
Os biliões de toneladas de todos os tipos de lixos produzidas nos quatro cantos de Portugal, despertaram interesses de peso e tornaram-se num negócio de grande limpeza nos orçamentos camarários e das empresas e, nem sempre são processados com limpidez de processos.
Desde as histórias mal explicadas do aterro da Cova da Beira, ao mais recente e mediático caso de Aveiro, com envolvência de repetidas figuras gradas, andam pelo meio muitos outros negócios bem regados em dinheiro e condições negociadas de vantagens para as empresas, de que é expoente próximo, o recente caso das pretensões da empresa Cavacos SA.
Esta empresa ganhou o concurso de prestação de serviços para oito anos e, sem que tenham sido aclaradas as razões, pretendia a sua reformulação com o acréscimo da módica importância de mais 10 milhões de euros.
Albufeira, para além de contrariar o que é normal prática das autarquias que contratam pelo máximo de 2 anos, abriu as portas, falta saber se de propósito, a todas as pretensões absurdas de renegociação dos contratos, invocando razões despropositadas de crescimento das áreas de acção.
Logicamente, contratos mais curtos evitam estes actos e permitem uma fiscalização mais eficaz no interesse do Município.
Este caso, que teve a denúncia pronta do FORUM ALBUFEIRA, morreu na assembleia municipal, onde o denunciámos mas, não deixou de ter os seus contornos intrigantes, na medida em que foi proposto por um chefe de divisão e prontamente aprovado no executivo camarário.
Mas várias perguntas ficaram no ar:
-nasceu e morreu num curto espaço de tempo e porquê?
-Havia ou não legitimidade na reivindicação da empresa?
-Percebe a assembleia municipal mais de lixos do que o chefe de divisão?
-E a decisão pronta do executivo, a que se deve?
Dez milhões de euros não são dez cêntimos e, afinal, estamos a falar do uso de dinheiros públicos, para cuja urtilização existem regras de ética e de Lei.
Deram os órgãos autárquicos alguma satisfação sobre o assunto, que se tornou tema de conversa pública?Não! E porquê?
Não há aqui matéria e acções contraditórias susceptíveis de levantarem dúvidas sobre os processos de gestão camarária? Há! E qualquer investigação, se as autoridades de fiscalização competentes a desencadeassem, mas claro que a oposição não estava para aí virada, teria sempre dois resultados possíveis:
- ou se detectam erros sobre os quais é preciso agir;
- ou se esclarecem todas as dúvidas nos munícipes e se desfazem quaisquer suspeitas de ilícitos.
No caso de Albufeira, supomos que vingam as dúvidas!
FORUM ALBUFEIRA





