quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Ontem, quarta-feira dia 18 de Novembro, o assunto relativo às denúncias de ilegalidades praticadas nesta urbanização com envolvimento camarário, voltou a ser levado a público na assembleia municipal pela segunda vez em poucos meses, mostrando o sr. presidente da mesma, interesse em conhecer melhor a situação o que demonstra que não lhe prestou qualquer atenção da primeira vez, como lhe competia.
Esta é uma atitude sintomática do incómodo para o PSD, na condução deste assunto e sobre o qual não dá respostas satisfatórias aos lesados e cumpridores das regras definidas para a construção, enquanto se mantêm de pé todas as prevaricações autorizadas.
Facto novo e cuja relevância falta apurar, é esta denúncia ter sido feita em sede da junta de freguesia das Ferreiras com o novo presidente, manifestando interesse no assunto e que iria fazer as perguntas em sede própria. O anterior presidente, eleito pelo PS, nunca ligou patavina ao assunto, apesar de conhecer os factos e os documentos.
A verdade, é que todos se interessam quando tomam conhecimento do assunto em questão, todos fazem ou dizem que fazem perguntas e mais do que meses, já se passaram anos e nada de respostas. A ilegalidade continua a vingar e o senhor vice-presidente do município, que tem a sua assinatura em documentos controversos, continua sem os explicar ou agir em conformidade com a gravidade da situação.
Os lesados e denunciantes iniciaram a sua maratona em Junho de 2006, quando na altura já estava em construção um dos lotes em questão, o lote 6, cujo projecto só teve a aprovação definitiva do Município em 10 de Agosto de 2007.
No entretanto, a 21 de Julho de 2006 e em resposta à queixa sobre o T3 do lote 6 da referida urbanização, a Câmara, fundamentada no trabalho de campo dos fiscais, faz saber que tudo estava em ordem, mesmo que o projecto ainda só viesse a ser aprovado muitos meses mais tarde.
Estas afirmações estão todas fundamentadas em documentos oficiais e que já foram entregues, conforme publicámos neste blogue, no Tribunal Administrativo de Loulé.
Vamos aguardar pelos próximos episódios, na certeza porém, de que este assunto será levado até ao fim!
FORUM ALBUFEIRA
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Com poucos dias de diferença, o país é bombardeado com notícias de sinais contrários, onde o anúncio do crescimento de 0,9% sobre a situação negativa da economia, não consegue suplantar o drama do acréscimo do desemprego que se abate sobre mais umas dezenas de milhares de famílias.
O desemprego não pára de subir, vamos em números oficiais enganadores na casa dos 550 mil, esmagando todas as promessas de criação de emprego vindas da anterior legislatura.
Nem o lado positivo de que a recuperação é feita à base das exportações e não da subida do consumo, que os investimentos em “I&D” subiram no país e até poderão justificar em parte esse crescimento exportador, combatem a situação depressiva generalizada.
Os propalados investimentos públicos e as prometidas medidas de incentivos a diferentes sectores da actividade económica, por um lado não conseguem esconder as fragilidades do tecido empresarial e imprimir as dinâmicas que travem a hemorragia do desemprego e, por outro, também evidenciam, mais do que ineficácia, a sua insuficiência.
Não será por acaso que o sector empresarial insiste na intervenção do Governo, insiste em chamar a atenção para a estagnação da procura, sendo muito acentuada a falta de liquidez das empresas, situação que deverá agravar-se nos próximos meses com reflexos no emprego.
Os velhos programas de apoio às pequenas e médias empresas mostraram-se inadaptados e continuam fortemente criticados, as tranches de milhões anunciadas foram migalhas e beneficiaram o segmento com a folha limpa, nos critérios do Estado e dos Bancos, desprezando milhares de empresas viáveis, cujos problemas advieram da conjuntura negativa criada na economia.
Sintomático e dando que pensar, é a razão porque os Bancos apenas usaram menos de um quarto dos 20.000 milhões das garantias do Estado, dinheiros que poderiam e deveriam ter chegado às empresas para evitar, não propriamente as falências que já se deram, porque seriam os elos mais fracos do sistema mas, as próximas falências, após mais de um ano de agonia e de esforços de sobrevivência não atendidos.
O que empresários e trabalhadores não conseguem compreender, são as razões que determinam a sujeição do poder político ao poder financeiro, quando foi este sector, através dos Bancos e das suas off-shores, que provocaram a profunda crise e acabam por ter na mão, a prepotente decisão de quem vai sobreviver.
Quanto ao Algarve, estamos na frente dos números negros e a procissão ainda vai no adro. Os apelos das associações patronais e dos sindicatos da região não são ouvidos, o que dá uma ideia de que o poder político está manietado e vai adoptar a estratégia do capital todo poderoso, de deixar que a crise faça a chamada clarificação e deixe o mercado mais limpo para outros pequenos investidores que sustentem o sistema até à próxima crise.
O Algarve tem todas as razões para manifestar o seu descontentamento, foi usado, encheu muitos cofres e quando enfrenta uma situação sem precedentes, o Governo limita-se a fingir que está preocupado, apesar das promessas em período eleitoral.
Um ministro e um secretário de Estado que aqui se deslocaram, juraram total compreensão pelos problemas específicos do Algarve e ganhas as eleições, tudo está a piorar.
Vozes discordantes e reivindicativas, só se ouvem as dos "pés descalços".
Os responsáveis e deputados têm de mostrar de que lado estão!
A História não costuma ser compreensiva com aqueles que apunhalam!
Luis Alexandre
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Em Albufeira, a impunidade faz escola...
Numa velha e repetida cena, os ciganos que mandam em Albufeira, voltaram a fazer das suas na baixa, concentrando-se num dos seus lugares preferidos de espera de clientes e controle das linhas de circulação dos mesmos.
Esse lugar de predilecção é a confluência da Av. da Liberdade com o Largo Engº Duarte Pacheco, encostando-se às montras das lojas da zona, incomodando os funcionários das mesmas e o seu regular funcionamento.
Esta é uma situação largamente denunciada à Câmara, à GNR e até ao Governo Civil, mas as soluções não aparecem!
A semana passada voltou a ocorrer mais uma destas cenas e um telefonema feito para o posto da GNR ficou sem resposta. ASSIM NÃO!
Cidadãos foram importunados, negócios voltaram a ser prejudicados e as autoridades voltam as costas? Quem responde e assume as responsabilidades, se voltarem a ocorrer situações de violência física como no passado?
Em meados deste ano, uma cena de agressões a uma comerciante que justificou a visita ao Centro de Saúde e cuja queixa não mereceu qualquer preocupação por parte da GNR, foi levada mais longe, até ao delegado do Ministério Público, que também se mantém no silêncio. ASSIM NÃO!
Se as nossas autoridades tratam assim a segurança dos cidadãos perante ameaças que vêm de muito longe no tempo e sem soluções, que mais poderemos fazer?
Com certeza que há soluções e os cidadãos também sabem pensar!
E no entretanto, também não param os cidadãos estrangeiros burlados e outros que vão satisfeitos com o milagroso pó das nuvens...
FORUM ALBUFEIRA
Este órgão do bloco central, que continua a funcionar nas frequências laranja e rosa e ao sabor de gostos e amuos, as medidas estratégicas mais importantes que produziu com impacto no futuro do Algarve, foram a aprovação continuada de grandes superfícies, projectos PIN e outros empreendimentos urbanísticos.
Alvo de eleições, mudou os seus vice-presidentes, entrando Seruca Emídio e António Eusébio, respectivamente presidentes dos Municípios de Loulé e São Brás de Alportel, e manteve Macário Correia como presidente.
A sua primeira reunião, definiu também as linhas de actuação reivindicativa junto do poder central, colocando em cima da mesa as carunchosas exigências do Hospital Central e da requalificação da EN 125, mais a novidade desassombrada, logo do TGV, de vir ao sul e fazer a ligação aos distantes troços de Espanha.
Quanto às duas primeiras questões, continuamos à mercê dos desígnios de Lisboa e venham quando vierem, os políticos algarvios já provaram que são bem vindas e continuarão a não fazer ondas ou pressões.
Quanto à linha do TGV, não vamos pôr o assunto ao nível do disparate mas, convenhamos que é uma projecção para os próximos 30 ou 50 anos, estranhando, contudo, não ouvir uma palavra sobre a substituição do velho comboio longitudinal por um metro ligeiro ou outra solução adequada, como factor indispensável de desenvolvimento para as próximas décadas.
Esta ambição não colide com o TGV ou outra solução e deve ser assumida por esta entidade, como projecto de esforço intermunicipal, em estreita ligação com o poder e dinheiros centrais.
A CIA/AMAL também surpreende tudo e todos , ao não publicitar qualquer posição sobre os dois temas da actualidade algarvia, a profunda crise e o seu cortejo de consequências e os graves problemas de segurança.
Este silêncio, que não será por distracção, permite-nos fazer um conjunto de leituras, a mais sensível das quais é, qual o grau de responsabilidade dos Municípios neste estado de coisas e o porquê de não haver um plano concertado de intervenção e um apelo ao Governo para que olhe para o Algarve e para o volume dos seus problemas específicos.
A CIA/AMAL, na sua qualidade supra municipal e com a obrigação de dominar e intervir sobre as situações, deveria assumir sem tibiezas o seu papel dirigente e de porta voz das necessidades da região.
O contrário faz-nos pensar!
FORUM ALBUFEIRA
domingo, 15 de novembro de 2009

Já não bastava a estratégia do executivo do PSD, de ter retardado a construção do parque de estacionamento para somente o lançar em Janeiro deste ano com o objectivo de ser inaugurado em cima das eleições, como no decurso das obras foram surgindo uma sucessão de problemas técnicos e sobrecarga de despesas públicas, com o chumbar do projecto de fundações elaborado pelo Programa Polis/Câmara.
Estando as obras em banho-maria, com uns quantos homens a arranhar a terra, chega-nos a notícia da situação de grandes dificuldades financeiras da empresa contratada - a Habipro.
Este parque P6, que já passou dos sonhos dos comerciantes a pesadelo, viu serem rasgados dois projectos de fundações que custaram muitas centenas de milhares de euros.
Recentemente a CMA fez publicar um novo concurso para as fundações, o que significa que continuamos na senda dos problemas e dos atrasos, uma vez que estão passados mais de dez meses sobre o princípio da obra.
Além do mais, temos outra empresa no terreno, de fiscalização da obra, com contrato para uma obra que está parada e em cuja situação não tem quaisquer culpas, devendo receber os seus largos honorários contratados para estar a olhar para o ar e os que se seguirão para o trabalho efectivo.
Grandes negócios anda a autarquia a fazer sem assumir publicamente o que se passa, apenas a ACOSAL fez perguntas oficiais e recebeu escusas oficiais, porque ninguém mais pergunta e estes também não estão interessados numa matéria que lhes deve ser bastante incómoda.
Mas não tão incómoda como para os comerciantes e população, que vêem o parque ainda mais longe de se concretizar, dada a sua previsão de 9 meses de duração de obras, fazendo com que não venha a servir de ajuda para a próxima campanha.
Todas estas situações grotescas que prenunciam má gestão e desbaratamento de muitos dinheiros públicos, têm de ser explicadas à população.
É uma exigência da transparência democrática!
FORUM ALBUFEIRA
sábado, 14 de novembro de 2009
UMA PROMESSA QUE NÃO ESTÁ ESQUECIDA
TEMOS A CERTEZA QUE AS PROMESSAS DENTRO DO PROGRAMA POLIS/CÂMARA, NÃO VÃO FICAR SEM A CONCRETIZAÇÃO DESTE PARQUE!
DAVID MARTINS, O NOVO DEFENSOR DE ALBUFEIRA, EM NOME DO PS, COM CERTEZA QUE TAMBÉM VAI ERGUER ESTA BANDEIRA E SENSIBILIZAR OS DEPUTADOS REGIONAIS PARA QUE ESTA PROMESSA NÃO CAIA NO ESQUECIMENTO!
FORUM ALBUFEIRA
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Corrida aos alarmes e serviços de segurança dão um empurrão...
Inesperadamente, o aumento da insegurança fundamentada e sentida na região, faz disparar a venda de alarmes e serviços de segurança, numa medida que não foi planeada, mas deve-se à acção dos meliantes que aqui se instalaram, para exercício da sua actividade profissional ou mesmo amadora.
As empresas contempladas, não concorreram aos programas MODCOM ou INVEST, limitam-se a aproveitar esta grande janela de oportunidades, que é o aumento da criminalidade no Algarve.
A sobrecarga de trabalho das empresas, pode muito bem gerar a criação de novos postos de trabalho, em função da corrida aos serviços de segurança, constituindo uma tábua de salvação para a economia regional.
Não havendo mais nenhumas medidas para travar o aumento das falências e dificuldades das micro e pequenas empresas e do desemprego, esta caíu dos céus.
Assim, o Governo não precisou de se deslocar ao Algarve para analisar a situação, como exigem empresários e trabalhadores, representados por associações e pelos sindicatos.
prosa do FORUM ALBUFEIRA, nesta sexta-feira 13 de Novembro do ano mais negro da história recente do Algarve.
SÃO PRECISAS AINDA MAIS INICIATIVAS...
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Comunicado da ACOSAL
Depois das perdas do ano passado, comprovadas em números, não foi preciso chegar a Outubro para constatarmos o verdadeiro desastre financeiro em que se traduziu a época turística .
O tecido económico do concelho, à semelhança do que se passa em todo o Algarve, vive dias de grande aflição financeira para fazer face aos seus compromissos de vária ordem, colocando em risco o emprego dos funcionários e mesmo a sobrevivência dos empresários.
Com uma campanha fraca e mais curta, sem dinheiro para as contas, temos pela frente um longo período de sazonalidade, cujas receitas se estão a mostrar ridiculamente impensáveis.
Os programas eleitorais passados inscreveram a palavra nos seus panfletos, sem que enunciassem qualquer medida e muito a menos a criassem.
Para o PSD e o seu executivo, os festejos de Fim de Ano, são a sua "grande medida"!
Dois ou três dias em 6 ou 7 meses de sazonalidade, são o que até hoje foi feito pelo executivo municipal.
Com a criação da ACOSAL, um dos objectivos da sua direcção, foi combater este flagelo e para tal criámos um pequeno programa que na sua modéstia iria introduzir a habituação das pessoas voltarem a circular no centro da cidade.
O Festival da Cataplana, no feriado de 5 de Outubro, que chegou com sucesso à sua 5ª edição, o S. Martinho que teve duas edições bastante participadas e a campanha do "BEM ME QUER", em colaboração com o jornal "A Avezinha", a par de outras pequenas acções à volta do Natal, foram iniciativas que começaram por introduzir uma nova cultura de hábitos que a seu tempo e pela insistência e melhoria da qualidade, haveriam de dar os seus frutos.
Também em Novembro de 2007, realizámos a 1ª Mostra de Vinhos e Licores do Algarve, inaugurada pelo presidente do Município que jurou apoio à iniciativa, vindo mais tarde a retirar todos os apoios a esta e a todas as outras iniciativas, por não concordar com as atitudes de autonomia da associação que não deixou de criticar a política camarária quanto à falta de estacionamentos, que ainda hoje não existem, bem como às inundações e promessas não cumpridas para com os comerciantes da baixa e da Av. Sá Carneiro.
Nestas iniciativas, a Câmara Municipal participou com diversos apoios mas, é bom que se diga que a ACOSAL participou financeiramente em todas e nalgumas assumiu a quase totalidade das despesas. O executivo não deu à ACOSAL qualquer subsidio, nem um lápis, tendo as suas comparticipações sido geridas e liquidadas pela sua tesouraria.
Hoje, estes pequenos acontecimentos fazem enorme falta e retirados os apoios, o executivo não tomou qualquer iniciativa, à excepção do Natal do ano passado, em que finalmente responderam aos nossos apelos e melhoraram as nossas iniciativas de anos anteriores.
Nesta última eleição, o presidente da CMA, afirmou que estava em preparação um plano e afectação de meios financeiros para um programa de combate à sazonalidade. Ela já vai pelo tempo adentro e não vimos nem ouvimos nada de concreto.
Vamos aguardar pelos próximos dias e ver o que nos reservam...
A Direcção
| Algarve sem plano de segurança 12-11-2009 12:11:00 O presidente do Observatório sobre Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT) criticou hoje a ausência de um "plano de segurança" para o Algarve e a falta de "critérios objectivos" no reforço policial no Verão. |
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| Em declarações à Lusa, o presidente da OSCOT, Bacelar Gouveia, afirmou que o Algarve tem dois problemas relacionados com a segurança. O primeiro é "não ter um plano de segurança" e o segundo problema, indirectamente ligado, é a sazonalidade relacionada com o turismo, que obriga a um reforço do dispositivo policial, mas que não obedece a "critérios inteiramente objectivos". "O dispositivo policial não pode ser o mesmo no Verão e no Inverno e portanto no Verão é necessário reforçar esse dispositivo policial com agentes que vêm de outras parte do país", explicou Bacelar Gouveia. Contudo, segundo o presidente da OSCOT, às vezes não se percebe bem qual é o critério para esse reforço policial. Para Bacelar Gouveia é essencial saber se o reforço do efectivo é suficiente, "se é feito nas áreas de maior risco, saber se as áreas de intervenção da PSP e GNR são feitas com critérios objectivos ou se às vezes não é um pouco a olho". Na opinião do presidente do OSCOT, o Algarve é uma área de maior preocupação sobre os efeitos de segurança, porque tem equipamentos "altamente sofisticados" e por ser uma zona de excelência turística em várias áreas em que as pessoas estão fora da sua rotina urbana. "A segurança também se avalia pelo modo como as pessoas se sentem organizadas em sociedade e vivem esses sentimentos de insegurança", comentou Bacelar Gouveia, que é também deputado do PSD. Em Outubro, o presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) referiu que os empresários do sector hoteleiro têm registado a infiltração de pessoas dentro dos hotéis que conseguem "penetrar nos alojamentos e roubar dinheiro e valores facilmente convertíveis em dinheiro". Segundo o presidente da AHETA, Elidérico Viegas, "a criminalidade contra turistas tem vindo a aumentar exponencialmente no Algarve nos últimos tempos, envolvendo grupos organizados e especializados em roubos a quartos dos hotéis". Segundo Bacelar Gouveia, a abertura das fronteiras "fez intensificar o crime" no Algarve e no país em geral, nomeadamente o crime organizado e violento. "Mesmo que não exista um aumento estatístico da criminalidade, aumenta o sentimento de insegurança", reflecte Bacelar Gouveia, referindo que numa sociedade organizada a segurança não é apenas um padrão que se avalia pelo número de crimes e tipos de crimes praticados. No espaço de um mês, o Algarve foi palco de vários assaltos a moradias com recurso a violência e até sequestro - em Almancil, Loulé e Faro -, sendo que em dois dos casos as vítimas eram estrangeiras. O "modus operandi" dos assaltantes tem sido comum a todos os casos, sendo que num dos assaltos - a uma casa de um casal suíço residente em Almancil -, os criminosos sequestraram o casal e violaram a mulher, de 77 anos. in "Observatório do Algarve" Comentário FORUM ALBUFEIRA: Apesar do aumento exponencial da criminalidade no concelho de Albufeira, que no essencial não tem nada que ver com a degradação das condições sociais, é preciso serem os de fora a levantar o problema da segurança, porque quer a nível regional, quer local, os responsáveis políticos preferem fazer o jogo de esconderem o que se está passando e como se a população fosse parva. Nem o presidente da Câmara, nem Assembleia Municipal, nem esse órgão chamado Comissão Concelhia de Segurança, cumprem as suas obrigações de exigirem soluções para os problemas, preferindo silenciar para não afectar o turismo como se os actos e o seu conhecimento não são por si capazes de afugentarem os visitantes. Como já avisámos, receamos que o desplante dos criminosos possa chegar ao ponto de vermos assaltos à mão armada às caixas e balcões em pleno funcionamento dos negócios, como aconteceu recentemente em Faro. Ficam os avisos e não deixaremos de pedir responsabilidades! |
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
TEMOS UM NOVO VEREADOR PARA AS ÁREAS DO RUÍDO E DO LIXO, O SR. Engº TÉCNICO SEQUEIRA.
SERÁ QUE SE VAI, FINALMENTE, ELABORAR O MAPA EXIGIDO POR LEI PARA O RUÍDO E FAZÊ-LO CUMPRIR?
SERÁ QUE EM MATÉRIA DE LIXO E APESAR DA CAMPANHA NACIONAL PARA A SEPARAÇÃO DO MESMO, SE CONTINUE NO CONCELHO A METER TUDO NO MESMO SACO?
SERÁ QUE O Sr. VEREADOR VAI OUVIR TODOS OS PARCEIROS SOCIAIS SOBRE ESTES ASSUNTOS? NÃO PORQUE O CHEFE NÃO QUER!
SOBRE O PARQUE DE ESTACIONAMENTO P6, SERÁ QUE O VEREADOR DAS OBRAS, CARLOS QUINTINO, TEM AUTORIDADE PARA DAR EXPLICAÇÕES PÚBLICAS SOBRE OS DEZ MESES DE PARAGEM? NÃO, PORQUE O CHEFE NÃO DEIXA!
SOBRE O CERRO DO BEM PARECE, SERÁ QUE TEMOS ALI MAIS UMA ILEGALIDADE? PORQUE RAZÃO TEMOS UM MONTE DE CAIXOTES BRANCOS ABANDONADOS?
QUEM EXPLICA À POPULAÇÃO TODOS ESTES ASSUNTOS?
SERÁ QUE A OPOSIÇÃO VAI FAZER ESTAS PERGUNTAS?
FICAM AS EXPECTATIVAS!
FORUM ALBUFEIRA
terça-feira, 10 de novembro de 2009

Estrategicamente, a ACOSAL subscreve todas as afirmações de Elidérico Viegas, publicadas no Observatório do Algarve e questiona todos aqueles que acham um exagero chamar de cancro à sazonalidade.
A actual crise, apenas agudizou a quebra de vitalidade de uma actividade que tem andado entregue, mais à protecção dos deuses e ao arrecadar das receitas, do que à reflexão e acções objectivas de correcção. Dizer que a crise é importada, sem questionar os traços da conjuntura regional criada, é um engano que já não passa. A sazonalidade não é uma consequência da crise mundial mas, do acumulado de erros.
Citando o mau exemplo de Albufeira: destruir património e fechar ruas sem criar estacionamentos, provocaram a debandada de dezenas de serviços que alimentavam outros negócios à volta. A especulação disparou, a rentabilidade caiu, tal como o emprego. Desaparecem as comodidades, o prazer dos lugares e os clientes.
Mesmo sabendo do aumento da oferta mundial e dos preços competitivos, os nossos responsáveis insistiram conscientemente na exploração exaustiva e desvalorização de um espaço físico a que tecem elogios, sem preservar as suas qualidades.
Cada pedra histórica que desprezámos, cada platibanda e traça que destruímos, cada pinheiro que derrubámos, cada metro de linha de costa onde construímos de forma selvagem, foram as achas da nossa desorientação e em 50 anos quase esvaziámos o balão de sustentação de uma região que tinha encontrado um caminho de desenvolvimento e cuja desvirtuação, não é responsabilidade primeira de todos os seus agentes mas, dos responsáveis que falharam conscientemente na sua condução estratégica.
Actualmente e depois da destruição dos valores produtivos locais – pescas e agricultura –, do profundo desrespeito pelo ordenamento e de arrecadados os proveitos da exploração intensiva do sector mais lucrativo do Turismo, a construção especulativa, autorizada e imposta em aproveitamento sobre os outros sectores da actividade, fala-se amiúde das suas alternativas.
Mais do que um desejo são uma necessidade e, afinal, não passam de introduzir o conhecimento e inovação aos sectores tradicionais que sempre nos sustentaram e foram destruídos.
As novas tecnologias aplicadas ao mar e as energias alternativas, são apontadas como os vectores de desenvolvimento futuro do Algarve.
Todo este optimismo dirigista, vindo dum importante organismo de intervenção no Algarve, a CCDRA, com cumplicidades no estado geral das coisas, ao ser lançado num momento de grandes dificuldades da actividade turística, não produz nenhum efeito balsâmico e soa a cabo de mar que adormeceu no seu posto.
Entre a consumação e os resultados dos almejados projectos alternativos, medeiam uns bons anos em que o Turismo continuará a ser preocupação e o motor de sustentação da região, papel que, acreditamos, dificilmente perderá a sua preponderância.
Para os agentes do Turismo conta o presente e face ao volume de problemas que afectam o sector, são necessárias acções de curto prazo e exigidas perspectivas de confiança para o futuro.
No momento que atravessamos, com a situação económica e social a resvalar, a tutela e os seus organismos que falharam em toda a linha, ensaiam modelos de intervenção que no modo e no género pouco diferem do passado e não suscitam grandes entusiasmos entre empresários e trabalhadores.
O que tem de ser dito é que, sobre o aumento da sazonalidade, não pára o sobrecarregar de impostos, taxas municipais, imposições legais e coimas, que vão no sentido inverso do número de clientes, da sua qualidade e dos valores das receitas.
Pelo que vamos ouvindo e com o QREN a meio, receamos que a procura de um novo centro de gravidade económica e com novas oportunidades para os investidores, se faça à custa da castigada actividade turística.
Na verdade, a crise mundial não abriu as mentes para as mudanças necessárias!
Luis Alexandre
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
O símbolo do despesismo POLIS/CÂMARA!
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
O Ensino é um dos sectores da organização das nossas vidas a que ninguém escapa. A relação que estabelecemos com a escola e os seus agentes gera indeléveis marcas e são uma almofada de conforto também para a velhice.
O Ensino, com o seu poder de trespassar as nossas vidas e de beber e reflectir as experiências individuais e colectivas, tem na idiossincrasia dos professores, um valor consolidado. Os professores são uma classe muito rica em conhecimentos e valores e de grande poder sociológico.
A sua presença em todos os ângulos da vida e do território, confere-lhe um poder de influência que vai para além da capacidade de ensinar e que quando envolvida em movimentos sociais, ainda que tendo como ponto de partida os seus problemas, produz efeitos de grande envolvência e respeito social, bem como pode abalar as estruturas políticas.
A grande mobilização dos professores dos últimos 12 meses, foi a maior de sempre e vivida com grande empenhamento, conseguindo resultados para a classe e para a sociedade.
Mais do que a percepção da sua força, foram os ganhos em recuperação da força das acções de rua como forma de expressão profissional e de cidadania.
A movimentação está em vias de atingir os seus objectivos, tendo derrubado a visão retrógrada e autoritária de uma ministra e do Governo que lhe dava toda a cobertura.
Os professores deram uma lição ao país, reagiram muito bem às tentativas de fraccionamento, dialogaram inteligentemente com todos os partidos sem se deixarem instrumentalizar, não mudaram uma vírgula nas suas pretensões e construíram dia a dia a sua coesão e a aceitação por parte da esmagadora maioria da população.
A sua tangível vitória, que se debate com resquícios dispersos de um poder absoluto, teve a profundidade de fragilizar o anterior Governo, criando as condições nas consciências políticas que ajudaram a propiciar a derrota eleitoral da arrogância da maioria.
A experiência adquirida nestes confrontos tácticos, onde o poder nunca se dá por vencido, com o nascimento de um novo Governo e de uma nova ministra, vai continuar a exigir atenção para que tudo o que foi alcançado se consolide, num exemplo histórico e a seguir por outras classes profissionais.
O vosso exemplo de determinação, organização e marcha, foi uma boa lição para todos aqueles que acham que os problemas têm de ser levados e confinados às negociatas de gabinete, com o intuito claro de desmobilizar e desvalorizar as acções de manifestação colectiva em torno de objectivos justos.
Luis Alexandre
quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Os biliões de toneladas de todos os tipos de lixos produzidas nos quatro cantos de Portugal, despertaram interesses de peso e tornaram-se num negócio de grande limpeza nos orçamentos camarários e das empresas e, nem sempre são processados com limpidez de processos.
Desde as histórias mal explicadas do aterro da Cova da Beira, ao mais recente e mediático caso de Aveiro, com envolvência de repetidas figuras gradas, andam pelo meio muitos outros negócios bem regados em dinheiro e condições negociadas de vantagens para as empresas, de que é expoente próximo, o recente caso das pretensões da empresa Cavacos SA.
Esta empresa ganhou o concurso de prestação de serviços para oito anos e, sem que tenham sido aclaradas as razões, pretendia a sua reformulação com o acréscimo da módica importância de mais 10 milhões de euros.
Albufeira, para além de contrariar o que é normal prática das autarquias que contratam pelo máximo de 2 anos, abriu as portas, falta saber se de propósito, a todas as pretensões absurdas de renegociação dos contratos, invocando razões despropositadas de crescimento das áreas de acção.
Logicamente, contratos mais curtos evitam estes actos e permitem uma fiscalização mais eficaz no interesse do Município.
Este caso, que teve a denúncia pronta do FORUM ALBUFEIRA, morreu na assembleia municipal, onde o denunciámos mas, não deixou de ter os seus contornos intrigantes, na medida em que foi proposto por um chefe de divisão e prontamente aprovado no executivo camarário.
Mas várias perguntas ficaram no ar:
-nasceu e morreu num curto espaço de tempo e porquê?
-Havia ou não legitimidade na reivindicação da empresa?
-Percebe a assembleia municipal mais de lixos do que o chefe de divisão?
-E a decisão pronta do executivo, a que se deve?
Dez milhões de euros não são dez cêntimos e, afinal, estamos a falar do uso de dinheiros públicos, para cuja urtilização existem regras de ética e de Lei.
Deram os órgãos autárquicos alguma satisfação sobre o assunto, que se tornou tema de conversa pública?Não! E porquê?
Não há aqui matéria e acções contraditórias susceptíveis de levantarem dúvidas sobre os processos de gestão camarária? Há! E qualquer investigação, se as autoridades de fiscalização competentes a desencadeassem, mas claro que a oposição não estava para aí virada, teria sempre dois resultados possíveis:
- ou se detectam erros sobre os quais é preciso agir;
- ou se esclarecem todas as dúvidas nos munícipes e se desfazem quaisquer suspeitas de ilícitos.
No caso de Albufeira, supomos que vingam as dúvidas!
FORUM ALBUFEIRA
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
(apresentada no discurso de tomada de posse dos órgãos autárquicos)
A precipitação e a invenção continua a ser a imagem de marca do desiderismo.
De uma forma infundamentada e no entusiasmo do ar quente do grande ambiente de salão, Desidério Silva atira para a ribalta a criação da marca Paderne, apenas porque tem em carteira o lançamento do Museu do Barrocal, com a assinatura desse grande nome da arquitectura nacional, Siza Vieira.
Tal como uma andorinha não faz a primavera, também este Museu, de grande valor acrescentado, não faz da aldeia de Paderne, um centro cultural de referência.
É por isso que afirmamos, que este investimento da autarquia não faz de Paderne uma marca, nem tem sentido estratégico que assim deva ser.
Somos de opinião, que o concelho turístico de Albufeira seja vendido como um todo e não por fracções, que na realidade devem, cada uma pelas suas razões, contribuir para a afirmação da marca única de Albufeira.
A valorização harmoniosa das partes do concelho tem de ser um objectivo da acção governativa local e a promoção da sua interactividade, uma alavanca promocional e de rentabilização com efeitos colectivos.
Linha de costa e interior têm de ser ligados como duas valências de grande complementaridade, na perspectiva de uma puxar pela outra.
O disparate da afirmação, esbarra na falta de estruturas da aldeia de Paderne, que manifestamente é muito rica em beleza e voluntarismo das suas gentes mas, muito pobre em aspectos estruturantes como alojamentos, condições para a construção, cuidados de saúde, vida comercial e iniciativas empresariais.
Façam o prometido Museu do Barrocal e integrem-no na venda da imagem global do concelho, que bem precisa de novos produtos e valores de atracção e fixação de pessoas.
O concelho agradece!
FORUM ALBUFEIRA
terça-feira, 3 de novembro de 2009

Há meses atrás, saíam nos jornais as tristes notícias da insolvência do grupo ALICOOP, que desempenhava o papel de rectaguarda do abastecimento da cadeia de supermercados ALISUPER.
As dificuldades do grossista já vinham a evidenciar-se de há alguns anos para cá, e ainda que possam ser imputados erros de gestão, a expansão das grandes superfícies pelo território algarvio foi minando as bases de trabalho, falamos de preços e esmagamento de margens de lucro, o que criou maiores dificuldades de resposta e contaminou o retalho.
O fecho desta empresa de base algarvia, é um reflexo das políticas proteccionistas à expansão sem cumprimento de regras, dos grandes grupos económicos da distribuição.
As entidades regionais que nos deveriam defender, assim estipulam os seus estatutos, adoptaram atitudes de facilitismo a este avanço dos grandes espaços, apoiando-se em argumentos diferentes que nunca questionaram os efeitos negativos a médio prazo.
A AMAL, presidida por Macário Correia e onde pontificam os presidentes de Câmara do PSD e do PS, em momento nenhum se opuseram bem como sempre se refugiaram no argumento simplista da grande capacidade de criação de empregos, sem que todos os os outros factores consequentes fossem levados em linha de conta.
A ACRAL, essa associação indiferente à extrema unção de centenas de empresas, que teve assento privilegiado nas decisões de implantação de todas as grandes superfícies existentes, ficou-se incompreensivelmente pela defesa das contrapartidas para o comércio local e anda num corropio de namoro e casamento com as autarquias, para o lançamento de programas de pretenso apoio ao que resta do comércio local.
Se alguém precisa de um exemplo, vejam-se os resultados nulos dos 40.000 euros atribuídos pela Câmara de Albufeira, no ano passado, para gastar numa campanha
conduzida por esta associação.
Com o previsível encerramento das 80 lojas ALISUPER, temos mais umas centenas de desempregados cujas qualificações não deixam grandes margens de colocação no médio prazo. São mais umas centenas de famílias vítimas das políticas neoliberais do Governo e dos seus aliados, agravando a indesejável liderança do Algarve nas estatísticas do desemprego e do desespero.
O FORUM ALBUFEIRA, solidariza-se com os funcionários da rede ALISUPER e exige que, na perspectiva de falência desta empresa, as entidades ligadas ao sector cumpram todas as suas responsabilidades.
FORUM ALBUFEIRA
texto renovado do poema de José Armando Simões
Carta aberta aos que querem apagar esta memória
Quem deu nome Ponte Salazar(?)
Foram os áulicos bajuladores do ilustre ditador
quando já havia por cá outras pontes com esse nome.
Quem deu nome de ponte 25 de Abril
foi a revolta contra a guerra colonial
no Ultramar, e na Metrópole aonde a Besta Fascista
tinha assentado praça;
Revolta contra a mordaça
E contra a matilha que matou Delgado;
Contra o Tarrafal,
Presídio infernal
Negado por Marcello
Exilado no Brasil...
Deviam tê-lo enviado ao Tarrafal.
.............................................................
Da grande ponte eis a pequena história
Não deixem apagar esta memória
José Armando Simões
As teias que Albufeira tece...

O desiderismo/populismo, que vai deixar marcas no concelho para além das placas alusivas aos actos de inauguração e aos cheques distribuídos, teve nos agora reconduzidos chefes de divisão camarárias, um dos pilares da sua acção.
Duas destacadas figuras do regime local, incondicionais do poder, são o arquitecto Melo que detém o controle da divisão de Planeamento e Projectos e o engº Gracias Fernandes, que preside o Departamento de obras e serviços Urbanos.
Tudo o que de mau está feito em matéria de urbanismo e ordenamento, tem o dedo final do presidente e os conselhos abonatórios do famoso arquitecto Melo. Este homem, incontornável em qualquer aprovação de projectos privados foi, conjuntamente com Desidério Silva, o grande responsável pela falta de brilho e qualidade da arquitectura da cidade, tal como, não deixou de aprovar o que apareceu, em aproveitamento de todos os furos do PDM e da inexistência da complementaridade dos planos de pormenor.
Quanto ao super engº Gracias Fernandes, o tal do fechar de olhos sobre todas as asneiras do Programa Polis/Câmara e o proponente dos 10 milhões de acréscimo para entregar de bandeja à empresa dos lixos Cavacos SA, foi desde o primeiro momento uma escolha de Desidério Silva e por esse motivo um homem de mãos livres.
Está associado à falta de rede separativa na baixa, ao seu mau funcionamento, às inundações e a todas as avarias ocorridas nas estações de tratamento de águas do concelho, que para além dos inconvenientes para as populações, criaram problemas de imagem.
No Departamento de Finanças está uma figura do status, que convém ser dócil para continuar a apoiar e a cobrir a liberdade de execução sobre os recursos disponíveis.
O tridente reconduzido, é a almofada perfeita para o desiderismo acabar o seu trabalho de serviço às clientelas que, na prerrogativa legal do fim a termo certo, tem de ficar feito, sirva ou não os interesses de desenvolvimento estratégico do concelho.
Pelo passado e por tudo o que está anunciado ou omisso por razões tácticas, só temos razões de preocupação pela gestão dos cerca de 360 milhões do somatório de orçamentos de mandato e o seu uso para reforçar os tentáculos laranja nas instituições e sustentação dos planos dos interesses privados, sobre os interesses e necessidades da população.
O desiderismo renova as confianças, as fidelidades e com certeza muitas cumplicidades, indispensáveis para a caminhada final.
FORUM ALBUFEIRA
domingo, 1 de novembro de 2009
UM PAÍS DESCONCERTANTE!

Com a chegada do Outono e o fecho dos balanços do 3º trimestre da actividade económica e da época turística, que este ano coincidiram com a formação de um novo Governo, vão caindo no nosso conhecimento os números e as previsões para os próximos tempos.
Ao bom estilo da propaganda política de que o céu é já ali, o Governo aproveitou as décimas de aumento do consumo de Verão sobre os valores de crescimento negativo da economia, para lançar a palavra de ordem da retoma lenta, linguagem que não é acompanhada pelo governador do Banco de Portugal, que prefere chamar a atenção para o combate ao deficit, como condição a prazo para o relançamento da economia.
Os Bancos e o INE fecham as suas contas e a sucessão de factores macroeconómicos que nos são friamente apresentados, contrastam entre os valores fabulosos dos lucros dos primeiros, com os dados estatísticos das falências de empresas, o sufoco de uma boa parte delas e o consequente aumento do desemprego.
A economia clama por liquidez, em particular o sector mais flagelado das pequenas e médias empresas e os Bancos, que são co-responsáveis com os políticos pelo crash económico e financeiro do país, não participam no esforço financeiro e ainda se aproveitam do mercado para alimentarem a gula dos seus investidores.
Neste quadro de grandes dificuldades do país, em especial do seu mercado de trabalho e dos mais desfavorecidos, ainda se ouvem as poderosas e influentes Confederações patronais, a coberto das dificuldades de alguns empresários, rejeitarem a enormidade de 25 euros de aumento do miserável salário mínimo. O Governo, que sabe para que lado quer pender, refugia-se no silêncio cúmplice sobre um compromisso celebrado sob a sua égide.
Os triliões encaixotados nas off-shores, dinheiros roubados às economias reais dos países continuam intocáveis, quando se fossem injectados gerariam o emprego e a riqueza indispensáveis. Sobre esta situação, não saímos das declarações formais de uma resignação hipócrita, em que os responsáveis políticos de cada país se escondem atrás da estratégia europeia para a sua manutenção.
O Tratado de Lisboa, uma pseudo glória do umbigo de Sócrates, ainda vai concentrar mais poderes nos burocratas europeus e a hegemonia das decisões no eixo franco-alemão.
Os portugueses, são cada vez mais enterrados nos ditames macrocéfalos vindos de um poder distante e desconhecido, que nos coloca restrições e deveres sem que a qualidade de vida, traduzida em Justiça, segurança, salários, assistência médica e medicamentosa e reformas, atinjam os níveis dos nossos parceiros. Dizem que somos desqualificados, pouco inovadores e pouco produtivos, para justificarem os baixos salários mas não deixam de fugir ao fim das isenções fiscais concedidas.
Dos milhares de milhões injectados pela Europa, restam-nos as estradas, algumas escolas e equipamentos sociais mas, a nossa economia continua super dependente do investimento estrangeiro, porque os nossos empresários e algumas instituições bafejadas pelos fundos e em cumplicidade com os poderes políticos, não criaram as condições que se exigiam para o lançamento das bases de formação e inovação para a sustentação de sectores estratégicos vitais para a afirmação do país.
E esta crise não despertou o que de há de melhor no país, nada mudou nos comportamentos e preferimos adoptar as directivas europeias de incremento de políticas sociais circunstanciais, esperando que as economias mais fortes rompam a conjuntura negativa e relancem as outras que vivem na sua dependência, condição em que nos encontramos.
Continuamos um país adiado, onde os nossos responsáveis desfrutam da abundância de argumentos para prosseguirem as suas políticas de penalização do trabalho, em favor da apropriação da riqueza por uns quantos.
As políticas sociais europeias e as teorias de esbatimento das assimetrias, a existirem, ao fim de tantos anos ainda não chegaram a Portugal!
Luis Alexandre


