado português financia várias rotas aéreas, através de uma parceria entre o Turismo de Portugal, ANA Aeroportos de Portugal e ANAM Aeroportos e Navegação Aérea da Madeira, dotada de 17 milhões de euros. (in "Observatório do Algarve") |
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Construção da Escola EB 1,2,3 da Guia
Os dois partidos que se revezaram no poder estão um para o outro, prometeram e até hoje não cumpriram. Um, o PS, levou os guienses ao limite da paciência e o outro, que tomou o poder na freguesia, fê-lo renovando a promessa, dando-lhe inicio no terceiro mandato, quando não tem mais margem para mentiras.
A obra que vai ser levantada por ajuste directo, tem o seu preço base fixado, um prazo apertado de execução, como que abrindo as portas às habituais derrapagens financeiras. Como não queremos fazer juízos precipitados, vamos esperar pelos números finais para percebermos se esta obra pública segue a justiça do caderno de encargos do projecto corresponder ao preço de custo estabelecido.
Quanto à questão política, com certeza que o povo da Guia vai perceber a hipocrisia expressa nas afirmações dos protagonistas partidários (ver acta de sessão de câmara em baixo), de um que não fez e outro que faz só ao fim de oito anos e envolvendo o assunto em desculpas esfarrapadas de maus políticos.
Os dois partidos julgam que continuam sozinhos para venderem o peixe… e que a população não sabe pensar…
FORUM ALBUFEIRA
= OBRAS MUNICIPAIS – AJUSTE DIRECTO PARA EXECUÇÃO DA “EMPREITADA DA EB 1, 2, 3 DA GUIA” – APROVAÇÃO DAS PEÇAS DO PROCESSO, ABERTURA DE PROCEDIMENTO, DESIGNAÇÃO DO JÚRI – INFORMAÇÃO =
Relativamente ao assunto em título referido foi apresentado o processo, instruído com uma informação com origem na Divisão de Edifícios e Equipamentos, do seguinte teor:-------
“Junto se remete em suporte físico o processo de ajuste directo da empreitada em título, que consideramos em condições de ser aprovado.----------------------------------------------
Sendo o valor base estimado da empreitada em 5.145.000,00€ (cinco milhões cento e quarenta e cinco mil euros), acrescido de IVA, atendendo á urgência de abertura do estabelecimento escolar no ano lectivo de 2010-2011 sugere-se que seja efectuado o procedimento de ajuste directo ao abrigo do n.º 2 do artigo 1º do Decreto - lei n.º 34/2009 de 6 de Fevereiro, tendo ainda em conta o disposto no CCP aprovado pelo decreto – lei 18/2008 de 29 de Janeiro, pelo exposto propõe-se convidar para apresentar proposta as seguintes entidades:------------------------------
(seguem-se várias empresas)
O prazo de execução é de 240 dias com início previsto em Janeiro de 2010.-----------
Estima-se ainda, o valor de 5.000,00 € (cinco mil euros), acrescido de IVA, referente à coordenação da obra em matéria de segurança e saúde, valor esse também a cabimentar para para o ano de 2010.
A Senhora Vereadora Francelina Lourenço apresentou a seguinte declaração de voto:
“A apreciação e deliberação que agora efectuamos sobre a “Empreitada da EB 1, 2, 3 da Guia” é, sem dúvida, de enorme importância para os habitantes da freguesia da Guia e de Albufeira, porquanto aguardam, há imensos anos, por este novo estabelecimento de ensino.---------------------------------------------------------------------------------------------
Como é do conhecimento geral, a inexistência de uma Escola desta natureza na freguesia obriga os alunos e seus agregados familiares a deslocações para escolas limítrofes, com todos os inconvenientes dai resultantes.--------------------------------------------------------
Apesar do voto favorável a todas as iniciativas que resultem na concretização célere deste projecto, não se pode deixar de recordar que esta promessa do PSD já remonta a quase uma década, tornando-se incompreensível que ainda não tenha sido concretizada.”-------
O Senhor Presidente respondeu apresentado um documento do seguinte teor:--------
“Trata-se de uma declaração de voto sem sentido, sem conhecimento de causa e é pena que o Partido Socialista não tenha conhecimento do procedimento que foi necessário levar a cabo após vinte anos do poder do partido Socialista no Município de Albufeira.-----------
Só após a entrada do Partido Social Democrata na autarquia é que foi possível identificar o terreno, negociar a compra do mesmo e posteriormente exigir do Ministério da Educação a aceitação da escola até ao nono ano.----------------------------------------------------
As declarações demagógicas de quem não faz ideia que os terrenos são necessários e a necessidade de alterar o uso como foi o caso em relação à Guia (zona agrícola) é a forma de atirar poeira para os olhos.--------------------------------------------------------------
Felizmente que os munícipes da Guia conhecem a história e sabem que o Partido Socialista não mexeu uma palha sequer para a construção daquela escola.”---------------------------
Seguidamente também o Senhor Vice Presidente apresentou um documento do seguinte teor:---------------------------------------------------------------------------------------------
“Em 2002 quando era Presidente da Junta de Freguesia da Guia o Senhor Paulo Aboim (Partido Socialista) solicitei várias vezes a disponibilidade por parte dele para a identificação de terrenos para a construção da referida escola, facto que nunca aconteceu. Posteriormente foi a Câmara Municipal de Albufeira a substituir-se ao Ministério da Educação no sentido de iniciar os preparativos para a sua construção.”-----------------------------------------
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
in adf
A subida das temperaturas que vêm acontecendo e todos constatamos, não conseguem acompanhar o aquecimento global da corrupção, fenómeno mais velho e regular da civilização.
A cimeira de Copenhaga, consegue reunir mais de uma centena de países para discutir temas candentes relacionados com os equilíbrios norte e sul, nações ricas e pobres, fazendo crer que o que os separa é apenas uma fórmula química, o CO2.
Apesar da fórmula incluir um C, símbolo de carbono, este é considerado o único responsável pelos problemas do mundo, deixando de parte a sua conexão com a letra C, de Corrupção, matéria que nunca mereceu uma cimeira, pelo risco de ficar deserta.
As nações ricas, que detestam olhar para os seus umbigos, poluem para o progresso, realizam muito dinheiro para o progresso, viram-se para si próprios para o progresso e, quando lhes dizem que há problemas, como os que hoje põem em causa a vida de 2/3 da humanidade, olham com desconfiança para o facto de investirem nos apelos desta gente, como produzem um conjunto de argumentos sobre a continuação dos seus privilégios.
As pátrias da investigação científica, que primeiro chegam às conclusões dos efeitos negativos dos gases de efeito de estufa, partem para as discussões mundiais com os dois pés atrás, porque há um universo de corrupção instalada, que fura tudo e não tem idealogias mas precisa de ganhar tempo até ter ganho posições de vantagem quanto aos meios de saída.
A base social da humanidade já percebeu o descalabro das políticas actuais e a sua urgente mudança mas, os dirigentes políticos, abusando dos argumentos de defesa dessas bases, dizem com desplante que não é justo travar as aspirações dos países em vias de desenvolvimento, ainda que esteja em causa o futuro colectivo do planeta.
Em Portugal, temos um primeiro-ministro ambientalista, no passado recente secretariou uma pasta na área e não enterrou a sua consciência na Cova da Beira nem nos pássaros que foram expulsos do Freeport, acabou de alinhar na política avançada pela UE, de que uns milhões entregues a regimes políticos com passado corrupto, vão empregar o dinheiro nas questões económicas de base ambiental.
Esta benevolência mundial em cifrões, arrecadados com base no aquecimento do planeta e à custa dos desfavorecidos, vamos a ver se não é outra vez batota: “eu compro o teu direito de poluição”!
Tal como o mundo está organizado, é muito complicado acreditar que os políticos de ideias poluídas não ouçam as ordens dos patrões poluidores, que estão sempre dispostos a levar o assunto para o puxar da carteira, num jogo perigoso de mentiras e interesses que a opinião pública mundial vai percebendo e lutando contra elas.
O ambiente mundial não revela o amadurecimento necessário para as grandes transformações. Os fenómenos climáticos mundiais não provocaram os efeitos devastadores que obriguem os senhores do mundo a mudarem.
Infelizmente, o caminho da hipocrisia dominante prepara-se para novas encenações e nem o número crescente de interventores em Copenhaga e de uma cada vez maior mancha de preocupados à escala mundial, vão inverter os passos para o abismo.
Luis Alexandre
domingo, 13 de dezembro de 2009
Faro foi uma das cerca de 3000 vigilias á luz de velas em 137 países que a 12 de Dezembro mobilizaram pessoas, pedindo "um acordo para valer" contra as alterações climáticas. Tavira e Portimão também aderiram.
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O actor Luís Vicente deu voz ao manifesto que foi lido na doca de Faro, perante cerca de meia centena de pessoas, a que se juntaram mais algumas dezenas transportadas pelas canoas do Sport Faro e Benfica, que aderiram à iniciativa.
Inicialmente com uma mobilização informal feita através de redes de amigos na Internet e via SMS, a iniciativa acabou por congregar a Associação ecológica Namb, da Universidade do Algarve, os estudantes Erasmus, activistas de associações de desenvolvimento local, entre outros cidadãos.
As velas iluminaram a doca e de acordo com a intervenção lida por Luís Vicente, a vigília tinha como objectivo mostrar que “é imperativo de um “Acordo pra Valer” durante as negociações sobre alterações climáticas” na cimeira que reúne líderes mundiais em Copenhaga.
Os organizadores da campanha mundial um “Acordo pra Valer” sobre as questões climáticas consideram justo o financiamento de 200 bilhões de dólares para políticas climáticas de países mais pobres, a definição do pico de emissões de carbono em 2015 e nível seguro de carbono atmosférico de 350 partes por milhão e ainda que este vinculativo e assuna normas com força de lei para os subscritores.
Nobel Desmond Tutu lidera vigília final
(in "Observatório do Algarve")
Comentário FORUM ALBUFEIRA:
O FORUM ALBUFEIRA, reconhecido como um grupo organizado de intervenção, foi convidado a estar representado em Faro, o que aconteceu através de dois dos seus membros, para juntarmos a nossa voz na exigência de que se alcance um acordo que represente esperança num mundo ambientalmente desequilibrado.
Quando a descrença nos políticos é muito grande, a opinião pública feita de muitos milhões de pessoas nos quatro cantos do mundo é a força que tem de exercer pressão para que se cheguem a consensos e a soluções.
O FORUM ALBUFEIRA, entende também que existe um enorme espaço de contribuições individuais e colectivas, que passam por mudanças de hábitos e muita discussão do assunto.
Neste sentido, o FORUM ALBUFEIRA vai propor que os professores do concelho promovam a discussão nas suas escolas, pondo os alunos a falarem 5 minutos sobre o papel de cada um de nós na preservação do nosso planeta.
FORUM ALBUFEIRA
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
O cerro circundante do Bem Parece, saiu há poucos anos da sua beleza verdejante que tanto afamaram a cidade, para se tornar em mais um cerro das "aparições".
Aparições que, também saem do reino das fantasias, num misto de dinheiro volátil e muita compreensão autárquica, e que resultou no seu descabeço para nascer mais um empreendimento turístico-residencial, com destaque para o seu Hotel altaneiro.
A cor esbranquiçada escolhida, não pretenderia simular qualquer aberrante cobertura de neve, embora estejamos numa terra onde as aberrações se confundem com progresso e, estará mais a condizer com o bem possível branqueamento de capitais das apontadas entidades promotoras, a SLN e o famoso Banco Português de Negócios, agora nacionalizado.
Albufeira deu mais um salto em frente na sua descaracterização, autorizando mais uma mancha de caixotes geminados, onde a impermeabilização é a nota dominante, com particular destaque para a encosta massificada estar virada para o mar, correndo as suas águas de superfície e subterrâneas para o congestionado centro da cidade, conhecidos os seus problemas de leito de cheia.
E na linha do desacerto da gestão camarária, soma-se o rebentamento da bolha promotora que oferece à cidade o mal-estar da sua paralisação.
As mesmas entidades estão associadas, ao Chelas para gente fina da Marina, que é mais outro projecto oportunista, que em vez de dotar o concelho de uma mais-valia para acolher os milhares de turistas de navegação que todos os anos passam diante de nós, foi mais virado para a vilania de terra, da especulação imobiliária autorizada.
Outro espaço físico de eleição deste concelho privilegiado pela natureza, foi também desaproveitado e não constitui um factor de desenvolvimento, nem para os fins náuticos que se fingiu propor, nem em termos de beleza arquitectónica.
As duas parcelas do território estão envolvidas num nevoeiro denso quanto ao seu futuro, estando uma delas debaixo da alçada da Justiça, quanto à legalidade da utilização dos terrenos.
O Tribunal Administrativo de Loulé carrega a responsabilidade de julgar o processo do Cerro do Bem Parece, que leva anos de inquirições e sem resultados à vista.
Mais uma matéria duvidosa deste concelho que o tempo acabará por explicar...
FORUM ALBUFEIRA
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Resposta à criminalidade violenta
Algarve com polícia de choque e equipas mistas
Depois da negação, vem a verdade. Se o Governo toma medidas é porque os problemas existem. O problema está quase sempre em que estas são tomadas depois das consequências e dos protestos dos cidadãos.
Sem pretendermos desvalorizar o que se passa no país e induziram as medidas tomadas pelo ministro, os factos ocorridos no Algarve fizeram manchetes de jornais e estragos na sua imagem turística dentro e além fronteiras.
Nunca na região, os protestos tinham envolvido tantas entidades que usaram um tom bem duro e logo considerado excessivo, pela ala mais servilista e subsidiária do poder.
A criação de uma força mista de GNR, PSP, Judiciária e SEF, em que a colaboração e o cruzamento de dados são decisivos, constitui um passo em frente na prevenção criminal, faltando a revisão do Código Penal, que dê consistência à actividade policial.
As medidas ministeriais, que pecam por tardias, não podem de maneira alguma descuidar o aumento de efectivos territoriais e a revisão dos processos de policiamento de proximidade, com aproveitamento de equipamentos, como é o caso do velho posto policial no centro da cidade de Albufeira.
Outra decisão, baseada no argumento "de combate à criminalidade" mas algo imperceptível no que serve o Algarve, é a eficácia, pela localização centralizada em Faro, do destacamento da Unidade Especial de Polícia. Desta cidade aos extremos, são 90 Km para barlavento e 58 para sotavento. Sendo uma polícia de intervenção, pode vir a correr para nada...
Noutra frente, o ministro continua a desenvolver o Plano Nacional de Videovigilância, que será adequado para muitas localidades mas, nalguns casos e levando em conta a estrutura e a dimensão das baixas, na alusão directa a Albufeira, onde a discussão terá de se fazer com a participação de todos, achamos que a vocação turística aponta mais na direcção da segurança presencial, dotada dos meios de locomoção para intervenções rápidas a partir do posto da baixa, que necessitará ser adaptado para a função de 24 sobre 24 horas.
Os protestos públicos do FORUM e da ACOSAL, em conjunto com outras vozes, valeram a pena pelas promessas mas continuaremos vigilantes para que se concretizem.
FORUM ALBUFEIRA
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
onde está o David?O Partido Socialista, que já havia aprendido e perdido o jogo do 5+2, está a dar os primeiros passos no jogo do 6+1.
Se as aptidões anteriores por um trabalho sério eram poucas, os interesses que levavam em carteira, eram muitos. Os dois players anteriores precisavam da política para viver e nela continuam pendurados.
O PS é um partido de amparo e, como tal, também não deixou desamparado o seu novo player, David Martins, depois do trambolhão eleitoral. Só alguns eleitos, é que podem aspirar a empregos sem concurso.
Voltando ao jogo do 6+1, que é o que nos interessa em termos de concelho e porque David tem 4 anos de vida pela frente entre os Golias, este fez a sua apresentação em sessão de Câmara, prometendo colaborar (!?!?), ressalvando o direito de discordar. O discurso é velho e a prática uma incógnita.
Para abertura, não só não se demarcou da política anterior, como se absteve sem perguntas, em mais duas derrapagens de obras públicas do concelho. Mais umas centenas de milhares que saem dos cofres, numa prática recorrente da autarquia, de as necessidades nunca baterem certo com os projectos.
O vereador do pelouro tem justificações para os excessos e a felicidade continua a reinar , com os sete na mesma onda. Nem uma dúvida apareceu!
Querendo mostrar trabalho, o jovem David, porventura distraído com os problemas do aumento do desemprego, das falências e da crescente dificuldade financeira das empresas, pegou em velhas questões e velhas perguntas, que se revelam quase inofensivas e cuja importância não devia ultrapassar as questões atrás, acrescidas de outras preocupações como as razões dos atrasos e os impactos negativos, da situação criada no parque P6, onde está o prometido plano de combate à sazonalidade e as razões do embargo e os planos que justificam a continuação da obra na EN 394.
Não pretendemos desvalorizar as questões levantadas e como só pela via do FORUM ALBUFEIRA é que adquirem visibilidade, ressalvamos a mais pertinente, qual o estado da criação do "fundo autárquico de calamidades".
Vamos acompanhar as respostas e continuar a influenciar o processo autárquico do concelho, no máximo aproveitamento dos seus recursos e serviço à população.
FORUM ALBUFEIRA
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
in adf
O poder local esteve reunido em Congresso, não fugiu muito ao seu velho quadro de reivindicações e, mais uma vez, acabou por não ser ouvido pelo poder central.
A ANMP, tem consciência da necessidade de um novo modelo para o desenvolvimento do poder de proximidade, reclama novas competências e fundos, quer ser parte directa na aplicação das tranches do QREN mas, as suas perspectivas batem na indisponibilidade dos últimos Governos, das mesmas cores partidárias nela representadas.
Não sendo um dado novo, a regionalização esteve no leque de reivindicações dos autarcas e não será por acaso, porque muitos destes vêem nesta nova organização territorial e por arrastamento, uma saída política para a continuação das suas carreiras.
Realizado nas vésperas de um dos acontecimentos mais importantes do ano, a cimeira de Copenhaga, este Congresso da ANMP não lhe deu grande relevância, como se os municípios não tivessem um papel de liderança e exemplo locais para cumprirem, quer ao nível do seu contributo prático, como na definição de leis locais que apoiem e introduzam novas dinâmicas na construção autorizada e nos comportamentos dos munícipes.
A ANMP e a CIA/AMAL têm de ser parte deste processo, que é uma tarefa mundial e mais do que abordar o assunto, têm a obrigação de traçarem planos que dêem forma às poupanças energéticas e a novos comportamentos.
No entanto, do Congresso, um dos aspectos a que a imprensa deu mais destaque, foram as declarações públicas do presidente da mesa, Mário Almeida, no poder autárquico há 30 anos, que se "deveria realizar um referendo quanto à limitação de mandatos", a qual foi aplaudida pelos 1.000 congressistas.
Mais gratificante que as políticas ambientais e o papel das autarquias no combate à desertificação e à crise económica e social que voltamos a atravessar, é falar do futuro dos dinossauros da exuberância local nos diferentes patamares da organização do território.
São estas posições, que acabam por justificar o afastamento das populações da participação na vida local e, pelos vistos, dos primeiros-ministros...
Quanto às entradas de Manuel da Luz e de Desidério Silva como vogais da direcção da ANMP, concertadas pelos respectivos partidos, é o reconhecimento pelo trabalho destes autarcas em matéria de massificação, desordenamento e de perda de qualidade de vida dos respectivos concelhos.
FORUM ALBUFEIRA
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Remontando à primeira eleição, de todas as promessas eleitorais de Desidério Silva, a montagem do grande espectáculo marcante - o Fim do Ano-,que relançasse a cidade, foi a única na qual apostou forte e que manteve activa na sua governação.
Não interessando para a análise, o desbobinar de todas as outras promessas, atentemos no papel isolado da iniciativa do programa da passagem do ano, que tem constituído um valor acrescentado para a cidade, que a movimenta dois ou três dias e cujo rasto se apaga até ao inicio da época balnear.
Inchado pelo papel mediático que a apresentação do evento lhe confere, Desidério Silva ensaiou no ano passado, face às criticas de que foi alvo quanto à rivalidade e desvio de atenções e resultados dos tradicionais recintos fechados e até quanto às escolhas de grupos mais direccionados a determinados públicos, tirou do bolso o imbatível argumento do volume de dinheiro do retorno alcançado.
Dez milhões, diz e insiste este ano, que foi o montante de negócios trazidos para o concelho.
O número, adiantado no principio deste ano de 2009, impressionou e deixou a população de boca aberta de espanto, em especial os comerciantes que se queixaram da fraca safra, pela má qualidade e quantidade dos clientes.
Foi senso comum entre os sectores da actividade económica, que no Fim do Ano passado, estiveram muito menos pessoas mas a CMA não se poupou em auto-elogios e atirou para o ar um número de presenças no areal da praia, que não corresponde à verdade, tal como ninguém foi abordado no terreno por qualquer empresa de sondagens para a sustentação científica do famoso retorno.
Deixando o lado empírico dos milhões e da propaganda política, o que importa salientar é a necessidade da continuidade do programa, como ponto alto de um conjunto de iniciativas tendentes a combater a sazonalidade e que dêem vida ao concelho e recuperação da capacidade financeira do tecido económico, do qual dependem o emprego, as receitas camarárias e a qualidade de vida em geral.
Fica mais um apelo, para que as autoridades atentem no essencial e se deixem de slogans. Mais importante do que realizar possíveis estudos de retorno, gastem o dinheiro em acções dentro do tal plano prometido para a sazonalidade e que todos desconhecem.
FORUM ALBUFEIRA
domingo, 6 de dezembro de 2009
A passos largos do fim das mordomias financeiras da Europa (2013), Portugal continua a ser um País atrasado, inculto e dependente da inovação e do interesse dos investidores estrangeiros.
Em menos de três décadas, malbaratámos “as ajudas comunitárias”, e dando asas a maiorias absolutas de cores diferentes, estas não produziram resultados, como não inverteram as tendências suicidas de um modelo de nação habituada ao saque.
A queda da monarquia e as transformações sociais decorrentes da I Guerra Mundial, não introduziram nada de novo a não ser uma luta fratricida pelo poder, que conduziu ao despotismo salazarista e a uma exploração social de calibre terrorista, que afastou o País das novas correntes do pensamento e das técnicas de desenvolvimento emergentes.
Os cenários abrilistas, repuseram o poder da palavra, a liberdade de movimentos, a quimera do voto e um conjunto de regalias conquistadas a pulso e, quando reencontrado o equilíbrio entre o poder económico e o político, puseram de pé o actual modelo parlamentar, onde só meia dúzia voltam a decidir os destinos do País, na completa aquiescência dos seus pares a todos os níveis. De um modelo autoritário musculado, passámos a um modelo crescentemente lamacento, que afunda o País em despesismo, corrupção, desconfiança e, pior, vem perdendo todas as batalhas do crescimento e da modernidade.
O cavaquismo triunfante e de cofres cheios, caiu de redondo, porque o modelo se apoiava na propaganda e não na solidez das estruturas e dos investimentos, que se sabe hoje, ter celebrado contratos a prazo com os investidores predadores.
O socratismo, que pretendia ser um fôlego de nova geração, insistiu na mesma pose de homem salvação, acima das dúvidas, pondo a economia nacional a ferros, acabando “traído” pelo descambar do sistema, que servia com afinco e obstinação.
Uma atrás da outra, com incidentes de desperdício de poder pelo meio, a prosápia das duas maiorias sucumbiu e todas as metástases do corpo nacional estão em exposição, traduzidas na descapitalização aventureira e fraudulenta da banca, na fuga dos capitais multinacionais e no elevado endividamento do Estado, das empresas e das famílias, mostrando à saciedade as fragilidades das más políticas e das quais o interesse nacional estratégico esteve sempre arredado.
A caminho dos 40 anos da condenação pela força do salazarismo/marcelismo, o País, apesar das oportunidades e dos milhões usufruídos, está para a Europa na mesma proporção de atraso e sem um rumo definido. O que sabemos, é que estamos à beira da falência, deixam-nos estar na União Europeia e vivemos a felicidade de o seu último Tratado, ter o nome de Lisboa.
E no rol das boas notícias, temos os avisos de um velho amigo de Portugal -o FMI-, apontado como um organismo da confiança dos investidores e que anuncia a inevitabilidade do aumento dos impostos, num empurrão que funciona como natural ao Governo, enquanto assaca 1.060 milhões de euros do erário nacional para o seu reforço de fundos, deixando a economia portuguesa na falta desses meios financeiros para estancar as falências e o desemprego.
Já havíamos escrito que passadas as eleições, os portugueses iriam pagar a factura do aventureirismo financeiro e com a total disponibilidade do sistema político.
Luis Alexandre
Factura do gás com nova taxa

A partir de Junho, particulares e empresas, vão passar a pagar mais uma taxa na factura do gás. O valor reverte a favor das autarquias, avança o Jornal de Notícias.
A taxa de ocupação de subsolo, que já é cobrada às distribuidoras, está prevista desde 2006, mas só agora será implementada. Isto porque empresas e autarquias entraram em divergência, tendo sido o caso levado para os tribunais.
O valor da taxa será definido por cada uma das câmaras, em assembleia municipal.
(in adf)
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Os acontecimentos que abalaram o Algarve na área da segurança, com tantas afirmações públicas cruzadas, provocaram, com níveis de intervenção oficiais nunca antes alcançados, natural apreensão na população e agentes económicos.
A dimensão do problema, que atingia proporções alarmantes em quantidade, sofisticação dos processos e profissionalismo, levantaram um coro de protestos que só foi devidamente atendido, quando a espectacularidade e gravidade começou a afectar cidadãos estrangeiros, levando o Foreign Office inglês a fazer avisos de desagrado alto e bom som e, com certeza, mais autoridades de outros países, embora usando a suavidade dos canais diplomáticos.
As informações dos bastidores indiciavam mãos criminosas perigosas, porventura com ligações exteriores, desvalorizadas pelas autoridades em sucessivas declarações mas que na hora da captura e na divulgação dos contornos das actividades, deixaram transparecer esta possibilidade.
Dos milhares de incidentes do inverno passado e do corrente ano, sobressaem os assaltos a diversos Hotéis e clientes, as mortes de dois britânicos em Alvor e Albufeira e o assalto dramático ao casal suiço, que puseram à evidência a grande necessidade de se arquitectar um modelo de segurança com características adaptadas às necessidades desta região turística.
Perante o impacto público negativo dos mais graves incidentes, as autoridades tiveram que recorrer de meios que pudessem restaurar a credibilidade, o que resultou na captura dos diversos meliantes, facto que teve honras de conferência de imprensa.
A prisão destes marginais traz tranquilidade à população mas, fica sempre no ar a insuficiência na região de efectivos de proximidade e dissuasão para a pequena criminalidade e a importância da prevenção, com recurso a meios policiais de investigação criminal, que actue antes de acontecer.
Os factos graves ocorridos e que incomodaram os olheiros internacionais, porque os nacionais pelos vistos não são ouvidos, foram um sinal de alerta, que deve obrigar as autoridades a repensarem os processos que têm seguido e não se revelaram eficazes.
FORUM ALBUFEIRA
Depois de escrito este texto, chegou-nos ao conhecimento aquilo que vínhamos temendo, o aumento dos assaltos à mão armada, em pleno desenvolvimento das actividades e no interior da cidade.
Há poucas horas, cerca das 18.40, uma ourivesaria a escassos 100 metros do edifício da Câmara, foi assaltada por quatro jovens, que pelas suas idades jovens, poderão pertencer ao gang KDP, de origem albufeirense.
Tendo efectuado o assalto com sucesso e posto em fuga com os avultados resultados, acabaram por despistar a viatura perto dos Olhos d'Água, sem que isso resultasse na sua captura.
O que ressalta deste assalto é a facilidade com que estes actos são planeados e executados, deixando grandes preocupações para o futuro face ao histórico de displicência conhecidos.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Depois da última queixa pública apresentada na assembleia municipal e da promessa de intervenção do seu presidente, acabou o líder dos queixosos, o sr. Manuel Carvalho, por receber uma resposta da Câmara Municipal, entre muitas outras anteriores, mas assinada apenas por uma técnica superior dos serviços jurídicos.
A resposta, acompanhada de plantas e medições que não correspondem à verdade, diz o queixoso, aponta que as caves que outros não puderam construir em obediência ao estipulado do alvará de urbanização, são legais nos lotes 1, 2 e 6 e cujos projectos têm a assinatura comum de um conhecido sobrinho do presidente da Câmara.
Neste longo folhetim, que a Câmara procura a todo o custo relativizar, na realidade, não são dadas respostas categóricas, fundamentadas e com a chancela da própria edilidade e assinaturas dos responsáveis políticos, numa prova pública de inequívoca autoridade e legalidade.
Os prejudicados, ao contrário do que o executivo camarário sonha, não desarmam e continuam firmes na vontade de levar este assunto até ao fim.
Quanto ao novel presidente da junta de freguesia das Ferreiras, que se interessou pelo assunto e por se tratar de um problema que se arrasta no seu território de jurisdição, todos esperam uma posição pública.
Quanto a este assunto, será que o IGAL não teria razões para fazer mais um passeio por Albufeira?
FORUM ALBUFEIRA
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Comentários dos leitores:
Comentário FORUM ALBUFEIRA:
Ao primeiro comentador perguntamos: em sua opinião, quem criou o vazio de clientes que vivemos nos últimos anos e com maior incidência depois das obras Polis/Câmara?
Quem é que tem fechado os ouvidos aos avisos dos comerciantes, através da ACOSAL?
Quem é que não faz e cortou as iniciativas da ACOSAL, que pouco a pouco introduziriam hábitos de circulação e sempre animavam os negócios? Naqueles dias, ninguém fechava a porta, bem como os comerciantes não esquecem estas atitudes, de quem puxa para cima e para baixo!
Quem é que em 7 meses só põe de pé o "Fim do Ano" e depois concentra dezenas de outras iniciativas nos meses em que temos pessoas de forma natural e apenas pelo sol e praia?
Quem é que tem mentido à população sobre estacionamentos que ainda hoje não existem?
Para aqueles que dizem que a ACOSAL não representa muitos comerciantes, é verdade, mas representa as ideias justas, a reacção às adversidades e aos seus responsáveis, em suma faz trabalho político de água mole em pedra dura mas que dará resultados no futuro. Imaginem se os comerciantes percebessem a força da união... há muito que tínhamos desmascarado muitos políticos das cores que sempre dominaram o concelho a seu belo prazer e são responsáveis, entre muitas outras coisas, pelo aumento do cancro da sazonalidade!
POEMAS DE JOSÉ ARMANDO SIMÕES
Do lodo ao lodaçal
É preciso acabar com o espírito da "homilia do Pontal"
Que grassa no meu País.
Acabar, quanto antes, com este cancro da alma
Significa não escutar o lodaçal...
Nem divulgar as escutas em segredo de justiça...
Nem dizer, com cara de anjo, enrugada ou lisa,
A boçalidade tipo "Se tanta gente o diz é que é verdade"
E, acima de tudo, significa
Extirpar as metástases sinistras
De umas falsas escutas e outras falsidades.
José Armando Simões
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
A apresentação de uma das linhas de pensamento da tese de doutoramento do professor algarvio, Virgílio Machado, teve, na sexta-feira passada, a atenção de duas dezenas de participantes na iniciativa de palestras que a CCDRA organiza no Café Doglioni.
O tema, de algum modo explosivo e inovador entre nós, versou a “Gestão de Territórios e Itinerários Turísticos no Algarve”.
O tema surpreendeu, porque abordado à luz das condições consideradas limitadoras e de excesso de concentração de poder nos agentes da organização dos destinos e que na opinião do palestrante, deveriam ser alvo de uma revolução, entrando nos circuitos novos parceiros e novas dinâmicas que têm expressão em França e foram largamente analisadas e servem de referência ao trabalho apresentado.
As agências de viagens desempenham um papel exclusivista na divulgação, captação e organização da procura, o que se torna um factor de visão curto para as crescentes dificuldades de afirmação do sector, sendo apontado a necessidade de um novo paradigma que puxe para a área novas ideias, novas iniciativas e formas de organização, sob as formas privada, pública ou mista, conseguindo cobrir mais mercados, introduzir novos motivos de interesse na procura e técnicas de classificação, orientação e divulgação do uso do território.
A discussão em Portugal nunca seguiu este caminho, havendo aqui um considerável volume de interesse em que seja aprofundada.
O Direito na área turística foi considerado difuso e insuficiente, para legitimar a introdução de novos conceitos mobilizadores para novas oportunidades e levar de vencida as resistências às mudanças.
Em minha opinião, a elevação do Turismo a uma área de pensamento superior em várias escolas, começa a dar os seus frutos e surge como uma greta de luz sobre o cruzamento de interesses do imediatismo e do oportunismo com ou sem cobertura de Lei.
A sociedade nunca tem nada a perder e passadas as surpresas, a apropriação destes novos conceitos deveria ser feita por todos os interventores e pela secretaria de Estado do Turismo, que carrega a permanente responsabilidade de absorver e dar oportunidades ao que desponta.
No Turismo, as ideias foram mais de baixo para cima e a regulamentação chegou sempre atrasada, acabando por dar cobertura de Lei aos atropelos, uma vez que a primazia foi dada ao modelo da construção indiscriminada como factor de desenvolvimento e de que resultou o estado infeccioso da actividade.
O Turismo chegou à idade madura dos 50 e o novo ciclo de juventude passa pela redefinição de uma identidade assente nos novos conceitos sociais, ambientais e das novas tecnologias, onde a investigação teria no Algarve um espaço privilegiado, pelo dimensionamento, pela requalificação histórica e patrimonial, pelo equilíbrio e diversidade dos agentes da oferta, pela qualidade profissional, pela valorização do território, pelo aproveitamento permanente das novas ideias e pela coragem em investir no derrube de muita obra de desvalorização.
Mas os perigos espreitam, onde se percebe que nada vai mudar porque para isso não há vontade nem ouvidos. Os velhos actores apenas esperam o momento.
A entrega deste professor à investigação e as ideias que nos troxe, só realça a ideia de que se deveria levantar um Observatório do Turismo no Algarve, para fazer a ligação do estudo científico à prática, com todos os benefícios que daí advêm.
Luis Alexandre









o que ouvi dizer é que a thomas coock é que escolheu vir a albufeira para a mostrar aos seus retalhistas e isso é muito bom porque são estes agentes/retalhistas que vão vender albufeira no estrangeiro, então digam lá se querem mostrar a estes agentes uma cidade de negocios fechados ou abertos. talvez de todos estiverem fechados esses agentes acabem por não recomendar e vender albufeira especialmente na época baixa...
o que acham? será melhor estar fechado ou aberto?
um abraço
1 de Dezembro de 2009 23:19
Os "desideristas" entraram em histeria... Os coitados querem que o deserto se converta em oásis, só para inglês ver...
Farsantes!
2 de Dezembro de 2009 0:07