sexta-feira, 2 de outubro de 2009
SERVILISMOS
Quaisquer que sejam os resultados políticos saídos de 11 de Outubro, o FORUM ALBUFEIRA seguirá o seu percurso de cidadania, exercido sob os mesmos princípios de equidistância dos partidos do especto, vencidos ou vencedores.
O que nos importa é o bem-estar da população e não o bem-estar destes.
Os Partidos são expressões de classes e camadas de classe e da luta entre elas e o papel do FORUM ALBUFEIRA é o de congregar forças para objectivos estratégicos e pontuais, com uma larga margem de abrangência.
Congrega-mo-nos para fins comuns e não nos agregamos para fins comuns ou para lá destes.
Nunca houve nos seus princípios a intenção de apregoar essa atoarda de sermos a consciência do concelho, mas contribuirmos para a formação das consciências e do serviço público consciente.
Os Partidos têm as suas filosofias próprias, os seus métodos próprios para resultados próprios, que estão gravados nas experiências de 35 anos de democracia parlamentar com melhor serviço prestado às camadas de classe mais favorecidas do que à imensa maioria do povo.
No poder local, depois de uns primeiros anos de proximidade dos anseios das populações, os jogos partidários dos tais interesses próprios foram instalando as obediências políticas contra a qualificação e o profissionalismo e os resultados estão à vista. Em Albufeira são gritantes onde um pequeno núcleo de incompetências se tem governado, desgovernando um concelho em condições financeiras de grande abastança.
Um aspecto dramático que por si só classifica o actual executivo é o facto de ter assinado milhares de pisos especulativos e não terem erigido uma única casa de habitação social! Abstraindo-nos do resto, este facto deveria condená-los a 11 de Outubro!
Reinando em círculo fechado de eminências pardas, ostracizaram e perseguiram tudo e todos os que não afinaram pelo diapasão.
A maioria absoluta tornou-se um flagelo no concelho. A representação de forças serve melhor os interesses gerais, aumenta a fiscalização e inviabiliza uma boa parte dos servilismos de conveniência.
A informação dos bastidores também não é apropriada por uma só capela, as brechas dos interesses permitem um melhor trabalho de cidadania que o FORUM ALBUFEIRA usará como instrumento de esclarecimento e resposta. Sem servilismos e contra as tentativas de instrumentalização, como no passado recente.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Tal como nos programas que ditaram a sua eleição, Desidério silva e o PSD repetem os chavões da defesa do ambiente e da implantação de mais verde.
No entretanto da gestão autárquica, vão-se assinando os projectos massificadores que, de aproximação ao verde só nalguma pintura.
Em oito anos de gestão directa, já que na indirecta implantou uma mão cheia de canteiros, o parque da Alfarrobeira aparece como um descargo de consciência.
As promessas verdes e ambientais foram afogadas pelas inundações de Setembro de 2008 e pelas descargas poluentes nas praias da frente da cidade, Olhos d'Água, s. Rafael e Arrifes.
Também nestes oito anos, a gestão da Lagoa dos Salgados e das falésias de s. Rafael e Arrifes foram "entregues" ao privado Grupo CS, onde as infracções se ouvem das bocas dos cidadãos e são institucionalizadas pela indiferença da Autarquia.
O projecto sobre a ribeira das Ferreiras, alvo da preocupação da Almargem, justificaram trocas de conversas e promessas do executivo camarário, que resultaram na intervenção "inventada" fora do programa eleitoral e da Lei.
Pressionado pelas críticas e de mãos quase vazias quanto às promessas verdes, surge a "brilhante ideia" de um parque de merendas, encanando mais 700 metros de uma ribeira selvagem que no retorno de 100 anos previsto na Lei, já deu muita desgraça e morte no centro urbano. A pressa nunca foi boa conselheira mas a gestão à vista do executivo PSD quis levar tudo à sua frente, como o poderá vir a fazer a ribeira e sem pedir licença.
Todos sabemos que quanto a questões de meter água, o executivo camarário é pródigo em desculpas de galochas calçadas.
Sobre o Parque Verde de Valmangude, falaremos mais tarde e em separado, pela sua importância esquecida.
O eixo central desta abordagem ao verde e ao ambiente é sem dúvida o mau estado geral e a apropriação pelos privados da mancha natural da Lagoa dos Salgados de onde o pinhal e o restante arvoredo desapareceram para darem lugar aos empreendimentos imobiliários para todos os gostos e desgostos.
Até aos dias de hoje, toda esta riqueza do concelho nunca foi alvo propositado de interesse das duas cores políticas que mandaram na Câmara, não havendo quaisquer exigências de protecção com regulamentação específica e vinculativa.
Estava ali um espaço soberbo de negociação que deixado ao arbítrio, a seu tempo proporcionaria rendimentos em várias direcções menos na do interesse da população, mais preocupada com o valor de cartaz turístico, ambiental e paisagístico.
Do lado do concelho de Albufeira, para além da ocupação de um terço da área húmida, os pinheiros deram lugar aos galinheiros e a Lagoa é hoje um espelho de água podre e proliferação de ratos e mosquitos.
Pela sua sedimentação e redução de margens, sempre que os níveis da água ameaçam os "green" de golfe CS, estes senhores tratam de acautelar apenas os seus interesses contra os de humanos e animais.
A impunidade de vista grossa tem imperado sobre tudo e preparou do outro lado, no concelho de Silves, mais um volumoso complexo imobiliário que pretende confinar ainda mais as margens da Lagoa e torná-la num lago de sobrevalorização dos rendimentos.
Esse empreendimento que tem o sim dos órgãos municipais de Silves, pertence aos nossos conhecidos e insuspeitos Irmãos Cavacos, os tais da Marina e da tentativa de assalto ao erário público de Albufeira, quando do pedido de mais 10 milhões de euros para os lixos.
Curiosamente, a Lagoa dos Salgados cujas águas perderam a capacidade de alimentar vida, está rodeada de tubarões e de protectores oficiais da espécie.
E como se tudo o que relatámos não fosse grave, acresce que está em curso a ideia de intervir na recuperação da Lagoa e os custos desta intervenção serem feitos com os dinheiros do erário público e não dos promotores imobiliários que com ela lucram.
Neste sentido, a Almargem pretende realizar uma acção pública que o FORUM ALBUFEIRA apoia, de voltar a realizar um passeio-manifestação de protesto e exigência de que se declare a Lagoa como património natural com regras e que quaisquer custos de intervenção sejam da responsabilidade dos promotores particulares instalados ou que adquiriram direitos privados sobre espaços públicos.
Logo que hajam decisões, anunciaremos no nosso blogue e pedimos a vossa presença e divulgação.
FORUM ALBUFEIRA
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Depois dos festejos regionais e abstraindo-nos dos resultados nacionais, há que fazer uma leitura própria para o Algarve e para Albufeira, uma vez que várias figuras do seu seio e em diversos lugares, tiveram intervenção e ambições.
Desidério Silva, afastado do processo interno de escolha para a lista de deputados, interveio na qualidade de vice de Mendes Bota e numa total subordinação à estratégia por este montada, de pouco fazer pela eleição da mulher que recusou dançar com ele. Acima dos interesses do Algarve, estava a vingança do homem que não gosta de levar duas tampas seguidas da mesma mulher. Mais Bacelar, menos Bacelar, mais afronta menos afronta, a aposta de maior protagonismo de Mendes Bota fica adiada porque vêm fortes lutas internas e Desidério Silva espera ter lugar no comboio.
A derrota de 27 de Setembro, desde o nível nacional, passando pelo regional pertence-lhe na sua quota parte e a local é sua em primeiro lugar e de Carlos Silva e Sousa em segundo.
Carlos Silva e Sousa e Elidérico Viegas, candidatos a deputados pelo PSD, ficaram à porta da ambição, apesar de Mendes Bota num dos seus rasgos de euforia, chegar a anunciar a "forte convicção" da eleição dos dois, respectivamente 4º e 5º da lista. Mas o mundo ainda não acabou e a conturbada situação política do País pode proporcionar surpresas inesperadas e renovação de ambições...
Do lado do PS, também a figura de Fernando Anastácio, que dissemos ser um perdedor e não uma mais-valia, ficou a ver navios quando foi colocado em lugar dado como certo. Um dos favoritos de Miguel Freitas, perdeu no leilão para os Partidos concorrentes.
Noutro plano, Albufeira esteve na eleição dos deputados do CDS e do BE, por via da subtracção de votos aos dois principais Partidos que se situaram na casa dos 29% do eleitorado, com umas décimas de vitória para o PS.
Não deixa de ser um factor de análise, o facto do PSD da maioria absoluta local, ter perdido para o PS, números que castigam directamente as políticas da dupla Desidério Silva e Carlos Silva e Sousa.
O PS formou um mapa côr-de-rosa com a espinha cravada pelo concelho de Loulé. Que esteve disputado, deixando tudo em aberto para o dia 11. Estão muitos milhões em causa, tal como em Albufeira, onde os dados da vontade do eleitorado estão a abrir outras cenas de palco.
Outro dado em análise é que os dois principais "enviados" para o Algarve foram eleitos, sem que se perceba onde influenciaram o eleitorado, faltando perceber no futuro que vantagens advirão pelas suas bocas, para a vida da região.
Do sobe e desce do pano, dois actos eleitorais estão concluídos e o terceiro fecha o ciclo. E do sobe e desce dos Partidos, ficam novamente as expectativas que sucessivamente são frustradas.
Luis Alexandre
terça-feira, 29 de setembro de 2009
A corrida oficial está na rua e a cidade vive uma aparente tranquilidade.
A agitação segue dentro de momentos depois de escalpelizados os números das duas eleições anteriores, que não dão sossego à arrogante maioria absoluta de Desidério Silva e do PSD.
O PSD ganhou o primeiro ensaio, perdeu o segundo e o nervosismo está instalado para o terceiro.
Perdeu nas legislativas para o PS, por poucas décimas, mas perdeu!
É um sinal claro da fraqueza do castelo na água, Al-bhuera, cujo significado Desidério Silva desconhecia mas irá começar a perceber daqui para a frente.
Indesmentíveis, são os números que dão uma larga maioria da esquerda deste regime, de quase 58% contra os 41% da direita.
Retirando o papel do CDS e da CDU, cujos valores não têm peso decisório, temos que, mesmo que o desempate técnico se faça para o lado da força e do uso e abuso do lugar institucional, o PSD não vai ter maioria absoluta bem como poderá vir a ficar em minoria no elenco camarário.
Os números das legislativas não vão descer para nenhum dos lados, podendo haver uma deslocação de voto útil do CDS para o PSD. Nestas eleições locais, os astros televisivos têm um papel secundário. Funciona o julgamento da actividade executiva passada e a capacidade das alternativas influenciarem o processo de convencimento do eleitorado.
Desidério Silva/Carlos Silva e Sousa e o PSD não repetirão os números de 2005, por má gestão e más políticas, apesar de terem construído à volta dos dinheiros públicos, uma camada de oportunistas que se julgam detentores das consciências dos vários sectores organizados. E a prová-lo está a existência de uma linha organizada de oposição interna do PSD local que não se revê nas orientações e práticas do desiderismo.
Os níveis de confiança na corrente do PSD que governou o concelho à direita, recusando o diálogo, afrontando sectores importantes do tecido social e económico e praticando uma política social miserável e divisionista, não são altos e a votação das legislativas são um claro sinal.
Em termos de ambiente político não se vê nenhuma onda de entusiasmo à volta dos dois principais candidatos. Se em 2005, Desidério era o desejado, em 2009, carrega todos os erros grosseiros do seu estilo autoritário, pouco lúcido e tendencioso.
David não é Anastácio, é enviado para cima dos escombros de um PS frustrado, comprometido e envergonhado pela miséria da sua actuação.
David tem um programa frouxo, que não se demarca dos principais erros estratégicos do seu adversário do PSD e limita-se a frasear promessas onde os seus antecessores falharam rotundamente. Em caso de eleição, o que mudaria na política de direita? Ficam as dúvidas...
O ex-militante de fresco do PSD, Manuel Aires, é o candidato do BE, os dois saídos do nada e sem trabalho de intervenção em Albufeira. Aos 15% televisivos do BE, Manuel Aires, porque não tem qualquer trabalho de ligação à população, não acrescenta nada mas tem a eleição assegurada. Das palavras aos actos, vai uma imensidão de outros caminhos que iremos analisar no futuro, para onde nos levam. De salientar que, depois da tentativa de fazer passar esta candidatura como de cidadãos independentes, os dinheiros gastos em cartazes e a ausência de referência a essa condição nos mesmos, mostram que é uma candidatura partidária.
Os candidatos do CDS e da CDU, um de fora e outro da terra, não existiram até agora, nem terão influência no resultado final a não ser que o PSD, receoso da conjuntura, negoceie um apagamento do CDS para o voto útil da direita do regime. O mesmo não fará a CDU, habituada a passear-se sózinha no sistema capitalista.
Nesta leitura de cenários, cabe à chamada esquerda do regime, concretizar a derrota da maioria absoluta e o domínio da política contra os interesses da população.
FORUM ALBUFEIRA
Honra seja feita à ACOSAL, que desde há dois anos vem chamando a atenção para a gravidade e crescendo da criminalidade no concelho de Albufeira. Nenhuma outra entidade o fez com tanta clarividência, baseando as preocupações em factos concretos, de cadência alarmante e impunidade assustadora.
A persistência das denúncias e dos apelos às autoridades, que incluíram uma audiência com a ex-Governadora Civil, Isilda Gomes, apesar das promessas de reforço dos efectivos e de atenção aos argumentos apresentados da necessidade da implementação de um novo modelo de patrulhamento e uso do posto da baixa como elemento de dissuasão e proximidade, não deram qualquer resultado e tudo ficou na mesma.
Tal atitude de desvalorização dos factos e das queixas das centenas de populares onde se incluem estrangeiros e muitas dezenas de comerciantes, levou a que da pequena criminalidade, passássemos muito rapidamente aos assaltos espectaculares a Hotéis, Finanças, bombas de gasolina, lojas, escritórios e simples transeuntes.
A sucessão de acontecimentos que têm tido eco na imprensa portuguesa, não passaram despercebidos às autoridades dos vários Países emissores de turistas, com particular destaque para o Foreign Office inglês, que certamente não agem de forma gratuita e apenas com a natural preocupação pelo bem-estar e regresso em paz dos seus cidadãos. O site oficial inglês de recomendações aos seus súbditos, coloca o Algarve como local a evitar.
As autoridades policiais e municipais locais, sempre subservientes às ordens superiores, assistem à evolução negativa da actividade criminosa, havendo já lugar à criação de bandos locais e que não deixarão de ter ou virem a aprofundar laços com bandos de fora e persistem nas desculpas ridículas da falta de volume de queixas.
O assassinato de um turista no Alvor e a agressão grave pela calada da noite a mais dois turistas na baixa de Albufeira, voltou a agitar as águas e levou o responsável da AHETA, Elidérico Viegas, a produzir a pouco surpreendente afirmação “de que não é mais possível continuar a esconder (???!!!) a situação” e de que “existem redes internacionais de crime organizado na região”.
As vítimas portuguesas não foram capazes de sensibilizar estes responsáveis, que só perante a ameaça das autoridades dos Países emissores de turistas iniciarem uma campanha de alerta para os perigos de viajarem para a nossa região, é que vêm a público reclamar uma atenção redobrada para os problemas da segurança.
O desplante é de tal forma, que acabam por reconhecer que andavam a esconder os acontecimentos em vez de se preocuparem com as soluções e a mais do que previsível radicalização do discurso europeu sobre a segurança dos seus cidadãos.
A Drª Isilda Gomes, agora deputada eleita pelo PS, deixou o cargo de representante do Governo na região, tendo contribuído para encobrir a escalada criminosa e sem que tivesse usado a sua qualidade de principal interlocutora, para exigir uma acção atempada.
O novel líder da Entidade de Turismo, Nuno Aires, em vez de revelar a preocupação que lhe compete, ainda entra em linha de choque com quem de certeza sabe dos bastidores e achou que não podia mais esconder o que é perceptível aos olhos da população.
Mais uma vez, o ónus da questão de um maior afastamento de importantes faixas de turistas, recai sobre aqueles que deram o alerta e têm todo o direito de exigir que o dossier com muitas páginas de protestos, venha a ter novos capítulos escritos com mais responsabilidade e sobriedade, no interesse das dezenas de milhares que vivem da actividade turística.
FORUM ALBUFEIRA
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Em primeiro lugar, o povo perdeu as eleições. Em segundo lugar vários Partidos ganharam as eleições. Resumindo, apesar dos foguetes da pequenada subserviente, o bloco central continua em supremacia e vai dominar o panorama das políticas, com os resultados que se conhecem.
Portugal, é e vai continuar a ser um País marginal, mantém toda a estrutura mental de comando da vontade popular, que a vai manter como fiel servidora dos desmandos europeus sobre a nossa organização e manutenção como plataforma de serviços, sem indústria, agricultura e pescas próprias.
As decisões continuarão a vir de fora para dentro, porque as forças políticas que detêm a supremacia sobre o nosso destino como nação independente, são fiéis seguidoras do actual quadro de políticas e “ajudas”. Até 2013, enquanto vier dinheiro líquido para a “nossa economia” , nada será posto em causa quer pelos dirigentes que sairão destas eleições quer pelo povo que ainda não reflectiu sobre o milagre europeu.
A forma de Governo que vier a formar-se, como havíamos escrito, qualquer que seja a sua eventual composição, recomendando a situação política explosiva que não seja minoritário, com ou sem parceiro de coligação, havendo dois Partidos em primeira linha de escolha, CDS e BE, não deixará de cobrar à população e ao seu tecido produtivo das médias e pequenas empresas, os proventos para a alimentação de um Estado e de uma classe política despesista e de protecção dos grandes interesses económicos.
A partir deste momento, continua a ser irrelevante qual será o parceiro do PS no futuro, sabendo que quando estiverem em causa os interesses do sistema vigente de mordomias, qualquer dos Partidos, com o PSD à cabeça, não deixarão de mostrar o elevado sentido de Estado que exibiram até aqui, morrendo as divergências quando as hipóteses de serem protagonistas se colocarem ou a necessidade de preservarem o essencial desta democracia em que a minoria continua a esmagar a maioria.
Uma conclusão fundamental se pode tirar destas eleições, é que o estado geral de mau estado da situação económica e financeira do País, tal como a situação das centenas de milhares de desempregados vão ficar num segundo plano de dependência dos macro interesses das forças dominantes, sob o pretexto das reformas do Estado, que pelas experiências do passado, não auguram nada de bom.
Em termos de Algarve, o PS perde em toda a linha, democraticamente e de forma generosa dá 3 dos seus deputados ao PSD, CDS e BE.
Miguel Freitas junta-se à alegria da vitória nacional, não estará muito preocupado em reflectir sobre a fraqueza das políticas específicas para a região onde a crise tem características mais drásticas do que no conjunto do País, nem estará muito preocupado em avaliar a política de claudicação á menorização do Algarve, quando se aceita um cabeça de lista sem capacidade de representação e de compreensão dos problemas, para além da intuição puramente académica.
Para Mendes Bota e o PSD, tratou-se de mais uma grande vitória, di-lo-á na melhor oportunidade, quando pouco fez por estas eleições e o líder do seu Partido, com os olhos postos na renovação interna, mais preocupado com o seu papel nesse cenário do que com os interesses globais do Algarve. Tirando o Pedro Bacelar, o enviado que veio assegurar um lugar na elite parlamentar, o PSD manteve os mesmos dois elementos do passado. Se isto é uma vitória…
O CDS não esconde o contentamento, elegeu um deputado que, tal como no passado, não deixará de fazer o seu trabalho sombra, mais em sentido estrito do que do interesse geral dda região.
A esperada “surpresa” vem, levando em linha de conta o resultado regional das europeias, da eleição da candidata imposta ao Algarve pela direcção nacional do BE, sobre as divergências dos ex-partidos componentes da actual força, que tinham outra ideia para cabeça de lista.
O veredicto está dado e vamos esperar pelas medidas que todo o Algarve reclama como urgentes.
Luis Alexandre
sábado, 26 de setembro de 2009
Antes do rebentamento da bolha que provocou o caos económico e financeiro que varre o mundo, já Albufeira estava em estado virosal adiantado e vinha criando as suas próprias borbulhas de diagnóstico reservado.
Paradoxalmente, toda esta putativa situação se desenvolveu no período em que o volume de receitas autárquicas atingia valores record ou, dito de outra maneira, a saúde financeira do Município contrastava com a quebra da procura, com o aumento da sazonalidade e o empobrecimento social, económico e financeiro da população e da malha empresarial.
A negação de qualquer crise e a incapacidade para a perceber revelada até então, acabaram por ser abafadas pelo despoletar da crise mais geral que veio alterar os factores de análise, que não poderão deixar de ser de incidência local, supondo que, por arrastamento, o concelho voltará a crescer. Puro engano que poderá custar bem caro!
Os factores que conduziram ao actual quadro de dificuldades têm uma raiz que assenta, fundamentalmente, numa governação à vista e sem objectivos traçados de longo alcance, na falta de diálogo com os agentes locais, na ausência de diagnóstico dos problemas e no mau direcionamento do investimento público.
Uma visita, ainda que superficial, dos pontos mais visitados do concelho que se distribuem pela linha de costa, dentro do cada vez mais curto tempo de concentração de visitantes, permitem-nos constatar as dificuldades destes em chegar com comodidade, relativa rapidez e segurança aos locais escolhidos.
Albufeira é um concelho turístico e não tem outras saídas. Um concelho turístico tem de estar sempre em movimento e renovação. O Turismo é uma actividade criativa que é dirigida a factores pessoais de curiosidade, interesse, estudo, desporto, saúde, prazer e os registos assimilados, de satisfação ou de crítica, têm de ser ouvidos e alimentados.
O estilo autocrático, privilegiando os grandes interesses privados e desprezando as franjas mais carenciadas da população e a capacidade produtiva, não pode deixar de ser questionado nestas eleições.
O “projecto” em curso a ser continuado nas condições de absolutismo conhecidas, só podem agravar os problemas. Em caso de reeleição do PSD sem um reequilíbrio de forças, esse “projecto” vai privilegiar um novo PU de alargamento de ocupação dos solos, quando a estratégia seguida do turismo residencial criou os actuais estrangulamentos, pretende entregar a saúde e os serviços camarários à exploração dos privados, reduzindo o emprego e a liquidez pública e mantendo o actual título de Município com os impostos mais altos do País.
A discussão eleitoral tem de colocar as soluções que devem passar pela concentração dos dinheiros públicos e da sustentada capacidade de endividamento, no relançamento da economia e do emprego, com base na:
1. Requalificação do centro histórico e património monumental do concelho;
2. Redução drástica dos índices de construção com ressalvas justificadas;
3. Requalificação e infra-estruturação da linha de costa e das malhas urbanas;
4. Combate à sazonalidade, criando pontos altos de programação cultural;
5. Redução da carga tributária sobre residentes e negócios;
6. Ordenamento das actividades e dos espaços em equilíbrio entre cidadãos e visitantes;
7. Um Centro de Saúde aberto 24 horas e reforçado nas suas valências;
8. Fazer do Ensino e da qualificação, uma alavanca de desenvolvimento;
9. Criação do Plano Viário Municipal e Rede Municipal de Transportes;
10. Racionalização e formação do funcionalismo, certificação e agilização dos serviços e adaptação dos horários à vida do concelho;
11. Estabelecimento de protocolos com a UALG, numa espécie de observatório permanente de produção de massa crítica.
12. Total apoio às instituições do concelho, que prestam relevantes serviços nas áreas sociais, culturais, desportivas e de lazer.
Doze pontos, doze linhas mestras para o futuro!
Luis Alexandre
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Nos meses atrás de pré-campanha e sem indicadores de voto, cada Partido fazia pela vida e jogava a argumentação de convencimento, numa luta que sabiam ser sem quartel e de aparentes ódios, para um único fim: os resultados das sondagens.
O discurso político sério e de demarcação entre eles, à medida que as sondagens vão definindo territórios, vão moldando as perguntas da informação e as respostas dos diversos líderes.
Essa história de cada um ser mais verdadeiro que o outro e de cada um ter melhores propostas que os outros, deixa de ser uma obsessão e as percentagens de intenção de voto começam a determinar o piscar de olhos entre eles, com vista aos pedidos de namoro.
De todo esperado pela maioria dos observadores, o cenário de maioria absoluta foi ficando afastado e os dois principais Partidos responsáveis pela situação em que se encontra o País, criam os seus próprios receios de uma governação solitária e altamente desgastante, ficando à mercê dos números das sondagens que passam a comandar a vida dos seus líderes e se têm de preocupar com os cenários pós-eleitorais.
Os outros Partidos rejubilam, a situação de degradação das condições de vida da população para a qual contribuíram é alvo de maior volume de promessas porque se põe a questão de saber quem assume o papel de aliado preferencial, para uma eventual formação de Governo.
Do lado do Partido dito Socialista, à frente da chamada vontade popular sondada, as suas referências do passado e do presente, Mário Soares e Manuel Alegre, cada um com o seu discurso concertado, vêm agarrar as pontas e entram na campanha, um para dizer para dentro e para o eleitorado que não escandaliza uma aliança com o BE como forma de dizer aos descontentes que não vale a pena deslocarem o voto para tal Partido e, o outro, fazendo uma recolagem estratégica, pelo combate aos serviços mínimos na Saúde propostos pelo PSD e com os olhos postos na degradação da imagem do seu concorrente a Belém.
Nesta recta final, como nas anteriores, o que conta para o assalto ao poder está de certa maneira “definido”. O poder não vai cair na rua, o descontentamento com as más políticas volta a estar controlado e os vários parceiros vão ter de se entender para continuarem o trabalho que está sempre inacabado.
O BE, em queda final e para evitar males maiores, nega qualquer futuro entendimento com o PS, escondendo a vontade secreta, a CDU diz que talvez, esquecendo as acusações de políticas de direita se o PS se decidir a portar-se bem. O CDS fica na lista de espera, o momento é mais de linguagem de esquerda mas este partido já foi opção no passado.
O PSD, num segundo lugar comprometedor, em que a sul ninguém mexeu uma palha, rejeitando esclarecidamente qualquer bloco central, prepara-se para as guerras internas com os olhos postos num desgaste rápido e em eleições antecipadas,
Chegados àquelas oportunidades que não se podem desperdiçar e mais importante que as lutas em bicos dos pés, todos estão de acordo em salvar o regime e imaginar a sua perpetuação.
O povo fica com sua parte de herói, que é sancionar no próximo domingo quem vai a solo ou em combinação, encetar o novo ciclo de medidas anti-populares para a recuperação do abalado sistema capitalista e de privilégios para os políticos servidores.
Luis Alexandre
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Não, de maneira nenhuma! Albufeira tem no seu historial o seu quinhão de resistência ao fascismo, tendo visto alguns dos seus filhos presos e perseguidos pelo regime.
Não sendo um bastião de acção, foi um bastião de resistência mental e de sofrimento, tendo fabricado também as suas figuras de relevo local, que nunca pactuaram com a exploração e a humilhação dos seus conterrâneos.
Nas primeiras horas do 25 de Abril, manifestou-se efusivamente e nos seus primeiros passos para substituir o poder corrupto de direita, escolheu homens de esquerda para dirigirem o concelho até às primeiras eleições livres, nas quais deu a maioria ao Partido Socialista.
A população de um concelho pobre, inserido numa região pobre e desprezada pelo poder centralizado do Estado Novo, nunca poderia apoiar os representantes daquelas forças que as oprimiram em condições de vida pouco acima da dignidade humana.
A população criou as suas expectativas, esperando que a riqueza produzida fosse usada para melhorar as suas condições gerais de vida, com destaques para a saúde, o ensino, a habitação e os salários.
A generosidade da população e com natural satisfação, acorreu às primeiras eleições onde o Partido Socialista, usando uma linguagem de esquerda e falando aos corações saiu vencedor, mantendo-se no poder à volta de 25 anos. Até à desilusão.
De Partido de esperança e com as oportunidades do Turismo em crescendo acelerado, rapidamente se deixou seduzir pelo oportunismo do betão e do desordenamento, passando a Partido carrasco de uma terra de beleza ímpar e de uma população que não hesitou em punir toda essa irresponsabilidade.
O Partido Socialista, por culpa própria, escancarou as portas à direita e já tinha estendido a passadeira àquele que sem grande dificuldade e para maior desgraça do concelho, o vem dirigindo até hoje.
A direita no poder, com Desidério Silva em presidente, dando largas aos interesses que alberga nas suas asas, intensificou a exploração desenfreada do imobiliário, assinou de cruz todos os projectos que em oito anos agravaram a descaracterização do concelho, deram força a sectores, como o da noite, que foi usurpando o sossego e criando a imagem errática de que Turismo é ruído, drogas e problemas de segurança.
Todos os erros graves de falta de estratégia para o desenvolvimento do concelho, praticados pelo PS, tiveram total correspondência na governação de direita, que até hoje se vê obrigada a repetir as promessas bolorentas dos estacionamentos, dos espaços verdes, da satisfação das necessidades do ensino e educação infantil, de saúde, de segurança, de habitação social e de qualidade de vida.
Oito anos de mentiras de direita, traduzidas em muitas promessas não cumpridas, oito anos de perda de identidade e empobrecimento geral, deixaram o concelho numa situação de grande fragilidade social, económica e financeira, da qual precisamos de sair, com novas políticas e novos protagonistas.
A 11 de Outubro, a população tem uma escolha séria para fazer e uma má escolha, ditará a continuação de más políticas e maus resultados.
11 de Outubro será o principio do fim do pesadelo?
FORUM ALBUFEIRA
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
MAIS UMA DENÚNCIA DE UM LEITOR... NO CASO, NA URBANIZAÇÃO DA PRAIA DE S. RAFAEL
"rais parta ó miúdo!".
Posta dos Paços
À questão da conspurcação da via pública, provocada por animais (canídeos), o Vereador António José Gonçalves (11 pelouros/funções), responde:
"... Sobre esta matéria, poderão ocorrer duas situações completamente distintas com níveis de actuação igualmente distintos. Por um lado, tratando-se de animais de companhia que passeiam na via pública devidamente acompanhados pelos respectivos donos, e que, por incúria ou negligência destes, deixam a via pública suja com dejectos, pode a Polícia Municipal actuar, como aliás o tem feito, no sentido de os alertar para a necessidade de proceder à recolha dos mesmos ou até mesmo proceder à sua identificação para efeitos de procedimento contra-ordenacional.
Contudo, pode igualmente acontecer que a conspurcação seja devida à existência de animais sem dono que erraticamente circulam pelas ruas, sendo que nestes casos a intervenção terá que passar pelos serviços responsáveis pela higiene urbana e remoção de animais abandonados ..."
O preclaro Vereador refere que para os animais sem dono, a intervenção é da responsabilidade da higiene urbana e remoção de animais abandonados... pelouros/funções das quais é o responsável, a par, com a Policia Municipal...
Posta dos Paços (IV)
À questão do ruído e legalidade/licenciamento de esplanada, o Vereador António José Gonçalves (11 pelouros/funções), responde:
"A esplanada referida encontra-se inserida em zona de condomínio, pelo que, não se encontra sujeita a licenciamento."
O fiducial Vereador, abre a porta a que, um destes dias, algum empresário com fidúcia, compre uma das lojas de duas frentes do Parque da Corcovada, e, do lado da Rotunda do Globo (Esfera Armilar), legaliza/licencia esplanada e cumpre a Lei do Ruído. Do lado da Rua Jornal A Avezinha, não legaliza/licencia e não cumpre a Lei.
Ciclovia - o comentário
Nunca uma lata de tinta azul fez render tanto....
in adf
Este traço azul, está presente em todos os concelhos e ostenta o pomposo nome de Ciclovia do Algarve... será que temos razões para duvidar das intenções dos edis?
FORUM ALBUFEIRA
terça-feira, 22 de setembro de 2009
leva a efeito um passeio de observação pela Lagoa dos Salgados, no próximo sábado dia 26 de Setembro.
Confira os dados, clicando abaixo.
Clique aqui
Comentário FORUM ALBUFEIRA:
Em boa hora, esta Associação realiza uma acção de visita a este local de grande beleza natural e que tem sido alvo de demasiadas agressões ambientais, sem que as autoridades competentes se tenham preocupado muito.
Desde a ARHAlgarve, que substituiu nas competências de supervisão a CCRA, até à Câmara Municipal, o fechar de olhos tem sido o traço característico das suas actuações de controlo desta área natural sensível e que está debaixo de directivas ambientais, que não têm sido cumpridas.
Esta é uma boa oportunidade para todos aqueles que se preocupam com este santuário, também integrante do concelho de Albufeira, estarem presentes e aprenderem com quem sabe, da importância de preservar o equilibrio deste pequeno eco-sistema.
Em momento eleitoral e porque os problemas recentes à volta da Lagoa têm sido notícia pelas piores razões, também seria conveniente a presença daqueles que se candidatam aos diferentes órgãos do concelho, para tomarem contacto directo com os problemas e usarem os seus papéis de eleitos na procura de soluções.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
A propósito da entrega pela CMA, de mais 40.000 euros à ACRAL
Sentado em cima dos milhões, naquele que é o mais recheado orçamento camarário (em proporção com o nº de habitantes), o sr. Desidério Silva, não pára na sua senda mistificadora da realidade que ele e o seu Partido criaram.
Em oito anos de governação, os elencos camarários laranjas foram os piores para o comércio tradicional da cidade. Nunca tiveram uma estratégia para a sua sustentação e, pelo contrário, afogaram-no com as suas políticas erradas e promessas não cumpridas. Fecharam ruas, provocaram o caos nas cargas e descargas, ainda hoje os parques de estacionamento não existem e assinaram de cruz a implantação descontrolada da média e grande distribuição.
A cereja em cima do bolo da inclinação para a defesa dos grandes interesses contra o comércio local, foi o planeamento ao milímetro com os seus empreendedores, que levou o actual presidente-candidato ao recurso à mentira descarada da negação do novo centro comercial na Guia, quando a discussão pública já tinha decorrido.
Com o poder crítico do comércio e restauração a subir face ao seu crescendo de dificuldades, agravadas pelo incumprimento da edilidade quanto a investimentos públicos, a contestação teve pelo menos dois momentos de explosão traduzidos em centenas de comerciantes a pedirem explicações, que levaram o executivo camarário a acordar da sua ignorância e o que fizeram foi montar o seu espectáculo de vazio de ideias, recorrendo à agência laranja para o enterro do comércio - a ACRAL.
Faltando a visão mas não faltando os dinheiros públicos, Desidério Silva e o PSD, com o apoio do PS, untaram as mãos da ACRAL com dezenas de milhares de euros para o desperdício numa campanha falida de criação de logótipo e cartazes de apoio ao comércio, com os resultados nulos que se conhecem, mas as ruas continuam desarranjadas, desordenadas e mal iluminadas, os impostos elevadíssimos, os ciganos no activo, a chinesice do dinheiro fácil a ocupar os espaços que os portugueses não aguentam e a especulação imobiliária em números incomportáveis para a realidade.
Com a pressão da campanha eleitoral à porta e sabendo do descontentamento instalado, agravado pelo mau ano económico, voltam-se a abrir os cofres do erário e salta mais um cheque de 40.000 euros, tudo dado em nome do comércio que não pára de se afundar. Projectos da autarquia ou do presidente-candidato, zero! Encomenda-se ao parceiro-coveiro, a ACRAL, que nunca fez nada por Albufeira.
E relembramos a população que, como compensação pelo apoio dado à implantação da nova grande superfície a nascer na Guia, o executivo, também com o apoio do PS, entregou de mão beijada a esta associação, um terreno na Correeira no valor de muitas centenas de milhares de euros pelo que os desafiamos a publicarem os termos e as razões dessa negociata e na qual não foi aposta, por recusa, a assinatura de todos os dirigentes locais da ACRAL.
Durante dois mandatos, o executivo praticou uma política de desrespeito para com as micro e pequenas empresas do concelho, quase liquidou as duas centralidades de negócios da cidade, as Areias/Sá Carneiro e a baixa e ainda agravou todos os impostos que sobre elas recaem.
Com o crescimento exagerado da cidade e da oferta, agravaram a sazonalidade sem que tivessem posto em prática qualquer plano para o seu combate e perante os relatos do aumento das dificuldades de tesouraria e do desemprego, não se lhes ouve qualquer proposta de apoio mas já adiantaram 40.000 mil euros para um qualquer milagre...
FORUM ALBUFEIRA
sábado, 19 de setembro de 2009
Por um curto período de tempo, em vésperas de eleições, o homem da rua é considerado "importante" porque depois de desfeito o circo, volta à qualidade de número.
Para além dos outros números que já ostenta, por decisão própria, passa a fazer parte do número dos ganhadores sem ganhar nada, ou dos perdedores, ou daqueles que cada vez mais, conscientemente, engrossam o exército dos descontentes da abstenção e do voto branco e são vilipendiados pelo desconforto e incapacidade das máquinas partidárias do sistema.
O poder, sob todas as suas formas, institucionais ou partidárias, acha que o homem da rua é apenas influenciável para o voto e que todo o manancial de informação e factos produzidos para trás, não fazem funcionar a sua consciência e decisão.
O tio desempregado, a irmã licenceada sem soluções, o avô reformado e sonhando com meses mais curtos, a vizinha que vive numa casa degradada, a Almerinda que está há 3 anos na lista de espera da operação, o Manuel que está inscrito na habitação social há mais de 10 anos, o João que só tem 50 anos e cujo pequeno negócio não resistiu, aos quais se juntam os muitos outros homens e mulheres da rua que incorporam os mais de 600.000 desempregados, os mais de 2 milhões de pobres, os milhões que vivem de salários baixos e precários e as famílias endividadas para darem educação aos filhos, estas pessoas que representam mais de metade da população são, afinal, esse grande corpo de aparente indiferença pelos destinos do seu País.
A classe política avençada aos tentáculos do Estado, está na rua procurando a impossível ligação endémica e na sua procura frenética do poder ou das franjas consoladoras, recorre aos truques do "deficit democrático", do Freeport onde só há inocentes, das escutas ao Presidente da República tal como já aconteceram ao Procurador geral da República, ao silenciamento administrativo de acções informativas, com ou sem ingerência estrangeira, como se nas trocas de acusações, apanhassem o homem da rua desprevenido e este não achasse todos os Partidos da ordem, capazes de se igualarem.
O homem da rua tem enormes vantagens sobre os políticos e os seus processos. Porque é na rua que tudo se passa, que tudo se sente e que tudo se julga e resolve.
Os políticos, pelo seu lado, levam as decisões para os gabinetes e julgam-se resguardados. Quando têm de vir para a rua, fazem-no em escudo físico e nos locais favoráveis. As sessões de esclarecimento desapareceram, a exposição à troca de ideias e perguntas incómodas foram preteridas pelas arruadas de bandeiras e brindes, esquecendo as acusações de pagamentos de votos.
Faltam poucos dias, para o País ir duas vezes a votos. Duas eleições distintas, para o mesmo fundo de problemas. Um País e as suas partes, mergulhados naquela que é a primeira grande crise da era da globalização.
A nível nacional, todos nos querem fazer crer que as diferenças que estão em jogo são quem tem melhores propostas para os impostos, como se alguma vez tivessem parado de subir, quem consegue relançar mais depressa o emprego fazendo apelos desesperados ao aumento do consumo para relançar a produção, sem pôr em causa que quem detém o controlo da produção procurará os lucros até à exaustão e à nova crise de valores. O grande saco azul da economia dos países e mundial, os offshores, é beliscado sem sucesso à vista, quando são, afinal, os grandes responsáveis e aproveitadores das crises, acabando por saírem ilesos e em renovação de estratégias para os próximos golpes.
O homem da rua está a ficar cansado de ser usado, de usarem o seu voto contra si, porque há sempre desculpas para os insucessos das políticas.
O homem da rua está a crescer, porque a democracia parlamentar trouxe as virtudes da comunicação, do contraditório e, hoje, os exercícios de cidadania vão dando os seus frutos sem que o sistema o queira reconhecer.
O Estado Novo também teve a sua surpresa!
Luis Alexandre
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
CONVITE A TODOS OS CANDIDATOS!
A campanha para as eleições autárquicas aproxima-se a passos largos e o FORUM ALBUFEIRA, na sua condição estratégica de equidistância em relação aos Partidos concorrentes, tomou a decisão de abrir as suas páginas ao debate de ideias sobre os problemas da cidade e do concelho.
Concretamente e sabendo que todos eles acompanham o nosso blogue, lançamos o desafio concreto de publicação dos textos de opinião de todos os candidatos, desde que devidamente assinados por estes e oriundos de email com credibilidade.
Na linha do seu critério largo de apreciação de opiniões, o FORUM ALBUFEIRA, não subverterá uma linha dos textos enviados e a cujo número não pomos qualquer limite. Cabe aos candidatos decidirem os termos e a densidade de intervenções que, exigimos, se façam no respeito da integridade pessoal e apenas com recurso aos argumentos construtivos que sirvam para o completo esclarecimento dos eleitores.
Fica o repto!
FORUM ALBUFEIRA
Hoje, o FORUM ALBUFEIRA, esteve presente na apresentação pública de dois livros da autoria de António Nóbrega, um homem que serve esta cidade nos seus serviços públicos camarários há muitos e bons anos, os suficientes para nos dar boas lições.
Os livros versam temas sobre uma interpretação simplificada das legislações recentemente promulgadas em áreas tão importantes como Urbanismo e da Restauração e Bebidas.
Na sua simplicidade de cidadão responsável, este homem público, património cultural da cidade, salientou a importância de boas práticas políticas na condução da ocupação criteriosa dos solos, evidenciando que a globalização não pode ultrapassar as regras do bom senso e os interesses globais e futuros das novas gerações.
Nas palavras simples, produzidas perante as autoridades costumeiras, ficou no ar a contradição entre as promessas e a razão.
As ditas autoridades, num auditório de maioria de verdadeiros amigos do autor, engoliram em seco, na medida em que o seu papel na prática do exercício do poder, vem desde há quase oito anos, contrariando uma parte da Lei e do respeito pelo interesses de desenvolvimento sustentado da cidade e do concelho.
Albufeira é uma cidade desarrumada, com perda acentuada de identidade por efeito das políticas interesseiras de uns quantos, apadrinhadas pela chancela camarária dos dois Partidos que sempre a comandaram.
O sr. Nóbrega pôs o dedo nas feridas e o poder engoliu! O problema é que as situações criadas são graves e de difíceis e caras soluções. Os interesses que se foram instalando debaixo da capa protectora da jurisdição camarária PSD e PS, criaram uma considerável camada de pequenos ditadores que, com o seu dinheiro, se julgam donos e senhores do território e das ideias.
Mas as partes boas da cidade e do concelho não dormem e não deixaram de pensar!
Fica o aviso!
FORUM ALBUFEIRA
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
À ATENÇÃO DOS CANDIDATOS À CÂMARA...
Para os sucessivos Governos, qualquer que seja a sua cor, Albufeira é uma cidade pequena!
Tem dimensão mas não tem pessoas e este argumento determina a abominável política de segurança da cidade e do concelho.
A exígua dimensão do velho posto policial no centro, por força do crescimento da cidade, impôs a construção de um novo. Aumentaram as áreas a policiar, mas não aumentaram os efectivos. Aumentaram as receitas do Estado, subiram os riscos dos investidores no concelho mas não subiram os níveis de segurança do seu património. Centenas de ruas e urbanizações têm uma reduzida presença humana ao longo de 8 a 9 meses do ano e estão por sua conta. Os anos passam e a indiferença das autoridades está instalada e não há sinais de mudanças.
As autoridades nacionais seguem linhas de contenção financeira e as locais, confessionadas no presidente de Câmara do PSD, acobertam-se na sua argumentação e não produzem afirmações públicas de rotura ou adoptam soluções que podem passar pelos seus poderes.
Albufeira não é uma cidade insegura mas aumentaram consideravelmente os índices de criminalidade e estão associados à presença de marginais estrangeiros e à vida obscura de sectores da noite.
O crescimento físico proporcionou nos últimos anos o crescimento económico e o emprego, as franjas de pobres nacionais ou estrangeiros estiveram quase sempre bem enquadradas pelas instituições de solidariedade mas, o agudizar da crise que esse crescimento descontrolado provocou, a par da outra, a mundial, vão gerar novas hordas de pobres e de desesperados que para além do problema social que representam, criam núcleos de inconformados e de marginalidade.
No Inverno passado, Albufeira foi vítima de assaltos continuados e cada vez mais espectaculares e no coração da cidade. As autoridades desvalorizaram os factos mas a consciência da população fez os registos da sua real gravidade e dos prejuízos. Os assaltos a residências e comércios foram às dezenas diariamente e as autoridades camarárias e policiais, não alteraram uma vírgula nos seus processos e maneira de abordarem o assunto.
O reforço de Verão ir-se-à embora e ficaremos reduzidos à mesma insignificância do passado. Os efectivos disponíveis voltam à casa dos cinquenta e poucos e apesar dos seus esforços, o concelho vai voltar à mesma fragilidade de exposição.
Alguns sectores da vida social e económica, receiam que a deterioração social possa aumentar a agressividade dos assaltos e que estes se façam cada vez mais pela força, em pleno dia e no interior da cidade.
O aviso fica feito e quem tem responsabilidades sobre a matéria, deve interiorizar que a população está mais atenta do que nunca.
FORUM ALBUFEIRA

