quinta-feira, 5 de novembro de 2009

AI O LIXO, AI O LIXO




Os biliões de toneladas de todos os tipos de lixos produzidas nos quatro cantos de Portugal, despertaram interesses de peso e tornaram-se num negócio de grande limpeza nos orçamentos camarários e das empresas e, nem sempre são processados com limpidez de processos.

Desde as histórias mal explicadas do aterro da Cova da Beira, ao mais recente e mediático caso de Aveiro, com envolvência de repetidas figuras gradas, andam pelo meio muitos outros negócios bem regados em dinheiro e condições negociadas de vantagens para as empresas, de que é expoente próximo, o recente caso das pretensões da empresa Cavacos SA.

Esta empresa ganhou o concurso de prestação de serviços para oito anos e, sem que tenham sido aclaradas as razões, pretendia a sua reformulação com o acréscimo da módica importância de mais 10 milhões de euros.

Albufeira, para além de contrariar o que é normal prática das autarquias que contratam pelo máximo de 2 anos, abriu as portas, falta saber se de propósito, a todas as pretensões absurdas de renegociação dos contratos, invocando razões despropositadas de crescimento das áreas de acção.

Logicamente, contratos mais curtos evitam estes actos e permitem uma fiscalização mais eficaz no interesse do Município.

Este caso, que teve a denúncia pronta do FORUM ALBUFEIRA, morreu na assembleia municipal, onde o denunciámos mas, não deixou de ter os seus contornos intrigantes, na medida em que foi proposto por um chefe de divisão e prontamente aprovado no executivo camarário.

Mas várias perguntas ficaram no ar:
-nasceu e morreu num curto espaço de tempo e porquê?
-Havia ou não legitimidade na reivindicação da empresa?
-Percebe a assembleia municipal mais de lixos do que o chefe de divisão?
-E a decisão pronta do executivo, a que se deve?


Dez milhões de euros não são dez cêntimos e, afinal, estamos a falar do uso de dinheiros públicos, para cuja urtilização existem regras de ética e de Lei.

Deram os órgãos autárquicos alguma satisfação sobre o assunto, que se tornou tema de conversa pública?Não! E porquê?

Não há aqui matéria e acções contraditórias susceptíveis de levantarem dúvidas sobre os processos de gestão camarária? Há! E qualquer investigação, se as autoridades de fiscalização competentes a desencadeassem, mas claro que a oposição não estava para aí virada, teria sempre dois resultados possíveis:
- ou se detectam erros sobre os quais é preciso agir;
- ou se esclarecem todas as dúvidas nos munícipes e se desfazem quaisquer suspeitas de ilícitos.

No caso de Albufeira, supomos que vingam as dúvidas!



FORUM ALBUFEIRA

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

A INVENÇÃO DA "MARCA PADERNE"


(apresentada no discurso de tomada de posse dos órgãos autárquicos
)


A precipitação e a invenção continua a ser a imagem de marca do desiderismo.

De uma forma infundamentada e no entusiasmo do ar quente do grande ambiente de salão, Desidério Silva atira para a ribalta a criação da marca Paderne, apenas porque tem em carteira o lançamento do Museu do Barrocal, com a assinatura desse grande nome da arquitectura nacional, Siza Vieira.

Tal como uma andorinha não faz a primavera, também este Museu, de grande valor acrescentado, não faz da aldeia de Paderne, um centro cultural de referência.

É por isso que afirmamos, que este investimento da autarquia não faz de Paderne uma marca, nem tem sentido estratégico que assim deva ser.

Somos de opinião, que o concelho turístico de Albufeira seja vendido como um todo e não por fracções, que na realidade devem, cada uma pelas suas razões, contribuir para a afirmação da marca única de Albufeira.

A valorização harmoniosa das partes do concelho tem de ser um objectivo da acção governativa local e a promoção da sua interactividade, uma alavanca promocional e de rentabilização com efeitos colectivos.

Linha de costa e interior têm de ser ligados como duas valências de grande complementaridade, na perspectiva de uma puxar pela outra.

O disparate da afirmação, esbarra na falta de estruturas da aldeia de Paderne, que manifestamente é muito rica em beleza e voluntarismo das suas gentes mas, muito pobre em aspectos estruturantes como alojamentos, condições para a construção, cuidados de saúde, vida comercial e iniciativas empresariais.

Façam o prometido Museu do Barrocal e integrem-no na venda da imagem global do concelho, que bem precisa de novos produtos e valores de atracção e fixação de pessoas.

O concelho agradece!


FORUM ALBUFEIRA

terça-feira, 3 de novembro de 2009

SOLIDARIEDADE COM OS TRABALHADORES DA ALISUPER


Há meses atrás, saíam nos jornais as tristes notícias da insolvência do grupo ALICOOP, que desempenhava o papel de rectaguarda do abastecimento da cadeia de supermercados ALISUPER.

As dificuldades do grossista já vinham a evidenciar-se de há alguns anos para cá, e ainda que possam ser imputados erros de gestão, a expansão das grandes superfícies pelo território algarvio foi minando as bases de trabalho, falamos de preços e esmagamento de margens de lucro, o que criou maiores dificuldades de resposta e contaminou o retalho.

O fecho desta empresa de base algarvia, é um reflexo das políticas proteccionistas à expansão sem cumprimento de regras, dos grandes grupos económicos da distribuição.

As entidades regionais que nos deveriam defender, assim estipulam os seus estatutos, adoptaram atitudes de facilitismo a este avanço dos grandes espaços, apoiando-se em argumentos diferentes que nunca questionaram os efeitos negativos a médio prazo.

A AMAL, presidida por Macário Correia e onde pontificam os presidentes de Câmara do PSD e do PS, em momento nenhum se opuseram bem como sempre se refugiaram no argumento simplista da grande capacidade de criação de empregos, sem que todos os os outros factores consequentes fossem levados em linha de conta.

A ACRAL, essa associação indiferente à extrema unção de centenas de empresas, que teve assento privilegiado nas decisões de implantação de todas as grandes superfícies existentes, ficou-se incompreensivelmente pela defesa das contrapartidas para o comércio local e anda num corropio de namoro e casamento com as autarquias, para o lançamento de programas de pretenso apoio ao que resta do comércio local.

Se alguém precisa de um exemplo, vejam-se os resultados nulos dos 40.000 euros atribuídos pela Câmara de Albufeira, no ano passado, para gastar numa campanha
conduzida por esta associação.

Com o previsível encerramento das 80 lojas ALISUPER, temos mais umas centenas de desempregados cujas qualificações não deixam grandes margens de colocação no médio prazo. São mais umas centenas de famílias vítimas das políticas neoliberais do Governo e dos seus aliados, agravando a indesejável liderança do Algarve nas estatísticas do desemprego e do desespero.

O FORUM ALBUFEIRA, solidariza-se com os funcionários da rede ALISUPER e exige que, na perspectiva de falência desta empresa, as entidades ligadas ao sector cumpram todas as suas responsabilidades.


FORUM ALBUFEIRA

texto renovado do poema de José Armando Simões

PONTE SALAZAR OU PONTE 25 DE ABRIL?


Carta aberta aos que querem apagar esta memória


Quem deu nome Ponte Salazar(?)

Foram os áulicos bajuladores do ilustre ditador

quando já havia por cá outras pontes com esse nome.


Quem deu nome de ponte 25 de Abril

foi a revolta contra a guerra colonial

no Ultramar, e na Metrópole aonde a Besta Fascista

tinha assentado praça;

Revolta contra a mordaça

E contra a matilha que matou Delgado;

Contra o Tarrafal,

Presídio infernal

Negado por Marcello

Exilado no Brasil...


Deviam tê-lo enviado ao Tarrafal.

.............................................................

Da grande ponte eis a pequena história

Não deixem apagar esta memória



José Armando Simões

As teias que Albufeira tece...

DESIDERISMO RECONDUZIU HOMENS FORTES



O desiderismo/populismo, que vai deixar marcas no concelho para além das placas alusivas aos actos de inauguração e aos cheques distribuídos, teve nos agora reconduzidos chefes de divisão camarárias, um dos pilares da sua acção.

Duas destacadas figuras do regime local, incondicionais do poder, são o arquitecto Melo que detém o controle da divisão de Planeamento e Projectos e o engº Gracias Fernandes, que preside o Departamento de obras e serviços Urbanos.

Tudo o que de mau está feito em matéria de urbanismo e ordenamento, tem o dedo final do presidente e os conselhos abonatórios do famoso arquitecto Melo. Este homem, incontornável em qualquer aprovação de projectos privados foi, conjuntamente com Desidério Silva, o grande responsável pela falta de brilho e qualidade da arquitectura da cidade, tal como, não deixou de aprovar o que apareceu, em aproveitamento de todos os furos do PDM e da inexistência da complementaridade dos planos de pormenor.

Quanto ao super engº Gracias Fernandes, o tal do fechar de olhos sobre todas as asneiras do Programa Polis/Câmara e o proponente dos 10 milhões de acréscimo para entregar de bandeja à empresa dos lixos Cavacos SA, foi desde o primeiro momento uma escolha de Desidério Silva e por esse motivo um homem de mãos livres.

Está associado à falta de rede separativa na baixa, ao seu mau funcionamento, às inundações e a todas as avarias ocorridas nas estações de tratamento de águas do concelho, que para além dos inconvenientes para as populações, criaram problemas de imagem.

No Departamento de Finanças está uma figura do status, que convém ser dócil para continuar a apoiar e a cobrir a liberdade de execução sobre os recursos disponíveis.

O tridente reconduzido, é a almofada perfeita para o desiderismo acabar o seu trabalho de serviço às clientelas que, na prerrogativa legal do fim a termo certo, tem de ficar feito, sirva ou não os interesses de desenvolvimento estratégico do concelho.

Pelo passado e por tudo o que está anunciado ou omisso por razões tácticas, só temos razões de preocupação pela gestão dos cerca de 360 milhões do somatório de orçamentos de mandato e o seu uso para reforçar os tentáculos laranja nas instituições e sustentação dos planos dos interesses privados, sobre os interesses e necessidades da população.

O desiderismo renova as confianças, as fidelidades e com certeza muitas cumplicidades, indispensáveis para a caminhada final.


FORUM ALBUFEIRA

domingo, 1 de novembro de 2009

UM PAÍS DESCONCERTANTE!



Com a chegada do Outono e o fecho dos balanços do 3º trimestre da actividade económica e da época turística, que este ano coincidiram com a formação de um novo Governo, vão caindo no nosso conhecimento os números e as previsões para os próximos tempos.

Ao bom estilo da propaganda política de que o céu é já ali, o Governo aproveitou as décimas de aumento do consumo de Verão sobre os valores de crescimento negativo da economia, para lançar a palavra de ordem da retoma lenta, linguagem que não é acompanhada pelo governador do Banco de Portugal, que prefere chamar a atenção para o combate ao deficit, como condição a prazo para o relançamento da economia.

Os Bancos e o INE fecham as suas contas e a sucessão de factores macroeconómicos que nos são friamente apresentados, contrastam entre os valores fabulosos dos lucros dos primeiros, com os dados estatísticos das falências de empresas, o sufoco de uma boa parte delas e o consequente aumento do desemprego.

A economia clama por liquidez, em particular o sector mais flagelado das pequenas e médias empresas e os Bancos, que são co-responsáveis com os políticos pelo crash económico e financeiro do país, não participam no esforço financeiro e ainda se aproveitam do mercado para alimentarem a gula dos seus investidores.

Neste quadro de grandes dificuldades do país, em especial do seu mercado de trabalho e dos mais desfavorecidos, ainda se ouvem as poderosas e influentes Confederações patronais, a coberto das dificuldades de alguns empresários, rejeitarem a enormidade de 25 euros de aumento do miserável salário mínimo. O Governo, que sabe para que lado quer pender, refugia-se no silêncio cúmplice sobre um compromisso celebrado sob a sua égide.

Os triliões encaixotados nas off-shores, dinheiros roubados às economias reais dos países continuam intocáveis, quando se fossem injectados gerariam o emprego e a riqueza indispensáveis. Sobre esta situação, não saímos das declarações formais de uma resignação hipócrita, em que os responsáveis políticos de cada país se escondem atrás da estratégia europeia para a sua manutenção.

O Tratado de Lisboa, uma pseudo glória do umbigo de Sócrates, ainda vai concentrar mais poderes nos burocratas europeus e a hegemonia das decisões no eixo franco-alemão.

Os portugueses, são cada vez mais enterrados nos ditames macrocéfalos vindos de um poder distante e desconhecido, que nos coloca restrições e deveres sem que a qualidade de vida, traduzida em Justiça, segurança, salários, assistência médica e medicamentosa e reformas, atinjam os níveis dos nossos parceiros. Dizem que somos desqualificados, pouco inovadores e pouco produtivos, para justificarem os baixos salários mas não deixam de fugir ao fim das isenções fiscais concedidas.

Dos milhares de milhões injectados pela Europa, restam-nos as estradas, algumas escolas e equipamentos sociais mas, a nossa economia continua super dependente do investimento estrangeiro, porque os nossos empresários e algumas instituições bafejadas pelos fundos e em cumplicidade com os poderes políticos, não criaram as condições que se exigiam para o lançamento das bases de formação e inovação para a sustentação de sectores estratégicos vitais para a afirmação do país.

E esta crise não despertou o que de há de melhor no país, nada mudou nos comportamentos e preferimos adoptar as directivas europeias de incremento de políticas sociais circunstanciais, esperando que as economias mais fortes rompam a conjuntura negativa e relancem as outras que vivem na sua dependência, condição em que nos encontramos.

Continuamos um país adiado, onde os nossos responsáveis desfrutam da abundância de argumentos para prosseguirem as suas políticas de penalização do trabalho, em favor da apropriação da riqueza por uns quantos.

As políticas sociais europeias e as teorias de esbatimento das assimetrias, a existirem, ao fim de tantos anos ainda não chegaram a Portugal!


Luis Alexandre

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O DESEMPREGO ESTÁ AMEAÇADO NO CONCELHO COM O EXEMPLO DO EXECUTIVO?


O desemprego alastra por todo o concelho neste final de mais um mau ano turístico mas, o PSD e Desidério Silva, ganhadores de fresco de mais um acto eleitoral, num esforço titânico, dão o exemplo na luta contra o desemprego na região e no concelho, criando mais um posto de trabalho no executivo autárquico e outro no GAP (Gabinete de apoio ao presidente).

Graças à perda de um mandato do PS, foi possível alcandorar mais uma família laranja a um bom salário no executivo camarário. A permanência de um vereador PS, arrefecia mais do que aquecia e assim sempre está criado um posto de trabalho de referência com implicações nas finanças e vida do concelho.

Faltou um pouco de sorte para varrer o PS do mapa, porque assim o PSD teria ido mais longe e para além de fazer o pleno no executivo, teria arranjado espaço para empregar outro chefe de família da sua confiança.

Nunca esteve no imaginário de Desidério Silva, cometer o erro de atribuir um pelouro ao vereador do PS, tal como fez Arsénio Catuna, até porque a correlação de forças das duas épocas é bem diferente.

O convite feito por Arsénio Catuna e prontamente aceite por Desidério Silva em 1998, resultou em claro beneficio para o presidente que, pôde contar com a discrição geral deste e, no momento especial de votar o famoso Plano de Pormenor da Guia, justificou toda a confiança com a necessária ausência na sala que permitiu a sua aprovação. Plano esse que, já na governação do PSD, permitiu a aprovação do novo grande centro comercial previsto para aquele espaço.

O novo cargo criado no GAP, dada a pessoa que o vai ocupar, Helder Sousa, o reeleito presidente da Junta de Freguesia de Albufeira, é que não constitui uma medida de combate ao desemprego mas pode bem tratar-se de uma medida de futuro com vista a melhorar as condições de vida deste, o que não deixa de ser uma decisão que se insere no plano da louvável elevação da qualidade de vida.

Julgamos não haver razões para questionar a legalidade desta decisão, nem a insofismável utilidade da presença deste autarca nos dois cargos.

No futuro, todos iremos perceber o alcance e os resultados desta escolha.

Com decisões desta clarividência na área do emprego de topo, não temos dúvidas do empenhamento que se seguirá para se encontrarem as soluções para as situações graves de desemprego no concelho e que não pára de subir.


FORUM ALBUFEIRA

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A VERDADEIRA HISTÓRIA DO DAVID CONTRA GOLIAS


Neste mandato autárquico será que vamos assistir a uma verdadeira luta entre David e Golias, com todos os ingredientes de coragem, frontalidade e altruísmo que caracterizaram a história épica?

Já é de saudar a decisão de David Martins de exercer o seu cargo de pleno direito como vereador mas, levantará ele a bandeira do serviço ao povo, assumindo um papel de destaque na luta contra as más políticas que não concorrem para o desenvolvimento do concelho? Ou, pelo contrário, não mudará uma virgula na sua postura de quadro superior, ex-deputado, educado nos elementares princípios do seu partido de a alternativa vir pela podridão e queda natural dos adversários, como se de um pacto se tratasse?

Não queremos antecipar situações, deixando que o tempo fale por si mas, também não podemos passar ao lado do estilo morno e distante evidenciados quer na campanha eleitoral, quer no seu percurso de mais de um ano como novo presidente da concelhia.

No acto eleitoral, o povo demonstrou que não reconhecia mudanças no estilo lamacento e comprometido do partido dito socialista. O povo não hesitou em condenar ou a ignorar pela abstenção, a política de continuidade de não afrontar as más políticas do PSD. Não foi por ausência de descontentamento que o PSD ganhou e o PS perdeu. Quem tem o poder tem uma enorme vantagem e se não tiver oposição, não há quem o derrube.

Não nos esqueçamos que mais de metade dos eleitores não foram às urnas porque não foram em velhas conversas de novos e velhos figurantes. O povo não respondeu por falta de civismo como alguns tentam desesperadamente explicar mas, porque se sente impotente perante a força organizada instalada contra os seus anseios. Pesam nas cabeças e nas decisões, muitos anos de mentiras e oportunistas.

O rasto das más gestões do PS em Albufeira levaram-no á decadência, o PSD seguiu-lhe os passos não percebendo e agindo sobre os erros e novos desafios e os dois ainda se puseram de acordo para aplicarem o famigerado Programa Polis, que resultou, no essencial, numa intervenção de cosmética, deixando os problemas de fundo sem soluções.

David Martins comanda um PS enterrado na amargura da conivência, no desconforto do papel dos seus anteriores dois vereadores e, por isso, o povo não lhes reconheceu a importância de voltarem a ser dois, um ou mesmo nenhum.

Se a acção política das gestões PS e PSD produziram os mesmos maus resultados e se as políticas de fundo dos dois partidos pouco diferem, que papel de oposição se pode esperar de David?

Com certeza vai ficar pela discordância de pormenores, onde o PSD quer 5.000 novos fogos o PS quererá 4.950, onde o PSD quer fazer 50 habitações sociais o PS quererá pouco mais e, em muitas outras medidas estará de acordo, como já aconteceu com a nova vigência dirigente, no pouco tempo em que está empossada.

O FORUM ALBUFEIRA, como só tem compromissos com o servir a população, não vai ficar sentado para ver e não deixará de produzir as suas opiniões para influenciar o processo governativo, na senda do que tem vindo a fazer com bons resultados e muita irritação do poder e dos seus apoiantes.


FORUM ALBUFEIRA

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

POEMAS DE JOSÉ ARMANDO SIMÕES

CARTA ABERTA AOS PORTUGUESES


"Sobre o baptismo de uma ponte de Lisboa"


Quem deu o nome de Ponte Salazar?

Foram os áulicos bajuladores do ilustre ditador

quando já havia por cá outras pontes com esse nome.


Quem deu o nome de Ponte 25 de Abril?

Foi a revolta contra a guerra colonial

no Ultramar, e na Metrópole aonde a Besta Fascista

tinha assentado praça;

Revolta contra a mordaça

E contra a matilha que matou Delgado;

Contra o Tarrafal,

Presídio infernal

Negado por Marcello

Exilado no Brasil...


Deviam tê-lo enviado ao Tarrafal.



José Armando Simões

(membro do FORUM ALBUFEIRA)

terça-feira, 27 de outubro de 2009

INICIATIVA DA ALMARGEM

PASSEIO OUTONAL NA SERRA DE MONCHIQUE

Actividades2009-2010

Ronda da Fóia

1 DE NOVEMBRO

Caminhada sempre acima dos 700 m de altitude,
mirando o ponto mais elevado do Algarve
pelos quatro cantos da rosa-dos-ventos.
Pontos de encontro: 8h30 (Loulé - Duarte Pacheco); 9h45 (Fóia).
Nível: 5 de 10 (12 km - alguns declives acentuados).
Seguros e logística: 3,5 € (isenção para condutores com lotação completa).
Equipamento: botas de marcha; bastão; mochila pequena; almoço; água.
Inscrições: até 30 de Outubro (Telef. 289412959 / 960295202. SMS: 937306942).
Guia - Luís Raposo
almargem@mail.telepac.pt
www.almargem.org
Alto de S. Domingos, 14 - 8100-756 Loulé - Portugal
O PS, A LIDERANÇA E O MURO DA SERRA DO CALDEIRÃO


Miguel Freitas é um dos "monstros sagrados" da política algarvia. Não por feitos alcançados, que não se lhe conhece nenhum mas, porque consegue sobreviver aos insucessos das suas estratégias.

Dentro de um partido disforme, insonso e cada vez mais distante das grandes transformações sociais, o seu papel histórico encetado por Mário Soares de capacho dos ditames do grande capital, tão bem consubstanciado no estilo manhoso de Sócrates, mostram a disponibilidade da grande casa de albergue de todo o tipo de interesses das camadas da classe média urbana, onde o protagonismo, o carreirismo e as fidelidades são uma escola, onde não há reprimenda para os maus resultados.

Uma análise atenta sobre as eleições autárquicas na região, afinal aquelas que melhor aferem o trabalho organizativo das direcções distritais dos partidos, permitem concluir que a vitória em Tavira não apaga a profundidade da derrota global, onde sobressaem o esmagamento de um ex-presidente em Loulé e de dois ex-deputados em Albufeira e Vila Real de Stº. antónio, mais as perdas das Câmaras em Faro e Monchique.

As teses das "Polis para as pessoas" não passaram e o denominador comum foi a condenação da ausência do PS na vida das populações locais, optando pela política de gabinete sobre a denúncia e o trabalho persistente junto destas.

Ficou provado que, os nomes, os títulos, os chavões e o muito dinheiro, não chegam para ganhar eleições.

Depois da capitulação à atitude de diminuição do papel do líder distrital, que não chega para liderar a candidatura da região às legislativas, esta derrota de Miguel Freitas deixou-o numa posição de fragilidade para conduzir os destinos do partido em actos futuros.

As segundas linhas do PS na região, não percebendo o que está em causa nos propósitos de José Sócrates para a formação de um Governo a prazo ou, na melhor das hipóteses de ministros a prazo, acreditando que possa chegar ao fim da legislatura, revelam uma total incompreensão da realidade que criaram de uma vez menorizados para o parlamento, nem seriam achados para o Governo.

Os grandes partidos trazem o Algarve domesticado e basta olhar para a degradação dos factores sociais e económicos que não justificam um levantar de voz dos seus dirigentes locais.

Os partidos do centrão, teoricamente diferentes, acabam por se fundir nas suas práticas políticas generalizadas e no que se refere ao Algarve, os políticos para cá do Caldeirão afinam pelo mesmo diapasão e continuam a preferir a submissão partidária e provinciana, a uma atitude regionalista
de energia reivindicativa, que imponha o valor e importância da região no conjunto da capacidade de criação de riqueza no país.

A atitude no interesse colectivo da região, tem sido muitas vezes preterida pelos interesses pessoais da maioria dos nossos representantes e por este caminho continuaremos a ser vistos e controlados à distância e as nossas afirmações não passam de simples lamúrias.

Por quanto tempo mais vamos aceitar estas situações, é a pergunta que fica no ar!



FORUM ALBUFEIRA

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Tomada de posse autárquica...

O DISCURSO DA TRETA!




Como qualquer outra tomada de posse, esta centrou-se em mais um discurso de auto-satisfação, ornamentado com uma série de elogios umbilicais e elevado ao mérito das vitórias épicas.

O centurião Desidério Silva, exaltou e exultou com a sua retumbante vitória sobre um adversário que ele próprio trazia controlado, humilhado e agrilhoado aos favores. Durante toda a sua governação nunca teve oposição e julga-se um vencedor sem ter tido a coragem de ir ao campo de batalha da luta de ideias.

A presunção governativa permitiu-lhe gerir mais de 500 milhões de euros em quase oito anos e de obra feita em função das reais necessidades (habitação social, estacionamentos, escolas, jardins,etc.) do concelho, pouco há para mostrar.

Entre iniciativas de pequena monta, as obras que considera emblemáticas da sua gestão, estão todas com orçamento e execução a decorrer. E para tal, já contraiu dívidas que se estendem pelos próximos anos.

Explicações onde e como foram derretidos tantos milhões, descontando os cerca de 22% consumidos pelos custos de administração, não houve.

Sobre a Saúde e os cuidados continuados, vamos ter os privados a abocanharem o bolo e a fazerem doer a carteira, desaparecendo mais uma bandeira do PSD de lutar por um Hospital no eixo Albufeira/Silves. Os bailes e as excursões para os seniores estão assegurados, como que a dizer: "pode não haver dinheiro nos bolsos para a saúde mas morram alegres".

No arrendamento apoiam 50 famílias (gostaríamos de conhecer o número de pedidos dirigidos à Câmara e conhecer as razões porque não foram atendidos todos) e os pedidos de habitação social continuam a amontoar.

Nos estacionamentos continuamos como há 30 anos, os passeios vão resolvendo.

No ordenamento e ruído, os amigos do poder falam mais alto e iremos continuar a ser um mercado de trabalho para ciganos e dealers, bem como uma cidade de folguedo fora de horas.

Na segurança não há sinais de mudança e as condições agravaram-se na gestão do PSD. Até já chegámos ao patamar de termos um gang juvenil cujas ligações exteriores desconhecemos, para além dos outros que sempre actuaram em áreas de espécies protegidas...

A sazonalidade, disseram, está finalmente a ser alvo da elaboração de um plano... e só temos que esperar para ver se é desta que pegam no problema, depois de oito anos de degradação da qualidade e procura turística.

Por último, o tema da qualidade de vida que mereceu tantas referências, na proporção da sua queda. Aumento do desemprego, falências, degradação dos salários e até salários em atraso, perda de clientes e rendimentos, não se ouviu uma palavra sobre a forma como é que o Município vai intervir nestes problemas.

Foi mais um discurso da treta e dissimulador do passado, para consumo interno e sem estratégia para o desenvolvimento sustentado da cidade e do concelho.



FORUM ALBUFEIRA

sábado, 24 de outubro de 2009

O DESIDERISMO, A CLAUSTROFOBIA DEMOCRÁTICA E A CAÇA ÀS BRUXAS.


As vitórias eleitorais retumbantes têm efeitos celestiais nos corações dos populistas que, se por um pequeno feito (a primeira eleição) se achavam o máximo, depois de esmagarem apenas nas urnas alguns dos seus adversários, a tendência natural é para pavonearem a suposta superioridade, mesmo que esta assente na força das ordens e das assinaturas ao dispor.

Os últimos quatro anos de desiderismo, conduzidos debaixo de rédea curta sobre uma oposição do PS bem engodada, deixou-lhes o campo aberto para o proselitismo e as políticas dos favores bem reflectidas no desbaratar de quatro orçamentos milionários, que rondaram os 330 milhões de euros mais os empréstimos contraídos e sem que sido concluída qualquer obra de grande relevância para a população do concelho.

Todo o festival de obras públicas, prometidas ou não e sem olhar à sua importãncia estratégica, foram lançadas nos doze meses que precederam as eleições sem que merecessem comentários substanciais do novel líder do PS, entretanto enviado para pôr ordem na pouca vergonha socialista.

O acto eleitoral de 11 de Outubro acabou por sancionar em números, um poder claustrofóbico, rancoroso e mancomunado na força dos interesses de obediência que dependem das assinaturas do incontornável poder autárquico.

Os populistas ainda se assustaram com o volume, clarividência e determinação das criticas sofridas por parte dos sectores progressistas independentes, viveram os últimos tempos em alerta máximo, mobilizaram todas as hostes e as orlas, empregaram mais meios financeiros do que desejariam, numa reacção normal de quem tem medo da própria sombra e pouca confiança no trabalho produzido, não fosse o povo faltar-lhes à chamada. O mentiroso nunca está seguro, mesmo entre um milhar de iguais.

Conhecendo o estilo pouco católico do presidente eleito e dos seus pares, que confunde a legitimidade do voto para uma maior responsabilidade em cumprir o que promete, não nos admiraremos se este ainda agravar a sua conduta autoritária, sem ouvir ninguém, ridicularizando as perguntas e propostas adversárias, não importando o seu valor como contributos e que venha a usar os meios que controla e influencia para subretciamente perseguir e prejudicar os seus adversários.

Da parte das forças progressistas do concelho e porque os últimos oito anos foram esclarecedores dos interesses que norteiam o PSD e o seu presidente, não só não nos assustaremos como podem contar com a nossa atitude crítica e de fiscalização do elevado volume de promessas renovadas.

A população e os seus anseios estão primeiro e não vamos vergar a quaisquer formas de nos silenciarem. O FORUM ALBUFEIRA nunca deixará de denunciar a democracia de pacotilha que esteve e acreditamos que vai estar instalada nos órgãos autárquicos do concelho.




FORUM ALBUFEIRA

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

SAZONALIDADE, O CANCRO DO TURISMO!




A sazonalidade é a doença gangrenosa do Turismo e todos os responsáveis do sector e autárquicos têm adoptado uma atitude lasciva, deixando que a sua propagação consuma os recursos físicos, mentais e financeiros de uma actividade demasiado desgastante.

No caso de Albufeira e a realidade no resto do Algarve não é muito diferente, de facto, para a tesouraria da Câmara Municipal nunca ouve sazonalidade, vivendo até momentos de grande felicidade de aumento de receitas, em contra-ciclo com as actividades económicas do concelho.

Na última década e com maior incidência de 2005 para cá, todos os factores que sustentam a pandemia da sazonalidade têm-se agravado, colocando as empresas em sérias dificuldades financeiras e por arrastamento criando menos emprego e de menos qualidade.

A especulação imobiliária sustentada pelas decisões camarárias, contribuiu por um lado para o aumento exagerado da oferta e dos números irreais que se pedem pelos imóveis e pelas rendas e, por outro, massificou os espaços ao ponto de termos uma cidade enorme e sem as condições de beleza e sustentabilidade para prenderem proprietários e visitantes.

De cidade turística que já chamou no passado turistas durante oito meses do ano, estamos agora nuns escassos 3 ou 4 meses, o emprego que era para todo o ano ou a maior parte dele, está sujeito a contratos cada vez mais curtos e com piores salários, os encargos financeiros dos investimentos e de sustentação do negócio que se liquidavam no verão seguinte arrastam-se por mais anos levando à degradação das estruturas e da imagem dos estabelecimentos, enfim, enfrentamos problemas que nunca foram compreendidos pelas autoridades responsáveis, quanto mais combatidos.

Em oito anos de gestão do PSD, apesar de o seu programa falar timidamente de sazonalidade, na realidade nada foi feito para manter os níveis de apetência e chamamento dos visitantes de modo a minorar os efeitos negativos do crescimento desmesurado da oferta e do inegável afastamento das franjas com maior poder aquisitivo.

O Turismo de Albufeira degradou-se, somos obrigados a investir mais em captação e convencimento, quando no passado não muito distante, todas as qualidades naturais do concelho funcionavam por si e induziam a voltar, bem como uns bons milhares de idosos escolhiam esta terra para permanecerem os meses de inverno.

O cimento e a perda de qualidades não têm convencido as novas gerações de turistas e o executivo camarário, que renovou os seus votos á frente do concelho, voltou a falar do assunto nas suas promessas eleitorais sem que contudo se conheçam quaisquer planos a não ser o de continuar com o cartaz de fim de ano.

É pouco e precisamos de muito mais. Já o afirmámos no passado, a cultura e os seus consumidores são um potencial inexplorado. As iniciativas temáticas sustentadas em programas dirigidos a determinadas faixas etárias, são outra direcção a seguir e até o envolvimento das comunidades estrangeiras radicadas entre nós pode ser conseguido em acções que geram riqueza e têm reflexos além fronteiras. É tudo uma questão de vontade e imaginação e por vezes não são precisos muitos meios.

Também corroboramos as críticas dirigidas ao ALLGARVE, entendendo que em tempo de crise, mais do que animar é preciso concentrar os meios financeiros disponíveis em publicidade do destino nos velhos mercados onde já somos conhecidos bem como em novos e promissores.

É preciso travar o avanço da sazonalidade e preparar planos e meios para o fazer. Basta de atitudes contemplativas.

Também temos consciência que não basta agir ao nível da publicidade e da animação e que são precisas intervenções paralelas ao nível da requalificação urbana, dos edifícios históricos e tradicionais, da paisagem, do ambiente e da criação de actividades económicas alternativas e incremento das pescas e agricultura regionais.

Estas são tarefas de concertação e empenho globais que ultrapassam as competências da ERTA e exigem uma confluência de vontades de organismos, autarquias e forças sociais e políticas.

Luis Alexandre

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

LEMBRANÇAS PARA O SR. PRESIDENTE...

PARQUE VERDE DE VALMANGUDE ONDE ESTÁ?



Aquela que seria a obra de maior valor acrescentado para a população do concelho e servi de emblema na apresentação política do trágico-cómico Programa Polis/Câmara está embrulhada no esquecimento.

Nove anos depois de soarem as trombetas para anunciar a pomposa visita do Engº Sócrates, na altura ministro do Ambiente, ladeado por Arsénio Catuna, constatamos que o Parque Verde de Valmangude se tratava de uma promessa envenenada.

A família política rosa, na ocasião apostada em segurar a degenerescência das políticas do seu presidente de Câmara, precisava de um produto forte, que fizesse o milagre que não veio a acontecer.

Desidério Silva, vereador do pelouro do Ambiente do executivo de Arsénio Catuna, com a vitória eleitoral sobre este, esfregou as mãos de contente por lhe sair a ele a possibilidade de levar por diante e proporcionar à cidade, finalmente, um Parque Verde e logo em local de quebra da massificação do betão.

Passados todos estes anos e apesar das promessas, o Polis já fez as malas e o Parque continua uma miragem. E porquê?

Porque Sòcrates, Catuna e Desidério prometeram o Parque em terrenos que não lhes pertenciam e ainda hoje não estão assegurados.

Até se gastou dinheiro público para fazer o projecto e panfletos propagandísticos mas, tratar de assegurar a posse dos terrenos, zero.

O terreno pertence ao Inatel que tem pretensões imobiliárias para aqueles terrenos e, apesar de ser um organismo com ligações ao Estado, ninguém com autoridade neste país conseguiu estabelecer um acordo com esta instituição.

Se a autoridade do Estado se exerce sobre todos os particulares para projectos públicos de interesse nos quatro cantos do país, porque razão neste caso e representando o Parque Verde de Valmangude uma mais valia para o concelho de Albufeira, o assunto parece queimar as autoridades.

O Engº Sócrates e o seu fiel de armazém para o Algarve, Miguel Freitas, não incluíram Albufeira nos seus planos de visitas eleitorais e a razão prende-se unicamente com o facto de não quererem prestar contas por este projecto, entre outros falhanços do Polis, que foi lançado no esquecimento.

Quanto a Desidério Silva, reeleito presidente, não se lhe ouve uma palavra há muitos meses e nem na campanha ou no programa foi feita qualquer referência sobre o assunto.

Se procura jogar no esquecimento da população, não o vai conseguir porque o FORUM ALBUFEIRA não adormeceu sobre o assunto e exige saber que compromissos foram estabelecidos entre as partes. O silêncio fúnebre sobre o assunto só pode prenunciar engenharia de concertação que com certeza passa por deixar cair o projecto.

E o executivo camarário tem ainda que explicar as razões de despender centenas de milhares de euros do erário público em pagamentos de serviços para esta instituição.

Fá-lo-á de livre vontade? Não de certeza, até porque tem, mais uma vez, a conivência do PS e o vereador David Martins não vai fazer ondas sobre os assuntos do chefe.



FORUM ALBUFEIRA

INICIATIVA DA ALMARGEM

APANHA DO MEDRONHO NA SERRA DO CALDEIRÃO


Caros amigos (as),

A Almargem em parceria com as empresas Control Eventos, Megasport, Natura Algarve e We2Win, celebraram uma parceria com o objectivo de desenvolver iniciativas de Ecoturismo no Algarve, nomeadamente em torno da Via Algarviana. No dia 24 de Outubro pretendemos apresentar os objectivos e as bases que regem a referida a parceria.

Porém, em vez de uma comum apresentação, pretendemos envolver todos os interessados numa acção interactiva e informal, com um carácter social e ambiental. Nesse sentido, vimos convida-lo a participar num evento “Teambuilding” na Serra do Caldeirão, não só para ajudar a causa inerente à mesma, mas também para conhecer a parceria.

Junte-se a nós e participe nesta acção. O programa segue em anexo.

Agradece-se confirmação para o e-mail: jministro@almargem.org, ou, se preferir, através do número da Almargem: 289412959

Desde já agradecemos a vossa participação e divulgação.

Cumprimentos,

Pela parceria

João Ministro



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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A BASE SOCIAL DO VOTO LARANJA


Oito anos sem oposição e de mãos livres da execução laranja, criaram muitos vícios nas suas hostes. Desidério Silva cortou, atou e desatou como quis e fez dos dinheiros públicos, como qualquer outro soba local por esse país fora, um instrumento de consolidação da sua base social de apoio.

Uma leitura atenta da sua percepção pessoal, permite-nos concluir que os passos dados de chamar a si o protagonismo do favor de rua e de corredor, foram todos calculados e estavam à medida da sua personalidade viscosa e populista. Os favores da cadeira de decisão têm um efeito de subserviência duradoura e quando prestados a conjuntos organizados de indivíduos, tanto melhor.

Desde a sua primeira eleição até aos dias de hoje, Desidério Silva e o PSD nunca traçaram uma política de intervenção social sustentada em planos e objectivos. Tudo foi feito aos solavancos, à medida que os problemas surgiam. A única intervenção planeada foi a de manter os seniores do concelho envolvidos nalgumas actividades pouco dispendiosas mas de grande valor de influência psicológica.

Casas de renda social, cuidados continuados, assistência médica e medicamentosa, apoio generalizado a famílias numerosas e carenciadas, apoio aos bons estudantes carenciados, tudo isto não consta da acção do executivo que voltou a ganhar o comando do concelho.

No segundo mandato, há pouco terminado, em dado momento perceberam que precisavam de criar as bases da continuidade da sua política partidária e lançaram um plano de criação de uma estrutura social dependente da Câmara, a AHSA, comandada por vários satélites, ao mesmo tempo que não cumpriam as suas obrigações sociais com a estrutura secular do concelho, a Santa Casa de Misericórdia, só porque esta não é afecta a qualquer linha de subjugação.

Numa política miserável de divisionismo, que continua por desmascarar, Desidério Silva afecta terrenos e milhares de euros à AHSA, cujo trabalho não contestamos e deixando a Santa Casa, de maior expressão interventiva, com valências instaladas em condições deploráveis.

Quem leu com atenção o programa do PSd para o novo mandato, percebeu a insistência das referências ao social, na prossecução desta política que consiste em aprofundar a intenção clara de ridicularizar quem não controla e criar uma nova estrutura paralela controlada pelos seus correlegionários e cujo trabalho frutifique na direcção eleitoral de 2013 e seguintes.

Estas afirmações estão escritas e sustentadas em números nos documentos camarários mas, as forças progressistas do concelho insistem em não levantar a voz.

O FORUM ALBUFEIRA não o fará e voltará sempre ao assunto por cada euro mal gasto por este executivo.


FORUM ALBUFEIRA

terça-feira, 20 de outubro de 2009

AS MANTAS LARANJA, OS BAILES E OS ROLEX DOS CHINESES!



Consumada a coroação, que ocorreu ontem no meio das maiores bajulações, bem ao gosto pimba do coroado, que teve o calor humano daqueles que gostam de estar sempre do lado do poder dos vencedores e onde até poderá ter ocorrido a leitura ou citação de telegramas de felicitações de ilustres ausentes e habituais pendurados no orçamento camarário, vêm aí mais quatro anos onde a seriedade das causas e das promessas serão mescladas com os tiques populistas da importância dos adereços.

Nos últimos quatro anos e como boa forma de desviar as atenções sobre o incumprimento da grande maioria das suas promessas, o executivo de Desidério Silva, usou em boas doses a política da diversão, dos passeios, das ofertas, dos bailaricos e da boa mesa.

A ideia herdada de uma sua ex-vereadora, a criação do Clube Avô, foi usada sôfregamente para cansar os corpos dos seniores e deixar-lhes as boas e simplistas recordações dos benfeitores. E quando o baile não chega, há sempre a sugestão dos passeios a lugares a que a falta de condições financeiras nunca permitiram chegar ou umas reconfortantes e simbólicas mantas laranjas.

Em cima das eleições e sempre no mesmo estilo desinteressado, a comemoração do dia do idoso, levou o nosso inaudito presidente a mais um ímpeto de generosidade e com o dinheiro do Município, regalou um milhar de presentes, bem enquadrados e organizados pelas estruturas municipais, com um vistoso relógio.

Acusado de populismo, prontamente se invocou a casualidade bem estudada da coincidência de ocasiões.

Nos últimos quatro anos, estes actos controleiros de sugestão pelo primarismo deram um excelente resultado eleitoral e não há nenhumas razões para não terem incremento.

E no mandato agora iniciado, em curva descendente para a despedida e a preparação do substituto, as acções vistosas para consumo do olho e da barriga vão multiplicar-se.

È uma certeza!



FORUM ALBUFEIRA

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

NÃO BRINQUEM COM O FOGO!


De repente, assim como do nada, temos um bom punhado de figuras públicas do Algarve, envolvidas em polémica à volta da (in)segurança na região.

O que ressalta das trocas de acusações, entre “a atenção que é preciso prestar aos factos e aos seus impactos”, defendidos por uns e a teoria “de que não se passa nada de invulgar”, defendida por outros, é a de que a realidade e os números não mentem.

Nos invernos de 2007 e 2008, o recrudescimento dos assaltos, o aumento da sua espectacularidade, a sua entrada nos perímetros urbanos, a agressividade com morte associada e a sua ocorrência à luz do dia em recepções de hotéis, foram razões que levaram os dirigentes da ACOSAL, a pedirem uma reunião com a Governadora Civil que, na mesma linha do presidente da Câmara de Albufeira, desvalorizou o assunto.

Mas os assaltos continuaram, tal como a sua eficiência e objectivos revelavam actuações profissionais e bem sucedidas. A sensação de impunidade e o grau de perigosidade, nunca mais deixaram de ser uma preocupação de comerciantes e população.

O concelho de Albufeira foi um dos palcos preferidos dos meliantes, que justificaram relatos quase diários da imprensa nacional.

Mesmo com a introdução desse dado novo que foram os assaltos a recepções, a quartos e a clientes nas imediações dos hotéis, a comissão concelhia de segurança presidida por Desidério Silva e onde pontuam todos os membros do executivo, o presidente da assembleia municipal e o presidente de uma associação empresarial com sede em Albufeira, não mexeram uma palha.

O verniz estala quando, o insuspeito Foreign Office inglês, em legítima defesa dos seus cidadãos, faz os primeiros avisos de que a sucessão de incidentes com os súbditos de sua magestade, exigiam mais cuidados das autoridades nacionais.

Só perante a calamidade do principal mercado emissor de turistas emitir as suas ameaças e possivelmente pressionado pelos seus associados, é que o presidente da AEHTA, Elidérico Viegas, “surpreende tudo e todos” com as suas declarações “de que é preciso agir e investigar as possíveis ligações a redes terroristas”.

Mais uma vez, têm de ser os de fora a porem os dedos nas nossas feridas.

Para Bacelar Gouveia, deputado eleito pela região e presidente do Observatório Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo, faz todo o sentido a denúncia da situação e a sua investigação e para o líder regional do partido do Governo, Miguel Freitas, está-se a empolar a situação sem razões aparentes.

No meio fica a realidade e os avisos ingleses que, se não tiverem respostas eficazes, poderão muito bem espalhar-se a outros países, com todas as consequências para uma região que está mergulhada numa crise económica, financeira e social de que não há memória.

Em jeito de conclusão, se falar desestabiliza, então o que poderemos concluir da falta de acção? Os factos não podem ser apagados e este inverno vai ser o barómetro.

Cuidem-se políticos! Não brinquemos com o fogo!

Luis Alexandre

sábado, 17 de outubro de 2009

INSEGURANÇA EM ALBUFEIRA? NUNCA!


Apesar do recrudescimento dos assaltos "vulgares" verificados nos invernos de 2007 e 2008, as autoridades locais de Albufeira, continuaram a apelidar de alarmistas e desestabilizadores todas as vozes críticas que chamavam a atenção para a gravidade da situação.

Chegámos a ter dezenas de assaltos, a imprensa fazia eco do descontentamento da população e dos comerciantes e o executivo camarário e a GNR, negavam a gravidade dos factos e declaravam que tudo estava dentro "dos números normais para a época", como se nesta matéria um único assalto seja uma normalidade.

Como aqui já foi denunciado, a ACOSAL, consciente das suas responsabilidades levantou a voz e fê-la chegar ao Governo Civil que, adoptou o mesmo discurso de desvalorização da situação.

No entretanto, os assaltos partiram para um mais elevado grau de gravidade e espectacularidade, com assaltos à mão armada a Hotéis e outros com vítimas mortais e o presidente da Câmara de Albufeira e outros altos responsáveis continuam a declarar a normalidade.

A comissão de segurança concelhia, presidida pelo presidente do Município e em cuja composição figuram todos os membros do executivo e o presidente da assembleia, tal como o presidente de uma associação empresarial, nada fizeram, nem analisar a situação.

Foi preciso o Governo inglês pôr os pés à parede, indo mais longe do que as simples preocupações, passando a declarar o Algarve como uma zona de riscos acrescidos, para que todo o mundo acordasse para o que se estava a passar.

Finalmente, o presidente da AHETA resolveu abrir a boca e exigir que se tomassem medidas para se evitarem consequências mais desastrosas. O próprio novel presidente da nova autoridade regional do Turismo, saltou a terreno a aligeirar as afirmações de Elidérico Viegas. O verniz estalou entre os deputados Miguel Freitas (PS) e Bacelar Gouveia (PSD), também eleito pelo Algarve e presidente do Observatório Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo. As altas patentes das forças de segurança também se juntaram para negar tudo. É um verdadeiro desfile de declarações de alarmismo "que em nada beneficiam a região". E os factos quem os apaga? Haverá fumo sem fogo? De repente, pessoas com responsabilidades entraram em parafuso?

Os problemas estão no terreno, a imprensa volta à carga sobre o assunto e já se falam de redes internacionais que operam na região e não há razões para se parar para analisar o problema com outra responsabilidade?

Claro que o presidente do Município de Albufeira, no seu já conhecido papel de peneira, não conta para as soluções. Mas as forças sociais do concelho e da região não podem deixar de manifestarem as suas preocupações e exigirem novos modelos de segurança para o concelho e para o Algarve em geral.

O Turismo vive de imagens e a segurança figura na primeira linha delas. Temos todos de estar muito atentos ao que o próximo Governo vai fazer em prol dos interesses desta região turística.


FORUM ALBUFEIRA